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sexta-feira, 26 de julho de 2013

A liderança do Inter e a derrota da tese

Está bem o Inter. Ponto. E a melhor notícia para a torcida colorada talvez nem seja a liderança após o jogo contra o cambaleante São Paulo e sim a perspectiva de fortalecimento da equipe treinada por Dunga. No domingo, o Inter pega o lanterna Náutico. Ainda que fora de casa, é jogo para vencer e se manter na ponta. E manutenção é essencial para o psicológico, para amadurecer o espírito de líder e candidato real ao título. Afinal, só ganha quem sente-se capaz de ganhar.

O Internacional, já líder, passa (e passará) a contar com Alex, Scocco, Alan Patrick, Caio, Otávio e Leandro Damião. O time de Dunga praticamente chegou à liderança e se recuperou da péssima primeira parte de BR-13 sem contar com esse nomes - ou pelo menos não em condições ideais de jogo. A partir de agora passa a ser um Inter mais forte, mais encorpado, com um grupo de jogadores que oferece ao treinador opções interessantes para reposição ou até mesmo mudança de estratégia e esquema tático.

Está bem o Inter.


A derrota da tese

E não é que o Atlético Mineiro foi Campeão da Libertadores? Era quase impossível dizer que o Galo não era o favorito após o início arrasador na competição, precedido de uma boa temporada em 2012, avalizado por um forte time montado por Cuca. Quem não defendia o favoritismo, na realidade, defendia uma tese: a de que Cuca, Atlético e Victor nunca conseguiriam conquistar um grande título, simplesmente porque são azarados.

Não teve azar nessa Libertadores. Teve é muitas dificuldades. Muitas delas, é verdade, construídas pelo próprio Galo. Mas sobrou competência na maioria das vezes ao forte time mineiro, do monstruoso (São) Victor, do nervoso e ardiloso Cuca, do líder Ronaldinho, do matador Jô, do xerifão Réver e de todos os outros que merecem tanto louros quanto.

Na última quarta-feira o Atlético Mineiro entrou para a história conquistando uma grande competição, tendo um grande time, uma imensa torcida, derrotando não apenas um valente e improvável finalista como o Olímpia, mas também derrubando por terra uma legião de secadores e suas teses furadas. 

domingo, 23 de setembro de 2012

Estratégia defensiva garante empate para o Grêmio

Sem dúvida nenhuma a vitória era o melhor negócio para o Grêmio, pois momentaneamente passaria a ser o vice-líder do BR-12. Para o Atlético-MG, obviamente que vencer em casa o Grêmio, e aumentar a vantagem para o terceiro colocado, seria excelente. Porém, o empate acaba não sendo tão ruim para nenhum dos dois. Só que é ótimo para o Fluminense, que venceu no sábado e abriu 4 pontos de vantagem sobre o Galo e 7 sobre o Tricolor (lembrando que o Atlético tem um jogo a menos e pode diminuir a distância para um ponto já na quarta-feira, contra o Flamengo).

Reinaldo Bitencourt/AE
A estratégia defensiva de Luxemburgo foi fundamental para o empate. O Grêmio amarrou muito bem o Atlético, e ainda teve duas chances muito claras de marcar. Uma com Souza, no primeiro tempo, e outra com Marcelo Moreno, já no segundo tempo. O Galo não teve mais situações de gol que o time gaúcho, prova da grande atuação do sistema defensivo do Grêmio

No 4-2-3-1 do técnico Cuca, Ronaldinho é o centro do time. Da linha de três meias, o Gaúcho recua para fugir dos volantes e carimbar todas as jogadas, e na maioria das vezes lançar o Bernard que entra na diagonal pela esquerda, ou lançar o Guilherme, que faz o mesmo pela direita. Luxemburgo jogou praticamente num 4-4-2 britânico, segurando os laterais Pará e Anderson Pico como zagueiros,marcando a jogada de flanco do Atlético.

Assumindo essa postura defensiva o Grêmio escolheu jogar no contra-ataque. E certamente Luxemburgo colocou isso na balança, pois ele sabe que, sem a chegada dos laterais, o seu time não tem velocidade para encaixar bons contra-ataques, a não ser que o adversário dê muita bobeira. E o Galo não deu. Cuca espetou seus laterais em cima de Zé Roberto e Elano, adiantando a marcação mineira. Quando o Grêmio roubava a bola, seus principais articuladores estavam no campo de defesa, o que deixava um buraco entre os dois atacantes e o restante do time.

Cuca tentou mudar, colocou Berola e Ronaldinho de atacantes, deixou Bernard na esquerda e abriu o veloz Escudeiro pelo outro lado. A essa altura Luxemburgo já tinha tirado Elano e Zé Roberto (lesão) para colocar Marquinhos e Léo Gago. Na frente, saiu Kleber para entrar André Lima. Ou seja, O Grêmio se fechou. E só pensava em atacar na na base do chutão.

Se um ponto não era o ideal para o Grêmio, a equipe tem seus motivos para comemorar. O sistema defensivo executou um trabalho tático complexo, de forma precisa, segurando um dos melhores times do BR-12. É verdade que faltou o algo a mais lá na frente. Mas Luxa sabe disso, tinha a velocidade de Leandro no banco e não quis usar. O Grêmio planejou o empate e sai satisfeito.

domingo, 1 de julho de 2012

Grêmio nervoso, não soube jogar em desvantagem

Sair perdendo é absolutamente normal no futebol, é do jogo, faz parte, ainda mais quando se enfrenta uma boa equipe como o Atlético-MG, mesmo que o jogo seja dentro de casa. O Grêmio por várias vezes saiu perdendo no Olímpico e no decorrer da partida buscou a virada. Neste domingo, o time de Luxemburgo não soube jogar a partir da desvantagem. Até porque o Galo soube muito jogar com esse 1 a 0 a favor.

