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domingo, 25 de setembro de 2011

Grêmio recupera pontos na Ressacada

Momentos antes de Avaí e Grêmio se enfrentarem, especulava-se - e isso por conta dos treinos - que Celso Roth mudaria sua equipe desmanchando o 4-2-3-1 e remontando o Grêmio num 4-3-1-2, com três voltantes, meio-campo em losango e dois atacantes. Esta formação acabou não se confirmando e Roth manteve a equipe  dos últimos jogos. O treinador acertou. Não faria bem ao Grêmio mudar algo que deu mais certo que errado, mesmo depois de duas derrotas consecutivas.
Na partida contra um Avaí em situação complicadíssima no BR-11, o Grêmio conseguiu manter um controle emocional do jogo que foi importante para que o resultado final fosse a vitória gremista. Além do controle emocional, o controle da bola. Da boa partida dos três meias que dão toda a dinâmica do jogo tricolor, apenas uma ressalva: precisam entrar mais na área, fazer companhia a André Lima.
Com a volta de Julio Cesar na lateral-esquerda, Escudero voltou a jogar bem. Fez toda a jogada do segundo gol, que acabou no rebote para Douglas marcar segundos depois de iniciar a segunda etapa. No primeiro tempo, quem abriu o placar foi Mário Fernandes, que aproveitou a bobeada do volante Batista na frente da área. Mário estava merecendo um gol pelas suas atuações desde que assumiu a lateral como titular e como profissão, deixando a função de zagueiro para emergências. Já o volante Batista ficou marcado pela torcida, Toninho Cecílio o retirou no intervalo e, perdendo de 1 a 0, colocou mais um atacante em campo.
O Avaí só melhorou quando o Grêmio relaxou e quando achou um gol aos 24 minutos do segundo tempo. O time catarinense cresceu animicamente, avançou suas linhas e naturalmente empurrou o Grêmio para trás. As providências de Roth forma essencial para que o resultado persistisse em 2 a 1 para o Grêmio. O treinador retirou o pouco combativo Marquinhos e pôs Adilson para marcar no setor direito de defesa e trocou André por Brandão (esta, de efeito nulo). No 4-3-2-1 o tricolor se defendeu bem e tinha boas possibilidades de contra-ataque.
Fica do jogo os três pontos, a continuidade da equipe e a boa expectativa para as duas próximas rodadas, que o Grêmio enfrenta Cruzeiro e Santos no Olímpico e pode retomar a boa tragetória no BR-11. De negativo, André Lima e Brandão, que ainda devem muita bola e muito gol.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Andrezinho e Damião comandam virada Colorada

No primeiro tempo, o Avaí mesmo se aproveitando de um Inter mal das pernas, precisou de um pênalti não muito pênalti para fazer seu 1 a 0, com o centroavante Willian. Muriel ainda agarrou a cobrança, mas não catou o rebote. O 3-6-1 do time catarinense congestionou o jogo e complicou a vida de Inter na ressacada.
A vitória de 3 a 1, que só veio o segundo tempo, passa pelas mãos do interino Osmar Loss, que tinha escalado um 4-3-1-2. Ainda no primeiro tempo, perdeu Zé Roberto e colocou o meia Fabricio. Mas a grande mudança foi na segunda etapa, quando na entrada de Andrezinho no lugar de Guiñazu, no avanço de D'Alessandro e Fabrício e a caracterização de um 4-3-3, com Damião na referência. O Avaí ficou sem a sobra no trio defensivo. Na bola, Andrezinho sobrou e fez o time jogar. Damião cresceu, fez um gol e participou dos outros dois.
O Inter de 50% de aproveitamento e do 5° lugar no BR-11, deve acabar a temporada com esse desempenho mediano. É o que o momento conturbado e as perspectivas apontam.
    

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quinta-feira de mudanças no Olímpico

Empatar dentro do Estádio Olímpico, contra um Avaí que é lanterna do campeonato, e da maneira como transcorreu o jogo, tendo Grêmio um jogador a mais por quase um tempo inteiro, é façanha das grandes. Um empate que veio nos últimos segundos de jogo, normalmente teria gostinho de vitória, mas dentro do contesto gremista é tão melancólico quanto perder de goleada. Melancólica que foi a atuação do trio de arbitragem, que errou para os dois lados, em mais de um lance decisivo.
Mesmo que Miralles, que entrou no segundo tempo, tenha estreado bem individualmente, faltou um algo a mais a um time que teve os retornos de pelo menos três jogadores que ainda não estão 100%. E o próprio Miraalles, que ainda não se encontra nas melhores condições, inclusive de entrosamento com o grupo.

