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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Você Viu? #79

Economia: Por que o Bolsa Família é importante
Carta Capital, 23 de setembro

Juventude: O primeiro acesso
Carta na Manga, 23 de setembro

Mídia: Terceiro mandato de Merkel é ditadura?
Jornalismo B, 23 de setembro

Síria: “Americanos e russos são dois lados da mesma moeda”, diz ativista síria
Jornal Sul21, 23 de setembro

Neruda: O 'Poema 15' de Pablo Neruda em 21 idiomas
BBC Brasil, 23 de setembro

            

            

            

            

            

            

       

            

        



Blog do Sakomoto, 20 de setembro

Petróleo: Organizações brasileiras entregam carta à Dilma pedindo suspensão do leilão do pré-sal
Brasil de Fato, 20 de setembro

Aborto: Clandestinas
Agência Pública, 17 de setembro



domingo, 5 de maio de 2013

Inter Campeão Gaúcho 2013

Um número infindável de motivos podem ser elencados para se comentar o final de uma competição e a conquista de um título. Não é diferente com o Internacional e o Campeonato Gaúcho 2013, merecidamente ganho pela terceira vez consecutiva pelo colorado.

O Inter se interessou, levou a sério e quis esse título. Sabe e tem consciência do tamanho de um título regional. Entende que não é a glória máxima - obviamente está longe disso -, mas até este dia 5 de maio, é o que há para ganhar. E o Inter ganhou. Nos pênaltis, com o dono do time, o argentino D'Alessandro, errando a primeira batida, e com um outrora contestado Muriel, pegando a cobrança decisiva. Coisas da bola. 
Mauro Schaefer/Correio do Povo
Nos 90 minutos, um jogo de poucas alternativas. O Juventude de Lisca foi maior do que poderia ser, foi corajoso e segurou o Inter enquanto seu fôlego permitiu. Jogou melhor no primeiro tempo, fazendo uma linha de marcação com quatro homens no meio-campo. Um deles, aberto na esquerda, Bergson, marcando e dificultando a vida de Gabriel. O lateral colorado sentiu, e jogou pouco.

Ao time do Juventude, do bom goleiro Fernando e do interessante volante Fabrício, faltou a segunda parte. Se por um lado, com esforço e aplicação tática, o time da serra segurou o 0 a 0 diante de quase 20 mil colorados, ficou evidente a falta de munição ofensiva.

Fator importante e boa notícia para o colorados. O técnico Dunga tem o espírito vencedor do jogador Dunga. Desde que assumiu a função de treinador na Seleção Brasileira, em 2006, o atual técnico do Inter disputou e foi primeiro colocado nas eliminatórias da Copa do Mundo, venceu a Copa América 2007, venceu a Copa da Confederações 2009, em 2010 perdeu a Copa e agora, em 2013, em sua primeira competição pelo Inter, levanta a Taça do Gauchão. Ou seja, o aproveitamento de Dunga é monstruoso.

Em campo, o Inter ainda tem o que melhorar. É um time em evolução e não há jeito melhor de evoluir que vencendo. Dá confiança, dá moral e se estabelece uma estrutura tática favorável para que, aos poucos, se mexa nas peça necessárias.

Acabou o Gauchão. Agora, é bola pra frente, Copa do Brasil e ainda o BR-13.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O bom grupo gremista ainda precisa de um meia

Ao que tudo indica, o Grêmio fechou o grupo de jogadores para a disputa da Liberadores da América, ao menos nesse primeiro semestre. Com as chegadas de Welliton, Adriano, Barcos e André Santos, todos nessa última semana, o Tricolor qualifica seu plantel e se coloca como um dos favoritos a qualquer título em 2013.

