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segunda-feira, 9 de março de 2015

Filme de Segunda 177

Gravidade


Não tive a sorte de assistir ao bem sucedido Gravidade nos cinemas, em uma sala 3D. Dizem se tratar de um experiência e tanto. O filme do diretor Alfonso Cuarón faturou nada menos que sete estatuetas no Oscar de 2014. Tirando o prêmio de melhor diretor ao mexicano, as outras seis categorias são as consideradas técnicas: melhor fotografia, melhor edição, melhore efeitos visuais,  melhor trilha sonora, melhor edição de som e melhor mixagem de som.

Cuáron, que escreveu o roteiro junto com seu filho Jonás Cuarón, busca a complexidade das coisas simples. Ou o caminho inverso, sempre apostando que o menos pode ser mais. Gravidade tem tudo para parecer monótono, mas como um bem executado suspense espacial, fica longe disso.


A trama acompanha Sandra Bullock, no papel da doutora Ryan Stone, e George Clooney, como o astronauta Matt Kowalsky. Os dois integram uma equipe que faz algum tipo de manutenção no telescópio espacial Hubble. Porém, são surpreendidos por destroços de um outro satélite. A tripulação é gravemente atingida e apenas Stone e Kowalsky permanecem vivos, mas sem comunicação com a terra e distantes de alguma base que posse os levar de volta para terra.

Gravidade nos apresenta planos belíssimos do espaço, através de uma fotografia muito astuta de um lugar que é um infinito de escuridão com alguns pontos luminosos. Apostando em um suspense crescente ao longo da luta pela sobrevivência que a doutora Stone trava contra todas as impossibilidades que se apresentam, Cuarón não perde a mão e momento algum, e demostra uma habilidade fascinante para trabalhar dentro de um contexto de efeitos gráficos. Pouco do que se vê em tela não é computação.

Traçando sempre um paralelo com o finito da vida e o infinito do universo, Gavidade não deixa de ser um olhar sobre a solidão. O filme conta com uma precisa Sandra Bullock e um sempre charmoso George Clooney, aqui servindo como um levíssimo alívio cômico.  

Gênero: Ficção científica
Duração: 91 min.
Origem: EUA, Reino Unido
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón, Rodrigo Garcia
Distribuidora: Warner Bros
Censura: 12 anos
Ano: 2012


Classificação PoA Geral
- Obra (10)
- Baita Filme (9)
X Bom Filme (7 a 8)
- Bem Bacana (6)
- Meia-boca (5)
- Ruim (3 a 4)
- Péssimo (0 a 2) 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Filme de Segunda 54

Os descendentes
Estamos numa boa época de ir ao cinema. É a época em que chaga ao circuito comercial brasileiro os filmes indicados e ganhadores de alguns dos principais festivais de cinema do mundo. Este é o caso de  Os descendentes, ganhador de dois Globos de Ouro (melhor filme e melhor ator dramático) e indicado à cinco categorias no Oscar.

Os descendentes é um drama familiar, com uma história pesada, daquelas de embrulhar o estômago e nos fazer pensar: e se fosse comigo? Porém, apesar de um drama pesado, a direção de Alexander Payne e a atuação de George Clooney deixam a história menos complicada de ser digerida pelo público.

Matt King, personagem de Clooney, é advogado, casado, pais de dois filhos, nascido no Havaí e responsável por gerir o espólio da família, herdeira de uma valiosa quantidade de terra da antiga realiza havaiana. Além das negociações milionárias que analisa, discute com os primos e que definirão o futuro econômico da família como um tudo, Matt ainda se depara com uma situação chave de sua vida, o coma da sua esposa e a responsabilidade até então nova para ele de cuidar das duas filhas, uma de 10 e outra de 17.

O grande mote da trama é que a certa altura Matt descobre que sua esposa, que está em coma e prestes à morrer, tinha um amante e este amante é um dos caras que mais vai lucrar com suas negociações do espólio de família.