Uma hora depois do final do jogo, falaram o diretor de futebol Antônio Vicente Martins e o técnico Renato. Após a entrevista coletiva dos dois, um contido, cansado, frustrado e convicto Presidente Paulo Odone. Disse o presidente que nenhuma decisão seria tomada antes das reuniões dessa quinta-feira. Disse, porém, como quem deixa claro que já tomou as decisões. Podemos todos nós que fizemos a leitura que fizemos das palavras do Odone estarmos totalmente enganados, mas ficou subentendido que o Grêmio trocará seu departamento de futebol e sua comissão técnica.
Caso seja isso mesmo, tem motivos Paulo Odone para mudar a ideia de futebol no Grêmio. A passagem de Portaluppi como treinador do Grêmio em 2010 foi espetacular. Ele achou o esquema, encaixou o time, fez com que os jogadores rendessem, foi campeão do 2° turno de BR-10 e conquistou uma vaga na Taça Libertadores. Por outro lado, o Grêmio de 2011 deu certo em campo pouquíssimas vezes. E, sem dúvida, Renato tem grande parcela de culpa no mal funcionamento da equipe nessa temporada. A grande parcela de culpa também carrega o departamento de futebol, é verdade. Reforços demoraram a chegar, alguns nem chegaram e outros que infelizmente aí estão, não deram certo. Não é exagero dizer que o primeiro semestre da atual gestão gremista é uma bagunça.
Contudo, nem a qualidade do grupo de jogadores nem a capacidade profissional de Renato Portaluppi condizem com a campanha do Grêmio em 2011. Se tira mais suco dessa laranja. E se, na base da conversa e da auto-crítica, o Grêmio decidir "mudar sem mudar", o pessoal no Olímpico vai ter de ter primeiramente a capacidade de lidar com uma pressão incrível, que vem da torcida, da imprensa e até mesmo de dentro do clube.
Perguntado se é difícil demitir um ídolo, Paulo Odone respondeu com a boca cheia, sem pestanejar, é difícil. Não tenha dúvida que vaiar um ídolo também é muito difícil. Ninguém quer, como também não se quer torcer para um time que não funciona e tem problemas. O que realmente vai acontecer com o Grêmio daqui pra frente? Quinta-feira.

domingo, 14 de novembro de 2010

Lá se vão 7 jogos...

E há sete jogos o Internacional não vence. No Beira-Rio, contra um semi-rebaixado Avaí, aos 15 segundos de jogo o Inter já perdia por 1 a 0. Ainda no primeiro tempo tomou o segundo gol. Não tem outra explicação que não seja a motivação de um e outro. O Inter só pensa no Mundial do mês que vem e o Avaí na zona da degola quase degolando.
Na realidade há outras explicações. Talvez menores que a motivação que o Inter não tem de jogar o BR-10. Mas não dá pra esquecer que é esse o campeonato que o Colorado de Roth tem para acertar as coisas pro Mundial de Abhu  Dabi. É no BR-10 que se define quem joga de Giuliano e Sobis, que se dará (ou não) ritmo ao Tinga, que se definirá entre Pato e Renan, que Damião poderá ganhar a vaga de Alecssandro. Essa falta de vitória não preocupa pela colocação colorada, mas pela falta de afirmação da equipe e de alguns jogadores.
Claro, nada invalida de o Inter chegar desacreditado e jogar o fino da bola no Mundial e trazer o segundo caneco da competição. Mas é mais fácil e confortável pra todo mundo (comissão técnica, dirigentes, jogadores e torcida) chegar em Abhu Dabi em boa fase.
Da derrota, fica os três pontos importantes (mas ainda insuficientes) para o Avaí e o três belos gols de jogadas coletivas, daqueles que valem o ingresso.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Grêmio ganha a primeira

Não foi de encher os olhos, mas foi o que Grêmio e Avaí puderam fazer no Olímpico, diante dos 9 mil gremistas desconfiados que foram ao estádio torcer por um Grêmio muito desfalcado. O titularissimo Jonas fez dois gols antes mesmo dos primeiros 30mim. Dois gols à la Jonas: um cheio de sorte; outro cheio de competência e atrevimento.

O Avaí jogou pouco. O jogador de meio-campo que mais tocou na bola foi Rudnei e, com todo respeito ao profissional, quando Rudnei é o principal expoente de um time, a coisa não pode funcionar mesmo. Ou o Avaí  do Péricles Chamusca, até então o vice-líder, entrou em campo muito desligado ou jogou muito acima do que pode nas outras partidas, pois, no Olímpico, o Grêmio teve certa facilidade para conquistar a vitória.

O esforçado Rochemback teve o seu bom futebol das ultimas partidas premiado com um gol. O terceiro gol, que fechou no final do segundo tempo o placar de uma partida morna, que o Grêmio venceu ao natural, sem grande apresentação coletiva mas com atuações individuais importantes. Maylson jogou e mostrou que não pode ser sacado do time. Adilson comprovou mais uma vez que aprendeu a jogar como primeiro volante. Roberson entrou no segundo tempo e deixa a impressão de ter mais bola que Willian e Bergson para substituir Borges.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Que sufoco, Silas!

