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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Você viu? #11

Pornógrafa Feminista explica sua arte - Escreva, Lola, escreva, 2 de Janeiro.

Retrospectiva 2011: Dilma e a esfinge do consumo - Blog do Rovai, 1 de Janeiro.

Corrida brasileira ao pré-sal angolano - Diário Liberdade, 30 de Dezembro.



Reportagem de Novembro da Revista Piauí sobre o santuário dos chimpanzés na cidade de Sorocaba. Link da matéria AQUI e a seguir um vídeo-depoimento:

quinta-feira, 31 de março de 2011

Programa A Liga toca na ferida

No programa A Liga, que foi ao ar na Band, na última terça-feira, 29, o jornalístico abordou a relação dos jovens e a bebida alcoólica. Rafinha Bastos, Débora Villalba, Thaide e Sophia Reis levaram a reportagem à diversas situações em que esses dois focos específicos, jovem e álcool, sempre são os protagonistas, quais as causas e as consequências de atitudes muitas vezes impensadas.
A imensa maioria das pessoas, e aí não incluo só os jovens, bebem por inércia. Ou seja, simplismente ligam o piloto automático e bebem por beber. Não porque gostam do sabor ou porque querem matar a sede, mas porque encheram seu copo ou ofereceram. Nesse contexto volta a figura do jovem, que sai pra balada de turma e é aliciado a experimentar e usar os mais variados tipos de drogas, começando pelo álcool. A pressão para aceitar o que oferecem é grande. Sei como é isso, pois não bebo e, numa festa qualquer, dou incontáveis "nãos".
A Liga trás à tona números que refletem a intensidade com que a bebida álcoólica está presente em nossa sociedade. Segundo o Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas), 80% dos alcoólatras deram o primeiro gole antes dos 18 anos. Mais: nos depoimentos recolhidos pela reportagem da Band, a maioria dos jovens diz ter bebido primeiramente com os pais. Nesse ponto A Liga toca na ferida mais aberta e exposta da sociedade, a educação e o exemplo dos mais velhos, que, não raro, reclamam como se a juventude fosse o grande problema do mundo - a juventude educada por eles. 
Em dado momento, uma universitária é perguntada sobre a frequência com que consome bebida alcoólica. Sentada em meio a uma roda de bar, com a mesa repleta de garrafas de cerveja, ela responde "Ah, tem a faculdade, né... bebo todos os dias". Um dado da Secretaria Nacional Antidrogas diz que 22% dos universitários estão sob risco de desenvolver um quadro de alcoolismo. Estima-se que 15% dos brasileiros são alcoólatras.
Mesmo quando ainda não chegou-se ao extremo de ser um dependente, o fator de risco em beber é o exagero, a intensidade e a violência com que o jovem acha que as coisas tem de acontecer. Muitos não respeitam o limite que seu corpo aguenta, e esse é o grande problema. Afinal, beber para se divertir e socializar não é crime nenhum, tem como fazer sem submeter a riscos maiores ou a situações constrangedoras, como normalmente se vê em finais de festas, é só saber a hora de parar. E outra, não é lei que é preciso estar bêbado para se divertir, ora!
Porém, o fator mais preocupante dessa relação com o álcool ainda é quando se mistura bebida x direção. Em acidentes de trânsito com vítimas fatais, o álcool está presente em 75% dos casos. Perceba que número absurdo.
Muitas vezes somos irresponsáveis de forma indireta, corremos o risco mas passamos a responsabilidade para o outro. Nunca dirigi alcoolizado, sempre evito (e evitarei) que isto aconteça. Porém, já peguei carona com motorista bêbado e, segundo o Denatran, isso é comum para 55% dos jovens. É dever nosso, como cidadão responsável, não embarcar numa dessas, saber dizer não e até constranger o motorista que irá guiar embriagado, se possível convence-lo de pegar um taxi. Já decidi que esse tipo de carona não pego mais.

A seguir, a primeira parte do programa. Na íntegra, dá para assistir no site do programa.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Opção: estressar.

