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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Filme de Segunda 54

Os descendentes
Estamos numa boa época de ir ao cinema. É a época em que chaga ao circuito comercial brasileiro os filmes indicados e ganhadores de alguns dos principais festivais de cinema do mundo. Este é o caso de  Os descendentes, ganhador de dois Globos de Ouro (melhor filme e melhor ator dramático) e indicado à cinco categorias no Oscar.

Os descendentes é um drama familiar, com uma história pesada, daquelas de embrulhar o estômago e nos fazer pensar: e se fosse comigo? Porém, apesar de um drama pesado, a direção de Alexander Payne e a atuação de George Clooney deixam a história menos complicada de ser digerida pelo público.

Matt King, personagem de Clooney, é advogado, casado, pais de dois filhos, nascido no Havaí e responsável por gerir o espólio da família, herdeira de uma valiosa quantidade de terra da antiga realiza havaiana. Além das negociações milionárias que analisa, discute com os primos e que definirão o futuro econômico da família como um tudo, Matt ainda se depara com uma situação chave de sua vida, o coma da sua esposa e a responsabilidade até então nova para ele de cuidar das duas filhas, uma de 10 e outra de 17.

O grande mote da trama é que a certa altura Matt descobre que sua esposa, que está em coma e prestes à morrer, tinha um amante e este amante é um dos caras que mais vai lucrar com suas negociações do espólio de família.

Em Os descendentes ninguém é vilão, embora facilmente esta ideia possa ser empregada a qualquer um dos personagens. Alexander Payne tenta ao máximo esvaziar a figura do vilão, e tem méritos. A história toca o espectador, mas não ao ponto de revoltar. Mas talvez comover, entender e que perdoar vai de cada um, mas seguir em frente é essencial.

Clooney está demais. Merece o Globo de Ouro e a indicação ao Oscar. Não exagera em nenhum momento, não faz caricatura de nada. George Clooney é um dos caras legais de Hollywood! Faz cinema porque gosta, não porque quer ser galã. Está sempre metido em projetos legais, que ele faz pra se divertir e pra atuar.

Os descendentes vale pelo trabalho de George Clooney, vale pelas das atrizes mirins que são muito simpáticas, pela trilha toda com música havaiana, maravilhosa, e pelo diretor, que sempre faz filmes muito bons, e este é mais um.

Gênero: Drama
Duração: 117 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Alexander Payne
Roteiro:  Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash, baseados na obra de Kaui Hart Hemmings
Distribuidora: Fox Film
Censura: 14 anos
Ano: 2011




Classificação PoA Geral 
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável


  

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Filme de Segunda

As confissões de Schmitd
A verdade é que não estou conseguindo assistir filmes novos, quanto mais semi-novos. Resta comentar aqui o que já foi visto por mim e, talvez, não tenha sido ainda visto por você. Vou praticando a dica Luiza Brunet, que é velha mas é boa. As confissões de Schmidt é filme de 2002, um amigo meu nem achou tão velho assim. Óbvio que não é tão velho e óbvio que essa discussão não interessa ao texto, mesmo que já tenha ocupado um parágrafo.
Característica interessante de As confissões de Schmidt vem do seu diretor e co-roteirista Alexander Payne, americano nascido na cidade de Omaha, Nebraska (onde se passa o filme), que já dirigiu outros ótimos  títulos como Paris, te amo e Sideways - Entre uma e outras. Todos filmes que conseguem penetrar no grande circuito hollywoodiano mas que não parecem filme americanos. Em As confissões de Schmidt, certos momentos parecem muito com cinema argentino, aquele clima extremamente particular a todos nós, que é legal e ao mesmo tempo angustiante.
As confissões de Schmidt sabe ser angustiante, drama que é, baseado no romance de Louis Begley. Ainda que drama, não deixa de ser uma sátira da vida real, com um tipo de humor presente em todos os trabalhos de Payne.
Warren Schmidt é magistralmente interpretado por Jack Nicholson. Um cara com seus 60 e poucos anos, que acaba de se aposentar e se depara com cotidiano chato e sem sentido ao lado de sua esposa, com quem é casado há 42 anos, e longe de sua filha, uma mulher adulta, que mora em outro estado e está prestes a se casar com um sujeito que ele considera panaca. Num desses dias chatos depois da aposentadoria, Schmidt assiste na tv a um apelo da organização Childreach (que existe): "por 22 dólares mensais, você pode sustentar um órfão da Tanzânia". Ele decide participar e se corresponder com o pequeno Ndugu, de 6 anos, seu novo afilhado. Através dessas cartas a Ndugo, Warren Schmidt narra o filme e sua vida monótona.
A esposa de Shmidt morre de repente no início do filme. A partir daí o personagem se depara com algo que pode ser pior que a monotonia dos seus dias: a solidão. As confissões de Schmidt é de uma sensibilidade tocante, sem fazer exageros sobre nenhum aspecto em especial que se sobressaia a cada personagem. Todos no filme são pessoas críveis, que poderiam ser nossos vizinhos sem problema nenhum.
Scmidt embarca em seu motor home numa viagem até a cidade em que sua filha vai se casar, mas também em fuga da solidão e em busca de respostas que ele começa a se fazer sobre sua própria vida. Jack Nicholson dá show, sem ser o louco extravagante que seguidamente é em outros filmes, interpretação que valeu indicação ao Oscar e lhe deu o prêmio de melhor ator no Globo de Ouro. As confissões de Schmidt outras indicações e prêmios, como para atriz coadjuvante Kathy Bates, que faz a sogra de Jeannie, filha de Warren.
Sou fã do Nicholson. Filmes em que ele atua é quase certo que vou gostar, e como é bom ver ele num personagem mais comedido, que carrega dentro de si uma carga pesada, num quadro de quase depressão, mas que também explodi, quer fugir da solidão, que quer fazer alguma coisa pela sua vida. Grande atuação, brindada por uma cena final esplêndida.
 A história não é uma invenção mirabolante de Hollywood, e também por isso As confissões de Schmidt poderiam ser as confissões de qualquer um de nós, contando uma vivência diferente, ao mesmo tempo comum a tantos, cheia de momentos felizes e reflexões que incomodam. A obra de Alexander Payne é um belo olhar sobre todos nós.
Classificação PoA Geral

- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável


DICA EXTRA
Sugestão enviada por do Mário Sinhorelli >> @msinhorelli


- Morte por encomenda - "Trata-se de um filme de ação, com variáveis de diversos estilos, que aborda vários conceitos relacionados a diversos assuntos enigmáticos. O filme relaciona alguns temas que dificilmente seriam vistos juntos num filme, como metafísica, amor e a máfia. E, com todos esses ingredientes, o filme torna-se cativante e com um desenrolar surpreendente."
Ficha completa
Trailer

Envie sua dica extra de filme para o e-mail luiz.poa9@gmail.com ou para o @blog_poageral