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sexta-feira, 26 de julho de 2013

A liderança do Inter e a derrota da tese

Está bem o Inter. Ponto. E a melhor notícia para a torcida colorada talvez nem seja a liderança após o jogo contra o cambaleante São Paulo e sim a perspectiva de fortalecimento da equipe treinada por Dunga. No domingo, o Inter pega o lanterna Náutico. Ainda que fora de casa, é jogo para vencer e se manter na ponta. E manutenção é essencial para o psicológico, para amadurecer o espírito de líder e candidato real ao título. Afinal, só ganha quem sente-se capaz de ganhar.

O Internacional, já líder, passa (e passará) a contar com Alex, Scocco, Alan Patrick, Caio, Otávio e Leandro Damião. O time de Dunga praticamente chegou à liderança e se recuperou da péssima primeira parte de BR-13 sem contar com esse nomes - ou pelo menos não em condições ideais de jogo. A partir de agora passa a ser um Inter mais forte, mais encorpado, com um grupo de jogadores que oferece ao treinador opções interessantes para reposição ou até mesmo mudança de estratégia e esquema tático.

Está bem o Inter.


A derrota da tese

E não é que o Atlético Mineiro foi Campeão da Libertadores? Era quase impossível dizer que o Galo não era o favorito após o início arrasador na competição, precedido de uma boa temporada em 2012, avalizado por um forte time montado por Cuca. Quem não defendia o favoritismo, na realidade, defendia uma tese: a de que Cuca, Atlético e Victor nunca conseguiriam conquistar um grande título, simplesmente porque são azarados.

Não teve azar nessa Libertadores. Teve é muitas dificuldades. Muitas delas, é verdade, construídas pelo próprio Galo. Mas sobrou competência na maioria das vezes ao forte time mineiro, do monstruoso (São) Victor, do nervoso e ardiloso Cuca, do líder Ronaldinho, do matador Jô, do xerifão Réver e de todos os outros que merecem tanto louros quanto.

Na última quarta-feira o Atlético Mineiro entrou para a história conquistando uma grande competição, tendo um grande time, uma imensa torcida, derrotando não apenas um valente e improvável finalista como o Olímpia, mas também derrubando por terra uma legião de secadores e suas teses furadas. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dida x Marcelo Grohe

A disputa de posição pela meta tricolor foi a grande polêmica do futebol gaúcho no início desta temporada. Talvez nem dê para chamar de disputa. Dida já foi escolhido para vestir a camisa 1 do Grêmio. Dia 23, em Quito, ele inicia jogando contra a LDU. Desde os primeiros treinos, Luxemburgo usou o goleiro de 39 anos como titular. As informações, contudo,dão conta que o experiente arqueiro está em boa forma e treina bem.

A discussão gira em torna de algumas questões: merecimento, necessidade, justiça, experiência. Estes tópicos acabam se misturando em meio ao debate.

Marcelo Grohe tem 26 anos, está no grupo principal do Grêmio desde 2005. Foi titular em alguns momentos em 2006. Nas temporadas seguintes foi sempre o reserva imediato - primeiro de Saja, depois de Victor - e sempre quando precisou jogar, deu ótima resposta. Em 2012, com a saída de Victor no início do Brasileirão, asusmiu de vez a titularidade. 

Grohe teve um bom ano, com atuações seguras, raríssimas falhas, conquistou a confiança da torcida e se mostrou pronto para seguir sendo o camisa 1 do Grêmio no início da trajetória Arena. Além disso, é patrimônio do clube, prata da casa, gremista. Sabe como ninguém, no atual grupo, o significado de cada vitória diante um estádio abarrotado de gremistas.

Marcelo fez por merecer a confinça da comissão técnica e da direção. Mas o Grêmio não julga assim, diferente da torcida. É questão de justiça quem terminou o ano bem, inicar a nova temporada como titular. Não é o pensamento de Luxemburgo.

Havia a necessidade de trazer Dida? Creio que não. Entretanto, não podemos ignorar o fato que agora ele faz parte do elenco tricolor. De certa forma, é compreensível que o Grêmio o nomeie titular nessa largada de temporada. Faz parte do futebol, quando se disputa uma competição internacional, você começar a conquistar o respeito dos adversários pelo curriculo dos seus jogadores. Não ganha jogo, mas é capaz de colocar no oponente um certo receio que, no final das contas, pode determinar uma senvível vantagem para o Grêmio.

Pelo Cruzeiro, Dida conquistou a Copa do Brasil de 1996, a Libertadores de 97, além de quatro campeonatos mineiros. No Corinthians, foi Campeão Brasileiro em 1999, Campeão do Mundo no ano 2000, da Copa do Brasil e do Torneio Rio-São Paulo em 2002. Nos seus 10 anos de Milan, foi novamente Campeão Mundial em 2007, Campeão Europeu em 2002/03 e 2006/07, Campeão Italiano 2003/04 e da Copa da Itália em 2004.
Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Na Seleção, o goleiro estava no grupo campeão da Copa em 2002, além de ser o titular nas conquistas da Copa das Confederações de 1997 e 2005 e da Copa América de 1999. É um senhor curriculo. Serve de argumento para sustentar a imediata titularidade. Mesmo que continue não sendo justo com Marcelo Grohe.

