Mostrando postagens com marcador educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador educação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Você Viu? #117

Mídia: “É hora de ir. A decisão é minha”, diz PVC ao anunciar saída da ESPN
UOL Esporte, 9 de dezembro

IBGE: Taxa de desemprego no terceiro trimestre fica estável
Agência Brasil, 9 de dezembro

Suástica: Quem é o dono da “piscina nazista”?
Portal Fórum, 8 de dezembro











Educação: Apesar de melhora, somente 54,3% dos jovens concluíram ensino médio até os 19 anos em 2013
Brasil de Fato, 8 de dezembro

Homem da lei: Juiz que deu voz de prisão ao não entrar em voo já usou escravos duas vezes
Blog do Sakamoto, 8 de dezembro

Brasileirão 2014: Seleção, craque e uma boa notícia no ano dos 7 a 1 que não devem ser esquecidos
Blog Olho Tático, 8 de dezembro

Ponte: PL em tramitação na Câmara de POA prevê remoções para construção da 2ª ponte do Guaíba
Sul 21, 8 de dezembro

FOTO: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul 21















Manifestações: O otário que acreditou que Aécio ia ao protesto
Diário do Centro do Mundo, 6 de dezembro

Legalização: Grupo de policiais defende a legalização de todas as drogas
Ponte, 5 de dezembro



Impostos: A história da funcionária da Receita que sumiu com o processo de sonegação da Globo
Diário do Centro do Mundo, 1 de dezembro

Educação: Como em Porto Alegre, prefeitura de Buenos Aires pode fechar escola para pessoas em situacao de rua
Jornalismo B, 3 de dezembro

KISS: Mães de Janeiro: “Não estamos pelos que foram, mas pelos que ficaram”
Revista O Viés, 2 de dezembro

sábado, 28 de abril de 2012

Desinformação e preconceito no cotidiano

Preconceitos surgem pela falta de informação e educação. Às vezes são coisas simples, do cotiano. Muitas vezes não percebemos e/ou até cometemos, afinal todos temos nossos preconceitos. Alguns mais graves, outros muito bestas, de explicação pífia e completamente particular. Um exemplo: não gostar da Xuxa por achar que ela tem um pacto com o diabo. Ora. Vamos aos fatos. Mas não que eu goste de Xuxa, pelo contrário. Só que certas coisas não tem como deixar passar.

Aqui na rua de casa, na esquina, tem daqueles mini-mercados que quebram o galho durante a semana. Como tem em quase qualquer rua. Ali trabalham uma senhora e seu filho, uma rapaz que tem por volta de 30 anos. Ambos são gente finíssima, simpáticos, trabalhadores. Tocam bem o negócio. São religiosos, não sei exatamente se católicos ou evangélicos (hum... preconceito e desinformação da minha parte?).

No final da tarde, invariavelmente, algumas carinhas carimbadas aqui do entorno param ali para bater papo, tomar café da tarde e conversar com a senhora e seu filho. Todos, pelo que percebo, da mesma religião. Na tarde deste sábado passei ali para comprar uma ou outra coisa e pesquei a conversa. Falavam da Xuxa: "Vi na internet um vídeo da Xuxa cantando uma música de louvor e fazendo o sinal do capeta no fanal", disse o primeiro, em tom indignado. O outro, de trás do caixa, enquanto me atendia, respondeu surpreso "Sério? Mas será que não é montagem?". A resposta foi taxativa: "Não sei, não parece. Tu sabe que a Xuxa tem pacto com o demo, né?", "É, dizem que ela tem um pacto com o demo..."

Fui embora, ouvi até ali. A cena descrita não me era estranha, o sinal também não. O google ajudou a minha memória e a confirmar minha tese. A Xuxa apenas está dizendo "amo você" na linguagem de libras. Simples, e nada satânico.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

EMANCIPA: inscrições abertas

Estão abertas desde a última quinta (23) as inscrições para o curso preparatório EMANCIPA, que tem como objetivo preparar, gratuitamente, candidatos oriundos de escolas públicas e do EJA para as provas do ENEM. O EMANCIPA foi criado em Porto Alegre no início de 2011, projeto idealizado e tocado pela Luciana Genro.


