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segunda-feira, 28 de março de 2011

Filme de Segunda

Durval Discos
O filme de Anna Muylaert é de 2002, já faz quase 10 anos. Há 10 anos o cinema nacional não tinha a vitrina que alcançou nos últimos cinco anos, portanto, acho que Durval Discos, apesar dos prêmios, é um filme pouco assistido pelo público brasileiro. Este post é pra ser direto e reto: assista este que é um dos melhores filmes nacionais da última década.
Durval Discos tem roteiro e direção de Anna Muylaert, que tem muita coisa legal no currículo, como o É proibido fumar (2009), com o Paulo Miklos e a Glória Pires. A Anna também participou dos roteiros de todos aqueles programas infantis clássicos da TVE nos anos 90, além de curtas-metragens e a colaboração em outros longas.
O filme é uma mistura de comédia e drama. Começa leve, nostálgico, com o solteirão e quarentão Durval vendendo - tentando vender - discos de vinil na sua loja, que fica em frente à sua casa, que divide com sua mãe, uma senhora em idade bem avançada, que faz o estilo mãe protetora. Sabe filho único, mimado pela mãe? Esse é o quadro.
Na era do CD, o negócio na loja não vai bem e a situação financeira de Durval (Ary França) e Dona Carmita (Etty Fraser) não é das melhores. Mesmo assim decidem contratar uma empregada doméstica para ajudar Carmita nos afazeres da casa. O filme vira quando a empregada (Letícia Sabatella) aparece com uma criança, a Kiki, e a abandona na casa de Durval. A partir daí começa uma relação de exageros entre Carmita, seu filho e a Kiki.
O filme mostra o quão são vulneráveis as pessoas carentes. Seja essa carência de amor, de felicidade ou de simples quebras de rotina, de novidades. Algo que pareça mudar a sorte, trazer novos ares. A Durval Discos continua indo mal, mas agora nem tudo é tão duro naquela casa. Até que um segundo fato vira o filme de novo.
Durval Disco tem ainda uma participação legal de Marisa Orth, que é vizinha da loja, balconista de uma sorveteria, que sai do serviço e vai fumar e falar mal da patroa pro Durval. Funciona bem em cena a dobradinha de Ary França Marisa Orth, mas nada que ofusque a jovenzinha Isabela Guasco quando em conjunto com Ary e Etty Fraser.
A trilha sonora é especial. Tem muita gente bacana, muito som sensacional. Dá todo ar nostálgico que Anna precisou para o filme. Foi o grande vencedor do festival de Gramado de 2002, faturando Melhor Filme, Prêmio do Júri Popular, Prêmio da Crítica, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Direção.
Classificação PoA Geral
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

terça-feira, 17 de agosto de 2010

É proibido fumar

O grande vencedor do 42° Festival de Brasília: É proibido fumar. Filme de 2009, que tem roteiro e direção de Anna Muylaerte, que também dirigiu o ótimo Durval Discos, em 2002. O currículo da diretora é repleto de trabalhos interessantes, também por isso se deve assistir ao É proibido fumar. Mas não só pela Anna, mas também pela dobradinha Glória Pires e Paulo Miklos. Como sempre, Miklos trabalhando muito bem no cinema

Uma pena que nas locadoras esse tipo de filme esteja na sessão "nacional". Deveria estar no "drama", assim como todos os outros filmes nacionais que, antes de serem filmes nacionais, têm seu gênero. O filme é um dramão, longe de ser dramalhão. É proibido fumar fala de vício, solidão e de problemas a serem encarados e problemas a serem adiados na vida adulta, que nem sempre é aquela vida que imaginamos a ideal.

No filme ainda dá pra conferir participações e aparições especiais, como Marisa Orth, Pereio, Pitty, André Abujamra, entre outros.