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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Grêmio respira

Poderia ter sido 3 ou 4 a 0 para o Grêmio, devido a superioridade do Tricolor no Serra Dourada diante do Goiás. Poderia, no entanto, ter sido 1 a 1, caso o árbitro José de Caldas Souza tivesse marcado o pênalti que Paulão cometeu em Rafael Moura aos 44min do segundo tempo. Mas com o gol de Diego Clementino, dois minutos depois do lance de penalidade, em boa jogada tramada, como fora a jogada do primeiro gol gremista, ficou no 2 a 0 mesmo.
O time do Goiás é um time confuso. Foi um time confuso. Um 3-5-2 com improvisações, que ora parecia um 4-4-2, com os jogadores mudando de função e variando a marcação individual em Jonas, que apanhou bastante no primeiro tempo. O Goiás jogou enquanto Jones ocupou a direita de ataque ou até a ala por aquele lado. Isto aconteceu em três momentos diferentes do jogo, foi quando o time da casa incomodou.
De resto, assistiu a um Grêmio cadenciador, tocando a bola com Douglas, Rochemback e Jonas. Acelerando o jogo quando preciso, com Gabriel, em grande noite, Lúcio e Fábio Santos. André Lima muito bem fazendo a parede e tabelando com quem vem de trás e, claro, fazendo gol.
O Grêmio poderia ter forçado mais, se esforçado mais. Melhoraria um futebol que foi razoável. Mas um futebol que já tem cara, há muito tempo. Renato acertou a mão com o seu 4-4-2 com meio-campo em losango. Não à toa o Grêmio volta a respirar no BR-10, chega aos 50 pontos e vê uma tabela de jogos que não é muito complicada.

domingo, 15 de agosto de 2010

Grêmio volta a vencer

Foi o primeiro jogo do Renato depois de comandar treinos no Grêmio - dois. No meio da semana, também contra o Goiás, sem treinar a equipe, Portaluppi da beira do campo viu um Grêmio desorgaizado, nervoso, que perdeu o jogo e a classificação dentro do Olímpico.

Para o jogo de Domingo, primeiro Renato pensou em não perder. Montou o time de trás para frente, como manda o figurino em times fracos ou em crise. O Grêmio foi escalado no 3-6-1. No campo, desmembra-se num 3-4-2-1, com Souza e Douglas bem soltos. Victor, que perdeu a braçadeira de capitão para Souza, não correu riscos. O goleirão tricolor não precisou praticar nenhuma defesa, foi muito bem protegido por um trio de zagueiros e por uma dupla de volantes que foi eficiente que definiu o jogo. Os dois gols de Willian Magrão, depois de duas jogadas de bola parada, coroaram a boa partida do volante que, fazia tempo, não jogava bem.
Ficou longe de ser uma partida excepcional. Mas o Grêmio marcou bem, não tomou gols, criou boas oportunidades e saiu da zona do rebaixamento. É um bom recomeço para uma equipe que há 10 jogos não sabia o que era vencer. O 3-6-1 ainda é providencial, mas deve ser mantido até a confiança de alguns bons jogadores voltar de vez, como parece ter voltado a do Douglas, a do Neuton, a do Magrão, e como ainda precisa voltar a de Leandro, a de Borges, e a de Fábio Santos.

É um Grêmio recomeçando. E recomeça vencendo e saindo da zona do rebaixamento.

Já o Inter, entrou em campo descompromissado e pensando na Libertadores, ainda que o jogo fosse contra o líder Fluminense e o time escalado por Roth fosse reserva, com a excessão de Tinga - a não ser que na quarta Giuliano comece jogando.

O Colorado tem 20 pontos, tem um jogo a menos e tem time para correr atrás depois da competição continental. A derrota de 3 a 0 não deve pesar muito no ano colorado.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Do místico ao real

Renato Portaluppi gosta de arriscar, e já iniciou seu trabalho no Grêmio arriscando. Arriscando assumir o comando assim que chegou a Porto Alegre, ir para o jogo poucas horas depois e perder o jogo e a classificação. Justamente o que aconteceu.

Apostou-se na mística. Que o Renato chegaria no começo da tarde, aeroporto lotado, torcida insandecida, declaração de amor ao clube. Logo depois a primeira coletiva como treinador do Grêmio. Aí concentração, conhecer os jogadores, fazer uma preleção de incendiar o vestiário, entrar em campo com o Olímpico cheio, torcida à favor, patrolar o Goiás e se classificar na Sul-Americana. Tudo isso no espaço de tempo de oito horas. Torcida e presidente acreditaram nisso, que seria assim, como num sonho. 

Não vi o jogo. Na verdade, mal escutei. Por isso não vou entrar no mérito de comentar o jogo, e sim a situação. O problema do Grêmio não é um simples mal momento, que vez ou outra acontece no futebol. Já são 10 partidas sem vitória. Um treinador, um diretor de futebol e um jogador já foram demitidos. As declarações de Renato Portaluppi e Souza, depois da derrota de 2 a 1 para o Goiás, são emblemáticas. O Grêmio tem problemas, e não parecem simples.

Disse o treinador, na coletiva: "Temos problemas e não são poucos. Já tenho algumas conclusões. Eu pego rápido as coisas. Eu tenho trocado ideias com a diretoria. Não são poucos os problemas, mas nós vamos resolver". Souza, na saída de campo, também falou: "Na minha opinião, tem muita coisa que precisa ser consertada. Vamos ver o que o professor vai fazer".

Ao contratar Portaluppi, o Grêmio não apostou só no trabalho do treinador, mas também na mística do nome. Viu-se hoje que não é só mística que ganha jogo. Ela ajuda, e os gremistas sabem disso como poucos, mas um time bem armado e jogando bom futebol ajuda muito mais. Com certeza é isso que Renato quer e vai ter tempo de (tentar) fazer, que é não depender tão só da mística, mas também dos gols de Jonas e Borges, dos passes do Douglas, dos dribles e dos chutes de Souza etc.