Na chegada da delegação gremista, em Quito, os mais assediados pelo público e pela imprensa, foram Elano, Macelo Moreno e Dida. Isso é quase como um termômetro. Assim como o Grêmio teme a LDU, que foi campeão lá em 2008, e hoje não tem ninguém de expressão, a LDU está preocupadíssima que precisará derrotar o Grêmio de Dida, Zé Roberto, Elano, Marcelo Moreno, Cris. Volto a dizer que nome não ganha jogo, mas impões respeito.

Ao Marcelo Grohe, resta a paciência de trabalhar e reconquistar sua titularidade. Acho possível, mas improvável. Um pena, pois não será nenhum absurdo esse jogador decidir seguir sua carreira em outro clube. O Grêmio, assim, desvaloriza seu patrimônio e tranca a carreira de um goleiro que está no ponto.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Balanço Grêmio 2011


Com um time que terminou em alta a temporada de 2010, com um esquema encaixado, com o goleador do campeonato, com uma vaga na pré-Libertadores, com um ídolo comandando o time fora de campo. O torcida gremista tinha muita empolgação com o que poderia ser o 2011 gremista. A expectativa de ter Renato Portaluppi e Ronaldinho Gaúcho juntos, potencialmente grandes ídolos do Grêmio, foi uma hipótese real, mas que frustrou torcedor e clube ainda em janeiro.
Ronaldinho não veio - e esta história todo mundo já sabe. Talvez tenha sida essa a grande complicação do Grêmio no início da temporada. Paulo Odone apostou demais na vinda do desafeto gremista, o que acabou tomando dois meses (dez/10 e jan/11) de atenção exclusiva à negociação, que acabou não se confirmando. O Grêmio só não trouxe Ronaldinho como também perdeu o artilheiro Jonas, perdeu o lateral Fábio Santos e o zagueiro Paulão. Os que vieram não deram certo, como Gilson, Rodolfo, Carlos Alberto e Escudeiro (este só veio a jogar bem com Roth, no segundo semestre). Ou seja, o Grêmio piorou de um ano para o outro, desagregou jogadores e não conseguiu recompor com qualidade.
Faltou bola na Libertadores, faltou bola na primeira parte do BR-11 e, por incrível que pareça, faltou bola também numa final de Gauchão em que o Grêmio teve vantagem em dois momentos. Primeiro quando ganhou o turno inicial e poderia ter ganho o segundo turno e levado o título direto. Depois na finalíssima, quando venceu por 3 a 2 dentro do Beira-Rio, cedeu o mesmo resultado para o Inter no Olímpico e acabou perdendo nos pênaltis.
Sem dúvida é um dos piores anos da história do Grêmio. Além de não vencer título algum, perdeu jogos importantes dentro do Olímpico, ficou com um inexpressivo 12° lugar no BR-11, brigou para não cair boa parte do campeonato, trocou de treinador três vezes (ou quatro, levando em conta que Caio Junior foi contratado ainda em 2011), e tomou duros golpes como a sempre conturbada demissão de um ídolo e mais uma recusa indesejada de Ronaldinho Gaúcho. Sem contar a simbólica derrota no Rio de Janeiro, no 1° turno do BR-11, aquele 2 a 0 para o Flamengo, que o ídolo recente da torcida, o irregular Victor, entregou o segundo gol constrangedoramente para Ronaldinho. Um grande resumo da década sem títulos do Grêmio, que em 2001 venceu sua quarta Copa do Brasil e desde então se contenta com Gauchões, um título da segundona, e algumas boas campanhas. Nada comparado ao que o clube já conquistou em outros tempos.
Depois da breve e equivocada passagem de Julhinho Camargo, teve ainda a volta do eterno Celso Roth, que de tão eterno também é passageiro, e não comandará o Grêmio na próxima temporada. Roth deu ao time o padrão de jogo que não aparecera em 2011, fixou a equipe num 4-2-3-1 que funcionou enquanto o elenco teve gás e motivação para alçar vôos maiores na competição nacional. O gás acabou antes da motivação, e o campeonato antes do Grenal da última rodada, naquele 1 a 0 colorado.
Foi um ano repleto de equívocos no Estádio Olímpico, de todas as instancias, desde o discurso falido da direção, tão quanto as contratações insuficientes, passando pelas erratas das três comissões técnicas em momentos capitais da temporada, até chegar na torcida, que vaiou Douglas o ano inteiro, sendo que o 10 é o melhor jogador do elenco, o único que ao menos chuta a gol mais de duas ou três vezes no jogo.
2012 ainda é uma incógnita. Como sempre é o começo de ano de qualquer clube.  Kléber é bom jogador, mas vai corresponder o investimento? Caio é bom treinador e ainda tem o apetite de ganhar títulos, mas isto basta? Paulo Pelaipe diz que terá o grupo fechado até a virada do ano. Até que ponto isto é possível? E a Arena, que deve inaugurar no final de 2012, pode representar um salto de patamar como clube de futebol, como representou o Olímpico na metade do século passado?
 De 2012 ainda não sei. Porém, esse ano já acabou, e inegavelmente foi um péssimo ano.

