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domingo, 7 de outubro de 2012

Grêmio abandona o habitual 4-4-2 para voltar a vencer

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Luxemburgo aproveitou que não vai poder contar com Fernando nos próximos três jogos (Seleção) para antecipar e testar uma nova maneira de jogar. Contra o Cruzeiro, ontem, o treinador deixou Fernando no banco de reservas e escalou Marco Antônio, mudando um pouco a característica do time e o modo de jogar.

Do 4-4-2 híbrido, que ora tem Zé Roberto e Elano bem abertos, fazendo linha com os volantes, e ora tem os dois meias mais centralizados, imediatamente à frente de Souza e Fernando, Luxemburgo optou pelo esquema 4-3-1-2, mas com aptidões ofensivas. Zé Roberto vinha de trás e apoiava pela esquerda, Marco Antônio fazia o mesmo papel pela direita. Centralizado no losango, Elano (depois Marquinhos). Dessa forma, o Grêmio tinha uma posse de bola mais agressiva, com maior qualidade de passe.

O Cruzeiro jogava exatamente da mesmo forma, mas com uma estratégia diferente, mais defensiva. No meio campo de Celso Roth, o losango contava com três volantes de ofício, e Montillo pouco mais à frente. Com a marcação das duas equipes completamente encaixada, e o Grêmio e jogando no campo do Cruzeiro, a estratégia da Raposa era lançar Anselmo Ramon e Borges para disputar bola no alto com a zaga gremista e apostar que Montillo pegasse o rebote. O Cruzeiro jogou assim até pouco antes dos 30 minutos de jogo, quando Anselmo Ramon conseguiu, em jogada individual, chutar da entada da área e fazer o gol. O Grêmio era melhor no jogo, e era o primeiro chute do time mineiro.

O Tricolor se perturbou. Demorou a voltar pro jogo. Ainda na primeira etapa, Luxa trocou Marquinhos e Zé Roberto de posições. Centralizado, o 10 gremista tentou articular a equipe, mas foi pouco efetivo. A grande mudança do Grêmio veio no intervalo, com mais uma alteração de esquema.

Leandro entrou no lugar de Zé Roberto para jogar aberto na esquerda. Com Kléber na direita, o Grêmio passou a atuar num 4-3-3 de muita dedicação tática. O Tricolor correu e marcou muito para sufocar o Cruzeiro até conseguir os dois gols. A entrada de Marcelo Moreno no lugar de André Lima foi essencial. O centroavante boliviano deu outra cara para o ataque gremista.

De uma forma geral, foi muito boa a atuação do Grêmio. Elano e Zé Roberto estão, visivelmente, sentindo a forte sequência de jogos.  Por isso acabou sendo muito importante as boas atuações de Marquinhos, Marco Antônio e Leandro. Certamente são jogadores que serão muito utilizados daqui pra frente. É essencial que estejam confiantes.

Entrevista do Presidente Paulo Odone após o jogo

domingo, 8 de julho de 2012

Falta inspiração técnica e trabalho tático ao Grêmio

A diferença entre as duas equipes não foi tão grande para que até os 32 minutos do segundo tempo o Grêmio ainda estivesse perdendo por 4 a 0. Aos 32, o gol de Vilson e aos 47 o gol de Marquinhos, que entrou bem na segunda etapa - ele que havia muitos jogos não atuava. O Santos não jogou tanto para que se desenhasse tal goleada na Vila Belmiro.

O problema do Grêmio parece estar no setor onde atuam as grandes estrelas desse elenco. Pelo menos é onde o Tricolor investiu mais dinheiro. O setor ofensivo comandado por Kléber, Marcelo Moreno e Zé Roberto não funciona conforme o esperado. É óbvio que a culpa não cai apenas sobre estes três jogadores, afinal o futebol é coletivo e o treinador tem muita responsabilidade sob qualquer aspecto da equipe.

Luxa escalou um Grêmio diferente, uma proposta de jogo que se desenhava num 3-6-1. Detalhadamente, o time começava com a linha de três zagueiros, os volantes Souza e Fernando à frente e, a seguir, uma linha de quatro jogadores que começava com o Tony na direita, o Marco Antônio e o Zé Roberto por dentro, e o Léo Gago na esquerda. O único atacante era o Kléber. 

