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quarta-feira, 14 de março de 2012

Inter se recupera na frente de sua torcida

A derrota de 3 a 1 para o Santos, pela Libertadores, deixou um clima ruim no Beira-Rio. Não só pelo futebol jogado, mas também pela atitude em campo, pelas opções do treinador e pelas diversas declarações desencontradas de dirigentes, comissão técnica e jogadores. Por pouco o Inter não mergulhou em uma crise administrativa. A possibilidade de que Dorival Junior tivesse perdido o comando de vestiário chegou a ser considerada. Acho que não chega, e nem chegou, perto de acontecer.

O fator Neymar e a Vila Belmiro lotada ajudaram a amenizar as coisas no Colorado. A vitória contra o Santa Cruz, no Gauchão, também, embora fosse um apertado 2 a 1. O Inter precisava lavar a alma, como fez ontem, contra o fraco The Strongest. Na tabela, o time boliviano tem os mesmos 6 pontos que agora tem o Internacional, mas foram 6 pontos conquistados na altitude de 3,6 mil metros de La Paz. 

A diferença entre as duas equipes se mostrou astronômica. No primeiro tempo o Strongest se fechou, num 4-4-2, jogando com duas linhas e buscando contra-atacar. Não deu certo. O Inter teve a bola sempre no pé, e só atacou na boa, fazendo 2 a 0 muito cedo e se acomodando. Na segunda etapa os bolivianos tentaram correr atrás do prejuízo, montando um 4-3-3, mas de pouca eficiência, sem velocidade nem aproximação. A coisa ficou mais fácil para um Inter paciente e eficaz. Os outros três gols saíram naturalmente.

A escalação de Dorival Junior não teve surpresa, foi o habitual e correto 4-2-3-1. Se o treinador não pôde contar com D'Alessandro, lesionado, no centro da linha de três meias colorados jogou Dátolo que, junto com Oscar, ditaram o ritmo da vitória do Internacional. O argentino se encaminha para ser o que, nos últimos anos, foi Andrezinho para o Inter. A não ser que Dátolo coloque Dagoberto ou Oscar no banco.

Os três gols de Damião também são sintomas importantes para a equipe e para o próprio jogador. Dorival conversou com ele, pediu para o centroavante simplificar. Sorte do Inter que para Leandro Damião, o simples é fazer três.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Inter goleia na Bolívia

Está muito bem encaminhada a classificação do Colorado no grupo 6 da Libertadores da América. Após vencer o Jorge Wilstermann por 4 a 1 na altitude razoável da cidade de Cochabamba, o Inter chegou aos 7 pontos, mantém a liderança do grupo e, dos próximos três jogos, dois são no Beira-Rio. Apenas uma hecatombe futebolística tira o Inter da fase eliminatória da Libertadores.
O Jorge Wilstermann é daqueles times que pouca diferença faria jogar ou não jogar a competição. Disputando a segundo divisão boliviana, não pode ser adversário à altura de um Inter campeão da América. E, de fato, não foi. Mesmo que tenha saído ganhando, com um gol cedo, de cabeça, gol do zagueiro Brown. Este mesmo zagueiro que, minutos depois, foi o mapa da mina do Colorado.
Aos 24 minutos de jogo, partida liquidada. Num 4-2-3-1 que teve (de novo) um Oscar inspirado pela direita, um Zé Roberto mais ligado na esquerda, um Guiñazu voltando a lembrar aquele velho Guiñazu, teve Kléber chegando de trás pela esquerda e, na frente, um Damião voando, literalmente. Veio do Oscar o cruzamento que era pra Tinga, mas que Brown chegou primeiro e meteu contra, empatando o jogo aos 16. Partiu de Guiñazu o cruzamento da intermediária que acabou no vôo, na cabeça e no gol de Leandro Damião, aos 19 de jogo, pra virada colorada. Foi Brown, aos 24 minutos, que cochilou e perdeu a bola pro Damião, na entrada da área, permitindo ao avante colorado avançar livre e só rolar para um Zé Roberto não menos livre ampliar o placar.
O quarto gol só aconteceu no segundo tempo, aos 36 minutos. Gol do lateral Kléber, quando o Inter já havia feito algumas substituições, já jogava num 4-3-2-1 e, como foi durante o jogo inteiro, continuava dominando a partida.
Foi das melhores apresentação do Inter em 2011, contra um dos mais fracos adversários, é verdade. Não deixa de ser um dever comprido e muito bem, por sinal. Inter que agora volta a jogar sábado, pelo Gauchão, contra o Novo Hamburgo, às 16h no Beira-Rio. Roth deve escalar equipe mista.