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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Inter vence e se classifica em primeiro no grupo

Em 1980, Paulo Roberto Falcão, ainda como jogador do Internacional, foi vice campeão da Libertadores. Voltando em 2011, como treinador, na preleção de um jogo decisivo contra o Emelec, que o Inter precisava empatar ou vencer para classificar para a fase eliminatória , Falcão tem a humildade de encerrar a palestra com o seguinte papo para seus jogadores: "Muitos aqui são campeões ou bi campeões da Libertadores. Não ganhei essa competição por um gol! Vão lá e me ensinem".
Não que depois disso os jogadores tenham entrado em campo e feito um partidaço, num 2 a 0 mentiroso que poderia ter sido 5. Não foi assim. Falcão repetiu a escalação e o esquema de sábado, quando venceu o Santa Cruz por 1 a 0, enfrentou um Emelec de jogadores rodados, que poderia se classificar caso vencesse, que espelhou o 4-4-2 colorado, fechando os lados do campo neutralizando o que de melhor o Inter teve na vitória do final de semana. O Inter teve dificuldades no primeiro tempo e os murmúrios da torcida, ainda que precipitados, deram o aviso.
A sensível mudança promovida por Falcão no intervalo foi fator determinante para o Inter melhorar e chegar à classificação. O treinador apenas trouxe D'Alessandro e Andrezinho para o meio, os fazendo jogar às costas dos volantes do time boliviano, e quando esses dois jogam o restante do time funciona melhor. Como talvez melhor tenha funcionado Leandro Damião, o centroavante do posicionamento, da imposição física, que recebe a bola pelo alto, dentro a área e, não podendo golpeá-la ao gol, ajeita com categoria para que o companheiro de ataque conclua e abra o placar do Beira-Rio, no começo do segundo tempo. Rafael Sobis e toda a nação colorada agradecem. Mas Damião funciona também (e tão bem!) como centroavante goleador, com faro de gol, o homem da hora e do momento certo, dos pés que a bola procura, e procurou depois do chute de Guiñazu e do rebote do goleiro Klimowicz, aos 38 do segundo tempo.
O resultado deu aos colorados a primeira colocação do Grupo 6 da Libertadores, com 13 pontos. O Inter aguarda o fechamento da rodada para saber quem enfrentará nas oitavas de final.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O empate que veio aos 49min

Bolatti não ia sair jogado, ao que tudo indica. Mas de última hora Celso Roth não pôde contar com Tinga, então promoveu a estreia do argentino. Foi também a estreia do Inter na Libertadores 2011, no Equador, cidade de Guaiaquil, contra o Emelec, no estádio George Capwell. E o Colorado não tomou conhecimento nem do campo  adversário e ruim, nem a torcida, nem do próprio adversário. Embora o esquema tático do Inter tenha ficado um pouco estranho.
Celso Roth montou um 4-4-2, com Bolatti e Matias jogando no primeiro setor do meio campo, marcando e cobrindo os alas. O Guiñazu atuou em uma posição nova, jogou de "Guina", sem nenhum tipo de comprometimento tático, só preocupado em correr na faixa de campo que ficava entre os volantes e o D'Alessandro. Este último, jogou uma grande partida, centralizando e distribuindo todas as ações do Inter.
O debutante da noite, Bolatti, fez partida discreta, mas um indispensável gol - de cabeça, em jogada de escanteio. Tivesse Damião feito ao menos um dos gols (quatro ou cinco) que deixou de fazer, certamente as coisas acabariam bem melhor para um Inter que dominou o Emelec, mas pagou caro os últimos minutos de péssimo futebol.
O Zé Roberto era para ter sido o segundo atacante do time, pela partida horrível que fez, não foi. Mesmo com o camisa 10 e o camisa 9 jogando um bolão, o Inter sentiu a falta de um terceiro jogador para atacar. Roth demorou à mexer e colocar Cavenaghi. Se é que o mais lógico não seria já entrar com o centroavante argentino jogando desde o início.
O Emelec foi um time veloz, nada muito além disso. Com um 4-4-2 torto para a direita, foi por esse lado que o time equatoriano tentou algum coisa, pouco conseguiu. Não foi mal o sistema defensivo do Inter, aliás, a equipe colorada como um todo fez uma partida regular. Diferente da arbitragem, repleta de equívocos técnicos, como o pênalti em cima do Sorondo, quando o jogo ainda estava 0 a 0.
É um Internacional que ainda vai se ajustando, tem peças para isso, só não pode ter tanta teimosia de Roth. E dá para ter mais paciência com Lauro, porque nem todo gol que acontece no mundo da bola é culpa dele. Nem todo jogo (quase) ganho, que vira jogo empatado no finzinho, como esse contra o Emelec, com gol de bola parada depois de uma falta que um certo Guinazu fez próximo da área, igual faz em qualquer área do campo a qualquer minuto, pois nem todo jogo assim é tragédia. É fora de casa e início de competição, dá pra relevar.