Lucas Uebel/GRÊMIO FBPA
Numa projeção inicial, o Grêmio de Luxemburgo, no 4-4-2, seria  seguinte: Grohe/Dida, Pará, Werley, Cris e André Santos; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Vargas e Barcos. No papel, é muito bom time. Como peças de reposição, o Grêmio tem Saimon e Bressan pra zaga, Tony e Alex Telles nas laterais, Adriano, Misael e Marco Antônio como volantes, Jean Deretti e Bertoglio nas meias e, na frente, Welliton, Kléber Gladiador, Marcelo Moreno e Willian José. O lateral/meia Fábio Aurélio ainda retorna de lesão, mas será boa opção mais adiante.

Ao bom grupo Tricolor, só está faltando uma boa reposição para Elano e Zé Roberto, visto que Deretti ainda é um jovem a se afirmar e Facundo Bertoglio é muito mais um meia-atacante de velocidade ou até mesmo um segundo atacante, fugindo das características dos dois titulares.

Para o ano de 2013, o Grêmio investe alto, e aposta em títulos. Pelo menos, está montando time para poder sonhar.

Juventude 2 x 1 Grêmio
Mais uma derrota do time reserva. O Grêmio mais uma vez aparece fora da zona de classificação. Visto que ainda há duas partidas pra fechar essa primeira fase de grupos e que, em pelo menos um desses jogos, o Grêmio jogará com time reserva, não é absurdo cogitar que o Tricolor não participe da fase decisiva da Taça Piratini. É um risco calculado. Para o Grêmio, não há nenhum problema em não disputar o título desse primeiro turno. Faz sentido, é compreensível.

Desse tipo de jogo, sempre se tira aspectos positivos. Claro, também há os negativos. Nesse sábado, mais uma vez acabou sendo Willian José. O jovem centroavante que veio do São Paulo não acertou nenhum lance, e vai ficando pra trás na forte concorrência que o Grêmio passa a ter no setor ofensivo.

O jogo melhorou no segundo tempo, coincidentemente depois da saída de Willian José. Com a entrada de Facundo Bertoglio, Mamute (estes dois uns dos bons destaques) passou a ser o homem da referência e o Grêmio se posicionou num 4-2-3-1. O  Tricolor abriu o placar e dominou grande parte da segunda etapa. Porém, depois da algumas mudanças, a equipe se fragilizou e não teve força para segurar a grande pressão do Juventude.

Não deveria, mas acabou sedendo a virada. Méritos do Juventude do técnico Lisca, que mexeu bem na equipe e soube inflamar seus jogadores rumo a um resultado importantíssimo para o time da serra praticamente garantir sua classificação entre o quatro primeiros do grupo B.

domingo, 18 de março de 2012

Grêmio e Inter começam a sobrar no Gauchão

Já se vão pouco mais de dois meses de trabalhos no Beira-Rio e no Olímpico e só agora, no segundo turno do Campeonato Gaúcho, é que a dupla grenal passa a jogar sem quase tomar conhecimento de seus adversários. É o tempo natural de maturação das equipes, tanto no sentido individual e coletivo (técnico e tático) quanto no preparo físico. Depois de três jogos na Taça Farroupilha, Grêmio e Inter somam 9 pontos, 100% de aproveitamento.

No jogo deste domingo, contra um Veranópolis até então invicto fora de casa, o Grêmio fez 4 a 0 logo no primeiro tempo, com uma facilidade constrangedora. O resultado final de 4 a 1 só não foi mais elástico porque Kléber Gladiador não fez partida inspirada e perdeu dois ou três gols "imperdíveis". Também porque a equipe de um mode geral baixou o ritmo e acabou vazando no sistema defensivo no final do jogo.

O Grêmio de Luxemburgo vai bem. Pelas exigências de momento, a dupla de zaga formada por G.Silva e Werley está muito bem, mas ainda precisa ser mais testada. No meio, o losango ainda é a melhor opção e, para Luxa, Marco Antônio é o articulador titular, porém, Facundo Bertoglio pede passagem e pode ser uma acréscimo à equipe.