As vagas são limitadas, pois o curso ainda não conta com muitos recursos financeiros. As inscrições podem ser feitas na sede administrativa do EMANCIPA até o dia 13 de março, na Praça Otávio Rocha, 93/21, centro da capital, das 13 às 19h. Devido a grande demanda de inscritos, há um processo de seleção quem tem como critérios a renda familiar e o desempenho escolar.

Os documentos necessários no momento da inscrição: 

- cópia da carteira de identidade,

- cópia da conta de luz da residência do estudante,

- cópia do histórico escolar ou boletim do último ano cursado na escola.



Mais informações em  http://emancipa-rs.com.br 

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Proibir é burro

A recente polêmica das pulseiras do sexo tem desencadeado uma série de medidas restritivas e punitivas pelo Brasil inteiro. No Rio de Janeiro, as novas regras já estão valendo: os alunos de escolas públicas estão proibidos de usarem boné, qualquer tipo de aparelho eletrônico ou ainda qualquer adereço que expressem insinuações sexuais. Em Santa Catarina, só falta o governador Leonel Pavan (PSDB) sancionar o projeto que proíbe o uso, a fabricação e a comercialização das pulseirinhas no estado. Aqui no Rio Grande do Sul, um projeto similar, do deputado Paulo Azeredo (PDT), já tramita na câmara desde o início da semana.

Das medidas tomadas no Rio de Janeiro apenas uma delas é compreensível e inteligente. Proibir o uso de aparelhos eletrônicos para qualquer outro fim se não o educativo é saudável, dá disciplina ao menores e priva os espertinhos de alguns métodos tecnológicos de colas. Por outro lado, a proibição do boné é algo exagerado, ainda mais se tratando de um acessório que já tornou-se comum na vestimenta dos jovens. A última questão, sobre objetos que façam referência ao sexo, que atinge aí sim as pulseiras coloridas, ficou ampla e confusa. Digamos que a gurizada, com a intenção de criar polêmica mesmo, dá a um objeto qualquer, vamos supor uma marca de meia, o mesmo significado atribuído às pulseiras e suas respectivas cores. E então, proíbe as meias coloridas?

Sobre as pulseirinhas de silicone, vendidas a centavos, é preciso que se chegue a seguinte conclusão: a questão preocupante não é o objeto, e sim o significado a ele atribuído. Proibir é ilusório, é burro e preguiçoso. O sexo deve ser discutido nas escolas, compreendido pelo jovem e também pelos pais. E os pais, a estes sim cabe a responsabilidade de proibir ou não o seu filho de usar qualquer tipo de adereço.

Em alguns casos há uma inversão de valores impressionante. Como no caso da menina estuprada no Paraná que, para muitos, as pulseiras coloridas foram a principal motivação. Ou seja, o estuprador não é o criminoso, nesse caso está absolvido pois a menina usava a pulseira, e o objeto foi arrebentado. Não! Quem estupra por uma mísera pulseira, o faz por qualquer outro motivo também: ou um decote insinuante, uma minissaia, um perfume etc. O delito é o mesmo e nem por isso é proibido abusar no perfume ou se vestir de maneira mais provocante, a motivação do estuprador é irrelevante.

Para o inciativa pública é muito simples aprovar uma lei, reprimir o desfrute de alguma coisa, dizer que vai punir desse e daquele jeito, quando sabemos que não acontece assim. E outra, muitas dessas leis só atingem escolas públicas. A escola privada está sendo tratada como se fosse um estabelecimento comercial, onde o comerciante apita e o cliente (o aluno) tem sempre razão - o que é preocupante, mas já é outro assunto!