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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sob o comando de Barcos, Grêmio começa a ter cara de time

O atacante argentino, que não treinava desde sábado, devido a um problema familiar, foi o maior responsável pela mecânica de jogo que acabou no 3 a 0 sobre o Fluminense. Um resultado vital para um Grêmio que tinha perdido a primeira em casa e corria o risco, na pior das hipóteses dessa rodada, de ficar com zero pontos, enquanto Huachipato e Fluminense chagariam a 6. Com a vitória, e com o resultado favorável ao Caracas, no Chile, todos do grupo ficaram com 3 pontos. O time gaúcho agora é o líder pelo saldo de gols.

Abel surpreendeu e largou com Deco e Thiago Neves no banco. No campo, um 4-2-3-1, com Sobis e Nem pelas pontas, Wagner centralizado. No ataque, um Fred muito bem marcado por Cris. Pelo lado direito, Wellington Nem foi o jogador mais agudo, explorando as costas de André Santos. A falta de parceria e a boa atuação do lateral gremista, bem assessorado por Zé Roberto e Fernando, atrapalharam o atacante do Fluminense.

No 4-4-2 gremista, além da tradicional linha de quatro defensores, mais à frente Elano fechava pela direita, Zé Roberto na esquerda, enquanto Souza e Fernando combatiam e ajudavam a contra-atacar pelo centro. Jogando no espaço deixado às costas dos volantes, obrigando a zaga carioca a avançar para marcá-lo, o Grêmio teve Barcos. O homem de jogo.

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Barcos participou diretamente dos três gols gremistas. O centroavante, além de marcar presença na área, soube jogar muito bem fora dela. É da sua característica. Mais de uma vez o argentino lançou Vargas em profundidade. Em uma delas, com o Fluminense já completamente desorganizado devido as mudanças de Abel Braga, o atacante chileno recebeu em velocidade matou o jogo.

O Grêmio começa a ter cara de time. Não é a atuação que define que o Tricolor está pronto. Ao contrário do Fluminense, que está pronto, e dessa vez foi mal, o Grêmio está em formação, buscando um padrão de jogo. Nessa busca, o time de Luxa fez uma bela partida, que dá indícios do potencial técnico desse elenco montado para 2013.

O Grêmio volta a entrar nos trilhos. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Inter vence e se classifica em primeiro no grupo

Em 1980, Paulo Roberto Falcão, ainda como jogador do Internacional, foi vice campeão da Libertadores. Voltando em 2011, como treinador, na preleção de um jogo decisivo contra o Emelec, que o Inter precisava empatar ou vencer para classificar para a fase eliminatória , Falcão tem a humildade de encerrar a palestra com o seguinte papo para seus jogadores: "Muitos aqui são campeões ou bi campeões da Libertadores. Não ganhei essa competição por um gol! Vão lá e me ensinem".
Não que depois disso os jogadores tenham entrado em campo e feito um partidaço, num 2 a 0 mentiroso que poderia ter sido 5. Não foi assim. Falcão repetiu a escalação e o esquema de sábado, quando venceu o Santa Cruz por 1 a 0, enfrentou um Emelec de jogadores rodados, que poderia se classificar caso vencesse, que espelhou o 4-4-2 colorado, fechando os lados do campo neutralizando o que de melhor o Inter teve na vitória do final de semana. O Inter teve dificuldades no primeiro tempo e os murmúrios da torcida, ainda que precipitados, deram o aviso.
A sensível mudança promovida por Falcão no intervalo foi fator determinante para o Inter melhorar e chegar à classificação. O treinador apenas trouxe D'Alessandro e Andrezinho para o meio, os fazendo jogar às costas dos volantes do time boliviano, e quando esses dois jogam o restante do time funciona melhor. Como talvez melhor tenha funcionado Leandro Damião, o centroavante do posicionamento, da imposição física, que recebe a bola pelo alto, dentro a área e, não podendo golpeá-la ao gol, ajeita com categoria para que o companheiro de ataque conclua e abra o placar do Beira-Rio, no começo do segundo tempo. Rafael Sobis e toda a nação colorada agradecem. Mas Damião funciona também (e tão bem!) como centroavante goleador, com faro de gol, o homem da hora e do momento certo, dos pés que a bola procura, e procurou depois do chute de Guiñazu e do rebote do goleiro Klimowicz, aos 38 do segundo tempo.
O resultado deu aos colorados a primeira colocação do Grupo 6 da Libertadores, com 13 pontos. O Inter aguarda o fechamento da rodada para saber quem enfrentará nas oitavas de final.