No sábado, com facilidade também constrangedora, o Inter meteu 7 a 0 no Juventude. Depois da goleada no meio da semana, pela Libertadores, sem dúvida o colorado viaja para a Bolívia embalado e confiante para enfrentar o The Strongest, um time nota 5, mas que na altitude de La Paz consegue se equiparar com os grandes.

No Internacional, quem pede passagem é Dátolo. E o argentino tem lugar no time. Dagoberto que abra o olho e jogue mais, pois, do quarteto ofensivo, é quem está devendo mais bola. Dátolo foi apenas um dos destaques da goleada do sábado, e o jogo de sábado foi apenas um dos que o argentino se destacou. Sem dúvida, é opção no Beira-Rio.  


domingo, 29 de janeiro de 2012

A dificuldade de começar um trabalho com derrotas

O gauchão chega a sua terceira rodada e o técnico Caio Junior já amargura duas derrotas e apenas uma vitória. O Grêmio inicia um trabalho, o time de 2012 é muito diferente do que terminou a temporada passada. É natural que a equipe demore um tempo maior para encaixar, isso passa pelas decisões da comissão técnica em conjunto com a adaptação dos novos jogadores. Por enquanto, o Grêmio ainda não estourou o prazo para que se ponha em questão o rumo da temporada.

Obviamente é sempre pior começar o trabalho com derrotas. O respaldo das vitórias ajuda a equipe a se acertar com mais tranquilidade. Não é o caso do Grêmio de Caio Junior, que contra o Juventude apostou no mesmo 3-5-2 que usou no segundo tempo contra o Canoas, que foi determinante para o Grêmio sair vitorioso do Complexo Esportivo da Ulbra. O mesmo desempenho não se repetiu no Alfredo Jaconi, o Grêmio perdeu de 2 a 1, levou um baile do Juventude e só não levou mais graças à boa atuação de Victor.

Usando um meio-campo em losango, o técnico Picoli conseguiu trancar, na maioria das vezes, os dois alas do Grêmio, as principais válvulas de escape do esquema tricolor. Não eram para ser, pois o Grêmio buscou pouco a jogada com Douglas, mais centralizado. O 10 gremista foi bem marcado, é verdade, porém foi menos acionado do que deviria ser.
O Juventude fez muito mais que trancar os alas gremistas. O Juventude jogou futebol suficiente para sair com um resultado menos apertado. O meia Athos deve boa participação, junto com Jontas Belusso, o segundo atacante que sofreu o pênalti convertido pelo goleador Zulu. Outro destaque desse Juventude de melhor campanha até agora (pode ser ultrapassado pelo Caxias até o final do domingo) foi o volante apoiador que jogou pela esquerda, o camisa 11 Alan.

No Grêmio, atuações fracas como as de Gabriel, Fernando e Douglas Grolli inviabilizaram o sistema de jogo. Nos últimos 15 minutos, a pressão Tricolor se deu muito mais por uma circunstância de jogo, com duas expulsões, paralisações, pênaltis marcados, do que devido as mexidas de Caio Junior.

A derrota complica porque atrapalha a sequencia e a repetição. E agora, na rodada do meio de semana, o Grêmio vai para uma terceira escalação? Não pode. Caio Junior não tem muito o que inventar, ele precisa é confiar e aprimorar o seu time. Que seja no 4-4-2 que perdeu para o Lajeadense ou o 3-5-2 que perdeu para o Ju. Inegavelmente são, no papel, os dois melhores Grêmios. Cabe ao treinador fazer que também seja o melhor no campo. Tem tempo e um Gauchão pela frente para fazer isso.

