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sábado, 22 de novembro de 2014

Dobradinha Gre-Nal na Libertadores é muito difícil

Sobre essa reta final de BR-14, tenho duas convicções. A primeira delas é que a definição do G4 sai apenas com as combinações dos resultados da última rodada. A segunda é que a única chance de Inter e Grêmio irem juntos para a Libertadores é o Cruzeiro sendo Campeão da Copa do Brasil e possibilitando que o quinto colocado também se classifique.

São três rodadas em que tudo pode acontecer. Mas fico com minhas projeções, e entendo que seja improvável que tanto o time de Felipão quanto o time de Abel Braga façam mais de 7 pontos nas próximas partidas. Para isso, sou otimista com o Tricolor e acho que o Grêmio não perde pontos para o Corinthians. Porém para o Inter, estou com o sentimento que em um dos dois jogos em casa (Atlético-MG e Palmeiras), o colorado perde pontos.

Usei o simulador do Globoesporte.com para chegar nas duas possibilidades de tabela que posto logo abaixo. Todos os resultados utilizados foram de 1 a 0 ou 1 a 1 e no item "Últimos Jogos", verde significa vitória, cinza é empate e vermelho é derrota.

Inter Classificado

Nesse cenário o Inter faz o mesmo número de pontos que o Grêmio, mas termina o BR-14 com uma vitória a mais que o rival, ficando na quarta posição. Aqui, coloquei o time do Abelão empatando com o Palmeiras, dentro do Beira-Rio. Se no meio do semana o Cruzeiro conseguir virar sobre o Galo e vencer a Copa do Brasil, com essa tabela o Tricolor Gaúcho também se classificaria.











Grêmio classificado

Aqui, para o time de Luis Felipe Scolari conseguir sua classificação é fundamental não perder pontos para o Corinthians. A partida deste domingo é fundamental. Uma derrota não impossibilitaria matematicamente, mas seria um golpe muito forte para o Grêmio e a combinação de resultados nas duas partidas restantes seria improvável. Na tabela abaixo, para o Tricolor ficar em quarto, o Inter precisaria somar apenas 66 pontos.


domingo, 27 de abril de 2014

Grêmio e Inter têm jornadas distintas no final de semana

Botafogo 2 x 2 Internacional
A equipe de Abel Braga fez um baita primeiro tempo, envolveu o combalido Botafogo e podia ter feito mais que dois gols. A vitória seria um passo inestimável rumo à liderança, principalmente por se tratar de um jogo fora de casa, contra um clube grande, e se constituindo na segunda vitória consecutiva. O Inter do primeiro tempo é promissor e deve ser perseguido por Abel a cada treinamento.

Mas a segunda etapa foi desastrosa. O colorado faliu tecnicamente. O apagado Alan Patrick saiu para a entrada de um desembocado Otavinho. D'Alessandro não conseguiu chamar o jogo pra si, teve má jornada o argentino e Dida falhou em pelo menos um dos gols do Botafogo. O time carioca teve modificações no segundo tempo, voltou mais veloz, sem Jorge Wagner e Aírton, e contou com a tarde inspirada de Emerson Sheike.

Não foi o resultado dos sonhos. A vitória parecia certa e o Inter deixou os três pontos escapar por entre as mãos. Contudo, na análise fria de projeção de tabela, um empate fora de casa frente ao Botafogo é, no mínimo, razoável.

Grêmio 2 x 1 Atlético-MG
Para o Grêmio, foi o resultado dos sonhos. Quem apostaria que os reservas do Tricolor Gaúcho, que vem de três derrotas consecutivas de seus titulares, venceriam o atual campeão da América? Os três pontos são fundamentais para que o Grêmio não fique tão atras assim na busca pelas primeira posições do BR-14. Outro fato importante é a retomada de confiança, mais por parte da torcida do que dos jogadores. Afinal poucos ali jogarão na quarta-feira contra o San Lorenzo.

A equipe de Enderson Moreira se portou bem e soube explorar o momento de instabilidade do Galo, que teve a estreia do novo técnico Levir Culpi e vive na Libertadores situação de desvantagem, assim como o Grêmio. Na pratica, a vitória tem efeito imediato apenas no Brasileirão. O jogo contra os argentino tem outra conotação, outra motivação e, o mais importante, outros jogadores.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A liderança do Inter e a derrota da tese

Está bem o Inter. Ponto. E a melhor notícia para a torcida colorada talvez nem seja a liderança após o jogo contra o cambaleante São Paulo e sim a perspectiva de fortalecimento da equipe treinada por Dunga. No domingo, o Inter pega o lanterna Náutico. Ainda que fora de casa, é jogo para vencer e se manter na ponta. E manutenção é essencial para o psicológico, para amadurecer o espírito de líder e candidato real ao título. Afinal, só ganha quem sente-se capaz de ganhar.

