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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Filme de Segunda 71

Homens de Preto 3 
Com MIB 3 tive sentimento parecido de quando assisti ao Toy Story 3. Não lembrava que os primeiros filmes já tinham tanto tempo. O primeiro Homens de Preto é lá de 1997, são 15 anos. O segundo filme é de 2002, portanto, uma década já. Não é pouco tempo. E o legal da franquia MIB é que não mudou o diretor, Barry Sonnenfeld comanda os três longas e consegue manter uma personalidade muito marcante em todo o universo homens de preto. É um mérito inegável.

De qualquer forma, quase todo mundo concorda que o MIB 2 não é lá essas coisas. Não alcançou a expectativa depois de um primeiro filme muito legal. A boa notícia é que o terceiro filmes da franquia é bem bom. O argumento de MIB 3 é bem elaborado, se amarra aos outros filmes e dá um desfecho sentimentalista e clichê, mas que funcionou bem.

Particularmente, acho muito complicado trabalhar com viajem tempo, gera uma série de confusão de continuidade, com aquelas pequenas ações aqui e ali que podem influenciar um futuro alternativo. É delicado mexer com isso. O diretor Sonnenfeld se aventura nesse gênero, mas não vai muito à fundo.

MIB 3 se passa quase todo nos anos 60, depois que o agente J (Will Smith) volta no tempo para salvar a vida do seu parceiro K (Tommy Lee Jones). Porém, no quesito viajem no tempo, Homens de Preto 3 não apresenta nenhum novidade, faz o básico, e usa um personagem muito carismático para deixar isso bem claro. É o extraterrestre Griffin, que com a sua habilidade de visualizar os vários cenários que podem acontecer no futuro guia os protagonistas durante a trama.

O mérito de MIB 3 é o próprio universo da franquia, com os personagens marcantes e a brincadeira de apontar famosos como extraterrestres vivendo na Terra. Além do mais, os novatos em MIB 3 dão show. Josh Brolin faz o jovem agente K, e encarnou completamente Tommy Lee Jones. Outro destaque é para o vilão de Jamaine Clement, o Boris, um grandalhão que bota medo e funciona muito bem na tela.

Homens de Preto 3 é, sem dúvida, um baita entretenimento para cinema.


Gênero: Ação e ficção
Duração: 106 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Barry Sonnenfeld
Roteiro: Etan Cohen
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: 12 anos
Ano: 2012


Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Karatê Kid 2010


Fizeram bem em não mudar o nome do filme para Kung Fu Kid só porque nele não se luta mais karatê e sim o kong fu. O filme é um remake, é uma releitura, uma nova versão aos olhos do diretor Harald Zwart e do roteirista Christopher Murphey, que não têm uma filmografia lá muito atraente, mas que agora têm o Karatê Kid (2010) para ostentar e se orgulhar. Porque é, sim, um belo filme - no cinema, pelo menos.
Há muito tempo eu não via o público se empolgar na sala do cinema. O pessoal compra a história, entra no filme e quer ver o Dre, interpretado muito bem pelo ótimo Jaden Smith, dar uma surra merecida no chinês valentão quase ninja. E o Karatê Kid (2010) consegue capturar o público porque tem alguns minutos a mais de duração em relação ao primeiro, de 1984, que acabam por fazer diferença no desenrolar da trama, e também porque tem uma história mais forte, portanto um apelo emocional maior que o protagonizado por Daniel San e Senhor Miyagi há 26 anos.
E como é legal voltar a ver Jackie Chan sem efeitos especiais! Tem dois ou três, lá que outra cena, mas na medida certa, sem exageros - mas não lembro de nenhuma que tenha sido com o próprio Chan. Ainda tem o diferencial das coreografias de luta, que são sempre impecáveis nos filmes em que Jackie participa. Com certeza tem muito de ideias dele nesse remake.
O filme todo funciona. A ideia de levar a história para a China, trabalhar a dificuldade do idioma, a dificuldade da inclusão social e aceitação de uma cultura diferente. O fator da arte marcial ser o kung fu permite um jogo de lutas mais interessante para o cinema. Mas a dobradinha Jaden Smith e Jackie Chan é, talvez, o que mais funciona. Os dois atores são de uma simpatia incrível, trabalham bem juntos e convencem como personagens. O pequeno herdeiro de Will Smith é uma grata surpresa, o rapaizinho é talentoso. E Jackie Chan, aos 56 anos, assume as rugas e o status de mestre, o que lhe caiu muito bem.
Karatê Kid (2010) é filme para ir no cinema assistir com a família. Ou para assistir sozinho. Mas é bom que assista, pois vale o ingresso, vale a torcida e, como poucas as vezes, valeu demais a refilmagem. O primeiro é legal, é clássico, é anos 80 e tál. Esse é anos 2000 e, talvez, até mais legal que o primeiro.