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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ficou feio!

ATUALIZADO ÀS 19H

Agora é 0h51 de sexta-feira. Ainda nessa mesma sexta, com mais atenção e menos sono, atualizo esse mesmo post e comento a derrota bisonha do Grêmio para o Oriente Petrolero na Bolívia, por 3 a 0.

O Renato mesmo disse que o Oriente Petrolero mereceu vencer. Porém, foi muito mais o Grêmio que desmereceu, contra um adversário que, sim!, é líder do Bolivianão-11, mas ficou com a lanterna do grupo 2 da Libertadores mesmo ganhando do Grêmio por 3 a 0, e com equipe mista! Ou seja, não foi o melhor Petrolero em campo e, ainda assim, o Tricolor Gaúcho conseguiu ser muito pior nos 90 minutos que poderiam garantir o Grêmio na liderança do grupo, pois no outro jogo da chave o Junior protagonizou façanha parecida empatando em casa com o sofrível León de Huánuco.
As péssimas atuações da maioria dos jogadores gremistas é reflexo das opções equivocadas de Renato na hora de escalar e depois mexer no time. Na ausência de Douglas, pensar em adiantar Gabriel para o meio e colocar M.Fernandes na lateral não é absurda, ainda mais se o time fosse jogar num 4-4-2 com duas linhas de quatro bem a inglesa, com Lúcio de winger na esquerda e Gabriel na direita, Rochemback e Adilson por dentro. O problema é que Portaluppi preservou o 4-3-1-2 e centralizou Gabriel na articulação. Naturalmente o jogador não rendeu o que pode e o que rendeu no final do segundo tempo, de volta à lateral, quando da saída de Mário para a entrada de Diego Clementino.
Bruno Collaço fazia partida discreta quando machucou-se e teve de ser substituído, no momento que o Oriente tomava conta do jogo e que o Grêmio dava sinais que daquele jeito não funcionaria nunca. O volante Fernando entrou, o que fez Renato recuar Lúcio para a lateral. Tendo de defender e atacar sem nenhuma parceria, faltou bola e costume para Lúcio render o que dele sempre se espera como lateral.
Mesmo com três volantões, no segundo tempo o adversário entrou na área gremista como quis, quando quis e por onde quis. Se Victor não quisesse ser o baita goleiro que é, seriam mais de três gols. Renato que abra o olho e posicione e treine melhor seu sistema defensivo. Rafael Marque e Rodolfo não raro estão no mano a mano com os atacantes. Falta sincronia nos movimentos defensivos do Grêmio ou até mesmo maior atenção e preocupação com esse setor, visto que todos os três gols foram em contra-ataques.
Já perdendo por 2 a 0, Renato tentou um 4-3-3. Ficou confuso, pois ninguém respeitou nenhuma orientação tática e todo mundo correu para qualquer lado atrás da bola, e sob os gritos de olé da torcida boliviana. Mesmo que Escudeiro tenha feito partida razoável, não é jogador de carregar time nas costas. Quando o Grêmio ameaçou uma melhora e a bola finalemente chegou no apagado Borges, o centroavante driblou o goleiro e perdeu o gol que seria o do empate e, quem sabe, o que mudaria a história do jogo.
Jogo que preocupa torcedor e precisa preocupar todo mundo no Olímpico. Dá para jogar mais na fase do mata-mata, que o Grêmio já começa com a ausência do irresponsável e bom zagueiro Rodolfo, que foi expulso depois de fazer uma falta digna de sair algemado do gramado, no final do jogo, com tudo resolvido a favor do Oriente Petrolero.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Com o pé esquerdo

A grande curiosidade da noite, na estreia do Grêmio na Libertadores contra o Oriente Petrolero, era ver a equipe bastante ofensiva que Renato bancou que jogaria. E jogou. No papel, um 4-4-2 desdobrado em 4-1-3-2, com Rochemback como único volante, uma linha de três meias com Lúcio, Douglas e C.Alberto mais dois centroavantes à frente, Borges e André Lima.

No primeiro tempo não foi essa maravilha toda, mesmo contra um modesto adversário. Modesto, longe de ser um time sofrível. O Oriente Petrolero tem seis jogadores que são titulares da seleção boliviana, entre eles o bom segundo atacante Mauricio Saucedo. Os bolivianos do técnico Ariel Russo impuseram dificuldades ao Grêmio jogando num rigoroso 4-4-2 em duas linhas próximas e recuadas, com as boas saídas de contra-ataques. Mas isso, apenas no primeiro tempo.
Dificuldades o Grêmio teve também com o próprio Grêmio. Novamente André Lima e Borges não fizeram boa dupla de ataque. No meio-campo, o que era para ser um time com facilidade de atacar pelos lados, pois era para ter Lúcio e a passagem do Gilson na esquerda e Carlos Alberto e a passagem de Gabriel na direita. Não aconteceu como deveria. Douglas e Carlos Alberto muitas vezes ocuparam o mesmo espaço na faixa central, insistiram muito pelo meio e pouco fizeram. O camisa 22 por vezes recuava demais, ficando ao lado de Rochemback e configurando um 4-2-2-2 burocrático.
O pênalti que abriu os caminhos tricolores na LA'11 veio só aos 43min do primeiro tempo. O árbitro Líber Prudente viu mão do jogador boliviano dentro da área. Viu errado, a bola bateu no rosto, embora o jogador tenha se atirado como um Higuita na bola. Do pé esquerdo do camisa 10 Douglas para o canto direito de Hugo Suárez.
No segundo tempo, sem o peso de precisar abrir o placar, o Grêmio voltou mais leve e, importante, melhor posicionado. Carlos Alberto e Douglas não bateram mais cabeça. O primeiro foi para o flanco direito enquanto o outro centralizou. O jogo fluiu, os laterais passaram e, numa dessas, recém aos 2min, o contestado Gilson entrou área a dentro e anotou com sua perna esquerda o segundo gol tricolor da noite.
A equipe do Oriente Petrolero não esboçou nenhum tipo de reação e o Grêmio tomou conta do jogo, muito pelos pés do imenso Fábio Rochemback, que jogou bem desde o início e viu seus companheiros gastarem o fino da bola só no segundo tempo. O terceiro gol saiu ao natural, mais um do pé esquerdo de Douglas.
Paulão e Rodolfo fizeram boa partida, seguros e sem inventar. Renato confia muito em Paulão, embora eu ache Vilson melhor opção. Depois entrou Adilson, Maylson e Escudero. Um dos atacantes saiu de campo e o Grêmio ficou num equilibrado (e tendência daqui pra frente) 4-2-3-1. Não se viu muito do argentino, entrou num momento em que o jogo estava morto, mas parece que Lúcio continuará no meio-campo e Gilson na lateral esquerda-esquerda.
Com a vitória o Grêmio é líder do grupo 2, tem os mesmo 3 pontos do Junio Barranquilla, mas tem vantagem de saldo de gols. O Tricolor agora pensa no Ypiranga, jogo que acontece no Domingo, pelas quartas de final da Taça Piratini, e viaja no meio da semana para enfrentar o próprio Junior Barranquilla, na Colômbia.