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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Bebeto Alves em 3D

Certa ocasião, em uma entrevista do Bebeto, que não me recordo exatamente mas acho que foi no Cafezinho, ele falou algo óbvio, que nunca mais tirei da cabeça e, mesmo sendo óbvio, não ouvi outro músico falar. Disse Bebeto Alves, mais ou menos nessas palavras: "Sou músico, meu trabalho é fazer música e por isso não paro de fazer coisas novas."

E este trabalho intitulado Bebeto Alves em 3D é mais uma boa nova da careira de Bebeto. Mas não só na carreira dele, pois não é comum ver por aí um artista lançar um álbum novo triplo, apostando no cd físico e numa capa com arte gráfica bem trabalhada. Além da música, claro, que está longe de ser um produto enlatado e sem gosto. É o inventivo Bebeto Alves.

O box vem com um cd duplo, gravado ao vivo no Teatro de Arena - berço da MPG nos 70 -, com um imenso apanhado da carreira do Bebeto, algo até agora inédito mesmo depois de mais de 20 álbuns lançados. Tem também um disco só com trilhas compostas para televisão, teatro e cinema, nunca gravadas anteriormente e mais um álbum de inéditas, O maravilhoso mundo perdido, gravado só de voz e violão e alguns raros momentos de percussão.
Bebeto Alves teve ainda o capricho de produzir um pequeno jornal, com 16 páginas, com entrevistas e crônicas de jornalistas e músicos amigos, importantes na cena cultural de Porto Alegre desde os anos 70. Não sei se o jornal vem quando se compra o box, se é uma tiragem limitada aos primeiros compradores. Essa informação fico devendo!
Ganhei o meu quite completo e autografado do Mauro Borba, no clássico A hora do Rush, da Pop Rock. Programa no ar há quase 30 anos, desde os tempos da então recém criada Ipanema FM. Borba, assim como Bebeto, é outra personalidade emblemática na música de Porto Alegre.
Para encerrar, dá para ler mais sobre Bebeto Alves em 3D e até ler o jornal na integra acessando o portal http://www.bebetoalves.com.br/3d.htm.  

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Fúria de Titãs

Sábado, sessão da meia-noite. Unibanco Arteplex. E vamos lá: Fúria de Titãs 3D. Menos 20 reais na carteira. Gostei do programa. Cinema à meia-noite é legal, um público bacana no Bourbon, mas um pena o filme não ter ajudado.

A fúria dos Titãs do diretor Louis Laterrier não convence, não empolga em suas diversas cenas de ação. Latirrier, fã declarado de Cavaleiros do Zodíaco, disse ter feito o filme em homenagem ao anime. Quem gosta do desenho não deve ter captado essa "homenagem". Os nomes que podem fazer referência aos Cavaleiros do Zodíaco são os mesmo da primeira filmagem, em 81.

Fúria de Titãs não foi filmado em 3D, depois de pronto foi convertido. O que não é a mesma coisa. A tecnologia em três dimensões pouco funciona. Não acrescenta ao espetáculo.

Se tiver dinheiro sobrando, gaste e vá ao cinema assistir. Caso contrário, assista ao trailer, que é melhor e é de graça.