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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Com estreias discretas, Inter perde a primeira

É preciso ressaltar duas coisas. Primeiro: a derrota desse domingo, para o Veranópolis, por 1 a 0, não preocupa absolutamente em nada o andamento do planejamento e do trabalho colorado. Segundo: faz certo o Internacional em poupar seu time titular, mesmo não tendo outra competição em paralelo. É preciso preservar a condição física de jogadores que enfrentarão uma temporada pesada e também é de suma importância abrir oportunidade para outros jogadores dentro de um grupo até certo ponto numeroso.

Sobre as estreias do goleiro Dida e do lateral-esquerdo Alan Ruschel não há muito o que ser dito. Foram duas participações discretas, contudo longe de serem comprometedoras. O camisa 1 vai ganhar sequência a partir de agora e deve colocar Muriel no banco, enquanto Alan, até o momento, não demonstra ameça a um Fabrício que vive bom momento técnico com a camisa 6 colorada.

Lauro Alves / ClicRBS
Quanto a partida, não foi uma apresentação que se possa classificar como injusta a derrota do Inter, mesmo com duas jogadas duvidosas de pênalti não marcado a favor do time de Abel Braga. O VEC fez excelentes 15 ou 20 minutos iniciais e conseguiu chegar ao gol, se aproveitando de uma vantagem tática para ter volume de jogo. No 4-1-4-1 colorado, João Afonso ficou basicamente sem função à frente da zaga, enquanto Julinho Camargo colocou seus dois armadores bem abertos, sujeitos à marcação de Otávio, Valdívia e os dois laterias do Inter.

Depois do gol, o time reserva do Inter demorou a se achar, até porque é uma equipe desentrosada e composta de jogadores que, invariavelmente, ainda tem o que provar dentro do clube. É normal que nervosismo e abatimento atrapalhem na busca de um resultado adverso. Mas a entrega e o volume de jogo na segunda etapa é um fator interessante dentro de uma derrota que pouco impacta no ano colorado.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Inter vence a segunda no Gauchão

O absurdo calendário brasileiro impôs ao Internacional a improvável missão de jogar três partidas de futebol no intervalo de quatro dias. Na quarta, os titulares enfrentaram o Once Caldas pela Pré-Libertadores, uma partida de elevado nível de competição. Na quinta, tinha jogo pelo Gauchão, contra o Cerâmica, jogo que a equipe B perdeu de 2 a 0, no Beira-Rio. Novamente pelo Estadual, e no Beira-Rio, neste sábado o Internacional voltou a vencer.

O time reserva venceu bem, sem grandes dificuldades, por 3 a 1, o Veranópolis. Jogo que marcou a boa volta de Tinga, que pode aparecer na no jogo da Colômbia na quarta. Outro que pode aparecer caso não joguem D'Alessandro e Dagoberto (há essa possibilidade) é Marco Aurélio, que desencantou e fez seu primeiro gol vestindo a camiseta do Inter.

Palmas para o Inter, que se mostra estruturado para conseguir escalar três equipes diferentes para essa situação bizarra. Vaias para as federações gaúcha, brasileira e sul-americana, responsáveis por entregar o organização do futebol ao bel-prazer de patrocinadores e detentores dos direitos de transmissão.

domingo, 3 de abril de 2011

Grêmio vence em partida tranquila

Leandro é o cara no Olímpico! Neste domingo, o garoto de 17 anos fez sua quinta partida como profissional e a segunda como titular, marcou seu quinto gol. Num jogo em que o Grêmio não imprimiu um ritmo forte, teve, mesmo assim, o total controle da partida, chegando aos 29 pontos na classificação geral e garantindo, caso haver, o segundo jogo da final no Olímpico. Na Taça Farroupilha, o Grêmio está com 12 pontos no grupo 2 e ocupa a segunda colocação, atrás apenas do Cruzeiro (pelos critério).
Renato escalou o que tinha de melhor. A volta de Rochemback representa um acréscimo de qualidade importantíssimo ao meio-campo do Grêmio, escalado no 4-4-2 que, desmembrado, fica um 4-3-1-2. O treinador gremista parece ter desistido da ideia de mudar esse esquema, deixando assim Carlos Alberto como opção no banco.
O Grêmio foi um time paciente, encontrou uma retranca muito bem armada, de um Veranópolis que pensava e jogava pelo empate. O VEC segurou o Tricolor muito pela marcação individual de Naves sobre o meia Douglas, tirando do time de Renato boa parte de seu poder de fogo, e de criação. Ao Grêmio, principalmente no primeiro tempo, sobrou as jogadas pela esquerda com Bruno Collaço, que fez boa partida e aproveitou a oportunidade diante o péssimo momento de Gilson. Mas por ali, Lúcio não foi tudo o que pode ser. Nem Willian Magrão do outro lado. As duas linhas de quatro que fez o VEC contiveram de forma eficiente as investidas do Grêmio, tanto pelos lados quanto por dentro.
Está certo que o Veranópolis bateu, fez muitas faltas e recebeu cartões de menos. O árbitro Anderson Daronco só não pôde deixar de expulsar o goleiro Luis Müller, que agrediu desnecessariamente o atacante Leandro, mas deixou de avermelhar Douglas, que no meio da confusão, desferiu um chute contra um jogador de VEC. Daronco não viu.
O destaque tricolor, de novo, foi Leandro. A estrela do guri está brilhando tão forte que até num jogo sem tantas oportunidades como este, sobrou uma bola limpinha dentro da área, depois de cobrança de falta que ele mesmo sofreu. Nas mexidas, já com um jogador a mais, Renato armou um 4-3-3 a la Barcelona, com dois meias e um volante. Pessali e C.Alberto entraram muito bem e melhoraram a articulação gremista. Pessali sofreu o pênalti perdido e convertido no rebote por Borges.
O VEC ainda tem boas oportunidades de classificar, pecou na opção de se defender em demasia e só podia chegar ao gol como chegou, com uma falha bisonha de Victor. Acontece nas melhores familias e com os melhores goleiros, mas vem acontecendo seguido com o arqueiro tricolor. Nada que chegue a comprometer, mas se a fase não mudar, dá pra preocupar um Grêmio que toma gol em todos os jogos.
Na quinta-feira, às 19h15, o Grêmio recebe o Junior Barranquilla pelo grupo 2 da Taça Libertadores.