O Internacional, já líder, passa (e passará) a contar com Alex, Scocco, Alan Patrick, Caio, Otávio e Leandro Damião. O time de Dunga praticamente chegou à liderança e se recuperou da péssima primeira parte de BR-13 sem contar com esse nomes - ou pelo menos não em condições ideais de jogo. A partir de agora passa a ser um Inter mais forte, mais encorpado, com um grupo de jogadores que oferece ao treinador opções interessantes para reposição ou até mesmo mudança de estratégia e esquema tático.

Está bem o Inter.


A derrota da tese

E não é que o Atlético Mineiro foi Campeão da Libertadores? Era quase impossível dizer que o Galo não era o favorito após o início arrasador na competição, precedido de uma boa temporada em 2012, avalizado por um forte time montado por Cuca. Quem não defendia o favoritismo, na realidade, defendia uma tese: a de que Cuca, Atlético e Victor nunca conseguiriam conquistar um grande título, simplesmente porque são azarados.

Não teve azar nessa Libertadores. Teve é muitas dificuldades. Muitas delas, é verdade, construídas pelo próprio Galo. Mas sobrou competência na maioria das vezes ao forte time mineiro, do monstruoso (São) Victor, do nervoso e ardiloso Cuca, do líder Ronaldinho, do matador Jô, do xerifão Réver e de todos os outros que merecem tanto louros quanto.

Na última quarta-feira o Atlético Mineiro entrou para a história conquistando uma grande competição, tendo um grande time, uma imensa torcida, derrotando não apenas um valente e improvável finalista como o Olímpia, mas também derrubando por terra uma legião de secadores e suas teses furadas. 

domingo, 23 de setembro de 2012

Estratégia defensiva garante empate para o Grêmio

Sem dúvida nenhuma a vitória era o melhor negócio para o Grêmio, pois momentaneamente passaria a ser o vice-líder do BR-12. Para o Atlético-MG, obviamente que vencer em casa o Grêmio, e aumentar a vantagem para o terceiro colocado, seria excelente. Porém, o empate acaba não sendo tão ruim para nenhum dos dois. Só que é ótimo para o Fluminense, que venceu no sábado e abriu 4 pontos de vantagem sobre o Galo e 7 sobre o Tricolor (lembrando que o Atlético tem um jogo a menos e pode diminuir a distância para um ponto já na quarta-feira, contra o Flamengo).

Reinaldo Bitencourt/AE
A estratégia defensiva de Luxemburgo foi fundamental para o empate. O Grêmio amarrou muito bem o Atlético, e ainda teve duas chances muito claras de marcar. Uma com Souza, no primeiro tempo, e outra com Marcelo Moreno, já no segundo tempo. O Galo não teve mais situações de gol que o time gaúcho, prova da grande atuação do sistema defensivo do Grêmio

No 4-2-3-1 do técnico Cuca, Ronaldinho é o centro do time. Da linha de três meias, o Gaúcho recua para fugir dos volantes e carimbar todas as jogadas, e na maioria das vezes lançar o Bernard que entra na diagonal pela esquerda, ou lançar o Guilherme, que faz o mesmo pela direita. Luxemburgo jogou praticamente num 4-4-2 britânico, segurando os laterais Pará e Anderson Pico como zagueiros,marcando a jogada de flanco do Atlético.

Assumindo essa postura defensiva o Grêmio escolheu jogar no contra-ataque. E certamente Luxemburgo colocou isso na balança, pois ele sabe que, sem a chegada dos laterais, o seu time não tem velocidade para encaixar bons contra-ataques, a não ser que o adversário dê muita bobeira. E o Galo não deu. Cuca espetou seus laterais em cima de Zé Roberto e Elano, adiantando a marcação mineira. Quando o Grêmio roubava a bola, seus principais articuladores estavam no campo de defesa, o que deixava um buraco entre os dois atacantes e o restante do time.