Em Os descendentes ninguém é vilão, embora facilmente esta ideia possa ser empregada a qualquer um dos personagens. Alexander Payne tenta ao máximo esvaziar a figura do vilão, e tem méritos. A história toca o espectador, mas não ao ponto de revoltar. Mas talvez comover, entender e que perdoar vai de cada um, mas seguir em frente é essencial.

Clooney está demais. Merece o Globo de Ouro e a indicação ao Oscar. Não exagera em nenhum momento, não faz caricatura de nada. George Clooney é um dos caras legais de Hollywood! Faz cinema porque gosta, não porque quer ser galã. Está sempre metido em projetos legais, que ele faz pra se divertir e pra atuar.

Os descendentes vale pelo trabalho de George Clooney, vale pelas das atrizes mirins que são muito simpáticas, pela trilha toda com música havaiana, maravilhosa, e pelo diretor, que sempre faz filmes muito bons, e este é mais um.

Gênero: Drama
Duração: 117 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Alexander Payne
Roteiro:  Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash, baseados na obra de Kaui Hart Hemmings
Distribuidora: Fox Film
Censura: 14 anos
Ano: 2011




Classificação PoA Geral 
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável


  

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Filme de Segunda

Amor sem escalas
Esse é para buscar na locadora ou baixar. Amor sem escalas é filme de 2009, dirigido e roteirizado pelo jovem e promissor cineasta Jeason Reitman, o mesmo de Obrigado por fumar (2006) e Juno (2007), grandes filmes. À primeira vista, dá para classificar Amor sem escalas como uma comédia romântica. Mas só à primeira vista. A leveza do filme nos engana, a simpatia do elenco nos cativa. Ao melhor estilo Woody Allen, o que parece ser engraçado e bonitinho, na verdade diz muito de comportamento humano e trás muito drama, coisas pesadas, que incomodam de certa forma. Amor... é adaptação de um livro homônimo, de 2001.

Ryan Bingham, personagem de George Clooney, é um cara de meia idade, solteiro, de pouco contato com a família, que passa mais tempo em aeroportos e aviões que em seu próprio apartamento. Bingham trabalha para uma empresa que terceiriza demissões, ou seja, faz o serviço sujo de quem não quer sujar as mãos. Ele viaja todos os Estado Unidos comunicando pessoas que a empresa em que elas trabalham não precisam mais delas. As reações dos demitidos são das mais diversas, do cômico ao triste.

Bingham tem um hobby que é quase uma obsessão, acumular milhas pela sua companhia aérea preferida. De comportamento frio e praticamente vivendo no piloto automático, de repente ele se vê obrigado a tratar de assunto muito mais complicados que demitir pessoas que ele nem conhece. O assunto é sua própria vida, que sai do piloto automático quando três mulheres cruzam, ao mesmo tempo, seu caminho. Uma delas é Alex Goran (Vera Farmiga), uma versão feminina de Ryan Bingham, que ele encontra em diversos lugares por onde desembarca e acaba virando sua amante. A segunda é Natalie Keener (Anna Kendrick), uma jovem recém saída da faculdade, metida a nerd, contratada pela empresa para implantar um novo sistema de videoconfrência e acabar com as viagens. A terceira mulher é sua irmã, a qual ele não tem a mínima intimidade, mas é convidado para o casamento e ainda recebe a missão de "levar" e fotografar o casal para os mais variados pontos turísticos do mundo (imagem abaixo), o que rende boas cenas!
Em Amor sem escalas tem um George Clooney com um charme invejável, trabalhando muito bem como sempre, sabendo fazer rir, sabendo emocionar. Tem a bonitinha da Anna Kendrick, que está muito bacana no papel de novata certinha e CDF. Tem a Vera Farmiga, que eu não conhecia, mas é grata surpresa, fazendo a versão feminina de Clooney, também com muito charme.

Acho que dá pra dizer que Amor sem escalas é um filme charmoso, que facilmente conquista. O protagonista tem tudo para não ser simpático e, verão, ao final do filme estarão torcendo por ele. Ou torcendo para que o filme não termine ali, que continue nos contando a história da vida de Ryan Bingham.
 
Classificação PoA Geral

- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável