O Grêmio conquistou uma grande vitória no domingo, contra o São Paulo, no Morumbi. Vitória de 2 a 1, fora de casa, contra um clube grande que, embora não viva seu melhor momento, também anseia voos maiores no BR-12.
Essa vitória sobre o São Paulo pode ser simbólica. Estamos diante de um Grêmio pronto, maduro e qualificado o suficiente para disputar as primeiras posições e buscar o título? Em parte, entendo que sim. O time de Luxedmburgo está pronto, e o grupo está fechado. Não chega mais nenhum contratado, e quanto a equipe titular, o máximo que pode mudar são as laterais. Direita, Edilson é o mais titular, mas Tony corre por fora e tem chances. Na esquerda, Pará "quebra um galho" como titular desde que chegou ao Olímpico, junto com o treinador. Por ali, os da posição, Julio César e Marco Aurélio, não conseguem jogar devido às diversas lesões.
Pela partida que fez, se aproveitando de um São Paulo fragilizado, ainda em formação, e conseguindo virar um resultado de 1 a 0 para o 2 a 1, fora de casa, se valendo de opções do grupo como Marquinhos e André Lima, e também por outras partidas, como o Batafogo no Rio, o Fluminense no Olímpico, dão sinais que o time alcançou um grau importante de maturidade. Sobretudo após as entradas de Zé Roberto e Elano, somadas aos retornos de Kléber e Moreno, que finalmente conseguiram uma sequencia jogando juntos.
Luxemburgo achou uma maneira de jogar, fixou o 4-4-2 abrasileirado, com dois meias, dois volantes e dois atacantes. Tem alternativas, como o 4-3-3 que venceu o Sport por 3 a 1 ou até mesmo o 4-4-2 britânico, eficaz contra o Botafogo de Seedorf.
Projetar uma disputa de título ainda é inviável, pois no cenário atual de do BR-12, o Atlético Mineiro, o Fluminense e o Vasco estão um passo à frente dos demais. Principalmente o Galo. O Flu, ao que tudo indica, é quem pode alcançar o time mineiro. O Grêmio, por enquanto, é o time mais forte depois destes três , e tem possibilidades de se fixar no bloco dos ponteiros da tabela.
As duas próximas partidas são no Olímpico, contra equipes que, teoricamente, representariam maiores facilidades ao Grêmio. Se o Tricolor confirmar dois bons resultados, podem ser seis pontos essenciais para a sequencia da competição.
Hoje o Grêmio enfrenta a Portuguesa, às 19h30. No final de semana, recebe o Figueirense.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
A estreia da dupla Grenal no BR-12
No Beira-Rio, contra o Coritiba, o Inter fez seu primeiro gol cedo, aos 8 minutos. Desde então controlou o jogo, até fazer o segundo, aos 37, e liquidar a fatura ainda no primeiro tempo. Dorival já não conta mais com Tinga, que foi para o Cruzeiro, ainda não pode escalar D'Alessandro, em fase de recuperação, assim como o lateral Kléber - que talvez nem seja mais considerado titular - e Sandro Silva, que sofreu um corte no joelho. Portando, o que se viu nesse domingo é quase o time titular do Inter, com a ressalva de dois ou três jogadores.
Num 4-4-2, com Dagoberto mais solto, fazendo mais a função de segundo atacante, com Dátolo na meia-esquerda e Oscar atuando mais à direita. Assim deve ser o desenho tático do Colorado para o restante do BR-12, a não ser que reforços de muito peso cheguem ou que, ao invés de Dátolo, Dagoberto deixe a equipe para o retorno de D'Alessandro.
A partida do Inter não foi extraordinária. Apenas jogou melhor que o Coxa. Teve bons momentos, de jogadas muito bem tramadas, mas não conseguiu manter o ritmo nos 90 minutos, provavelmente porque o jogo já tenha se definido no início e o Coritiba pouco ameaçou. Sem dúvida o Inter pinta como um dos candidatos num campeonato que ainda não tem favoritos.
No Rio, o Grêmio deixou escapar uma oportunidade de ouro. Tivesse melhor sorte e competência, não arrancaria apenas um empate no São Januário, mas sim uma vitória. O Tricolor jogou melhor que o Vasco, mas acabou derrotado por 2 a 1.