domingo, 14 de agosto de 2011

Grêmio e a necessidade da vitória

É tão óbvio dizer que um time precisa vencer, que precisa fazer gols. Afinal de contas, não há outro jeito de galgar posições melhores e disputar qualquer coisa dentro de um campeonato. Mas às vezes uma vitória pode significar mais que os três pontos, e é o caso da vitória de 2 a 1 do Grêmio contra o Fluminense.
O time de Celso Roth tinha a necessidade eminente de vencer em conta da sua situação na tabela, muito próximo da zona do rebaixamento. Mesmo com a vitória, no fechamento desta rodada do BR-11, o Grêmio ocupa a 14° posição, a perigosos 3 pontos (tem 18) do primeiro rebaixado, CAP, que hoje tem 15. Entretanto, acompanhado da vitória, vem uma dose de confiança que há muito esse time do Grêmio não tinha, e que precisa demais. Sobretudo um jogador como Marquinhos, ainda pouco à vontade no Olímpico, sem a simpatia da torcida. Seus dois gols podem significar um recomeço para esse jogador dentro do Grêmio.
O Tricolor jogou num 4-3-1-2, com muita aplicação mas em péssima jornada técnica. A não ser em bolas paradas e na jogada do primeiro gol de Marquinhos, pouco fez o Grêmio para ameaçar Diego Cavallieri. Mas nem sempre é preciso jogar bem, isso vem com o tempo, porém as vitórias tem de ser imediatas. Esse é um mérito que Celso Roth conseguiu em dois jogos.
Victor vinha de um bom jogo contra o Palmeiras, mas voltou a falhar no gol do Fluminense, depois do cruzamento de Carlinhos, quando saiu e não achou nada, deixando o gol livra para Fred. Não é o maior, mas é um problema que o Grêmio tem, a má fase de Victor. Acontece um relação mútua de insegurança, pois o goleiro não tem confiança na zaga e sai em todas as bolas aéreas, até nas que não precisa, da mesma forma que os zagueiros não confiam nas saídas de Victor. É preciso chegar a um acordo, Victor tem de sair menos, ficar mais embaixo das traves, onde é incontestável.
O Fluminense é um bom adversário, jogou no campo do Grêmio e teve posse de bola, só não conseguiu furar a marcação do Tricolor, mas rondou a área gremista o jogo inteiro. Entretanto, não deve ameaçar um campeonato que tem cada vez mais Corinthians e Flamengo como favoritos. Esta é uma vitória que pode dar novo fôlego ao Grêmio.

domingo, 29 de maio de 2011

Atlético-PR 0x1 Grêmio

Não fosse o gol contra de Rafael Santos no primeiro tempo e o segundo tempo espetacular do goleiro Victor e do volante Fábio Rochemback, poderíamos estar comentando outro resultado negativo do Grêmio. Foi uma partida de recuperação, pelo menos imediata. Três pontos que não vieram em casa, na estreia contra o Corinthians. Teve a boa atuação da linha de quatro defensores, o que há muito não acontecia. Rafael Marques, pela necessidade do momento e a escasses de zagueiros no grupo, retornou de afastado do elenco à titular da zaga no lado esquerdo, ao lado do jovem Saimon. Se a recuperação vai ser efetiva, só as próximas partidas mostrarão.
Foi jogo de dois tempos distintos. No primeiro tempo, com esquemas espelhados, um 4-3-1-2, o Grêmio foi pouca coisa melhor. Não correu riscos, criou algumas chances não tão claras, e contou com a sorte de um gol contra. Como o CAP, a equipe de Renato sofreu por um dupla de ataque pouco inspirada. Lins e Viçosa pelo lado tricolor; Guerrón e Adaílton pelo Atlético.
O jogo foi outro com a mudanças de Adilson Baptista no intervalo. Sua equipe passou a jogar no 4-2-2-2, ao invés de Paulo Baier e Cléber Santana no meio, Branquinho e Madson, que deram outro ritmo aos paranaenses. Branquinho é muito bom jogador, entrou e mudou o jogo, mas não o resultado. O CAP dominou o Grêmio, empilhou chances e acabou parando nas mãos de Victor.
Renato apostou nos contra-ataques, teve a oportunidade de encaixar pelo menos dois, mas sua equipe pecou na hora de finalizar as jogadas. Vitória a ser comemorada no Olímpico, fora de casa não é sempre que acontece. A ideia do Grêmio é ficar entre os dez primeiros colocados até poder contar com os reforços, o que deve demorar de 30 a 60 dias. É possível, como é possível ficar mais forte mais pra frente, com G. Silva, Miralles, talvez Paredes, talvez Marquinhos. Talvez mais um lateral esquerdo e dois zagueiros.

