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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Filme de Segunda

Cisne Negro
Que diretor esse Darren Aronofsky! O cara já tem cinco filmes no currículo, e só filmaço: Pi (1998), Requiém para um sonho (2000), Fonte da vida (2006), O lutador (2008) e Cisne Negro (2010). Todos eles tratam de seres humanos que chegam ao seu limite de alguma forma, filmes de intensos conflitos, desgastes físicos e psicológicos que, pela excelência da técnica de Aronofsky, acabam atingindo em cheio o público.
Cisne Negro é uma obra-prima, desde a direção, a trilha, a fotografia e as atuações. Aliás, A ATUAÇÃO. Natlie Portman é o centro do filme, tudo o que acontece em Cisne Negro é em decorrência de Nina Sayers, a bailarina que Portman dá vida. E esse é o termo, dar vida. O trabalho de Natalie Portman é espetacular, sem ela e sua atuação, o filme não seria o mesmo, sem dúvida.
O filme é um suspense psicológico, tenso e intenso, de dar sustos nos espectadores tamanha a compenetração do público passados recém alguns minutos de filme. A câmera que segue a personagem Nina a todo instante já foi técnica usada por Aronofsky em O lutador, o que dá ao protagonista um tamanho monstruoso dentro do filme, e só sendo muito bom para segurar a onda. Natalie Portman só não segura a onda como a surfa magistralmente, dando show.
É uma tremenda pretensão da minha parte escrever sobre Cisne Negro tendo assistido ao filme apenas uma vez. Não é filme de se ver uma vez. A primeira vez é só um soco na cara, um primeiro susto, para se preparar pruma segunda (terceira, quarta...) vez. Devido ao intenso conflito psicológico de Nina, a partir de certo momento, não se sabe o que é real ou não. Mais, não se sabe se alguma coisa ali foi mesmo real. É de cada um tirar suas conclusões e ficar com o seu Cisne Negro na cabeça.
Uma grande alegoria de O Lago dos Cisnes que conta a história de uma bailarina (Nina) que busca a perfeição e vive em função de ser a dançarina principal de uma companhia e estrelar, claro, o O Lago dos Cisnes. Assim pode ser resumido Cisne Negro.
Nina vive sob pressão. Pressão de sua mãe (Barbara Hershey), uma bailarina que não alcançou grandes glórias, a pressão do diretor da companhia (Vincent Cassel), que não mede palavras nem atitudes para criticá-la, pressão com a nova bailarina da companhia (Mila Kunis), talentosa e sedutora dançarina. Ao mesmo tempo que parecem atrapalhar Nina, tudo é muito ambíguo ao ponto de ser correto também afirmar que esses algozes também a ajudam a chegar em seu auge.
Um filme sem dúvida extraordinário. Cheio de detalhes a serem percebidos, perseguidos e decifrados. Como as diversas referências à diva da black music Nina Simone, que percebeu o Maurício Saldanha, do site Cabine Celular.
Agora para de ler este blog e vá ao cinema.

Classificação PoA Geral
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável  

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

DNA gaúcho no Oscar 2011

Na quarta, 8, o Ministério da Cultura divulgou a lista dos 23 filmes brasileiros que disputam o direito de serem inscritos na briga pelo Oscar 2011 de Melhor Filme Estrangeiro. O anuncio do filme escolhido será dia 23 de setembro. Concorrem na lista, três filmes com DNA gaúcho: Os famosos e os duendes da morte, Em teu nome e Antes que o mundo acabe.
Os famosos e os duendes da morte se passa no interior do Rio Grande do Sul, no auge do inverno, e muito por conta disso tem uma fotografia maravilhosa. O filme tem direção do paulista Esmir Filho, e é uma parceria entre várias produtoras, entre elas a Warner Bros e a Casa de Cinema de Porto Alegre. Não é um filme fácil, é daqueles de entrar em transe, se concentrar e só despertar quando sobem os créditos.

Por outro lado, Antes que o mundo acabe é o tipo de filme que agrada gregos e troianos, é o filme de estreia da cineasta gaúcha Ana Luiza Azevedo, e mais um sucesso da Casa de Cinema de Porto Alegre. Antes que o mundo acabe, como no filme de Esmir Filho, também traça um retrato da juventude dos anos 2000 que vive no interior do RS e flerta de alguma forma com o mundo lá fora - ou Porto Alegre, o mais próximo de "mundo lá fora" que conseguem alcançar.

O Em teu nome eu não vi. Quero muito ver, mesmo que a crítica especializada tenha batido bastante no filme, que conta a história do passo-fundense João Carlos Bona Garcia. Boni, como era chamado, participou de movimentos de luta armada contra a ditadura militar no Brasil, à época quando estudante de arquitetura. Boni foi exilado, passou por vários países até voltar ao Brasil depois da lei da anistia  Em teu nome é de Paulo Nascimento e não foi gravado só aqui, mas também tem locações no Chile, no Marrocos e na França.

Duvido que algum dos três filmes tenha chance na disputa com os outros 20, que são:
  1. As Melhores Coisas do Mundo
  2. A Suprema Felicidade
  3. Bróder
  4. Carregadoras de Sonhos
  5. Cabeça a Prêmio
  6. 5X Favela - Agora Por Nós Mesmos
  7. Chico Xavier
  8. É Proibido Fumar
  9. Hotel Atlântico
  10. Lula, o Filho do Brasil
  11. Nosso Lar
  12. Olhos Azuis
  13. Ouro Negro
  14. O Bem Amado
  15. O Grão
  16. Os Inquilinos
  17. Quincas Berro D’água
  18. Reflexões de um Liquidificador
  19. Sonhos Roubados
  20. Utopia e Barbárie
No site do Ministério da Cultura é possível votar no seu filme preferido, porém o vencedor do voto popular não garante lugar na disputa do Oscar. Servirá apenas como um cartão de visita de luxo para a comissão de julgadores que dará o veredito final.
Links para os trailers: