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domingo, 2 de novembro de 2014

Vanguart tem noite inspirada em Porto Alegre

Pode ser exagero tentar ser definitivo e afirmar que Vanguart é a grande banda do rock nacional atualmente. Certamente, porém, é uma das melhores. Trazendo esse debate ao subjetivo gosto particular, é a banda brasileira que mais me empolga nos últimos anos, a que mais ouço. Na noite do último sábado, primeiro de novembro, fizeram em Porto Alegre o show apresentando as músicas do álbum Muito mais que o Amor, terceiro trabalho de estúdio do grupo de Cuiabá.

Foto: Jonas Tucci / Divulgação

Com uma relação muito estreita com a capital gaúcha, os guris estavam muito à vontade no palco do Bar Opinião, se divertindo de verdade com o show e convidando os amigos gaúchos Arthur de Faria e banda Dingo Bells para tocar em algumas músicas. Foi uma noite inspirada de Hélio Flanders (voz/violão/trompete/gaita), Reginaldo Lincoln (voz, baixo, bandolim), Fernanda Kostchak (violino), Luiz Lazzarotto (teclado e piano), David Dafré (guitarra) e Douglas Godoy (bateria). Tocaram para um público que ocupou cerca de 80 ou 85% da lotação da casa e que cantou junto a maior parte das letras do início ao fim.

Com um terceiro disco que não abandona a origem do folk rock, mas que aposta muito mais em canções e baladas românticas, o Vanguart flerta com o mainstream, contudo ainda preserva a imensa maioria do fãs conquistados ainda no primeiro trabalho, em 2007. Não há aquele ranço de não poder soar pop em determinados momentos, de só ser legal quando toca em lugares pequenos, para 100 ou 200 pessoas. E também por isso eles estavam visivelmente empolgados com a plateia do Opinião, tanto que Hélio Flanders falou mais de uma vez que ele estava quebrando os protocolos internos da banda, conversando com o público mais que o habitual e que era uma noite inesquecível para eles.

Dois momentos talvez simbolizem o que aconteceu na noite de sábado, no Opinião. Primeiro quando Flanders sentou na beirada do palco e ficou rodeado de smartphones que tiravam fotos e faziam vídeos. Ele cantou Pra Onde Eu Devo Ir, música do terceiro disco que bebe muito da fonte do country e do sertanejo brasileiro. Foi uma interpretação de muita entrega e de troca com o público. E o outro momento, demostrando o carinho mútuo, foi quando a banda já deixava o palco e voltou para seguir, à capela, a clássica do rock gaúcho Amigo Punk, puxada por um grupo de pessoas e logo cantada por todo o bar.

Para ouvir na íntegra o bom disco Muito mais que o Amor, e todos os outros trabalhos da banda, acesse: http://www.vanguart.com.br/discos

Videoclipe de Meu Sol, uma das grandes canções do mais recente álbum:



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Em 1957, Jingle Bell Rock e aqui...

É de 1957 o hit de Bobby Helms que toca em 110% dos filmes natalinos americanos e, quiçá, do mundo! Jingle bell, jingle bell, jingle bell rock, jingle bells swing and jingle bells ring.
Em Porto Alegre, 2010. E o rock aqui é da Dingo Bells, e não tem nada a ver com Natal. Mas tem muito a ver com muita coisa, só coisa boa. Da psicodelia mutante ao yeh yeh yeh beatle. A banda, que já está na estrada desde muito antes, lançou seu primeiro álbum ano passado, na finaleira. Entrando fevereiro de 2011 a dentro o disco, homônimo, ainda soa a lançamento.
O álbum já começa bem, pois tem seis músicas, é divertido de ouvir e não cansa. Pra mim, discos de 15, 16, 18 faixas são coisa do passado, a não ser que seja um trabalho muito diferenciado e conceitual. Ainda mais levando em conta o custo de gravar um álbum grande, atualmente é dinheiro que vai e não volta.
Produzido pelo onipresente Ray Z e pela própria banda, o disco trás composições interessantes, não necessariamente com sentido, mas com boas rimas, boa métrica, com uma história diferente quase que em cada frase! Como em Frutos do Mar: "Pro mar.../ Eu vou pro mar catar pepino / E se não der vendo meu carro / Tomo um chá, fumo um cigarro / Faço as cores misturar".

Dingo Bells é um power trio em que todos cantam e tocam vários instrumentos, e isso é excelente, dá um tempero a mais com relação às outras bandas. Dingo Bells é Rodrigo Fischmann, voz/bateria/percussão, Felipe Kautz, voz/ baixo/ guitarra/ stylophone e Diogo Brochmann, voz/guitarra/baixo/escaleta/violão. Os três assinam as composições.
No http://www.myspace.com/dingobellsrock dá pra ouvir e baixar o álbum, no @dingobells dá para seguir a banda e, para ver ao vivo, 21 de março no Opinião, depois os caras saem e tocam em Floripa, Curitiba e São Paulo. Ainda segundo twitter das banda, tem show surpresa em POA semana que vem, não se sabe onde.

Por enquanto, sugiro que fiquem com a boa surpresa que é a Dingo Bells.