Cuca tentou mudar, colocou Berola e Ronaldinho de atacantes, deixou Bernard na esquerda e abriu o veloz Escudeiro pelo outro lado. A essa altura Luxemburgo já tinha tirado Elano e Zé Roberto (lesão) para colocar Marquinhos e Léo Gago. Na frente, saiu Kleber para entrar André Lima. Ou seja, O Grêmio se fechou. E só pensava em atacar na na base do chutão.

Se um ponto não era o ideal para o Grêmio, a equipe tem seus motivos para comemorar. O sistema defensivo executou um trabalho tático complexo, de forma precisa, segurando um dos melhores times do BR-12. É verdade que faltou o algo a mais lá na frente. Mas Luxa sabe disso, tinha a velocidade de Leandro no banco e não quis usar. O Grêmio planejou o empate e sai satisfeito.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Vitória que credencia

O Grêmio conquistou uma grande vitória no domingo, contra o São Paulo, no Morumbi. Vitória de 2 a 1, fora de casa, contra um clube grande que, embora não viva seu melhor momento, também anseia voos maiores no BR-12.

Essa vitória sobre o São Paulo pode ser simbólica. Estamos diante de um Grêmio pronto, maduro e qualificado o suficiente para disputar as primeiras posições e buscar o título? Em parte, entendo que sim. O time de Luxedmburgo está pronto, e o grupo está fechado. Não chega mais nenhum contratado, e quanto a equipe titular, o máximo que pode mudar são as laterais. Direita, Edilson é o mais titular, mas Tony corre por fora e tem chances. Na esquerda, Pará "quebra um galho" como titular desde que chegou ao Olímpico, junto com o treinador. Por ali, os da posição, Julio César e Marco Aurélio, não conseguem jogar devido às diversas lesões.

Pela partida que fez, se aproveitando de um São Paulo fragilizado, ainda em formação, e conseguindo virar um resultado de 1 a 0 para o 2 a 1, fora de casa, se valendo de opções do grupo como Marquinhos e André Lima, e também por outras partidas, como o Batafogo no Rio, o Fluminense no Olímpico, dão sinais que o time alcançou um grau importante de maturidade. Sobretudo após as entradas de Zé Roberto e Elano, somadas aos retornos de Kléber e Moreno, que finalmente conseguiram uma sequencia jogando juntos.

Luxemburgo achou uma maneira de jogar, fixou o 4-4-2 abrasileirado, com dois meias, dois volantes e dois atacantes. Tem alternativas, como o 4-3-3 que venceu o Sport por 3 a 1 ou até mesmo o 4-4-2 britânico, eficaz contra o Botafogo de Seedorf.

Projetar uma disputa de título ainda é inviável, pois no cenário atual de do BR-12, o Atlético Mineiro, o Fluminense e o Vasco estão um passo à frente dos demais. Principalmente o Galo. O Flu, ao que tudo indica, é quem pode alcançar o time mineiro. O Grêmio, por enquanto, é o time mais forte depois destes três , e tem possibilidades de se fixar no bloco dos ponteiros da tabela.

As duas próximas partidas são no Olímpico, contra equipes que, teoricamente, representariam maiores facilidades ao Grêmio. Se o Tricolor confirmar dois bons resultados, podem ser seis pontos essenciais para a sequencia da competição.

Hoje o Grêmio enfrenta a Portuguesa, às 19h30. No final de semana, recebe o Figueirense.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A excelente vitória gremista e a crise no Inter

Grêmio 3x1 Sport
As duas últimas vitórias do Grêmio foram por 3 a 1 e ambas significam bem mais que apenas um bom futebol. São duas vitórias construídas de formas diferentes, mas que fortalecem o moral do time não como em um jogo normal. Ganhar fora de casa, de um adversário que se imagina seja adversário direto na tabela, jogando 45 minutos com 10 homens em campo, com dois gols de um jogador que passava a ser criticado no Olímpico, tem a mesma relevância anímica que descer para o intervalo perdendo de 1 a 0 e voltar para o segundo tempo para dar um passeio no adversário e virar o jogo para 3 a 1. São duas vitórias que vão além do futebol jogado.

Elano foi o destaque do Grêmio. Luxemburgo parece ter acertado o meio-campo com o quadrado formado por Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto. Na lateral, Tony é uma das grandes notícias do tricolor, foi responsável por inúmeras jogadas contra Cruzeiro e Sport. Na frente, o ritmo de jogo e o entrosamento entre Moreno e Kléber finalmente começa a fazer diferença.

