Agora é 0h51 de sexta-feira. Ainda nessa mesma sexta, com mais atenção e menos sono, atualizo esse mesmo post e comento a derrota bisonha do Grêmio para o Oriente Petrolero na Bolívia, por 3 a 0.
O Renato mesmo disse que o Oriente Petrolero mereceu vencer. Porém, foi muito mais o Grêmio que desmereceu, contra um adversário que, sim!, é líder do Bolivianão-11, mas ficou com a lanterna do grupo 2 da Libertadores mesmo ganhando do Grêmio por 3 a 0, e com equipe mista! Ou seja, não foi o melhor Petrolero em campo e, ainda assim, o Tricolor Gaúcho conseguiu ser muito pior nos 90 minutos que poderiam garantir o Grêmio na liderança do grupo, pois no outro jogo da chave o Junior protagonizou façanha parecida empatando em casa com o sofrível León de Huánuco.
As péssimas atuações da maioria dos jogadores gremistas é reflexo das opções equivocadas de Renato na hora de escalar e depois mexer no time. Na ausência de Douglas, pensar em adiantar Gabriel para o meio e colocar M.Fernandes na lateral não é absurda, ainda mais se o time fosse jogar num 4-4-2 com duas linhas de quatro bem a inglesa, com Lúcio de winger na esquerda e Gabriel na direita, Rochemback e Adilson por dentro. O problema é que Portaluppi preservou o 4-3-1-2 e centralizou Gabriel na articulação. Naturalmente o jogador não rendeu o que pode e o que rendeu no final do segundo tempo, de volta à lateral, quando da saída de Mário para a entrada de Diego Clementino.
Bruno Collaço fazia partida discreta quando machucou-se e teve de ser substituído, no momento que o Oriente tomava conta do jogo e que o Grêmio dava sinais que daquele jeito não funcionaria nunca. O volante Fernando entrou, o que fez Renato recuar Lúcio para a lateral. Tendo de defender e atacar sem nenhuma parceria, faltou bola e costume para Lúcio render o que dele sempre se espera como lateral.
Mesmo com três volantões, no segundo tempo o adversário entrou na área gremista como quis, quando quis e por onde quis. Se Victor não quisesse ser o baita goleiro que é, seriam mais de três gols. Renato que abra o olho e posicione e treine melhor seu sistema defensivo. Rafael Marque e Rodolfo não raro estão no mano a mano com os atacantes. Falta sincronia nos movimentos defensivos do Grêmio ou até mesmo maior atenção e preocupação com esse setor, visto que todos os três gols foram em contra-ataques.
Já perdendo por 2 a 0, Renato tentou um 4-3-3. Ficou confuso, pois ninguém respeitou nenhuma orientação tática e todo mundo correu para qualquer lado atrás da bola, e sob os gritos de olé da torcida boliviana. Mesmo que Escudeiro tenha feito partida razoável, não é jogador de carregar time nas costas. Quando o Grêmio ameaçou uma melhora e a bola finalemente chegou no apagado Borges, o centroavante driblou o goleiro e perdeu o gol que seria o do empate e, quem sabe, o que mudaria a história do jogo.
Jogo que preocupa torcedor e precisa preocupar todo mundo no Olímpico. Dá para jogar mais na fase do mata-mata, que o Grêmio já começa com a ausência do irresponsável e bom zagueiro Rodolfo, que foi expulso depois de fazer uma falta digna de sair algemado do gramado, no final do jogo, com tudo resolvido a favor do Oriente Petrolero.

