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sexta-feira, 25 de março de 2011

Grêmio sobra e goleia Inter-SM

Foram seis gols, mais um e o Grêmio passava o Internacional, o de Porto Alegre, na classificação geral do Gauchão, por saldo de gols, pois em pontos estão empatados com 23. O Grêmio ainda tem um jogo a menos e o Inter tem mais gols marcados. O Inter-SM está em outro patamar, passa dificuldades financeiras e, com todo respeito que merecem os profissionais que lá jogam, o futebol beira o amadorismo. O time de Santa Maria tem apenas seis pontos somados nos dois turnos até agora e é fortíssimo candidato ao rebaixamento.
Dava pro Grêmio tem feito mais um (ou uns), mas é impossível dizer que não ficou de bom tamanho. Afinal, 6 a 0 sempre é um SEIS A ZERO, seja contra quem for e mesmo que o primeiro tempo não tenha sido lá essas coisas. Mais certinho e concentrado foi o Grêmio do segundo tempo, que fez da partida um jogo unilateral, de um campo só, contra um Inter-SM que só se defendeu, e se defendeu mal, pois ainda cometeu faltas o suficiente para ter dois expulsos e facilitar o que já estava barbada pros comandados de Renato. Quem não viu o jogo capaz de não acreditar que, apesar disso tudo, Marcelo Grohe, goleiro do Grêmio, foi destaque e pegou até pênalti.
A equipe do Tricolor foi a titular, desfalcada de Gabriel, Borges, Victor e Carlos Alberto. Renato reforça a ideia de time no 4-4-2 com meio-campo em losango. Escudero e Viçosa atuaram como atacantes e repetiram a boa atuação que tiveram contra o Porto Alegre. O argentino dá sinais que pode render mais que Carlos Alberto, que Renato já tentou em várias posições e só deu retorno significativo quando esteve na meia-esquerda.
O Mário na direita, jogando bem e fazendo gol, é importante pra ele e pro time. Esse jogador está precisando de confinça e visibilidade dentro do grupo. Na frente, outros boas notícias e alternativas: Vinícius Pacheco e Leandro, que entram no segundo, formando o 4-3-3 do Grêmio contra um Inter-SM em desvantagem numérica em campo. Destaque especial para o Leandro, de 17 anos, que só tem entrado nas boas, Renato não o bota em fogueira, tem o lançado aos poucos e, aos muitos, Leandro vem correspondendo. Correspondeu com ótima parceria com Pacheco, que resultaram nos seus dois gols no jogo. Fora o partidaço do Douglas... É, o Grêmio funcionou, mas não se iludiu - isso o Renato disse na coletiva após o jogo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Com o pé esquerdo

A grande curiosidade da noite, na estreia do Grêmio na Libertadores contra o Oriente Petrolero, era ver a equipe bastante ofensiva que Renato bancou que jogaria. E jogou. No papel, um 4-4-2 desdobrado em 4-1-3-2, com Rochemback como único volante, uma linha de três meias com Lúcio, Douglas e C.Alberto mais dois centroavantes à frente, Borges e André Lima.

No primeiro tempo não foi essa maravilha toda, mesmo contra um modesto adversário. Modesto, longe de ser um time sofrível. O Oriente Petrolero tem seis jogadores que são titulares da seleção boliviana, entre eles o bom segundo atacante Mauricio Saucedo. Os bolivianos do técnico Ariel Russo impuseram dificuldades ao Grêmio jogando num rigoroso 4-4-2 em duas linhas próximas e recuadas, com as boas saídas de contra-ataques. Mas isso, apenas no primeiro tempo.
Dificuldades o Grêmio teve também com o próprio Grêmio. Novamente André Lima e Borges não fizeram boa dupla de ataque. No meio-campo, o que era para ser um time com facilidade de atacar pelos lados, pois era para ter Lúcio e a passagem do Gilson na esquerda e Carlos Alberto e a passagem de Gabriel na direita. Não aconteceu como deveria. Douglas e Carlos Alberto muitas vezes ocuparam o mesmo espaço na faixa central, insistiram muito pelo meio e pouco fizeram. O camisa 22 por vezes recuava demais, ficando ao lado de Rochemback e configurando um 4-2-2-2 burocrático.
O pênalti que abriu os caminhos tricolores na LA'11 veio só aos 43min do primeiro tempo. O árbitro Líber Prudente viu mão do jogador boliviano dentro da área. Viu errado, a bola bateu no rosto, embora o jogador tenha se atirado como um Higuita na bola. Do pé esquerdo do camisa 10 Douglas para o canto direito de Hugo Suárez.
No segundo tempo, sem o peso de precisar abrir o placar, o Grêmio voltou mais leve e, importante, melhor posicionado. Carlos Alberto e Douglas não bateram mais cabeça. O primeiro foi para o flanco direito enquanto o outro centralizou. O jogo fluiu, os laterais passaram e, numa dessas, recém aos 2min, o contestado Gilson entrou área a dentro e anotou com sua perna esquerda o segundo gol tricolor da noite.
A equipe do Oriente Petrolero não esboçou nenhum tipo de reação e o Grêmio tomou conta do jogo, muito pelos pés do imenso Fábio Rochemback, que jogou bem desde o início e viu seus companheiros gastarem o fino da bola só no segundo tempo. O terceiro gol saiu ao natural, mais um do pé esquerdo de Douglas.
Paulão e Rodolfo fizeram boa partida, seguros e sem inventar. Renato confia muito em Paulão, embora eu ache Vilson melhor opção. Depois entrou Adilson, Maylson e Escudero. Um dos atacantes saiu de campo e o Grêmio ficou num equilibrado (e tendência daqui pra frente) 4-2-3-1. Não se viu muito do argentino, entrou num momento em que o jogo estava morto, mas parece que Lúcio continuará no meio-campo e Gilson na lateral esquerda-esquerda.
Com a vitória o Grêmio é líder do grupo 2, tem os mesmo 3 pontos do Junio Barranquilla, mas tem vantagem de saldo de gols. O Tricolor agora pensa no Ypiranga, jogo que acontece no Domingo, pelas quartas de final da Taça Piratini, e viaja no meio da semana para enfrentar o próprio Junior Barranquilla, na Colômbia.