*Foto Juan Barbosa/ClicRBS

domingo, 24 de abril de 2011

Clássico Grenal decide a Taça Farroupilha

No sábado o Grêmio venceu por 3 a 2 o bom Cruzeiro do técnico Leocir Dall'Astra que, junto com sua equipe, é dos destaques desse Gauchão 2011, chegando às semifinais dos dois turnos. Num sábado chuvoso, ainda bem que o gramado sintético do Estádio Passo D'Areia não foi tão protagonista quanto foi durante toda a semana que antecedeu o confronto decisivo. A bola correu mais, sim. O jogadores sentiram, também. Mas o jogo, de cinco gols e com clima de decisão, não sofreu prejuízo maior pelo tipo de gramado.
Ainda que o Grêmio tenha o que comemorar, pois fez três gols e está na final, há bastante o que se lamentar. Outra vez tomou gol de bola aérea, dois. Além de perder o goleiro Victor por um mês e o meia/lateral Lúcio por 15 dias. Contudo, fez boa partida o Grêmio. Daqui pra frente, com os desfalques, é provável que a estrutura do time siga a mesma, o 4-4-2 (4-3-1-2) com meio-campo em losango, mas agora com o lado forte de ataque sendo o direito, por onde vai chegar W. Magrão, Gabriel e Leandro. Do lado esquerdo, Adilson passa a ser o volante apoiador e a lateral fica entre Gilson e Neuton.
Confronto que decidiu o segundo finalista da Taça Farroupilha foi Juventude e Internacional, nesse domingo no Alfredo Jaconi. A vitória do Colorado, por 2 a 1, foi conquistada a duras penas. Embora o Inter tenha sido sempre melhor, até depois que Bolatti foi bem expulso aos 20 e poucos do segundo tempo, o Juventude fez um confronto equilibradíssimo e podia ter complicado mais do que já complicou.
O mesmo Bolatti que deixou o Inter na mão foi o autor do golaço que abriu o placar do jogo, ainda no primeiro tempo. Não menos bonito foi o gol do zagueiro juventudista Fred, minutos depois, numa cobrança de falta perfeita, que a bola morreu no ângulo esquerdo de Renan. O 4-4-2 de Falcão sentiu a ausência de D'Alessandro, e com Andrezinho e Oscar muitas vezes centralizando, muitas vezes notou-se um 4-2-2-2. Mas não era a tarde da articulação colorada, ninguém conseguiu fazer Damião e Sobis jogarem, nem Oscar e suas inúmeras vitórias pessoais.
O Inter perdeu um jogador quando o jogo ainda estava empatado e ao contrário do que se esperava, o Juventude não conseguiu crescer no jogo. Cresceu é a estrela de Falcão, que tirou Sobis para recompor o meio com Tinga. Cresceu a estrela de Damião, que numa de suas poucos jogadas, deu uma lambreta sensacional em Fred, e quase sem espaço nenhum conseguiu cruzar para Tinga. Outra estrela que brilhou, a de Tinga, que num bolo de jogadores dentro da área do Ju, conseguiu cabecear pro gol.
E mesmo agora, nem tudo é Grenal. Antes do clássico que decide o returno e pode decidir o campeonato para o Grêmio, a dupla inicia durante a semana a fase de oitavas de final da Libertadores. O Internacional na quinta, em Montevidéu, contra o Peñarol. Na terça, o Grêmio recebe o Universidad Católica no Olímpico.
Haja fôlego para o torcedor e haja grupo de jogadores para os clubes! 

