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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Filme de Segunda 151

Malévola


A Disney nos últimos anos tem tentado recontar algumas histórias clássicas ou até mesmo apresentar contos de fada de uma maneira diferente. É o caso aqui de Malévola que, com o roteiro de Linda Woolverton e direção do estreante Robert Stromberg, reposiciona para uma nova geração o clássico A Bela Adormecida, de 1959. O estúdio abandona a animação e aposta em bons efeitos especiais e na força de Angelina Jolie para atingir um público teen.

A classificação indicativa para Malévola é de 10 anos e, sinceramente, o filme não deve agradar a um pessoal muito mais velho que isso. A intenção dessa nova roupagem é colocar um pouco mais de seriedade e drama adulto no universo fantástico infantil. Para isso, o protagonismo é invertido, os holofotes viram-se para a antagonista da animação original, considerada uma das maiores vilãs de todas as produções Disney.


Uma comprometida Angelina Jolie, muito bem no papel em que se propôs a fazer, vive uma personagem que, ao longo de 97 minutos, inicia sua trajetória como mocinha, se transforma em vilã e termina seu arco dramático como heroína. O filme é uma espécie de prólogo, que explica os motivos de Malévola ter lançado a famosa maldição sobre a princesa Aurora, aqui uma excessivamente risonha Elle Fanning.

O espectador mais atento e exigente, sem dúvida, vai sentir falta de algumas coisas. Talvez passe despercebido para o público teen, mas o roteiro não ajuda. Primeiro, não explica por que Malévola é a única fada do reino de Moors que tem tamanho de ser humano normal. Segundo, não embasa o afeto que a protagonista adquire enquanto acompanha o crescimento da princesa. Terceiro, explora de forma risível o portencial cômico que há na relação da fada-bruxa com seu ajudante corvo, o simpático Dieval. De maneira geral, tudo acontece muito rápido, deixando à cargo da narração muitos aspectos que a narrativa em si deveria solucionar.

Definitivamente, Malévola não é aquele tipo de filme infantil que agrada pais e filhos. Quem levar os pequenos para assistir vai contar os minutos para que finalmente os personagens vivam felizes para sempre.

Gênero: Fantasia
Duração: 97 min.
Origem: EUA
Direção: Robert Stromberg
Roteiro: Linda Woolverton
Distribuidora: Disney
Censura: 10 anos
Ano: 2014
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
X Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Filme de Segunda

Super 8
De Jackeline Moraes, cinéfila e estudante de jornalismo (escreve para o blog a cada 14 dias) 
Quando esperamos muito por algo, nós temos mais chances de nos decepcionar devido a tamanha expectativa que colocamos naquilo, certo? Errado. Pelo menos não para Super 8, que superou todas as minhas expectativas.
J.J. Abrams não me deixa dúvidas da sua genialidade ao produzir uma das minhas séries favoritas, Fringe. Ele também foi o produtor e diretor de Lost e, convenhamos, ele tem a dosagem do suspense. Não me perdoaria se não falasse do Spielberg, produtor de Super 8, que adicionou todas as suas particularidades ao longa, deixando-o mais instigante ainda.
Essa combinação J.J. Abrams e Spielberg deu tão certo que o filme consegue ser divertido e misterioso. E por falar em mistério, Abrams pesa a mão no suspense e nos deixa presos aos segredos até o final.
Super 8 conta a história de um grupo de adolescentes da década de 70 que está gravando um filme de zumbi, com uma câmera super 8. Presenciam e gravam um acidente de trem das forças armadas, e de dentro de um vagão algo enigmático escapa. O mistério do acidente abre viés para ficção cientifica e até teorias da conspiração.O filme é nostálgico, mas não dramático demais, todos os detalhes cronológicos são coerentes, a fotografia me deixa sem palavras, muitas luzes e contrastes. 
Os efeitos especiais são de boa qualidade e só pra não deixar de dar meu pitaco amargo, confesso que me decepcionei um pouquinho com a “revelação do mistério”, mas foi bem pouquinho mesmo. O elenco é completamente competente, surpreendente a atuação da Elle Faning, suas expressões faciais são muito convincentes. O grupo de jovens não nos deixa distante da diversão adolescente e dos calafrios do primeiro amor. E tudo isso regado a muito mistério e suspense.(É mole??)
Considerei um dos melhores filmes que eu vi em 2011. E podem contar que me encontrarão essa semana por alguma sessão por aí, pois esse filme deve ser contemplado mais de uma vez.
(nota do editor: não assista ao trailer, apenas assista ao filme.)*

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)

- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável