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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Internacional em outro patamar

A equipe titular do Inter tem qualidade técnica invejável para a maioria das equipes sul-americanas. Após 6 meses de Dorival Junior, e quase um mês de trabalho em 2012, já encaminha também sua melhor forma tática, física e psicológica. Atributos fundamentais que, junto à técnica, formam uma equipe vencedora.

O Inter sobra no Gauchão quando usa seus titulares. E fez 2 a 0 ao natural nas duas melhores equipes do campeonato até agora. No domingo, em Caxias do Sul, contra a equipe do Caxias. Nesta quarta, em jogo único, válido ainda pela sexta rodada, contra o surpreendente Cruzeiro, que só não é um dos líderes do Estadual porque perdeu seis pontos (duvidosos) no tribunal. Sem contar a boa partida contra o Juan Aurich na estreia da fase de grupo da Libertadores na semana passada. 

Claro que Caxias e Cruzeiro são bons times em se tratando de Gauchão. Claro que ainda é cedo para cravar que o Inter vai deslanchar para fazer um grande ano. Mas este é o parâmetro que temos para o momento. É pouco, porém já serve como indicativo. 
Nas vitórias contra Cruzeiro e Caxias, o time jogou pelos pés de Oscar e fez os gols pelos pés de Dagoberto, que fez três dos quatro gols. Os dois fazem parte de um dos quartetos mais promissores das Américas neste ano. O 4-2-3-1 de Dorival conta com a linha de três armadores de intensa movimentação, formada por Oscar, Dagoberto e D'Alessandro. Mais à frente um Damião que impõe respeito, segura a zaga adversária e a qualquer momento ou cruzamento na área vai voltar a fazer os gols que o consagraram.

Se ainda não dá para afirmar que o Inter tem um time pronto é porque é cedo demais ou porque um zagueiro pode chegar a qualquer momento. Mesmo estando Índio e Moledo em grande fase. Mesmo duvidando que alguém os bote no banco, logo eu que tanto duvidei de Índio (e Bolivar) para 2012.

Vamos ver. Ainda é cedo. Mas o Inter já mostrou suas armas, e não é pouca coisa.


Foto Alexandre Lopes/Divulgação Inter

domingo, 24 de abril de 2011

Clássico Grenal decide a Taça Farroupilha

No sábado o Grêmio venceu por 3 a 2 o bom Cruzeiro do técnico Leocir Dall'Astra que, junto com sua equipe, é dos destaques desse Gauchão 2011, chegando às semifinais dos dois turnos. Num sábado chuvoso, ainda bem que o gramado sintético do Estádio Passo D'Areia não foi tão protagonista quanto foi durante toda a semana que antecedeu o confronto decisivo. A bola correu mais, sim. O jogadores sentiram, também. Mas o jogo, de cinco gols e com clima de decisão, não sofreu prejuízo maior pelo tipo de gramado.
Ainda que o Grêmio tenha o que comemorar, pois fez três gols e está na final, há bastante o que se lamentar. Outra vez tomou gol de bola aérea, dois. Além de perder o goleiro Victor por um mês e o meia/lateral Lúcio por 15 dias. Contudo, fez boa partida o Grêmio. Daqui pra frente, com os desfalques, é provável que a estrutura do time siga a mesma, o 4-4-2 (4-3-1-2) com meio-campo em losango, mas agora com o lado forte de ataque sendo o direito, por onde vai chegar W. Magrão, Gabriel e Leandro. Do lado esquerdo, Adilson passa a ser o volante apoiador e a lateral fica entre Gilson e Neuton.
Confronto que decidiu o segundo finalista da Taça Farroupilha foi Juventude e Internacional, nesse domingo no Alfredo Jaconi. A vitória do Colorado, por 2 a 1, foi conquistada a duras penas. Embora o Inter tenha sido sempre melhor, até depois que Bolatti foi bem expulso aos 20 e poucos do segundo tempo, o Juventude fez um confronto equilibradíssimo e podia ter complicado mais do que já complicou.
O mesmo Bolatti que deixou o Inter na mão foi o autor do golaço que abriu o placar do jogo, ainda no primeiro tempo. Não menos bonito foi o gol do zagueiro juventudista Fred, minutos depois, numa cobrança de falta perfeita, que a bola morreu no ângulo esquerdo de Renan. O 4-4-2 de Falcão sentiu a ausência de D'Alessandro, e com Andrezinho e Oscar muitas vezes centralizando, muitas vezes notou-se um 4-2-2-2. Mas não era a tarde da articulação colorada, ninguém conseguiu fazer Damião e Sobis jogarem, nem Oscar e suas inúmeras vitórias pessoais.
O Inter perdeu um jogador quando o jogo ainda estava empatado e ao contrário do que se esperava, o Juventude não conseguiu crescer no jogo. Cresceu é a estrela de Falcão, que tirou Sobis para recompor o meio com Tinga. Cresceu a estrela de Damião, que numa de suas poucos jogadas, deu uma lambreta sensacional em Fred, e quase sem espaço nenhum conseguiu cruzar para Tinga. Outra estrela que brilhou, a de Tinga, que num bolo de jogadores dentro da área do Ju, conseguiu cabecear pro gol.
E mesmo agora, nem tudo é Grenal. Antes do clássico que decide o returno e pode decidir o campeonato para o Grêmio, a dupla inicia durante a semana a fase de oitavas de final da Libertadores. O Internacional na quinta, em Montevidéu, contra o Peñarol. Na terça, o Grêmio recebe o Universidad Católica no Olímpico.
Haja fôlego para o torcedor e haja grupo de jogadores para os clubes! 