quinta-feira, 31 de março de 2011

Programa A Liga toca na ferida

No programa A Liga, que foi ao ar na Band, na última terça-feira, 29, o jornalístico abordou a relação dos jovens e a bebida alcoólica. Rafinha Bastos, Débora Villalba, Thaide e Sophia Reis levaram a reportagem à diversas situações em que esses dois focos específicos, jovem e álcool, sempre são os protagonistas, quais as causas e as consequências de atitudes muitas vezes impensadas.
A imensa maioria das pessoas, e aí não incluo só os jovens, bebem por inércia. Ou seja, simplismente ligam o piloto automático e bebem por beber. Não porque gostam do sabor ou porque querem matar a sede, mas porque encheram seu copo ou ofereceram. Nesse contexto volta a figura do jovem, que sai pra balada de turma e é aliciado a experimentar e usar os mais variados tipos de drogas, começando pelo álcool. A pressão para aceitar o que oferecem é grande. Sei como é isso, pois não bebo e, numa festa qualquer, dou incontáveis "nãos".
A Liga trás à tona números que refletem a intensidade com que a bebida álcoólica está presente em nossa sociedade. Segundo o Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas), 80% dos alcoólatras deram o primeiro gole antes dos 18 anos. Mais: nos depoimentos recolhidos pela reportagem da Band, a maioria dos jovens diz ter bebido primeiramente com os pais. Nesse ponto A Liga toca na ferida mais aberta e exposta da sociedade, a educação e o exemplo dos mais velhos, que, não raro, reclamam como se a juventude fosse o grande problema do mundo - a juventude educada por eles. 
Em dado momento, uma universitária é perguntada sobre a frequência com que consome bebida alcoólica. Sentada em meio a uma roda de bar, com a mesa repleta de garrafas de cerveja, ela responde "Ah, tem a faculdade, né... bebo todos os dias". Um dado da Secretaria Nacional Antidrogas diz que 22% dos universitários estão sob risco de desenvolver um quadro de alcoolismo. Estima-se que 15% dos brasileiros são alcoólatras.
Mesmo quando ainda não chegou-se ao extremo de ser um dependente, o fator de risco em beber é o exagero, a intensidade e a violência com que o jovem acha que as coisas tem de acontecer. Muitos não respeitam o limite que seu corpo aguenta, e esse é o grande problema. Afinal, beber para se divertir e socializar não é crime nenhum, tem como fazer sem submeter a riscos maiores ou a situações constrangedoras, como normalmente se vê em finais de festas, é só saber a hora de parar. E outra, não é lei que é preciso estar bêbado para se divertir, ora!
Porém, o fator mais preocupante dessa relação com o álcool ainda é quando se mistura bebida x direção. Em acidentes de trânsito com vítimas fatais, o álcool está presente em 75% dos casos. Perceba que número absurdo.
Muitas vezes somos irresponsáveis de forma indireta, corremos o risco mas passamos a responsabilidade para o outro. Nunca dirigi alcoolizado, sempre evito (e evitarei) que isto aconteça. Porém, já peguei carona com motorista bêbado e, segundo o Denatran, isso é comum para 55% dos jovens. É dever nosso, como cidadão responsável, não embarcar numa dessas, saber dizer não e até constranger o motorista que irá guiar embriagado, se possível convence-lo de pegar um taxi. Já decidi que esse tipo de carona não pego mais.

A seguir, a primeira parte do programa. Na íntegra, dá para assistir no site do programa.

Juventude 3x2 Grêmio

Para o Grêmio, essa é daquelas derrotas duras de engolir, que irritam mais do que o time levar um banho de bola do adversário e perder. O Grêmio não tomou um banho de bola. Para o Juventude, uma vitória com ares dramáticos de um jogo histórico e importante para um grupo de jogadores contestados.
O garoto Leandro, de 17 anos, começou sua primeira partida como titular e, como nos outros quatro jogos que participou como profissional, fez boa partida, com direito a golaço - o quarto no Gauchão - e bom entendimento com Borges, Douglas e Gabriel. Leandro se habilita a ocupar a função tática e técnica do 4-3-1-2  que ficou vaga depois da saída de Jonas, em janeiro.
Entretanto, os próprios Leandro e Borges (que fizeram os gols do Grêmio) perderam um gol cada, de frente com o goleiro Jonatas, no segundo tempo, quando o Grêmio já ganhava por 2 a 1 e ainda por cima tinha um jogador a mais, pois Rafael Pereira, do Ju, há pouco tinha sido expulso. O empate, aos 33 da segunda etapa, veio com a infeliz cabeçada do gremista Gilson contra o gol de Victor, como se para brindar suas atuações discutíveis como lateral-esquerdo tricolor. Dez minutos dois, um chute antológico de Ramiro, de fora da área, vence o goleiro da Seleção e dá a vitória ao Juventude. O clima de festa da torcida e de jogadores após o término da partida é perfeitamente justificável.
O Grêmio amargura uma derrota que dá para contar num planejamento como o atual, de jogar o a Taça Farroupilha poupando jogadores para a Libertadores. Renato escalou equipe mista e, mesmo perdendo, tem uma boa afirmação no ataque, que é o Leandro, mas não pode esquecer do sistema defensivo, que toma gol em quase todos os jogos.