O Grêmio ainda tem certa dificuldade contra equipes que se fecham e especulam no contra-ataque. Nesta quarta o time, agora mais experiente, demostrou mais paciência e triangulações, que são indispensáveis para furar sistemas defensivos muito fechados. 

O Tricolor fecha a décima rodada do BR-12 na boa 4° colocação, com 18 pontos.

Crise no Inter
A crise que se estabeleceu no Internacional depois da derrota de ontem, nada tem a ver com a derrota de ontem. Em Minas, aconteceu uma espécie de estopim ou, como preferirem, acendeu o sinal amarelo para Dorival Junior. Por toda a circunstância que envolvia o jogo, não há nada de anormal o Inter, desfalcado e com um jogador a menos, perder para um Galo que está embalado, é líder do campeonato, joga em casa, e tem um bom time de futebol.

O Inter poucas vezes agradou em 2012. Mesmo nas poucas vezes que teve todo mundo disponível. Afinal, Dorival reclama com razão quando alega as poucas oportunidades que teve de trabalhar com o grupo completo. Sem dúvida, lesões, suspensões e convocações prejudicaram o ano colorado. E são jogadores importantes, como Moledo, Kléber, D'Alessandro, Oscar, Dagoberto, Dátolo e Damião. Tinga e Sandro Silva, que já foram titulares a certa altura do ano, deixaram o clube. Dorival não conseguiu dar sequencia a uma ideia de time titular.

Outras questões que tomaram conta das manchetes coloradas durante o ano foram os casos de indisciplinas e desentendimentos de vestiário. Sintoma que não é de agora, e evidencia um grupo difícil de se trabalhar, que há anos passa pelas mãos de muitos treinadores.

Demitir Dorival seria entregar o futebol do Inter quase que exclusivamente ao bel prazer dos jogadores. Do contrário, os atletas também precisam sentir sua parcela de culpa na má fase do time. É cômodo para qualquer um no Beira-Rio deixar tudo recair nas costas do treinador.

Mais do que nunca Dorival precisa de respaldo da direção. O Inter precisa de trabalho técnico, tático e, importante agora, um pulso firme da direção dentro do vestiário. Trocar de técnico a toda hora relaxa o grupo, fragiliza o planejamento e demostra falta de convicção. Dorival é bom treinador e ainda tem lenha para queimar no Inter.

domingo, 1 de julho de 2012

Grêmio nervoso, não soube jogar em desvantagem

Sair perdendo é absolutamente normal no futebol, é do jogo, faz parte, ainda mais quando se enfrenta uma boa equipe como o Atlético-MG, mesmo que o jogo seja dentro de casa. O Grêmio por várias vezes saiu perdendo no Olímpico e no decorrer da partida buscou a virada. Neste domingo, o time de Luxemburgo não soube jogar a partir da desvantagem. Até porque o Galo soube muito jogar com esse 1 a 0 a favor.

Um time de velhos conhecidos aqui do futebol gaúcho, e justamente um deles fez o único gol do jogo, uma pintura de gol, aos 25 minutos do primeiro tempo, depois de dois chapéis de Bernard ao lado da área, e o cruzamento que acabou no "sem-pulo" de Jô. Uma mancha na boa estreia individual de Marcelo Grohe como goleiro titular do Grêmio. Um lance plasticamente maravilhoso na trajetória do novo líder do BR-12.

A outra estreia da noite foi a de Zé Roberto. É do novo camisa 10 que se espera uma quebra no pragmatismo do Grêmio de Luxemburgo. Coisa que não aconteceu hoje. No habitual 4-3-1-2, Zé Roberto fez partida regular, não brilhou, e ainda busca um natural entrosamento com seus companheiros. Assim como o reestreante da noite, o lateral-esquerdo Anderson Pico, de pouco brilho e um infeliz tapa na cara do adversário, o que lhe rendeu a expulsão no momento em que tudo que o Grêmio não precisava é ficar em desvantagem numérica.

Ronaldinho não desequilibrou o jogo, mas é visivelmente a grande liderança desse Atlético. Cuca também aposta num 4-3-1-2 compacto para centralizar o Gaúcho atrás dos atacantes e dar respaldo defensivo para que não precise recompor quando não tem a bola. Entretanto, o destaque mineiro é o Bernand, o bom atacante que jogou pela esquerda e deu muito trabalho para a defesa gremista.

