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terça-feira, 3 de julho de 2012

Você viu? #29

Pela vigésima nona vez este blog se dispõe a escolher alguns links, com alguns artigos e reportagens interessantes. Não são exatamente manchetes nacionais, porém não deixam de ser importantes. Vale a pena dar uma conferida. Qualquer dica, deixe nos comentários.

Futebol: Inter joga no Beira-Rio. Justiça libera arquibancada superior
Blog do Mário Marcos, 2 de julho

Cinema: Fantaspoa Revisitado apresenta filmes premiados
Blog do Renato Martins, 2 de julho

Comunicação RS: Conselho de Comunicação do RS: tudo pronto para o debate público
Jornal Sul21, 2 de julho

Comissão da Verdade: Para especialistas, Brasil precisa responsabilizar torturadores
Jornal Sul21, 2 de julho

Privatização: Privatização da água vira caso de polícia
Blog RS Urgente, 2 de julho

Futebol: O significado de Seedorf para o Botafogo e para o futebol brasileiro
Blog do PVC, 1° de julho

Movimentos Sociais: Corpos de pescadores artesanais são encontrados com sinais de execução
Brasil de Fato, 29 de junho

Violência contra a mulher: Dois projetos sobre violência contra a mulher são aprovados por Comissão do Senado
Agência Patrícia Galvão, 28 de junho

Direitos Humanos: “NÃO VAI FALAR, VAGABUNDA?”, DIZIA O TORTURADOR
Agência Pública, 28 de junho

"Policiais torturam para forçar confissões, agentes penitenciários torturam para castigar os presos. Há centenas de denúncias todos os anos mas poucos agentes do Estado são punidos."

sábado, 18 de junho de 2011

Marcha da Liberdade em Porto Alegre

Texto e fotos de Alexandre Haubrich, jornalista e editor do blog Jornalismo B


Cerca de quinhentas pessoas se reuniram neste sábado para defender o direito a ser. Ser mulher, ser homem, ser homossexual, ser usuário de maconha, ser estudante, ser cidadão. O direito a ser respeitado, aceito, ouvido. O direito a ter direitos. O tempo cinza limitou-se ao céu de Porto Alegre. O chão, onde estavam os pés dos manifestantes, esteve colorido com os infinitos tons da liberdade. Até a chuva esperou a dispersão dos indignados para jogar alguns pingos, e mesmo assim logo se arrependeu.

Andando, sentando, pulando e correndo, quinhentos jovens de todas as idades marcharam do parque da Redenção até a antiga prefeitura de Porto Alegre, gritando por liberdade, por redenção. Enquanto a Globo dizia que “a polícia não conseguiu garantir o direito de ir e vir dos motoristas", os jovens porto-alegrenses criavam ecos e faziam eco a movimentos semelhantes que aconteciam ao mesmo tempo por todo o Brasil, e gritavam que “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!”, e que “o povo não esquece, abaixo a RBS!”.

O povo gritou, nas gargantas ou nos cartazes – assim como os muros, mídias do povo – que está “lutando por liberdade pra construir uma nova sociedade”, que faz “apologia ao debate”, e que “ideias são à prova de balas”. E perguntou: “Se reprimir é o certo, por que tá tudo errado?". 

Partidos e não-partidos, entidades e não-entidades, pessoas. Muitas das principais pautas de todas as juventudes brasileiras estiveram representadas na Marcha da Liberdade em Porto Alegre. Não houve qualquer conflito com polícia ou população. Pelo caminho, muitos transeuntes sacavam celulares e máquinas fotográficas e registravam a versão brasileira dos movimentos de indignados que começam a acontecer pelo mundo. Muitos outros aderiam à caminhada sem convite direto: o melhor convite foi a própria pauta de reivindicações. Buzinas pelo caminho de ruas parcialmente tomadas por gente? Apenas saudações simpáticas à batucada e aos passos que seguiram rumo à democracia real. Já.