domingo, 15 de maio de 2011

Internacional Campeão Gaúcho de 2011


Dois clássicos espetaculares decidiram o Campeonato Gaúcho. Grenais de cinco gols cada um, dez no total. Mais as cobranças de pênaltis da segunda partida, que resultou no título colorado. Depois da vantagem gremista, um 3 a 2 no Beira-Rio, resultado incomum em clássicos equilibrados, a principal dificuldade do Inter era desmanchar essa vantagem, sendo que qualquer resultado comum dava Grêmio (0x0, 1x1, 1x0, 2x1 e 2x2). O time de Falcão fugiu dos resultados pragmáticos, devolveu o 3 a 2 - em certo momento até vencia por 2 gols de diferença -, levou tudo para os pênatis e conquistou o título no duelo Victor x Renan. Duas defesas do goleiro gremista; três defesas e o caneco para o Inter de Renan.
Caso fosse outro o campeão, seria igualmente justo o título tricolor. Título decidido não apenas nos 180 minutos, que ficou tudo empatado, nem nas cinco cobranças de pênaltis, também empatadas. Foi nas cobranças alternadas, o último ato do espetáculo. Brilharam os patinhos feios do Beira-Rio: Renan atacou a cobrança do Adilson, na sequência o grande responsável em campo pela virada colorada, Zé Roberto, venceu Victor - que mais uma vez foi vencido em grenais.
Os 25 minutos iniciais do Grenal foram apavorantes para os colorados. O Grêmio amassou, fez um gol e poderia ter feito mais. O Inter mudado, escalado no 4-4-1-1, com a defesa formada por Bolivar e Índio, Juan jogando como lateral-esquerdo e vigiando Leandro, Kléber como um meia aberto na esquerda e Andrezinho e D'Alessandro se revezando entre a meia-direita e o enganche atrás de Damião. Falcão não foi feliz nas opções, o Inter não funcionou assim. Viu um Grêmio comandado por Douglas e Rochemback comandar o clássico e aumentar a vantagem gremista com o gol (legal, diga-se) de Lúcio.
Falcão mudou o Inter e a história do jogo ainda no primeiro tempo, quando retirou Juan, que já tinha cartão amarelo e estava dentro do rodízio de faltas que o Inter fazia no atacante Leandro, colocou o Zé Roberto, recuou Kléber para a lateral e montou um 4-2-2-2 para combater o até então eficiente 4-3-1-2 de Renato. O Colorado logo equilibrou o jogo, Zé Roberto entrou bem, fez a jogada do gol de empate do Damião. No final do primeiro tempo, a virada. Um golaço de Anderzinho, que não conseguiu jogar o segundo tempo devido a uma lesão e deu lugar a outro destaque do clássico, o garoto Oscar. Com esse time o Inter chegou ao 3 a 1 e jogou melhor futebol a grande parte do segundo tempo.
Precisando de um gol, rapidamente Renato fez suas três alterações. Não mudou o modo de jogar, mudou os dois atacantes e o lateral. Deu sangue novo, deu nova motivação ao Grêmio, que passou a correr como o algoz gremista das últimas decisões, Borges. O centroavante saiu do banco com fome de jogo, querendo refazer seu nome dentro do clube. Como fizera também o próprio Zé Roberto. Borges aproveitou da falha de Renan e fez o gol que levou a decisão para os pênaltis. Contudo, não conquistou a confiança necessária para ser escalado como um dos cobradores gremista nas penalidades.
É título sim. É o que restou para o Inter. Era o que restava para o Grêmio. Pior para quem perde, menos mal para quem conquista. É confiança para erguer a cabeça, acreditar numa ideia de time e, mesmo assim, não esquecer que o grupo precisa começar a ser reformulado, nem que seja gradativamente. Igualmente como tem de fazer o perdedor Grêmio: pensar em reforços para o BR-11, sem esquecer que o time que jogou os dois Grenais foi o que mais funcionou em 2011 e deve seguir jogando enquanto coisa melhor não chega.
  

domingo, 17 de abril de 2011

Que sufoco!