Um time de velhos conhecidos aqui do futebol gaúcho, e justamente um deles fez o único gol do jogo, uma pintura de gol, aos 25 minutos do primeiro tempo, depois de dois chapéis de Bernard ao lado da área, e o cruzamento que acabou no "sem-pulo" de Jô. Uma mancha na boa estreia individual de Marcelo Grohe como goleiro titular do Grêmio. Um lance plasticamente maravilhoso na trajetória do novo líder do BR-12.

A outra estreia da noite foi a de Zé Roberto. É do novo camisa 10 que se espera uma quebra no pragmatismo do Grêmio de Luxemburgo. Coisa que não aconteceu hoje. No habitual 4-3-1-2, Zé Roberto fez partida regular, não brilhou, e ainda busca um natural entrosamento com seus companheiros. Assim como o reestreante da noite, o lateral-esquerdo Anderson Pico, de pouco brilho e um infeliz tapa na cara do adversário, o que lhe rendeu a expulsão no momento em que tudo que o Grêmio não precisava é ficar em desvantagem numérica.

Ronaldinho não desequilibrou o jogo, mas é visivelmente a grande liderança desse Atlético. Cuca também aposta num 4-3-1-2 compacto para centralizar o Gaúcho atrás dos atacantes e dar respaldo defensivo para que não precise recompor quando não tem a bola. Entretanto, o destaque mineiro é o Bernand, o bom atacante que jogou pela esquerda e deu muito trabalho para a defesa gremista.

O Grêmio teve a posse de bola, teve uma boa atuação de Kléber, teve Souza fazendo bom jogo no meio-campo, mas também teve poucas jogadas agudas, pouco arriscou de fora da área, sobretudo. A entrada de Rondinelly ao lado de Zé Roberto no segundo tempo é boa alternativa, porém não foi muito melhor que a estrutura habitual da equipe.

Derrota dentro de casa é sempre muito tramático, mas Luxemburgo tem experiência suficiente para absorver as críticas e saber que isso não é o fim do mundo. E não é mesmo.

*Foto Mauro Vieira/ClicRBS

domingo, 17 de outubro de 2010

Jogo encardido

Sabe jogo encardido, complicado, difícil de apitar e jogar? Foi Grêmio e Cruzeiro. Jogo equilibrado, difícil para o Grêmio, líder do returno, e para o Cruzeiro, líder do BR-10 - mas que pode perder a liderança caso o Fluminense vença do Botafogo no clássico das 18h30. A vitória do Grêmio de 2 a 1 ainda foi recheada de lances polêmicos, dor de cabeça para o árbitro Paulo César Oliveira e seus auxiliares.

Teve o primeiro gol do jogo, do Jonas, anulado por impedimento, e bem anulado. Depois, no gol do Montillo, a posição era, a princípio, duvidosa, mas acertou a arbitragem e o gol foi legal. No final do jogo berrou o Cuca pelos acréscimos do primeiro tempo, os 4 minutos a mais que permitiram que o Grêmio empatasse aos 48min. O segundo tempo começou com gol do Cruzeiro, seria o 2 a 1 do time mineiro, mas o bandeira marcou erroneamente impedimento de Wellington Paulista, na sequência teve pênalti para o Grêmio, encima de Gilson, uma falta boba mas bem assinalada. O Cruzeiro ainda reclamou de mão de Vilson, dentro da área, que não foi.

No jogo, a principal dificuldade do Grêmio foi a sensível mudança tática, de um 4-4-2 com meio em losango para um 4-4-2 com meio em quadrado, com Rochemback e Vilson jogando muito próximos, de olho em Montillo e deixando uma brecha no lado direito, entre Gabriel e Douglas, por onde atuou Marquinhos Paraná. Na esquerda, Fábio Santos sofreu com a marcação e com a volúpia de Thiago Ribeiro, o atacante cruzeirense acompanhou todas as subidas do lateral gremista que, de novo, não foi bem. Gilson entrou por ali na segunda etapa, foi melhor que FS e ainda sofreu pênalti do marcador Thiago Ribeiro dentro da área do goleiro Fábio.

Paulão foi o nome do jogo, teve a cara do Grêmio e da vitória. Faltou um pouco mais de Douglas e Jonas, mas os dois principais nomes da recuperação gremista no BR-10 foram decisivos na jogada do primeiro gol, que resultou na finalização do esforçado e participativo Junior Viçosa. A estrela do goleador ainda brilhou nas duas cobranças de pênalti que valeram por um gol, o da virada tricolor.

Como vem sendo nesse BR-10, o grande nome Cruzeiro foi Montillo. O meio-campista foi o jogador mais agudo da partida, diversas vezes fugiu da marcação e disparou contra o gol do Victor, acertou uma das vezes e abriu o placar do Olímpico. Faltou parceria ao argentino.

O Grêmio pontua e pontua e não sai do lugar, tem 46 pontos, está na 7° colocação e pode ser ultrapassado pelo Botafogo. Reflexo da má campanha do turno, uma antítese desse segundo turno gremista. O grenal do próximo domingo tem tudo para ser um dos mais interessantes dos últimos anos. Quem vencer quase que inviabiliza o objetivo do rival. Mais um jogaço no Olímpico.