O Grêmio teve a posse de bola, teve uma boa atuação de Kléber, teve Souza fazendo bom jogo no meio-campo, mas também teve poucas jogadas agudas, pouco arriscou de fora da área, sobretudo. A entrada de Rondinelly ao lado de Zé Roberto no segundo tempo é boa alternativa, porém não foi muito melhor que a estrutura habitual da equipe.

Derrota dentro de casa é sempre muito tramático, mas Luxemburgo tem experiência suficiente para absorver as críticas e saber que isso não é o fim do mundo. E não é mesmo.

*Foto Mauro Vieira/ClicRBS

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Grêmio com a cara de Pelaipe empata no Olímpico

Na sua chegada ao Olímpico, o novo diretor executivo do Grêmio, Paulo Pelaipe, declarou que agora o time que jogaria com tesão. Foi exatamente essa palavra, tesão. Segundo ele, o Grêmio daria o sangue em campo, voltaria a ser o time forte em casa, que dita o ritmo e não perde em seus domínios. Na prática, no empate de 2 a 2 com o Atlético-MG, nem tudo funcionou como planejava o dirigente. O Grêmio correu mais, é verdade, mas jogou o mesmo que vem jogando, insuficiente para vencer um Galo igualmente em crise.
O Grêmio começou marcando pressão, num 4-4-2 com Adilson e G.Silva centralizados em frente à zaga, mais adiantados jogaram Rochemback e Escudeiro - o primeiro mais à direita, enquanto o argentino atuava pelo outro lado. Na lateral-esquerda, um Lúcio bastante projetado, que buscou a tabela e a linha de fundo, porém em noite pouco inspirada mais deixou brechas na defesa do que contribuiu lá na frente. Por esse lado o Atlético achou as melhores oportunidades do primeiro tempo. 
O 3-5-2 de Dorival Junior amarrou o Grêmio. Mais um vez André Lima não conseguiu fugir dos zagueiros. Na mesma proporção, também é verdade que nenhum de seus companheiros deu um passe sequer que o deixasse na condição de finalizar. Deficiência admitida pelo técnico Julinho Camargo, os movimentos ofensivos da equipe têm comprometido as atuações do Tricolor. 
O "antídoto tático" que Julhinho usou no intervalo funcionou enquanto o Grêmio esteve com a cabeça no lugar. Adilson não voltou do vestiário, deu lugar ao Leandro, assim a equipe ficou posicionada num 4-3-3, com Miralles na esquerda, André centralizado e o garoto, que abriu o placar, pela direita. Dorival não mudou o time e acabou perdendo o meio-campo, pois para continuar com a sobra dos três zagueiros, teve de recuar seus alas para marcarem os pontas gremistas, o que naturalmente encolheu o Galo dentro do seu campo.
A intranquilidade continua atrapalhando o Grêmio. Por duas vezes o Tricolor esteve  vencendo e cedeu o empate. Essa situação fica evidente quando o time está vencendo por 2 a 1 aos 34 minutos do segundo tempo, com o torcedor empolgado com o gol e com a segunda vez no jogo em que o defensor gremista salva o time tirando a bola quase de dentro do gol - momento imortal que o torcedor adora e que no campo empolga a equipe. Mas nesse contexto favorável, o Grêmio recuou e cedeu campo ao Galo, que teve algumas chances de gol e chegou ao empate em cobrança de escanteio aos 43.
A situação no Olímpico só vai aliviar quando o Grêmio achar uma vitória e conseguir trabalhar alguns dias de forma mais tranquila. No 2 a 2 contra o Galo, o que o Grêmio achou foi um empate, pois confundiu vontade com afobação e viu seu adversário ser mais perigoso na hora de atacar e mais seguro defensivamente.
 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Chocolate colorado credencia ideias de Falcão