É, o Grêmio está na semi-final da Taça Farroupilha e enfrenta a sensação do campeonato, o Cruzeiro, em local e data ainda indefinidos pela Confederação Gaúcha e pela RBS. É, mas poderia muito bem ter sido o Ypiranga a passar de fase. O time de Erechim, jogando em casa, empatou em 1 a 1 com o Grêmio e só vendeu a eliminação nos pênaltis.
Jogo bom de assistir, não que tenha sido bem jogado - foi em raros momentos -, mas foi bem disputado. Jogo complicado de participar e jogar. Que o diga Grêmio, Ypiranga e o árbitro Leandro Vuaden. As duas equipes fizeram uma partida de muito contato, Vuaden teve de participar bastante, distribuir bastante cartões amarelos. Mais acertou que errou, porém não seria exagero se o Ypiranga tivesse acabo os 90 minutos com um a menos. O time de Erechim usou em demasia do recurso da falta, principalmente sobre o jovem Leandro. Recurso que, esse ano, os adversários da dupla grenal estão caprichando. No Grêmio, Douglas e Leandro são os visados. No Inter, D'Alessandro e Oscar.
Mas o fato é que de novo o Grêmio apresentou um futebol de se desconfiar, parecido com o que jogou na Bolívia, porém mais comprometido. No início, a equipe de Renato abusou da displicência defensiva, Gabriel, Neuton, Adilson e Rochemback avançavam juntos. Se o time conseguisse manter a posse de bola, tudo ok. Mas não é o caso. Ao Grêmio de 2011, o que mais falta é sincronia nos movimentos defensivos. Muito mais uma questão de posicionamento que qualidade.
Ainda no primeiro tempo, passados 20 minutos de jogo, por orientação de Renato, Neuton e Gabriel guardaram mais posição e o Ypiranga, que jogou num 4-4-2 e insistia muito pelos lados, ficou de certa forma neutralizado. Assim o Grêmio conseguiu presença no campo de ataque, Leandro cresceu, passou a ser o destaque do jogo, pecando, porém, sempre no toque final. Contudo, quem brilhou foi Douglas, com um golaço de fora da área.
A saída de Douglas e Leandro, no segundo tempo, até então os dois melhores gremistas e campo, aconteceram no memento de apagão tricolor. O meia saiu porque não teve mais condição física, deu lugar a Carlos Alberto, que ainda demonstra muito mais vontade que futebol. Lenadro deixou o campo por opção discutível do treinador. Entrou Lins, que jogou bem, mas menos que Leandro.
A certa altura da segunda etapa o Ypiranga entrava na área gremista por todos os lados e tomou o gol de empate num chute vindo  da entrada da áera, na zona de cobertura do Gabriel. Foi falha de Victor? Foi, falha técnica, pois foi no canto dele. Mas longe de ser daquelas escandalosas, ainda mais para um goleiro que fez a boa partida que fez e que, na hora H, buscou mais um pênalti.
O Grêmio tem o mérito de ter bons batedores de pênalti, que dificilmente erram, como nesse domingo errou Lúcio. Mas muito bem acertaram Borges, Carlos Alberto, Rochemback e Gabriel. O goleiro Luiz Carlos também fez boa partida, também defendeu uma penalidade, entretanto não foi o suficiente para a evitar a classificação do Grêmio.
Renato está vendo que a equipe está jogando pouco. Já é um começo. Agora, quem tem o poder de mudar isso é ele. No seu 4-4-2, que é um 4-3-1-2, quem tem a função de apoiar e defender está mais atacando que combatendo. Nessa semana vazia, que antecede os jogos decisivos do Gauchão e da Libertadores, é preciso reencontrar o equilibro dentro do time. E esse equilíbrio passa, principalmente, pelas funções que desempenham os dois laterais e os três volantes.

domingo, 3 de abril de 2011

Grêmio vence em partida tranquila

Leandro é o cara no Olímpico! Neste domingo, o garoto de 17 anos fez sua quinta partida como profissional e a segunda como titular, marcou seu quinto gol. Num jogo em que o Grêmio não imprimiu um ritmo forte, teve, mesmo assim, o total controle da partida, chegando aos 29 pontos na classificação geral e garantindo, caso haver, o segundo jogo da final no Olímpico. Na Taça Farroupilha, o Grêmio está com 12 pontos no grupo 2 e ocupa a segunda colocação, atrás apenas do Cruzeiro (pelos critério).
Renato escalou o que tinha de melhor. A volta de Rochemback representa um acréscimo de qualidade importantíssimo ao meio-campo do Grêmio, escalado no 4-4-2 que, desmembrado, fica um 4-3-1-2. O treinador gremista parece ter desistido da ideia de mudar esse esquema, deixando assim Carlos Alberto como opção no banco.
O Grêmio foi um time paciente, encontrou uma retranca muito bem armada, de um Veranópolis que pensava e jogava pelo empate. O VEC segurou o Tricolor muito pela marcação individual de Naves sobre o meia Douglas, tirando do time de Renato boa parte de seu poder de fogo, e de criação. Ao Grêmio, principalmente no primeiro tempo, sobrou as jogadas pela esquerda com Bruno Collaço, que fez boa partida e aproveitou a oportunidade diante o péssimo momento de Gilson. Mas por ali, Lúcio não foi tudo o que pode ser. Nem Willian Magrão do outro lado. As duas linhas de quatro que fez o VEC contiveram de forma eficiente as investidas do Grêmio, tanto pelos lados quanto por dentro.
Está certo que o Veranópolis bateu, fez muitas faltas e recebeu cartões de menos. O árbitro Anderson Daronco só não pôde deixar de expulsar o goleiro Luis Müller, que agrediu desnecessariamente o atacante Leandro, mas deixou de avermelhar Douglas, que no meio da confusão, desferiu um chute contra um jogador de VEC. Daronco não viu.
O destaque tricolor, de novo, foi Leandro. A estrela do guri está brilhando tão forte que até num jogo sem tantas oportunidades como este, sobrou uma bola limpinha dentro da área, depois de cobrança de falta que ele mesmo sofreu. Nas mexidas, já com um jogador a mais, Renato armou um 4-3-3 a la Barcelona, com dois meias e um volante. Pessali e C.Alberto entraram muito bem e melhoraram a articulação gremista. Pessali sofreu o pênalti perdido e convertido no rebote por Borges.
O VEC ainda tem boas oportunidades de classificar, pecou na opção de se defender em demasia e só podia chegar ao gol como chegou, com uma falha bisonha de Victor. Acontece nas melhores familias e com os melhores goleiros, mas vem acontecendo seguido com o arqueiro tricolor. Nada que chegue a comprometer, mas se a fase não mudar, dá pra preocupar um Grêmio que toma gol em todos os jogos.
Na quinta-feira, às 19h15, o Grêmio recebe o Junior Barranquilla pelo grupo 2 da Taça Libertadores.
   

