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domingo, 10 de julho de 2011

Confiança e trabalho de vestiário dão vitória ao Grêmio

Julhinho Camargo praticamente repetiu o mesmo time que perdeu para o Cruzeiro em Minas Gerais. As mudanças foram o retorno de Gabriel para a lateral, Mário voltando a ser zagueiro e Saimon indo para o banco, além de Douglas, voltando de suspensão. O Grêmio também mudou táticamente, ainda que tenha mudado pouco e com o mesmo jogadores, mas mudou. Se contra o Cruzeiro o novo treinador repetiu o 4-3-1-2 de Renato Portaluppi, na sua estreia no Olímpico, Julhinho Camargo formatou um 4-2-3-1, adiantando Escudeiro, atrasando Leandro e os colocando na mesma linha de Douglas.
O bom Coritiba, de vários jogadores que já passaram pelo futebol gaúcho, amarrou bem um Grêmio nervoso, que errava passe, era passivo à marcação e contava com um torcedor impaciente nas arquibancadas. O Coxa jogou no mesmo 4-2-3-1, marcou no campo do Grêmio, colocou dois em Leandro e Marcos Paulo colado em Douglas. Com esses dois jogadores bem vigiados, pouco fez o Grêmio no primeiro tempo. Quem fez foi Marcelo Grohe, de bela atuação e um dos responsáveis por garantir a vitória gremista.
Os 2 a 0 só vieram num segundo tempo bem mais tricolor que o primeiro. Julhinho modificou a lateral esquerda, tirando um Neuton que já estava com a cabeça e o futebol na Itália, errando demais e sendo marcado pela torcida. Por ali entrou Bruno Collaço, jogador de mais capacidade ofensiva, que ajudou a desafogar o jogo tricolor, muito concentrado na direita, por onde joga Leandro. Outra manobra importante foi descentralizar Douglas que, fugindo da marcação, conseguiu fazer o time jogar e ainda abriu o meio da defesa do Coritiba, pois Marcos Paulo saia em combate ao camita 10.
No segundo tempo o Grêmio encaixou. Gilbero Silva não só protegeu bem lá atrás mas também apareceu na frente para abrir o placar. Mário Fernandes, como zagueiro, também teve atuação segura e foi quem cruzou para o gol de Gilberto. Leandro caiu menos, chutou a gol e acertou os dribles. Rochemback não errou mais, acertou o passe e o ritmo do Grêmio. Escudeiro seguramente fez sua melhor partida desde a sua chegada.
É um Grêmio que vai tomando cara de time. Julhinho Camargo vai suprindo as carências técnicas do time através de opções táticas. E como em qualquer trabalho no futebol, as vitórias são importantes para dar confiança e respaldo. Confiança para os jogadores e respaldo para um treinador que vive o grande desafio da carreira.

domingo, 19 de junho de 2011

Coritiba e Inter ficam no 1 a 1

O Coxa e o Colorado fazem parte do grupo de equipes do qual se espera uma boa campanha no BR-11. Mas a verdade é que nenhum deles emplacou ainda no campeonato. Por questões técnicas, táticas e anímicas. O Coritiba perdeu recentemente a final da Copa do Brasil jogando em casa e também só agora passa a dar maior atenção ao BR-11. O Inter, por sua vez, viveu o trauma de trocar o treinador e ainda ser eliminado precocemente na Libertadores, dentro do Beira-Rio e na condição de favorito e atual campeão.
Jogo movimentado no Couto Pereira. Falcão de novo não foi feliz nas suas escolhas, e de novo deve enfrentar uma semana difícil em Porto Alegre. Oscar poderia ter saído jogando, ficou no banco. Duranteo jogo, poderia ter entrado. Ficou no banco. Entre as quatro linhas, destaque para o goleiro Muriel, que substituiu Renan, afastado para resolver questões contratuais.
A principal dificuldade de Paulo Roberto Falcão tem sido se impor perante um grupo cheio de experiência e vaidade. Como não é do estilo brigão e autoritário, que conquista o respeito no grito, o treinador do Inter só pode conquistá-lo pelo conhecimento que tem. E ainda não conseguiu. Que seja rápido, pois não sei até quando a direção - que também sente a falta de uma figura como Fernando Carvalho no vestiário - vai ter paciência.