As duas equipes pouparam jogadores. O Vasco mais, entrou em campo com muitos reservas. No Grêmio, Luxa preservou Léo Gago, G.Silva, Souza e Moreno, que ficou no banco e entrou no segundo tempo. A experiencia que o trinador queria fazer era escalar um losango com Marquinhos e Marco Antonio juntos, já que Gago não tem um reserva imediato e está pendurado na Copa do Brasil. Deu relativamente certo, porém, muito mais pelo desentrosamento vascaíno que qualquer outra coisa.
O Grêmio reclama de um gol anulado de Miralles, no segundo tempo, quando já estava 1 a 1. O lance pode ser discutido, se o juiz tivesse apitado a falta do André Lima antes do Miralles fazer o gol, não ia ter polêmica. Mas fica a dúvida se foi falta do centroavante antes do goleiro Prass se chocar com o zagueiro Rodolpho. No lance, também dá pra bancar o gol sem problema. O problema foi a demora e a interferência do árbitro auxiliar atrás do gol.
Mas não foi por isso que o Tricolor perdeu. Foi pela ineficiência de seus atacantes. Marcelo Moreno conseguiu entrar pior que o André Lima, contribuiu pouco e ainda desperdiçou um pênalti. E o argentino Miralles perdeu pelo menos dois gols.
Nesse BR-12, com os reforços que Luxemburgo vai receber em breve, o Grêmio está no bolo daqueles que são candidatos. Mas ainda não sabemos se o time vai encaixar. Vão entrar na equipe o lateral Julio César, o meia Zé Roberto, o atacante Kléber. E tem o Marcelo Moreno, que há tempos não está 100%.
*Foto Inter, divulgação
domingo, 18 de setembro de 2011
Grêmio tem derrota exagerada
Geralmente um 4 a 0 é incontestável, ninguém goleia de graça. O Vasco não goleou o Grêmio de graça, foi uma vitória merecida do time vascaíno, que é líder até que Corinthians e Santos joguem às 16h desse domingo. Mas exagerada pelo bom primeiro tempo gremista e um início de segundo nem tão ruim assim. O time de Celso Roth não resistiu a um sistema defensivo em noite pouco inspirada, que não segurou a onde de um bom Vasco que, apesar do 4-3-3, esperou o Grêmio e contra-atacou cirurgicamente, ao comando de Diego Souza, que atuou pela esquerda caindo em diagonal para o meio. Diego foi o grande nome do jogo.
Até poucos minutos antes de sofrer o quarto gol, aos 16 min do segundo tempo, o Grêmio mantinha certa consciência na partida, ainda tentava alguma coisa. Depois do quarto, mesmo com Roth abandonando o 4-2-3-1, colocando Leandro ao lado de André Lima e fechando as laterais com a entrada de Adilson no 4-3-1-2 e o losango no meio, o Grêmio não tinha mais cabela para esboçar qualquer reação.
Num primeiro tempo que o Grêmio conseguiu rondar a área vascaína, faltou um pouco mais de penetração, um pouco mais de Douglas e Marquinhos. E desse mesmo Marquinhos, e Escudeiro do outro lado, um pouco mais de cooperação defensiva, o necessário para que Roth não tivesse que mudar o esquema e proteger os laterais para não levar uma goleada histórica no São Januário.
Uma derrota dessa apenas não está na conta de quem almeja o título. Para o campeonato que o Grêmio disputa em 2011, perder para esse Vasco, fora de casa, está no script. A sequêcia de bons resultados e o crescimento lento e gradativo na tabela deve ser retomado contra o bom Botagofo de caio Junior, só que no Olímpico, lugar onde o Grêmio não pode deixar de somar pontos caso queira coisa melhor no BR-11.
domingo, 19 de junho de 2011
Sob chuva, Grêmio e Vasco empatam no Olímpico
O Grêmio fez um jogo correto táticamente. Renato voltou ao 4-3-1-2, único esquema que deu certo desde a sua chegada ao Tricolor. Pecou pelo excesso de erros de passes, isso em todos os setores do campo, mas principalmente na hora de finalizar as jogadas de ataque. A opção de Willian Magrão na vaga de Fernando para dar mais força ofensiva ao time, surtiu pouco efeito prático. E a zaga formada pelos jovens Saimon e Mário jogou mais do que a dupla dos experientes Rodolfo e Rafael Marques.
Diante de um Olímpico esvaziado e impaciente, muito por causa de uma derrota supervalorizada frente ao bom São Paulo no Morumbi, contra o Vasco o Grêmio alternou bons e maus momentos. No primeiro tempo, não fosse a grande atuação de Fernando Prass, que pegou um pênalti - de marcação muito discutível - certamente o Tricolor teria aberto o placar.