quinta-feira, 10 de março de 2011

Grêmio vence a Taça Piratini

Por onde começar um texto sobre um jogão de bola como foi Grêmio e Caxias? Jogo que teve de tudo. Teve campeão de muitos erros e defeitos. Teve um perdedor de se aplaudir em pé, com garra e futebol de vencedor. Teve quatro gols com a bola andando - ainda que andasse menos que deveria no segundo tempo. Teve os oito minutos de acréscimos no final, para compensar o jogo que, em certos momentos, foi mais brigado e encenado que jogado. Teve a decisão por pênaltis, que sempre reserva boas emoções ao torcedor e quase sempre daí sai o herói da noite. No confronto Victor x Sangalli na hora das cobranças, brilhou a estrela do tricolor, duas vezes.
Uma das armas de um time tecnicamente em desvantagem, tem que ser a surpresa. Também é fundamental a obediência tática. Foi justamente o que teve o Caxias do técnico Lisca no início da decisão da Taça Piratini, dentro do Olímpico. O Caxias surpreendeu atacando um Grêmio que não esperava se defender logo de cara, um Grêmio formatado à atacar. Com a bola, 4-4-2 com meio-campo em losango, time leve, ligeiro, com facilidade de entrar jogando pelos flancos. Sem a bola, um Caxias posicionado num 4-1-4-1, esquema que protege bem a linha defensiva e dá rápidas alternativas de contra-ataques. O calor foi tanto que, antes dos 10 minutos de jogo, Renato mandou os reservas do Grêmio aquecerem.
Aos 26, já perdendo de 1 a 0, depois da bela cobrança de falta do garoto Itaqui (19min), o técnico do Grêmio desistiu mais uma vez do seu quadrado no meio-campo, dessa vez formado por Rochemback, Willian Magrão, C.Alberto e Douglas. Não deu liga nem mecânica ao time. Como virou praxe no Olímpico, saiu C.Alberto e entrou Bruno Collaço para fazer as vezes de Lúcio, no lado esquerdo do agora losângo gremista no meio-campo. Lúcio estava no banco, há de se ressaltar, mas até aquele momento ainda era preservado, entrou no desespero gremista do segundo tempo e foi bem, parece estar curado da lesão.
Se por um lado o Grêmio não iniciou bem, o Caxias iniciou ótimo! Fez um baita primeiro tempo, dentro do campo do Grêmio, tocando a bola com autoridade, com o atacante Éverton (ex-Grêmio e Inter, como muitos nesse Caxias) em noite iluminada. O segundo gol do Caxias saiu no momento em que o tricolor começava a se encontrar no jogo, aos 39min e com ajudinha do Victor. Pareceu um golpe fatal. Mas não para Willian Magrão, que não marcou lá atrás o quanto deveria, é verdade, mas marcou lá na frente, aos 43, gol que reacendeu a chama do Imortal Tricolor no jogo.

Aliás, se não foi a grande partida dos defensores do Grêmio em suas funções, acabaram compensando com gols. Pois, no finzinho de um segundo tempo quase unilateral, que quase só deu Grêmio jogando, errando gol e Sangalli defendendo, deu também pros dois zagueiros do Tricolor virarem atacantes e aí sobrar uma bola para o Rafael Marques empatar um dramático jogo aos 50 minutos da segunda etapa e levar tudo para os pênatils.

Nos pênaltis, consagração gremista: duas cobranças defendidas, quatro convertidas, volta olímpica e um título que ganha proporções maiores pelo jeito que foi conquistado, não pelo peso histórico. O título TÍTULO que o grupo de jogadores e a comissão técnica tanto fala, não pode ser esse. Título mesmo é ganhar o Gauchão completo e/ou Libertadores.

Dá para comemorar, sim. Mas dá para pôr muitos questionamentos ao Grêmio 2011. Deve melhorar, ora, se almeja algo maior que a Taça Piratini. Com todo respeito ao Caxias, que é bom time, fez um partidão, esticou a corda ao máximo, valorizou a vitória gremista, mas é um clube que disputa a terceira divisão do Campeonato Brasileiro, não pode ser obstáculo tão duro na vida de quem quer ser campeão da América.
Mas a história contada e escrita é outra. O Caxias foi o obstáculo que o técnico Lisca prometeu às vésperas do confronto. Por detalhe não saiu vitorioso. Não seria injustiça. E há justiça no futebol?