sábado, 12 de março de 2011

Grêmio poupa titulares e é derrotado no Olímpico

Depois de ganhar o primeiro turno do Gauchão e garantir vaga na final, o Grêmio, no discurso, encara a Taça Farroupilha (2° turno) com mais relaxamento. Tanto que usou um time totalmente reserva para enfrentar o Cruzeirinho na abertura do turno, e acabou perdendo por 2 a 0.
O bom Cruzeiro de Porto Alegre jogou como se tivesse em casa, foi melhor quase sempre dentro do jogo e o Grêmio, repleto de guris, e com um Carlos Alberto inconstante de capitão e centro do time, não deu liga. As vais ao final do jogo, embora seja uma partida pouco importante na caminhada gremista, foram merecidas.
O Grêmio não tem grupo para montar duas equipes competitivas. O time que entrou em campo nesse sábado tem bom valores, que não comprometem como peças de reposição de um time pronto, mas juntos, difícil que façam bom papel num segundo turno que o Inter vai disputar valendo. As expulsões de Carlos Alberto e Renato Portaluppi foram descabidas, não por parte da arbitragem, que agiu corretamente, mas sim pelos profissionais do Grêmio, que deixaram o time em situação pior quando ainda perdia por 1 a 0.
Fica do jogo um Cruzeiro que de novo chegará à fase final da competição. Da parte do Grêmio, em meio a várias atuações péssimas, destaque para o goleiro Mathues, que não teve culpa alguma nos gols e salvou o Grêmio de tomar mais. A decepção da tarde fica por conta da dupla de zaga, os promissores M.Fernandes e Neuton tiveram atuação fraquíssima. 
O Grêmio volta a entrar em campo na terça-feira, pela Libertadores. Viaja até o Perú para enfrentar o León de Huánuco, às 17h, horário de Brasília.
  

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Grêmio vai à final

ATUALIZADO 20h56: Grêmio e Caxias se enfrentam na quarta-feira, dia 9 de março, decidindo no Olímpico a final da Taça Piratini. Nos final do post, os gols de Grêmio e Cruzeiro de Porto Alegre.