O Grêmio não iniciou mal, marcava na frente e conseguia ficar com a bola e equilibrar forças com um Santos em processo de remontagem, que tinha Neymar no comando de ataque e no comando do time. Pelos lados Muricy escalou dois jovens, e fechou o meios campo com os bons volantes Arouca, Adriano e Henrique. Grande parte do jogo o Peixe atuou no 4-3-2-1, e teve dificuldades até se encontrar na partida.

Mesmo com as boas participações de Souza, Fernando e Zé Roberto, o time gaúcho não conseguiu fazer com que a bola chegasse a Kléber. Faltou mais participação de Marco Antônio e dos alas. Quando o Santos achou o gol, aos 27 do primeiro tempo, o Grêmio perdeu o gás e o Peixe de Neymar e, principalmente, Felipe Anderson, tomou conta do jogo.

Entretanto, com a bola rolando, a defesa gremista teve pouco trabalho e se portou bem. Os quatro gols sofridos são oriundos de bolas paradas. É um aspecto a ser analisado, afinal quatro gols é muita coisa.

Mas o grande problema do Grêmio ainda é com a bola no pé. Com as substituições do intervalo o Grêmio voltou no seu habitual 4-3-1-2, e voltou bem. Só que ainda não há uma mecânica de jogo que proporcione aos atacantes gremistas oportunidades de finalização. Não é questão de ter três, quatro ou cinco volantes, o problemas é mesmo mecânica de jogo, fluência, alternativas de jogadas e, em alguns casos, um ímpeto maior.

O segundo tempo foi quase todo do Grêmio, mas os gols só vieram no final, e só depois de tomar outros dois gols. Na segunda etapa o time de Luxa conseguiu trocar passes e entrar dentro da área do Santos, mas o time ainda peca por afobação. O grupe de jogadores, além de estar tendo dificuldades táticas, está sofrendo, e se reflete em campo, a pressão dos 11 anos sem títulos do clube.

O Grêmio tem o grandalhão Marcelo Moreno, e não cruza bolas na área. Tem Zé Roberto e Kléber, e não faz nenhuma tabela. Tem Léo Gago e Fernando, e o próprio e Zé, e não chute de longe.

Os problemas do Grêmio está lá na frente. Não falta qualidade, tem faltado inspiração técnica e trabalho tático. 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Luxemburgo ainda procura Grêmio ideal

O Grêmio não teve bola e nem poder de reação suficiente para empatar e tentar virar o jogo contra o aplicado Pelotas, na Boca do Lobo. Uma partida muito complicada. O Pelotas, que abriu o placar logo aos 2 minutos de jogo, perdeu poucos pontos dentro de casa.

Na estreia da provisória dupla de zaga, formada por Vilson e Pablo, uma atuação quase desastrosa. No mínimo atrapalhada. Os dois garotos só não podem ser crucificados porque o restante do time também teve uma tarde pouco inspirada tecnicamente. Do losango do meio-de-campo, só Fernando segurou as pontas. Léo Gago, pela esquerda, Souza principalmente, pela direita, e Marquinhos também, na articulação, foram poucos efetivos na tarefa de combater e de atacar.

O Grêmio só conseguiu melhorar quando abdicou da articulação mais elaborada, no segundo tempo, quando Luxemburgo botou no time André Lima, Leandro e o lateral Edilson. Jogando então num 4-4-2, com dois centroavantes de presença física dentro a área, o Tricolor passou a chuverar na área, com um meio-de-campo leve, com Leandro e Bertoglio chegando pelas pontas e Edilson apoiando e jogando mais que Gabriel. Mas faltou o algo a mais para o Grêmio ao menos empatar. Faltou, ao menos, vencer o goleiro Fernando Junior, o terceiro goleiro do Pelotas, que precisou jogar e foi o grande destaque da partida.

Já no intervalo, Luxemburgo fez duas mudanças. Souza e Gabriel deixaram a equipe. Não é comum o treinador mudar no intervalo. É sinal de muita insatisfação ou de muita dúvida, atitude de quem ainda busca a melhor formação. Na quarta, o Grêmio enfrenta o Ipatinga pela Copa do Brasil. Nenhum bicho-papão, mas que pode oferecer algum risco caso o Grêmio não se imponha e nem se ache em campo, como foi contra o River do Sergipe.

