Futebol: A revolução não vai passar na TV. Nem a Copa do Nordeste. E eu não tou nem aí.
Blog Impedimento, 18 de março
Racismo: Trote racista na UFMG provoca indignação nas redes sociais
Vi O Mundo, 18 de março
Argentina: Ex-ditador argentino convoca golpe contra Cristina Kirchner
Jornal Sul21, 18 de março
Prostituição: “Regulamentação da prostituição nos tira debaixo do tapete”, diz Monique Prada
Jornal Sul21, 17 de março
Venezuela: ’’O legado de Chávez’’. Entrevista especial com Bruno Lima Rocha
Estratégia e Análise, 16 de março
Mídia: As revistas semanais brasileiras e a morte de Hugo Chávez – Veja
Jornalismo B, 15 de março
IDH: ONU atribui a Lula unificação e aumento de programas sociais
Blog da Cidadania, 14 de março
Venezuela 2: Pequeno debate sobre Chávez na Oxford University
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terça-feira, 19 de março de 2013
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Ocupação do espaço público é a melhor alternativa para a Redenção
Já se discute há algum tempo em Porto Alegre a falta de segurança à noite nos parques da capital, principalmente o Parque Farroupilha. Tenho a impressão que a ideia absurda de cercar a Redenção esteja mais em baixa do que nunca. O que está sendo amplamente analisado na Secretaria Nacional de Segurança, é a aquisição de 27 novas câmeras para serem instaladas na Redenção e no Parque Marinha. Os equipamentos farão uma cobertura quase que completa dos parques.
Mesmo que outros parques estejam dentro da discussão, a Redenção acaba centralizando a polêmica. Na interessante reportagem do jornal Sul21, nesta última quarta, dia 4, os movimentos sociais entraram forte na discussão e se colocam completamente contra a instalações de câmeras. O debate é muito pertinente, e tem fundamento.
Há um aspecto fundamental que, acho, pode ser um ponto de partida para a polêmica. A sensação de insegurança é sempre maior que a real falta de segurança. Afinal, as estatísticas que dão conta da violência na noite da Redenção apontam porcentagens proporcionalmente maiores do que qualquer outro ponto da cidade? Certamente não ao ponto de justificar um sistema de câmeras que monitore de forma invasiva qualquer movimento do frequentador comum do parque. E tenho certeza que a porcentagem de frequentadores comuns é infinitamente maior que a dos infratores.
Ao permitir que as vias públicas se tornem um grande reality show, estamos autorizando o Estado a nos vigiar em nome da nossa (suposta) segurança. É isso que queremos? Como se bancos e joalherias, por exemplo, não sofressem com nenhum tipo de crime, mesmo amparados por valiosos sistemas vigiados de segurança.
Há sim uma discrepância em algum dos argumentos dos representantes dos movimentos sociais na reportagem do Sul21. A alegação que as câmeras irão invadir a privacidade de quem vai para o parque, à noite, fazer sexo em locais escusos da Redenção, é descabida. Um local de circulação pública não pode virar lugar frequente de relações sexuais. Porém, ao mesmo tempo que não é aceitável que a Redenção se torne uma espécie de motel ao ar livre, não é de bom grado que se iniba o flerte, o namoro, a busca pelo sexo. Faz parte da vida noturna de qualquer grande cidade.
O que a Redenção precisa é da ocupação do espaço público pela sociedade civil. Coisa que aconteceu recentemente por duas vezes, que se chamou de Serenata Redenção Iluminada. Uma iniciativa que começou sendo fomentada nas redes sociais e se transformou em um evento cultural muito bonito. A questão principal é o habito. E o habito é cultural, e vem com o tempo.
Se, aos poucos, as pessoas cultivarem o hábito de frequentar a Redenção no turno da noite, atividades culturais e comerciais tomarão conta do espaço, coibindo de forma natural o que se classifica como crime.
De resto, é muito mais prudente e menos abusivo uma polícia que faça rondas periódicas e seja ágil a qualquer chamada emergencial, do que um sistema de câmeras que monitore passo a passo a vida do cidadão.
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| Ramiro Furquim/Jornal Sul21 |
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Filme de Segunda 69
Nascidos em Bordéis
Por mais que um documentário tenha um diretor, um produtor, um roteiro e um cronograma a ser executado, absolutamente nada em um documentário é mais importante que a realidade a ser documentada. Não há cineasta capaz de agir sobre uma realidade até tornar uma história tão boa, tão interessante ou tão chocante que mereça virar um filme. O documentário Nascidos em Bordéis é dessas histórias que, sem nenhum pingo de ficção, é capaz de tornar conto de fadas os mais dramáticos roteiros de cinema.
A fotógrafa Zana Briski foi para a Índia documentar a vida das prostitutas do Bairro da Luz Vermelha, lugar que concentra um número incontável de bordéis, na cidade de Calcutá. Naquele lugar a prostituição passa de geração para geração, afinal aquelas mulheres moram ali, com suas famílias, e é praticamente impossível que consigam se desgarrar do circulo vicioso que as seguram ali.
Porém, tem algo naquele cenário de pobreza extrema e mercado sexual que saltou aos olhos de Briski, as crianças. Os filhos e filhas das mulheres que desde muito jovens são ensinadas a se prostituirem moram ali, junto com suas mães e, na maioria das vezes, avós.
Obviamente que o foco mudou. A atenção de Zana e do outro documentarista, Ross Kauffman, passa a ser as crianças. Eles decidem que vão ensinar fotografia a estes jovens e buscar mecanismos dentro da difícil sociedade indiana para que estas crianças possam crescer com oportunidades de terem uma vida diferente que não essa do bairro da Luz Vermelha.
Por uma série de fatores inexplicáveis, o tipo de coisa que parece uma conspiração dos cosmos, Zana encontra um grupo espetacular de 8 crianças. São elas: Kochi, Avijit, Shanti Das, Manik, Puja Mukerjee, Gour, Suchitra e Tapasi. Todas entre 10 e 15 anos, um grupo de amigos comum a qualquer lugar do mundo, mas com características individuais muito marcantes, com um brilho muito particular.
Nascidos em Bordéis retrata o cotidiano difícil desses oito amigos e como ficam deslumbrados e interessados com as novas aulas de fotografia. Briski larga máquinas fotográficas nas mãos de cada um e pede que retratem o que enxergam da vida. O resultado é belíssimo. Algumas das crianças desenvolvem real talento, como o notável Avijit, que além de tirar as melhores fotos, é um grande desenhista.
O documentário vencedor do Oscar de 2005 é imperdível. É um soco no estômago, que mostra uma realidade chocante de crianças que, mesmo na situação degradante em que se encontram, conseguem ser, fundamentalmente, crianças. O choque de realidades e a determinação da documentarista em ajudar, de verdade, quem já nasce condenado por nascer no bairro da Luz Vermelha, contrasta com leveza dos cliques de quem descobre a arte. É emocionante.
Gênero: Documentário
Duração: 85 min.
Origem: Estados Unidos / Índia
Origem: Estados Unidos / Índia
Direção: Zana Briski e Ross Kauffman
Roteiro: Zana Briski
Distribuidora: Focus Filmes
Censura: 10 anos
Ano: 2004Censura: 10 anos
Classificação PoA Geral
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
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X Bom Filme
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