Estaria orgulhoso o escritor Moacyr Scliar, falecido à 1h desse domingo, caso estivesse junto aos 15 mil torcedores que estiveram no Olímpico e viram um Cruzeiro organizado, jogando bem, e dificultando e muito a classificação do Grêmio. Scliar, aos 73 anos, fazia parte dos poucos que têm o Cruzeiro de Porto Alegre como primeiro clube do coração.
O Grêmio entrou completinho em campo, o mesmo time que enfrentou o Junior Barranquilla na quinta-feira pela Libertadoes, na Colômbia. A principal diferença do time de quinta pra esse de domingo foi o posicionamento do meio-campo. O losango foi desconfigurado, Carlos Alberto, que mesmo assim não fez boa partida, jogou ao lado de Douglas, atuando preferencialmente pela esquerda. Adilson jogou mais próximo de Rochemback e variou de posição com o capitão gremista.
Num jogo complicado, uma vitória de 4 a 2, tem como Borges, autor de três gols, não ser o destaque? Difícil, o centroavante tem todos os méritos. Mas não passa em branco as ótimas atuações de Rochemback, Gabriel - autor de um dos gols - e Douglas. Mesmo com este último perdendo dois gols feitos no final do jogo, quando já atuava de atacante, ao lado de Borges (e depois Viçosa). O camisa 10, quando quis jogo, jogou demais, apesar das muitas faltas que sofreu no primeiro tempo.

O Grêmio estava cansado, e esse é um dos preços que se paga por ser clube grande e ter muitos compromissos dentro de uma agenda apertada. O Cruzeiro do técnico Leocir Dall'Astra não tem culpa, imprimiu um ritmo de marcação muito forte, que dificultou demais para o Grêmio enquanto estava 0 a 0. O Cruzeirinho poderia, inclusive, ter saído na frente não fosse a boa defesa de Victor.
O azarão da Taça Piratini, que desclassificou o Internacional (plantel B), jogou num 4-4-2, bem compactado, com todo mundo muito próximo. Chegou aos dois gols no segundo tempo, se aproveitando de uma dificuldade que o Grêmio vem apresentando na bola aérea defensiva. No primeiro gol, o baixinho Jô, segundo atacante de bom futebol, venceu no pulo o lateral Gabriel e deixou o jogo num tenso 2 a 1. Mais tarde, quando Borges já havia feito seu terceiro gol, o grandalhão zagueiro Léo venceu Gilson e Victor, fazendo um bonito gol de cabeça.
Renato mudou o time para voltar a ter mais tranquilidade. Voltou a usar o Bruno Collaço no meio campo em alternativa a Carlos Alberto, desenhando de novo um losango no meio-campo gremista. Na frente, apesar da assistência para o segundo tento do goleador da tarde, André Lima repetiu atuação apagada, deu lugar a Escudeiro. O argentino fez o papel de ponta de lança no meio campo, empurrando um Douglas cansado para o ataque. Embora tenha jogado pouco tempo, entrou bem o Escudero.
O próximo compromisso do Grêmio é pela Libertadores, contra o Léon do Peru, às 20h15 no Olímpico. A dúvida fica quanto a volta do Lúcio. A tendência talvez seja a saída de Adilson e um Grêmio no 4-1-3-2. Na quinta vai dar certo, mas o Tricolor tem problemas lá atrás, principalmente por onde jogam Gilson e Paulão. O adversário da final da Copa Piratini, até o fechamento deste post, ainda é indefinido.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Inter B eliminado

O Sport Club Internacional, representado pelo seu segundo plantel de jogadores, o Inter B, foi eliminado do primeiro turno do Gauchão, a Taça Pirtatini, na fase de quartas de final pelo Cruzeiro de Porto Alegre. A gurizada do B demonstrou fragilidade física no seguindo tempo e certa deficiência técnica. Se na primeira etapa o Inter se portou bem, foi amplamente dominado na etapa complementar e não passou do 1 a 1.
Nos pênaltis, um canhoto errou pelo Cruzeiro e dois canhotos erram pelo Inter, 4 a 2 e Cruzeirinho classificado para a semi-final. Espera o vencedor de Grêmio e Ypiranga.
É curioso o fato dos canhotos, pois não me passa segurança um pé esquerdo batendo penalidade. O mais curioso foi na última cobrança colorada, quem bateu foi o goleiro Agenor que, com seu pé canhoto, errou. Na cobrança seguinte, o goleiro Fábio bateu, com o pé direito, venceu o Agenor e classificou sua equipe.
No apagar dos refletores do Beira-Rio, o diretor de futebol do Inter, Roberto Siegmann abriu o bocão e pagou geral. Disse que reunirá a comissão técnica e discutirá uma nova alternativa e apurará o porquê do fracasso do Inter B. Mesmo assim, bancou a opção de estar certo ao poupar seus principais jogadores.