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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Você Viu? #121

O atentado da semana passada aos funcionários da publicação francesa Charlie Hebdo ainda é um assunto que se impõe. Por conta disto, a edição desta terça-feira reúne bastante conteúdo sobre o ocorrido. O contexto é mais complexo do que parece, portanto nem todas as vozes que selecionei expressam a mesma opinião, mesmo sendo visões com posicionamentos sempre mais à esquerda.

Charlie


EXAME, 12 de janeiro

Portal Fórum, 12 de janeiro

Intervozes, 11 de janeiro

Carta Maior. 11 de janeiro

Coluna do Veríssimo, 11 de janeiro

DCM, 10 de janeiro

Eu não sou: Je ne suis pas Charlie
Leonardo Boff, 10 de janeiro

Blog do Morris, 9 de janeiro

El País, 13 de janeiro

Outros temas


Arthur de Faria, 13 de janeiro

Sul 21, 12 de janeiro

Blog do Sakamoto, 12 de janeiro

Eliane Brum, 10 de janeiro

Feminismo: Gentili e seu modo mascu de standu up Bullying
Escreva Lola, Escreva, 7 de janeiro

terça-feira, 17 de maio de 2011

As guerras podem ser justas, depende da propaganda

Por Alves Rodrigues
Informar pode ser um dever, um serviço, um prazer, um favor ou, e é esse o ponto, uma poderosíssima arma de controle e manobra do pensamento coletivo. Informar a verdade deveria ser o objetivo principal de qualquer meio de comunicação grande ou pequeno. No entanto, isso não parece muito interessante do ponto de vista da manutenção do Império, construir a verdade, isso sim é muito mais interessante aos propósitos imperiais, além de bastante mais lucrativo às empresas de mídia a ele aliadas.

Já não parece difícil, depois de tantas décadas satanizando e destruindo a imagem de todo e qualquer personagem que fosse ou parecesse ser capaz de oferecer oposição aos interesses de dominação americana sobre os países menos 'desenvolvidos', convencer aos pacatos consumidores de telejornais, - tão dispostos a engolirem a matéria pronta e tão pouco dispostos a discutir seu verdadeiro significado ou o que possivelmente oculta-se atrás de cada 'notícia' - que o Império é o grande protetor do mundo ocidental, o verdadeiro guardião da democracia e que é o único capaz de salvar o mundo das demoníacas mãos de tiranos ditadores muçulmanos, que no passado já foram os comunistas.
Não é muito difícil, por exemplo, acostumar aos brasileiros de hoje a fazerem a associação automática de palavras como árabe e terrorista, islamismo e fanatismo, Chaves e ditadura, não, não é difícil. Não é difícil, ainda mais quando o modelo de jornalismo adotado no Brasil é aquele em que, após a apresentação da matéria, algum comentarista ou mesmo o próprio apresentador, ainda conclui 'explicando' o que significa a matéria apresentada e o que dela deve concluir o pobre cidadão que foi 'informado'.
Informar é uma arte? Uma ciência? Não, diria que é um perigo. Ainda mais quando aquilo que nos tem chegado, desde há muito tempo, já nada mais é do que pura e simples propaganda maquiada, a propaganda imperial fantasiada de notícia, transformada em verdade. Uma verdade criada nas redações. Uma verdade que já não pode ser constatada no mundo real.

Alves Rodrigues mantém o blog Somos Todos Torcedores e o twitter @lvesrodrigues