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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Filme de Segunda

Como você sabe

Todo ano a indústria cinematográfica produz zilhões de comédias românticas. Geralmente são filmes que tem um tipo de roteiro bem padronizado, que dão retorno financeiro, tem boa aceitação do público, que trazem sempre os mesmos atores como protagonistas e, na maioria das vezes, são filmes divertidos, sim! Quem não gosta de assistir a uma comédia romântica, nem que seja de vez em quando, ou é muito azedo ou está num momento azedo da vida.
De tempos em tempos surge um diferenciado no gênero, como recentemente teve o Tudo pode dar certo e o 500 Dias com ela, filmes de 2009. Esse mês está entrando em cartaz nos cinemas brasileiros Como você sabe, com direção e roteiro do craquaço James L. Brooks, cineasta que também assina o excelente Melhor é impossível (1997). Contudo, a nova comédia de James L. Brooks não é daqueles filmes diferentes dentro do gênero.
Como você sabe tem Reese Whiterspoon, Paul Rudd, Owen Wilson e Jack Nicholson. Bons nomes, sem dúvida. Atores que funcionam muito bem nesse tipo de filme, como de fato funcionam aqui em Como você sabe. Mas fica no lugar comum, não sai da média. Que novidade ou surpresa se pode esperar de uma comédia romântica que tem Owen Wilson, o nariz mais feio de Hollywood e o homem no mundo que mais faz comédia romântica.

Reese Whiterspoon é aquela graça de sempre, uma bela atriz, em todos os sentidos. Sua personagem, Lisa, é feita com competência e uma simpatia cativante. Reese Whiterspoon se adapta muito bem a esse tipo de trabalho. Paul Rudd é meio sem graça, como propositalmente é o seu personagem (George) no filme. Owen Wilson... bem, é o Owen Wilson. Aí tem o medalhão Jack Nicholson, que já trabalhou com o L. Brooks no próprio Melhor é impossível, num papel infinitamente superior. Embora seja importante na trama, em cena Nicholson fica em segundo plano aqui em Como você sabe.

A história se passa num péssimo momento da vida de Lisa, uma atleta americana vencedora que vê cair sua condição física e é cortada do time. Lisa conhece e engata namoro com Manny (Owen), atleta e mulherendo assumido, ao mesmo tempo que conhece George que, como ela, passa por um péssimo momento, pois está sendo investigado por fraude financeira na sua empresa de família.
O roteiro dá todas as voltas que tem que dar e não surpreende em nada. Ponto negativo? Ponto negativo. Mas Como você sabe funciona redondinho na tela, é muito bem feito, dá pra rir legal, tem um elenco que chama atenção e uma direção que dá moral. Não vai marcar sua vida, mas vai ser mais uma comédia romântica a divertir você e seu par em um final de semana qualquer.

Classificação PoA Geral
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Filme de Segunda

As confissões de Schmitd
A verdade é que não estou conseguindo assistir filmes novos, quanto mais semi-novos. Resta comentar aqui o que já foi visto por mim e, talvez, não tenha sido ainda visto por você. Vou praticando a dica Luiza Brunet, que é velha mas é boa. As confissões de Schmidt é filme de 2002, um amigo meu nem achou tão velho assim. Óbvio que não é tão velho e óbvio que essa discussão não interessa ao texto, mesmo que já tenha ocupado um parágrafo.
Característica interessante de As confissões de Schmidt vem do seu diretor e co-roteirista Alexander Payne, americano nascido na cidade de Omaha, Nebraska (onde se passa o filme), que já dirigiu outros ótimos  títulos como Paris, te amo e Sideways - Entre uma e outras. Todos filmes que conseguem penetrar no grande circuito hollywoodiano mas que não parecem filme americanos. Em As confissões de Schmidt, certos momentos parecem muito com cinema argentino, aquele clima extremamente particular a todos nós, que é legal e ao mesmo tempo angustiante.
As confissões de Schmidt sabe ser angustiante, drama que é, baseado no romance de Louis Begley. Ainda que drama, não deixa de ser uma sátira da vida real, com um tipo de humor presente em todos os trabalhos de Payne.
Warren Schmidt é magistralmente interpretado por Jack Nicholson. Um cara com seus 60 e poucos anos, que acaba de se aposentar e se depara com cotidiano chato e sem sentido ao lado de sua esposa, com quem é casado há 42 anos, e longe de sua filha, uma mulher adulta, que mora em outro estado e está prestes a se casar com um sujeito que ele considera panaca. Num desses dias chatos depois da aposentadoria, Schmidt assiste na tv a um apelo da organização Childreach (que existe): "por 22 dólares mensais, você pode sustentar um órfão da Tanzânia". Ele decide participar e se corresponder com o pequeno Ndugu, de 6 anos, seu novo afilhado. Através dessas cartas a Ndugo, Warren Schmidt narra o filme e sua vida monótona.
A esposa de Shmidt morre de repente no início do filme. A partir daí o personagem se depara com algo que pode ser pior que a monotonia dos seus dias: a solidão. As confissões de Schmidt é de uma sensibilidade tocante, sem fazer exageros sobre nenhum aspecto em especial que se sobressaia a cada personagem. Todos no filme são pessoas críveis, que poderiam ser nossos vizinhos sem problema nenhum.
Scmidt embarca em seu motor home numa viagem até a cidade em que sua filha vai se casar, mas também em fuga da solidão e em busca de respostas que ele começa a se fazer sobre sua própria vida. Jack Nicholson dá show, sem ser o louco extravagante que seguidamente é em outros filmes, interpretação que valeu indicação ao Oscar e lhe deu o prêmio de melhor ator no Globo de Ouro. As confissões de Schmidt outras indicações e prêmios, como para atriz coadjuvante Kathy Bates, que faz a sogra de Jeannie, filha de Warren.
Sou fã do Nicholson. Filmes em que ele atua é quase certo que vou gostar, e como é bom ver ele num personagem mais comedido, que carrega dentro de si uma carga pesada, num quadro de quase depressão, mas que também explodi, quer fugir da solidão, que quer fazer alguma coisa pela sua vida. Grande atuação, brindada por uma cena final esplêndida.
 A história não é uma invenção mirabolante de Hollywood, e também por isso As confissões de Schmidt poderiam ser as confissões de qualquer um de nós, contando uma vivência diferente, ao mesmo tempo comum a tantos, cheia de momentos felizes e reflexões que incomodam. A obra de Alexander Payne é um belo olhar sobre todos nós.
Classificação PoA Geral

- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável


DICA EXTRA
Sugestão enviada por do Mário Sinhorelli >> @msinhorelli


- Morte por encomenda - "Trata-se de um filme de ação, com variáveis de diversos estilos, que aborda vários conceitos relacionados a diversos assuntos enigmáticos. O filme relaciona alguns temas que dificilmente seriam vistos juntos num filme, como metafísica, amor e a máfia. E, com todos esses ingredientes, o filme torna-se cativante e com um desenrolar surpreendente."
Ficha completa
Trailer

Envie sua dica extra de filme para o e-mail luiz.poa9@gmail.com ou para o @blog_poageral