Com a derrota, o Grêmio continua com 9 pontos no Grupo 2, enquanto o Juventude sobe para 8. Na classificação geral, os gremistas têm 26, e seguem com a melhor campanha do estadual. .Às 16h de domingo, no Estádio Olímpico, o Grêmio recebe o Veranópolis, pela 6ª rodada da Taça Farroupilha.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um descanso para a gurizada colorada

Acabou definitivamente as férias da equipe principal do Inter. A estreia de 2011 veio só agora, na sexta rodada do Gauchão, contra um embalado Juvetude, líder do grupo 2, com quatro vitórias e, até jogar no Beira-Rio, uma derrota. O time da serra gaúcha começou melhor e se aproveitou da falta de ritmo colorada e abriu o placar logo aos 5 de jogo, com o bom volante Jardel.

Dá pra discutir a espalmada do Lauro, que deu o rebote - assim como se discute o pênalti colorado. Mas é em Lauro que Roth aposta em 2011, disse isso claramente na entrevista depois do jogo. O Lauro em boa fase não compromete, não acho que tenha falhado no lance, é um goleiro nota 6, eventualmente faz jogos 7 ou 7,5. O problema de Roth está é no miolo da zaga. Quem são os dois homens que darão segurança e estabilidade ao sistema defensivo colorado. Não vejo mais em Índio esse potencial.

O Inter iniciou no 4-2-3-1, mas só depois de avançar Zé Roberto para mais próximo de Damião, deixar o maestro D'Alessandro, de boa atuação e dois gols, e Tinga como os dois meias, é que o Inter superou no tabuleiro do campo o 3-5-2 montado pelo Picoli.

Definitivamente não foi uma excelente atuação. Entretanto, ninguém esperava mais do que isso. É um desenho de time que nas próximas duas rodadas do regional o Celso Roth vai tentar aprimorar da melhor maneira possível. Sem esquecer dos bons valores que ainda vão jogar: Cavenaghi, Sobis e Bolatti.

O Inter tem 12 pontos e está um atrás do líder do grupo 1, o Caxias.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fumar um narguilé

Tenho a impressão que desde a novela Caminhos das Índias o tal do narguilé se popularizou, mais especificamente entre o público jovem. O cara não fuma cigarro, não fuma maconha, mas às vezes se reuni com os amigos para beber "um pouco" e jogar conversa fora durante uma sessão de narguilé, afinal não há problema, pois as impurezas da fumaça são filtradas pela água aquecida dentro do objeto e ainda tem aroma de maçã, pêssego ou hortelã.
Tudo ilusão.
Ouvi na última quinta-feira a notícia que o narguilé faz mais mal do que se imagina. Foi noticiado na Voz do Brasil que, por sinal, é muito bom de se ouvir, um excelente noticiário. Fui atrás da informação e encontrei um estudo de janeiro de 2009, da Universidade de Brasília (UnB), que apresenta dados impressionantes.
Em uma sessão de Narguilé de, em média, 80 minutos, o usuário fuma o equivalente a 100 cigarros. Apenas 5% das substâncias, na verdade, são filtradas pela água aquecida. E a informação de que não causa vício é falsa, devido a alta concentração de nicotina. O cachimbo d'água, por exemplo, tem concentrações de nicotina que giram em torno de 4%, já o cigarro tem em média 2% da substância.
Não raro menores de idade fazem uso do narguilé, talvez até com certa inocência. Inocência, inclusive, que não têm para outras drogas, as quais consomem sabendo seu potencial destrutivo e viciante. Há um forte engano quanto ao uso do narguilé, que precisa definitivamente cair por terra.