Pouco fez ofensivamente um Vasco que se mostrou organizado, que joga num esquema similar ao do Grêmio, com um losângo na meio-campo, tendo em Diego Souza a figura mais aguda do setor, e Felipe mais aberto à esquerda. Estes dois citados, as principais referências técnicas do time de Ricardo Gomes, não estavam em tarde inspirada. Foram substituídos na segunda etapa, e um dos jogadores que entrarou foi o jovem e muito bom meia Bernardo, que em uma das suas primeiras jogadas acertou um cruzamento quase chute a gol (ou ao contrário) e surpreendeu o goleiro Victor.
O Grêmio teve um Douglas muito participativo, que errou bastante é verdade, mas chamou o jogo e acertou bastante também, mas não teve companhia. Lúcio não fez bom jogo e foi substituído por um Escudeiro que jogou bem os minutos iniciais dos 45 que participou. Lá na frente, Lins e Viçosa fizeram péssima partida, e demostram a urgência com que o Grêmio espera Miralles, André Lima e Leandro.
Roberson entrou para finalizar da maneira que o Grêmio mais tem oferecido risco aos adversários, de cabeça, depois da cobrança de escanteio de Rochemback. O time de Renato poderia ter conseguido a virada no abafa final. Ou até mesmo se tivesse errado menos enquanto conseguiu controlar o Vasco.
Muito claro fica é que esse elenco jogo assim, no 4-4-2 com meio-campo em losango. Fica claro que na hora do aperto ainda falta farinha no saco, mas não era para faltar tanto quanto tem faltado.Renato que reze para contar logo com os reforços, caso contrário, não vai passar muito disso que a torcida viu e vaiou.
domingo, 10 de outubro de 2010
Vasco 3x3 Grêmio
Não vi, mas gostei. No segundo tempo, perdendo de 3 a 1, Renato não relutou em mexer no time e ir pra cima. A ousadia do treinador foi premiada aos 43min do segundo tempo, quando saiu o gol de Gabriel - o gol de empate. O Grêmio ficou com 43 pontos, na 7° colocação do BR-10 e ainda pode ser ultrapassado por Palmeiras ou Botafogo, que se enfrentam nesse domingo no Engenhão. Jonas disparou na artilharia, tem 19 gols contra 11 do Bruno Cesar, do Corinthians. O próximo jogo do Tricolor é no Olímpico, o Grêmio enfrenta o bom Cruzeiro, 2° colocado do campeonato.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Água e água, 1 a 1
Futebol de menos, afogado no gramado do Olímpico Monumental. Grêmio e Vasco fizeram o possível, era o que dava para fazer sob tanta chuva. Muita chuva. O jogo começou em condições complicadas, aos dez minutos do segundo tempo estava impraticável. No segundo tempo, a prática do futebol ficou completamente comprometida.
Em condições normais, o gol que o Victor tomou logo no início da partida poderia ser considerado uma falha. Mas não, é compreensível que em pleno dilúvio em Porto Alegre, se tome um gol desses, gol de Nunes, de cabeça, com a bola desviando antes de tomar o rumo do gol, logo aos seis minutos. Em condições normais, e de crise estabelecida no Olímpico, esse empate contra o Vasco derrubaria Silas. Mas não são condições normais, e Victor não falhou (bisonhamente), o Grêmio não ganhou e o Silas não caiu.
Sorte que o Grêmio chegou rápido ao empate, em boa jogada, com velocidade e troca de passes. Algo praticamente impossível nesse jogo. Sorte, e golaço de Jonas. O restante do jogo foi balão prum lado, balão pra outro e alguns lançamentos, principalmente para o bom atacante Jonathan, que jogou aberto na esquerda, entrando em diagonal, aproveitando a má jornada do improvisado Fernando na lateral. Por aí o Vasco levou perigo.
Muito mais que isso não teve. O que teve, nem Heber Roberto Lopes nem o bandeirinha viram: a meia-mão e o meio-peito que impediram o gol de Borges, aos 46 do segundo tempo. Poderia ter sido pênalti, e o Grêmio poderia ter convertido, feito o gol e virado o jogo. Mas também poderia ter errado, com a boa parando entre o gol e a marca do pênalti - coisas do futebol sobre a água.
Certo mesmo é que o jogo não precisava ter saído e que com esse empate de 1 a 1, Grêmio e Vasco não deixam a zona do rebaixamento, por enquanto.
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