domingo, 10 de abril de 2011

Para esperar Falcão com a alma lavada

Paulo Roberto Falcão, ídolo e agora técnico colorado, assume o Inter nesta segunda-feira e, por pouco, não pega um time em crise e eliminado da fase final da Taça Farroupilha. 'Por pouco' é modo de dizer, afinal o jogo acabou 6 a 2 para o Inter, mas a verdade é que o time comandado pelo interino André, ex-goleiro do clube nos anos 90, saiu perdendo de 2 a 0 e com esse resultado corria o risco de ser eliminado.
A virada colorada, que aconteceu de forma fulminante, com gols aos 26, 39, 41 e 44 minutos do primeiro tempo pode ter um peso enorme para o estado anímico dos jogadores, que agora começam um trabalho novo com outro treinador e trazem o torcedor de novo pra junto do time.
No 4-2-2-2, o Inter com Oscar, D'Alessandro, Sobis e Damião demorou a encaixar. Só encaixou quando D'Alessandro assumiu o jogo. O argentino, de novo, foi o maestro colorado, deu passe pra gol e ainda guardou dois. Damião fez boa partida e deixou o dele, mas talvez o gol mais importante da tarde tenha sido o de Cavenaghi, que entrou no segundo tempo e finalmente fez seu primeiro gol pelo Inter. A partir daí, quem sabe o centroavante argentino não deslancha.
Falcão vai ter a semana livre para conhecer os jogadores dentro do vestiário, conversar, aplicar algumas teorias nos treinos e preparar seu primeiro Inter para enfrentar o Santa Cruz final de semana, pelas quartas de final da Taça Farroupilha. Sem dúvida, é importante o retorno de Falcão aos gramados e ao Inter. Certo, só saberemos se deu com o tempo. O certo, por enquanto, é o privilégio dos torcedores da dupla GRENAL de verem no comando seus maiores ídolos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jogou mas não jogou

O Inter entrou em campo para cumprir tabela e mostrar ao torcedor os 11 que jogarão como titulares no Mundial. O Vitória tinha muito em jogo, mas como fez na maior parte do BR-10, não jogou nada e vai para última rodada na zona do rebaixamento, quando tem confronto direto com o Atlético-GO.

O Colorado, dá pra dizer, jogou com um olho no peixe e outro no gato. Não é time para, jogando a valer, empatar com esse Vitória, dentro do Beira-Rio. Mas, por outro lado, Celso Roth já admite a possibilidade de não ser esse o time de Abu Dhabi. Na coletiva, falou que é possível  que no Mundial Sobis jogue centralizado e a linha de três meias seja formada por D'Alessandro, Tinga e Giuliano. Aí, faça-se justiça com Alecssandro, que não está bem e merece a reserva, com Giuliano, que tem bola para ser titular, e com Sobis, que tem tudo para ser o centroavante do time. Mas agora, Roth? Dava para ter feito esse time jogar mais vezes antes da viajem.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Inter 0x0 Fluminense

Não vi o jogo! Viu? Comenta, então.

Mas é importante pegar alguns fatos isolados. O Inter praticamente repetiu o time nos últimos três jogos. Estes últimos três jogos foram de alto nível de exigência: Grêmio, Santos e Fluminense. O Internacional não perdeu e, interessante, nem jogou mal. Mas não jogou o suficiente para vencer e sair do empate, dois deles dentro do Beira-Rio, outro foi o clássico Grenal.
Falta a Celso Roth apenas ajustar o setor ofensivo do time. Torná-lo mais objetivo e eficiente. Isso passa, com toda certeza, pela definição do esquema: 4-2-3-1 ou 4-4-2? Sobis aberto no lado do campo, como um meia apoiador ou como segundo atacante encostando definitivamente no centroavante ou, quem sabe, sendo ele mesmo o camisa 9? Roth já sabe que é por aí o reajuste da sua equipe.
O Inter tem 50 pontos, não deve mais pensar em título, só pensar em si. Pensar em dezembro, em Abudabi, na Inter. Pensar e trabalhar no que realmente importa.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Duas vezes colorado!

Não foi a barbada que estava pintando. Mas, no fim, acabou o Inter pintando mais uma vez a América de vermelho. No embalo de um Beira-Rio lotado como é, e como pulsa, desde 2006 no primeiro título da Libertadores, ou desde 1969, ano da inauguração.
O Chivas veio para apagar a imagem ruim que deixou da primeira partida, e conseguiu. Serviu, no entando, só para mudar a imagem, não a história. O 3-4-3 mexicano funcionou no primeiro tempo, com os dois alas avançados e trancando a passagem do Inter pelos lados e um zagueiro/volante, o Araújo, marcando e batendo no D'Alessandro. O gol do Chivas, no final do primeiro tempo, assim como fora há uma semana, assustou, mas dessa vez os mexicanos jogavam a bola que não jogaram em Guadalajara.

No vestiário, a estrela e o trabalho de Celso Roth. O treinador inverteu de lado Taison e D'Alessandro e mandou o camisa 7, agora na direita, pegar a bola e partir pra cima. Tinga continuou jogando muito, Sandro melhorou e Kléber passou a jogar mais. E quando o lateral do Inter joga, faz o time jogar e, dessa vez, fez o cruzamento para Sobis marcar o gol e marcar história no Internacional.
Celso Roth no maior momento de sua carreira, depois de ver seu time empatar, viu sua estrela brilhar. Tirou Sobis do jogo e pôs Damião. Tirou Taison e pôs Giuliano. Os dois garotos que entraram fizeram dois golaços, duas cerejas para o bolo colorado. O gol de Giuliano é daqueles que vale pagar outro ingresso, no caso do torcedor colorado, outra mensalidade de sócio.
Inter duas vezes Libertador da América, com um sugestivo Bolivar de capitão! Ainda teve mais um gol mexicano antes do apito final e a confusão (papelão) depois dele. Questões secundárias diante de uma glória tão imensa que é conquistar tudo de novo e ver no horizonte a possibilidade de fazer ainda mais, no BR-10 e em Abu Dhabi.
O clube mais Internacional deste século na América Latina. Clube de uma gestão que fez do Inter mais do que fora em 97 anos de história  e que desde 2006 faz muita história e joga muita bola. Inter que finalmente acabou com o tabu de brasileiros não vencerem estrangeiros nas finais de Libertadores. Inter do 5 a 3 no Chivas.