  

domingo, 14 de novembro de 2010

Jogo atípico

O zero a zero de Santos e Grêmio na Vila foi um jogo cadenciado, de ambas as partes, com poucas chances de gols. Mais chances teve o Peixe - natural, pra uma partida diferente. Assim como já seria natural que o Santos, em casa, atacasse com mais frequência. Mas digo que foi diferente porque não é normal que uma das equipes perca um jogador tão cedo, como perdeu o Grêmio, com a expulsão de Jonas logo aos 18min de jogo, depois de acertar cotovelada no volante Adriano.
Santos e Grêmio entraram em campo com esquemas praticamente espelhados. Ambos no 4-4-2, com um quadrado torto no meio. No Peixe, Marquinho centralizava mais e Rodriguinho aparecia como terceiro homem pela direita. No Grêmio quem centralizava era Douglas, e Lúcio se desprendendo como meia na esquerda.
Rodriguinho não foi suficiente para auxiliar Marquinhos e Zé Eduardo, o encarregado pelas jogadas agudas pelos flancos. Zé Eduardo fez boa partida , incomodou, buscou jogo e sofreu pênalti que ele próprio desperdiçou. A quinta penalidade defendida pelo goleiro Victor.
Faltou futebol ao Santos  para vencer um Grêmio com 10, que se defendeu muito bem, depois de mais uma atuação de luxo do surpreendente Paulão. Faltou Neymar e Arouca, faltou mais velocidade e, quem sabe, mais vontade (ou gana).
O Grêmio foi calmo, se mostrou um time maduro, não perdeu a cabeça. Chegou na área do Santos algumas poucas vezes e não seria nenhum absurdo sair com o 1 a 0. Mas foi um alívio não ter saído derrotado, depois de 70 minutos em desvantagem numérica de jogadores.
O árbitro Ricardo Marques de Oliveira acertou em expulsar Jonas e ao marcar o pênalti de Rafael Marques em Zé Eduardo. Mas errou ao não marcar pênalti em cima de Lúcio, no segundo tempo, e não foi criterioso em algumas faltas e cartões.
Para não fechar a rodada perdendo duas posições, o Grêmio torce para resultados negativos de Inter e CAP, que jogam em casa contra Avaí e Prudente, respectivamente. Um missão ingrata. Mas é o preço que se paga por, às vezes, jogar um futebol também ingrato.

sábado, 11 de setembro de 2010

Questão de tempo

Era questão de tempo: o Corinthians, que não era vencido há 23 jogos dentro de casa e, há 10 jogos, só vencia no Pacaembu pelo Campeonato Brasileiro, uma hora ia ser derrotado. E o Grêmio, que não vencia fora de casa desde a metade do BR-09, portanto há um ano, teria de vencer em algum momento. Precisou as duas equipes se encontrarem para finalmente não acontecer o óbvio - o Grêmio vencer e o Corinthians perder.
Mas não foi só questão de tempo. Mas questão de Douglas, autor de mais um golaço, o da vitória, aos 34min do primeiro tempo. Também questão de Victor, que defendeu seu 4° pênalti no BR-10, desta vez batido e perdido por Iarley, aos 14min do segundo tempo. Não foi só isto em 90 minutos que determinou a vitória do Grêmio, mas foi isto principalmente.
O time de Renato, sem Rochemback e sem Souza improvisado, mas jogando na dele, teve Ferdinando auxiliando o gigante Adilson na marcação. Marcação que no primeiro tempo funcionou bem, contra um Corinthians de intensa movimentação com Ralph, Jucilei e Elias desarmando, passando, articulando, assim como J.Henrique e Iarley lá na frente e pelos lados. Já o cerebral meia-goleador Bruno César, centralizado e bem marcado.
No primeiro tempo o Grêmio jogou o seu 4-2-2-2 feijão-com-arroz, mas um feijão e um arroz bem temperado, com Douglas querendo muito jogo, com Souza fazendo boa parceria com Gabriel e com os dois volantes marcando bem.
Durante os dois tempos, Adilson Baptista mexeu bastante no seu Corinthians, perdeu o volante Ralph logo no início do jogo, teve de colocar Bokita e, durante a partida, viu Jucilei jogar muita bola e ser um dos destaques do jogo e deste Coringão 2010. O Timão dominou o Grêmio após o zagueiro Vilson ser expulso na jogada do pênalti corintiano (victoriano), originado de uma falta dentro da área que foi muito menos falta que pelo menos três faltas que o árbitro Francisco Carlos Nascimento não deu durante o jogo - inclusive a falta do Douglas, que tirou Ralph do jogo e não foi assinalada.
O Corinthians é o time que mais teve pênatis a seu favor no BR-10, ao todo foram 8. Mas verdade seja dita, Vilson cometeu a penalidade.
Adilson Baptista foi para o tudo ou nada: armou um 2-3-3-2, com Jucilei, Bokita e Ralf na primeira linha do meio-campo e logo em seguida Danilo, Bruno César e Defederico. O Grêmio a certa altura ficou sem nenhum atacante, se defendeu como pôde e como não pôde. O Timão empilhou chances de gol e o Tricolor demonstrou a união, a garra e a luta de sempre, mas que faltara ultimamente, assim como a sorte, que no Pacaembu sobrou.
Vitória maiúscula, que deixa o Grêmio distante da zona do rebaixamento e confortável para pelo menos cogitar subir mais ainda na tabela, tendo agora razoáveis 26 pontos. O próximo jogo é um canhão cheio de história: dia 15 de Setembro, aniversário de 107 anos do Grêmio, jogo contra o grande rival dos anos 90, o Palmeiras. No comando dos times, os dois maiores ídolos tricolores: Renato Portaluppi e Luis Felipe Scolari.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sobrou vontade