Se antes do jogo lá em Sete Lagoas o Atlético Mineiro vivia uma semi-crise, depois dos 4 a 0 do Inter o Galo afunda de vez o pé na crise e deve demitir seu treinador, o Dorival Junior - o que ainda não é oficial até o fechamento deste post, mas já causa alvoroço nos clubes que estão à procura de um treinador.
A partida do Inter foi excepcional, mesmo num primeiro tempo de 0 a 0. Falcão finalmente conseguiu que sua ideia de futebol desse certo, um 4-4-2 que se defende com duas linhas de quatro e ataca de modo brasileiro clássico, no 4-2-2-2. O treinador achou a dupla de zaga, é Bolivar e Juan, a dupla de volantes é Guina e Tinga, os meias são D'Alessandro e Oscar e na frente Zé Roberto e Damião. Nas laterais, Nei é o que tem e Kléber voltou a jogar bem, principalmente contra o Atlético.
O Galo de Dorival Junior atuou no 4-3-1-2, concentrou a criação num rechonchudo Daniel Carvalho, que não conseguiu fugir de Tinga e Guiñazu. Do outro lado, uma atuação de gala do quarteto ofensivo colorado, apoiado principalmente pela chegada do Kléber pela esquerda, que há muito tempo não dava dos seus cruzamentos certeiros na cabeça do atacante, que dessa vez resultou no gol de Zé Roberto, o segundo do Inter no jogo.
Uma vitória de 4 a 0 é incontestável. Não teve influencia da arbitragem nem sorte, teve futebol.
Para o próximo jogo o Inter terá desfalques. Juan e Oscar vão para a Seleção sub-20 e passam algumas rodadas fora. Tinga saiu machucado e D'Alessandro cumprirá suspensão pelo terceiro amarelo. Portanto, próxima quarta-feira contra o outro Atlético, o paranaense, é a chance de Falcão provar que o grupo de jogadores assimilou o seu 4-4-2, mudando nomes e mantendo o esquema.

domingo, 26 de setembro de 2010

Rodada de luxo

Os resultados paralelos não foram todos os melhores possíveis. Mas, quando é, nem sempre Grêmio e Inter se ajudam, aí não adianta nada. Desta vez foi diferente, duas vitórias importantes, que não vêm do nada, são resultado do bom trabalho de Renato Portaluppi e Celso Roth.
No Beira-Rio, jogaço! A vitória do Inter por 3 a 2 sobre o Corinthians foi dos melhores jogos do BR-10 até agora. Talvez o melhor. Teve um Colorado repetindo o 4-2-3-1, com um D'Alessandro que jogou muito, tanto pela esquerda, quanto no meio, quando saiu Tinga, lesionado. Os dois fizeram a jogada do primeiro gol, aos 29min, no momento que o Inter já tinha perdido o total controle do jogo e o Timão incomodava.
Tinga se machucou no lance do gol, entrou Edu. Não é a mesma coisa. O Inter sentiu a saída do 7 e o Corinthians cresceu. Jogo cheio de alternativas! Com duas grandes equipes. Depois do 1 a 1 e do golaço do Jorge Henrique, o Inter virou e revirou. Primeiro, com a boa jogada do argentino camisa 10, e a cabeçada mortal de Alecssandro, voltando depois de meses parado e encostando a primeira vez na bola para fazer o gol.
E teve o momento antológico do campeonato. Em três minutos, dos 45 aos 48 do segundo tempo, Nei deu de goleiro, foi expulso e cedeu a alternativa do pênalti e do empate ao Timão. Bruno Cesar converteu, 2 a 2. Mas, desde 2006, tudo é possível dentro de um Beira-Rio lotado. No último lance, falta em Alecssandro, expulsão de Paulo André, cobrança de Andrezinho, desvio na barreira, bola na trave e gol.
Inter de Celso Roth chega aos 41 pontos, tem um jogo a menos e ocupa a 4° colocação. Está há 7 pontos do líder Fluminense.
O Grêmio, em Sete Lagoas, conquistou uma vitória importantíssima dentro da sua trajetória de recuperação. Um 2 a 1 que poderia ter sido muito melhor caso André Lima, Jonas e Roberson não errassem gols tão feitos. Mas poderia ter sido bem pior se não fosse Victor, gigante no segundo tempo enquanto o Galo mineiro pressionou.
Todos os gols saíram no primeiro tempo. O Tricolor começou fulminante, fez os dois gols e diminuiu o ritmo. Daniel Carvalho, pelo Atlético, assumiu a responsabilidade e o time, fez toda a jogada do gol mineiro. No segundo tempo teve a parceria do bom Neto Berola, atacante agudo, que entrou às costas do lateral Gabriel. Assim, o Grêmio ficou preso. 
Na sua estreia, Dorival acertou nas substituições, mas como vem sendo até agora, o Atlético-MG ainda não se acertou. Renato também mexeu bem, tirou André Lima e armou um 4-5-1. Assim, o Tricolor compactou, neutralizou as jogadas de flanco do Galo e ainda arriscou alguns contra-ataques. Não correra mais tantos riscos.
O Grêmio agora é o 10°, tem 33 pontos, não fala mais em rebaixamento, tem a melhor campanha do returno e só mira o pelotão de cima.