É evidente que o Kléber faz muita falta ao time do Grêmio, e que o grupo ainda tem carências sérias na zaga e nas meias, e esta foi recém a primeira derrota de Luxemburgo. Contudo, o 4-3-1-2 ainda parece ser o esquema mais apropriado para o Grêmio. Mas sem Marquinhos, talvez sem Gabriel e, para alívio do Luxa, com uma dupla de zaga mais confiável.

domingo, 28 de agosto de 2011

Vitória no Grenal dá novo fôlego ao Grêmio

A situação do Grêmio no BR-11 determina que cada jogo disputado seja da importância de uma final de campeonato. Como vitórias não são constantes, cada uma conquistada tem um significado de recomeço, de um fôlego a mais na luta contra o rebaixamento e a expectativa de encaixar uma equipe e uma sequencia de resultados positivos, tão vital dentro de qualquer campeonato de pontos corridos.
Dentro deste contexto, uma vitória em clássico se mostra muito importante que qualquer outra. E o Inter chegava para o Grenal com status de favorito, respaldado pela recente conquista da Recopa Sul-America, sobre o Independiente. Um Internacional que, além do título do meio da semana, mantinha uma sequencia de bons resultados e um time que estava entrando nos trilhos, com o mesmo 4-4-2 que perdeu o clássico para o Grêmio, mas que não contou com Guiñazu e Nei, suspensos, e D'Alessandro, este lesionado. 
Dos méritos que qualquer vitória pode ter, esta do Grêmio tem um em especial. Conseguir anular o grande trunfo colorado em 2011, Leandro Damião, é significativo dentro da história do clássico 388. Trabalho árduo para a dupla de zagueiros Saimon e Vilson que, com Mário na direita e o estreante Julio César na esquerda, consolidaram a boa atuação do sistema defensivo gremista. No 4-2-3-1 de Celso Roth, sem G.Silva, com Fernando jogando ao lado de Rochemback, com Douglas, Marquinhos e Escudeiro fazendo uma linha de três armadores e André Lima trombando com a zaga colorada, o Grêmio fez uma partida segura, muito aplicado, se preocupando em anular o que o Inter tem de melhor e com a disposição de correr mais que o adversário.
Nem Oscar nem Andrezinho, Dellatorre - e depois Jô - também não, muito menos Damião. A virtude colorada que conseguiu furar o bloqueio tricolor foi o letal zagueiro Índio, empatando o jogo 10 minutos depois que Marquinhos abriu o placar no Olímpico.
Dorival Junior demorou a mexer no time. A substituição do intervalo, sacando o apagado Dellatorre e colocando um inexpressivo Jô, não mudou em nada a estrutura do time e nem o panorama do jogo. O Grêmio continuou controlando as ações no segundo tempo. Entretanto, como na primeira etapa, poucas chances de gol de ambos os lados. O gol da vitória gremista veio do pênalti bem cobrado por Douglas. Infração corretamente assinalada pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique.
O Inter e a continuidade do trabalho de Dorival não deve sofrer grande influencia dessa derrota no clássico. O Internacional continua no bolo que briga pela vaga na Libertadores, está em 8° lugar, com 27 pontos. Para o Grêmio, é uma vitória que vale muito. Em termos de tabela, os meso três pontos de qualquer outra vitória, que leva o tricolor aos 21 pontos, continua há três da zona do rebaixamento, na 15° posição, mas que agrega muito na questão anímica do grupo. Como para Victor, de retrospecto negativo em clássicos, como para Escudeiro, um dos melhores em campo e que ainda encontra dificuldades para se afirmar no Grêmio, o mesmo vale para Marquinhos, autor de um dos gols.
 