Este Grêmio que perdeu por 2 a 1 de virada para o Santos dentro do Olímpico foi dos melhores depois da Copa. O que não significa muito para um Grêmio que é dos piores do BR-10. O Grêmio foi mais Grêmio, principalmente nos primeiros 45mim, foi time de pegada, de marcação, de escapadas rápidas e (quase) letais. Mas quem acabou sendo letal foi o Santos, que matou o jogo aos 48mim do segundo tempo e só não matou antes, aos 40, graças a Victor que defendeu seu terceiro pênalti no campeonato.
Mas se sobra vontade, falta futebol. O time que Portaluppi escalou dá para apostar e trabalhar em cima, no mesmo 4-2-2-2 que rendeu bons resultados ainda na era Silas. Os retornos de Rochemback e Borges significaram melhora técnica significativa, porém, jogadores importantes como Douglas, Souza e Jonas, principalmente os dois últimos, erraram demais com a bola no pé. Não faltou empenho, nem vergonha na cara, nem comprometimento, talvez tenha faltado bola, talvez preparo físico, talvez, até, melhor sorte.
O bom time do Santos jogou no segundo tempo tudo o que o Grêmio não permitiu que jogasse no primeiro. E o Grêmio não permitiu porque Rochemback e Vilson foram sempre soberanos na marcação, jogaram muito, também porque Souza e Douglas correram e ocuparam bem os espaços defensivos, até deixando faltar lá na frente.
Dorival Junior sacou do time o pesado Marcel, trocou o centroavante pelo atacante Zé Eduardo, ganhou mais mobilidade na frente e mexeu na marcação gremista. Ganso começou a aparecer, até se machucar, aos 21mim do segundo tempo, no lance do primeiro pênalti. Neymar também foi figura decisiva no jogo: converteu a primeira penalidade, sofreu a segunda e manchou a boa estreia de Vilson, e no fim participou do lance da virada santista.
Mesmo jogando vários minutos com um jogador a mais e contando com um Victor que voltou a jogar muito, continua não dando para o Grêmio. A zona do rebaixamento assusta, até porque o Grêmio não sai dela. Rebaixamento não é mais palavra para ser ignorada no Olímpico e fazer de conta que não existe. Existe, e a realidade do Grêmio hoje é fugir dele.
 

sábado, 21 de agosto de 2010

Pobre da bola!

Ceará e Grêmio não foi um bom jogo. São dois times em crise. Crise técnica, tática e psicológica, principalmente o Grêmio, que ainda não venceu fora de casa e, desta vez, passou longe de vencer a primeira. Renato decidiu manter o 3-4-2-1, enquanto Mário Sérgio mudou seu Ceará, promoveu surpresas e escalou o time no 3-5-2.

Poucas vezes nessa temporada as atuações individuais do Tricolor Gaúcho foram tão fracas. A começar pelo Willian Magrão, que começou o jogo já marcando gol, seu terceiro vestindo a camisa 9. Mas esse foi contra, aos 40 segundos de jogo. O Grêmio sentiu o gol, passou 20 minutos tonto, sendo atacado por um Ceará que muito buscou jogo pela direita. Aos 21 Neuton saiu da zaga, e carregou a bola e o Grêmio para o campo ofensivo, não deu em muita coisa, mas o Grêmio entrou no jogo.

O empate, aos 25, foi um achado, também contra. Se dependesse das próprias forças, dificilmente Grêmio e Ceará marcariam gols no primeiro tempo. Quando o Ceará teve tudo para converter pelos próprios méritos, Victor, em ótima partida, catou a cobrança de pênalti do zagueiro Fabrício, no finalzinho da primeira etapa.

No segundo tempo o Ceará mudou. Entrou Geraldo, vestindo a 10, para jogar no meio. Também entrou Magno Alves, com a 96 - mas como se estivesse com a 10-, para fazer o time jogar. Aos poucos o Grêmio foi se deixando controlar. Até porque Jonas, Douglas e Ozeia deixaram o Grêmio, para Portaluppi deixar de usar o 3-4-2-1 e tentar contra-atacar no 4-3-2-1.  Não funcionou, como não funcionou só Borges na frente, nem só Jonas, tão pouco os dois juntos, por alguns minutos.

Desde o início o Grêmio não marcou bem. Ferdinando e Willian Magrão foram péssimos. Bem diferente de péssimos foram o dupla Geraldo e Magno Alves, que acertaram o time de Mário Sérgio e fizeram Victor trabalhar. Aos 43 do segundo tempo, a jogada que começou nos pés de Magno, passou pelos pés do camisa 10 e acabou no fundo das redes, na vitória do Ceará e no choro emocionado de Geraldo.

2 a 1 merecido, pelos os 30 minutos finais do Ceará. Pelo restante do jogo, o zero a zero era quase um dever, que Victor até tentou contribuir, mas a fase é tão ruim que nada ajuda o Grêmio. Nem o próprio Grêmio se ajuda.