Mais sobre o assunto em http://www.destaquesp.com/index.php/Saude/Prevencao/os-perigos-do-narguile.html

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O "problema" juventude

Tenho a nítida impressão que as pessoas com mais de 40 anos acham os jovens o principal problema do mundo. Talvez todos nós achemos o mais jovem sempre um problema. Achamos aquela nova banda sempre pior que aquela velha banda, achamos aquela nova tribo sempre mais idiota que a outra tribo, que faziamos parte quando tinhamos 15 anos. Pois não se faz mais filmes como antigamente, não se é mais romântico como antigamente, não faz mais políticos, política ou se discute política como antigamente.

Existe uma glamurização cega do "antigamente". Há coisas boas ontem e hoje, assim como coisas ruins, também ontem e também hoje.

Ouvi numa mesa-redonda da rádio Guaíba comentarem sobre a transmissão que alguns jogadores do Santos fizeram na twittcam no Domingo, após vitória sobre o Grêmio Prudente. Os jovens jogadores entraram em conflito com alguns torcedores, numa dessas o goleiro Felipe se dirigiu de forma infeliz a internauta que o chamou de mão-de-alface: "Aí fera, o que eu gasto com o meu cachorro de ração é o teu salário por mês."

O jogadores ainda falaram alguns palavrões e também trocaram pequenas rusgas com o Robinho. No programa da Guaíba, hoje ao meio-dia, um dos debatedores, o reporter Hernani Campelo afirmou serem "esses garotos irresponsáveis o retrato da juventude atual".

Aliado a isso, vejo notícias que dão conta que em algumas cidades do interior de São Paulo, como Fernandópolis, há toque de recolher para menores de idade. Dependo da cidade, a norma vaia um pouco, mas em suma, depois das 23h menores de 18 anos não podem andar desacompanhados. As prefeituras alegam tentativa de diminuir a violência.

Parece que a culpa da violência urbana é do adolescente. E me parece óbvio um aspecto: qual infrator, seja menor de idade ou não, vai respeitar toque de recolher e ficar em casa vendo novela? O fora-da-lei sai de casa de qualquer jeito.

Experimentem ler, especialmente ler, o jornalista reacionário (e humorista por tabela) Luiz Carlos Prates. Seguidamente condena os "bermudões cheios de bolsos". É uma implicância impressionante. Olha esse post, publicado hoje no blog de Prates, com o título de Safados

"Agora é assim, ninguém pode reagir diante dos blefes de “crianças” e adolescentes. Vale tudo, podem fazer tudo, têm todas as proteções. Negativo, safados são safados, tenham a idade que tiverem, têm que ser “corrigidos”, à moda antiga, sem dó nem pedagogias do amor. E estamos conversados, safados!"

Tem ainda os que defendem baixar a maioridade penal. Que é um tema polêmico e complexo, e não vou entrar no mérito da questão agora. O fato é que me incomoda muito a maneira como se condena o jovem apenas por ele ser jovem e agir como tal. Esquecem que uma geração é filha da outra e que aprendemos tudo através de exemplos vindos dos nossos pais. Esquecem, e isso é o pior, que também já foram jovens e que em qualquer tempo, o jovem tem, teve e terá o mesmo tipo de comportamento.



[Conhece a Turma jovem do Estado de Alagoas? Reativaram essa semana o movimento "Fora Collor". Leia a matéria do Sul 21 aqui.]