Foi no sufoco, mas foi. Mesmo perdendo de 3 a 2, e não jogando tudo aquilo que poderia, o Grêmio se classificou para a próxima fase da Copa do Brasil. O Tricolor agora espera Fluminense ou Portuguesa, que jogam nessa quinta-feira. Uma notícia boa o Grêmio já tem: pelo sorteio, na próxima fase o segundo jogo é no Olímpico.

O Grêmio na Ressacada não funcionou o tempo inteiro, principalmente na primeira etapa, quando foi dominado pelo Avaí na totalidade do tempo. A pressão dos primeiros 10 ou 15 minutos de jogo já era esperado, e numa partida nessas circunstâncias é normal o que time da casa, precisando do resultado, venha pra cima como veio. Mas a pressão do Avaí não durou 15 minutos, durou 45 minutos mais os 3 de acréscimos.


O discurso de Silas durante a semana foi mentiroso. O treinador negou em todas as entrevistas que o Grêmio jogaria se defendendo, pelo contrário, sempre afirmou que sua equipe seria ofensiva. Não foi  que aconteceu, o Grêmio foi submisso à marcação do Avaí e não marcou tanto quanto o advesário, trotou enquanto o Avaí corria  uma maratona em frente à área defendida pelo Victor. A falta de atitude do Grêmio culminou nas boas defesas de Victor e no gol do Avaí, aos 44mim.


O placar de 1 a 0 para o time de Santa Catarina ainda classificava o Grêmio, mas com o futebol apresentado pelas duas equipes no primeiro tempo a tendência era o Avaí aumentar a vantagem na segunda etapa e elimina o Tricolor. O que só não aconteceu porque o Grêmio mudou a atitude, Silas fez no intervalo o que deveria ter feito antes do jogo: mandou seus jogadores jogarem futebol.


Em 20 minutos o Grêmio fez o gol, perdeu algumas chances e, de novo, baixou o ritmo. A essas alturas com três volantes, a marcação continuou complicada. Os dois laterais não jogaram absolutamente nada e justamente pelos lado que o Avaí chegou à vitória. O golaço de falta do Rochemback tranquilizou, classificou o Grêmio, mas o futebol continuou aquém do esperado.

Agora, antes da Copa do Brasil semana que vem, tem Grenal no domingo. É dever do Silas perder o sono e achar uma solução para o Grêmio jogar mais. E que o substituto de Douglas não seja Hugo. Pode ser Maylson, Mithyuê, Rochemback ou Adilson, mas não Hugo, que não demonstra nenhuma vontade de reverter sua condição atual de reserva dentro do grupo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Poderia ter sido tranquilo

O Grêmio poderia ter feito um resultado bem mais folgado que os 3 a 1  construídos sobre o Avaí. O árbitro Alício Pena Junior poderia ter sido mais competente, é verdade. E o Avaí menos azarado. O primeiro gol do Tricolor foi irregular, surgiu de um escanteio que só Alício e seu assistente viram. Azar do Avaí, que depois do gol foi pra cima da arbitragem e  acabou tendo um jogador expulso com a confusão logo aos 20 minutos de jogo.

A equipe de Silas fazia no primeiro tempo uma de suas melhores partidas do ano, mesmo quando o adversário ainda tinha 11 em campo, e mais ainda quando esteve em vantagem numérica. Jogou bem porque Leandro, vindo de lesão, esteve muito afim de jogo, Douglas também. Porque  Ferdinando guardou posição e Willian Magrão flutuou em campo, porque os laterais se apresentaram para o jogo, e bem. E porque Jonas e Borges fizeran o que se espera deles: gols. Tudo isso, no primeiro tempo.


No segundo tempo o Grêmio voltou relaxado, o que não pode acontecer, e modificado. Saiu Ferdinando para a entrada de Adilson. A dupla de volantes que todos querem ver jogar ainda deu certo, pois Adilson não marca tanto quanto marca Ferdinando. Silas tem de botar na balança: ou escala um dupla de volantes mais técnica ou uma dupla de volantes que passa segurança tática. É preciso admitir, o Grêmio sentiu a saída de Ferdinando.

A correria aramada pelo Avaí no segundo tempo pegou o Grêmio de surpresa. O Tricolor apostou que teria a posse de bola e quando deu por si estava perdido em campo, correndo atrás do adversário. Em momentos de serenidade o Grêmio ampliou com Jonas, e poderia ter feito mais. No restante do segundo tempo, levou um e poderia ter levado mais.

O Avaí está vivíssimo e certamente o Grêmio enfrentará um caldeirão na Ressacada. Com certeza é o maior desafio de Silas e seus comandados nesse ano, maior que o Genal do início do Gauchão. O Grêmio do primeiro tempo tem totais condições de ir a Florianópolis e classificar. O Grêmio do segundo tempo perde, não segura a onda na Ressacada.