domingo, 14 de agosto de 2011

Grêmio e a necessidade da vitória

É tão óbvio dizer que um time precisa vencer, que precisa fazer gols. Afinal de contas, não há outro jeito de galgar posições melhores e disputar qualquer coisa dentro de um campeonato. Mas às vezes uma vitória pode significar mais que os três pontos, e é o caso da vitória de 2 a 1 do Grêmio contra o Fluminense.
O time de Celso Roth tinha a necessidade eminente de vencer em conta da sua situação na tabela, muito próximo da zona do rebaixamento. Mesmo com a vitória, no fechamento desta rodada do BR-11, o Grêmio ocupa a 14° posição, a perigosos 3 pontos (tem 18) do primeiro rebaixado, CAP, que hoje tem 15. Entretanto, acompanhado da vitória, vem uma dose de confiança que há muito esse time do Grêmio não tinha, e que precisa demais. Sobretudo um jogador como Marquinhos, ainda pouco à vontade no Olímpico, sem a simpatia da torcida. Seus dois gols podem significar um recomeço para esse jogador dentro do Grêmio.
O Tricolor jogou num 4-3-1-2, com muita aplicação mas em péssima jornada técnica. A não ser em bolas paradas e na jogada do primeiro gol de Marquinhos, pouco fez o Grêmio para ameaçar Diego Cavallieri. Mas nem sempre é preciso jogar bem, isso vem com o tempo, porém as vitórias tem de ser imediatas. Esse é um mérito que Celso Roth conseguiu em dois jogos.
Victor vinha de um bom jogo contra o Palmeiras, mas voltou a falhar no gol do Fluminense, depois do cruzamento de Carlinhos, quando saiu e não achou nada, deixando o gol livra para Fred. Não é o maior, mas é um problema que o Grêmio tem, a má fase de Victor. Acontece um relação mútua de insegurança, pois o goleiro não tem confiança na zaga e sai em todas as bolas aéreas, até nas que não precisa, da mesma forma que os zagueiros não confiam nas saídas de Victor. É preciso chegar a um acordo, Victor tem de sair menos, ficar mais embaixo das traves, onde é incontestável.
O Fluminense é um bom adversário, jogou no campo do Grêmio e teve posse de bola, só não conseguiu furar a marcação do Tricolor, mas rondou a área gremista o jogo inteiro. Entretanto, não deve ameaçar um campeonato que tem cada vez mais Corinthians e Flamengo como favoritos. Esta é uma vitória que pode dar novo fôlego ao Grêmio.

domingo, 5 de junho de 2011

Grêmio faz bom jogo e vence o Bahia

Parace que está voltando aos trilhos o time do Grêmio, depois daquele momento de intensa turbulência, de eliminação na Libertadores, de muitos desfalques e lesões, de perda do Campeonato Gaúcho, de três derrotas seguidas no Olímpico, de estreia com derrota em casa no BR-11 para o Corinthinas. O bom primeiro tempo contra o CAP, e a vitória de 1 a 0 na semana passada dão a sustentação para uma equipe que se mantém - a excessão de Victor, na Seleção, e Lúcio, no DM - e vence com autoridade o Bahia, dentro do Estádio Olímpico.
Vilson, Gabriel e Leandro estiveram à disposição de Renato mas ficaram no banco. Saimon, Mário Fernandes e Lins permaneceram no time. No lugar de Lúcio, Escudero. A estrutura do time foi a mesma, a preferida do treinador, o 4-4-2 com meio em losango. O Grêmio simplificou, pôs a bola no chão, chamou Rochemback e Douglas para o jogo e através de muitas triagulações e marcação meia-pressão, dominou a equipe de René Simões quase que a totalidade do tempo. O Tricolor Gaúcho abriu o placar cedo, dois de Viçosa, em duas jogadas de bola bem trabalhada pelo meio-campo, lembrando os bons momentos de 2010.
O Bahia é uma equipe montada por alguns bons refugos, como Lulinha, Jobson, Tite e Danny Morais. Faz um 4-2-2-2 feijão com arroz. Vive da iniciativa pessoal de Jobson e do bom lateral esquerdo Ávine, que deram trabalho à defesa gremista. Caso não sofra com lesões e desfalques em demasia, pode brigar por Sul Americana nesse BR-11.
No Grêmio, teve a estreia discreta de Marquinhos, que entrou nos 15 min finais do segundo tempo, para jogar na meia-esquerda, com Gabriel na meia-direita, com Leandro e Douglas no ataque. O garoto Leandro entrou no lugar de um Lins em tarde infeliz, que só acertou o passe para o segundo gol e deve ceder lugar ao jovem atacante já no próximo jogo.
O Grêmio já soma 6 pontos, duas vitórias e a manutenção de uma mesma equipe pode dar a moral e a segurança para esse grupo de jogadores. Moral e segurança que também precisa o técnico Renato para remontar a equipe de 2011 depois da chegada de bons reforços.