Transitou nos periódicos desta terça-feira a notícia de um homem que foi morto após uma sessão do filme Cisne Negro. O crime ocorreu no sábado, na Letônia. O que motivou o assassino, segundo consta, teria sido o barulho que a vítima fazia enquanto comia pipoca. Um motivo banal, ridículo, que, assim, contado de maneira crua e sem maiores detalhes, facilmente viraria uma esquete de humor ou até piada.
Imagina o nível de tolerância de uma pessoas dessa. É quase zero. Imagina o nível de estresse. Aposto que é alto. Aliado à carga de intenso conflito psicológico do filme, deu no que deu. Mas não era pra dar! Não justifica matar outra pessoa, não justificaria nem uma discussão. Mas as pessoas gostam de discussão, gostam de se incomodar, se estressam mais que o natural.
É perfeitamente justificável, em tempos atuais, ser arrebatado por cargas diárias de estresse. Acontece que não sabemos nos desvencilhar dessas pequenas (médias ou grandes) cargas diárias, vamos juntando, juntando, juntando, até um nível insuportável para mente e corpo. É quando estouramos, e as consequências podem ser gravíssimas - para nós e para quem está por perto.
O pior é que muito dessa carga de estresse é opcional. A pessoa decide que vai se incomodar com determinada coisa e torna aquilo um martírio. Um exemplo que dá para ouvir diariamente é o Paulo Inchauspe, comunicador da rádio Pop Rock, que conta no ar suas histórias de idas ao cinema e sempre acaba se estressando com as atitudes dos outros que, na maioria das vezes, são coisas pequenas. Como o barulho da pipoca, por exemplo. É tão óbvio que no cinema vai-se ouvir barulho de pipoca quanto em cidades praianas se escuta o barulho do mar. Daí precisa mesmo se estressar com isso?
Talvez o exemplo mais forte e comum a uma grande parcela de estressados seja o trânsito. A caricatura mais perfeita do homem no trânsito foi feita há décadas atrás pela Disney, num desenho do pateta. O quadro continua atual. A pessoas se propõem a comprar um ou dois carros, se propõem a andarem sozinhas num veículo que poderia ter mais quatro pessoas, sabem que não poderão andar a 100 km/h dentro da cidade e que metrópoles como São Paulo se enfrenta engarrafamento de até 100 km.
Ou seja, saímos de casa com plena consciência do que vamos enfrentar. Optamos, na maioria dos casos, em enfrentar e, ainda assim, fazemos daquilo um martírio diário. Não é difícil não levar tudo às última consequências, é só tentar. Como cantou os Beatles: let it be. Dá para ignorar o botão "estresse" e apertar o "ok, é assim mesmo".
Tem gente que por uma fechada no trânsito, simplesmente abandona sua rota é vai atrás do outro até conseguir, ao menos, dizer uns desaforos. E aí, resolveu o que, meu amigo? Então passa o dia todo pensando na fechada, é o assunto com a esposa, de noite, quando chega em casa. Levamos adiante coisas ridículas como essa.
São essas cargas diárias que poderíamos simplesmente esquecer depois de 15 minutos, acumulamos durante semanas. A solução - funciona comigo - é simples. É só parar, pensar e se questionar o real valor daqui e o tamanho da nossa reação. É só pensar e racionalizar. Uma dica que talvez não seja a mais apropriada em dias que se gasta tanto tempo com bobagem, com trabalho e pouco se exercita a mente. 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Qual é a piada mesmo?














Devido a fanfarronice do comentarista da RBS Luiz Carlos Prates, o seu comentário se confunde com a esquete do programa Comédia MTV, interpretada pelo humorista Marcelo Adnet. Por ironia, o quadro humorístico foi ao ar bem antes do comentário de Prates.
Não quer dizer muito, pois os brados de Luiz Carlos Prates chegam ao público todos os dias pela televisão, blog, jornal impresso e rádio, e os comentários seguem a mesma linha editorial a maioria das vezes. O cara ataca - no sentido mais literal - por todos os meios. Ele é só mais um, e dos mais agressivos, que fala todos os dias, a bel-prazer, nos grandes conglomerados midiáticos.
Uns diriam que ele só deu a sua opinião, e que vivemos numa democracia e temos que respeitar. Ok. Apesar de, na grande mídia, a ideia de democracia tenha de ser discutida. Mas isso é outro assunto. Quero me ater a crítica do Prates, pois temos que utilizar essa mesma democracia para fazer uma crítica da crítica.
Ora, então é o pobre que nunca leu um livro, mas tem o seu carrinho, o responsável pelos acidentes nas rodovias brasileiras? Segundo Prates, apenas uma classe financeiramente mais privilegiada pode se dar ao luxo de ter um automóvel. A culpa é do governo, afirma o comentarista.
E então, é isso mesmo, simples assim? "Só" a opinião dele? Pra mim, opinião que fere os princípios democráticos acima de tudo e um deserviço à sociedade, trazendo uma análise totalmente distorcida e falaciosa dos fatos.
O personagem de Adnet não é um jornalista, mas se encaixa perfeitamente no perfil das famílias (são 11) que estão por trás dos grandes veículos de comunicação no Brasil. E isso já explica muita coisa. 

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Debate sobre as cadeirinhas

Recentemente foi aprovada a lei que torna obrigatório para o transporte de crianças de 0 a 7 anos o uso da cadeirinha. A decisão criou polêmica porque dói no bolso dos pais. Muitos bradam, contestam, dizem ser apenas mais uma manobra para que alguém ganhe mais dinheiro com o negócio.

Me chama a atenção que só reclamam do valor das cadeirinhas. Até surgem outras dúvidas em relação ao uso do equipamento, que são mais pertinentes, inclusive. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) o uso da cadeirinha no banco de trás reduz em até 70% o número de crianças vítimas de acidentes de trânsito. Agora, o mesmo sujeito que paga 20 mil reais num carro, está reclamando em ter de pagar 300, 400 ou algo parecido para seu filho ter segurança. É o mesmo sujeito que reclama do azulzinho que o multou, o mesmo que reclama da lei seca. Enfim, dei uma generalizada, mas tem coisa errada aí: e não é a cadeirinha.

Debate superinteressante sobre o assunto teve no Cafezinho, no início da tarde de terça-feira (9), com José Wilson Padilha, acessor de educação para o trânsito, da EPTC. Foi meia hora de papo, leve, descontraído e com conteúdo. Padilha respondeu inúmeras questões polêmicas sobre a lei que passa a vigorar no dia 1° de Setembro.


Créditos do áudio para Sandro Emerim - @SandroCafezinho

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