Mostrando postagens com marcador chile. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chile. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Filme de Segunda 135

A Culpa é do Fidel


E não é que chegamos ao último Filme de Segunda do ano. Mais um ano! Porém, curiosamente, não trago o último lançamento de 2013, nem aquela promessa de Oscar ou altas bilheterias no verão. Hoje escrevo sobre um filme-estreia, digamos assim. Lá em 2006, após alguns trabalhos como assistente de direção, curtas e documentários, Julie Gavras lançava seu primeiro longa de ficção. Ela que é filha do cineasta grego Costa-Gravas. Sobre o segundo filme de Julie, Late Bloomers, de 2011, já foi tema aqui no blog.

Em A Culpa é do Fidel a cineasta opta por uma linha mais similar a que seu pai sempre abordou, diferente do seu trabalho seguinte: comédia romântica leve, quase que atemporal. Na sua estreia, Gavras data muito bem sua trama, caracteriza-se por uma linha política e colocando todo um contexto histórico sob a perspectiva de uma menina de nove anos. Manobra que sem dúvida nenhuma distensiona um eminente clima de Guerra Fria.


Anna é uma menina esperta, bem educada, de personalidade forte. Vive em uma família bem estabilizada da França, no final dos anos 60. Mora em uma boa casa, juntamente com o irmão mais novo, o pai advogado e a mãe jornalista. Estuda em uma escola de freiras, apenas para meninas, que preza por uma disciplina quase militar. Isso tudo se fragiliza com a chegada de uma tia, irmã de seu pai, que perdeu o marido assassinado pelo regime de Franco na Espanha.

Fernando, pai de Anna, vê ressurgir dentro de si velhas ideologias e a vontade de voltar a militar contra os regimes ditatoriais que àquela época assolavam o cenário político mundial. Ele e sua esposa saem dos empregos, vão morar em um apartamento menor e passam a articular, da França, ajuda diplomática e apoio às eleições de Allende no Chile.

A Culpa é do Fidel mostra como Anna passa a tentar entender todas aquelas mudanças, o porquê dos amigos barbudos sempre em reuniões em seu apartamento, entre outras curiosas situações. A menina se vê dividida entre as explicações dos pais e os resmungos dos avós e até mesmo da babá, uma cubana que deixou a ilha após o regime comunista de Fidel. A história é de uma leveza incomum para a temática. É, com certeza, uma grande estreia a de Julie Gavras no cinema. Busquem em DVD, Blue-Ray ou até mesmo na internet.

Gênero: Drama
Duração: 99 min.
Origem: França, Itália
Direção: Julie Gavras
Roteiro: Arnaud Cathrine, Domitilla Calamai, Julie Gavras
Distribuidora: -
Censura: 14 anos
Ano: 2006


Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo



sábado, 19 de janeiro de 2013

Gabriel já é do Inter; Vargas já é do Grêmio

Na manhã deste sábado o Internacional oficializou a contratação do lateral-direito Gabriel, ex-Grêmio. Talvez a peça que se encaixa no setor mais carente do elenco colorado. Gabriel tem 31 anos. Não jogou em 2012, como também não foi bem em grande parte de 2011. Entretanto, em 2010, recém chegado ao Grêmio, jogou um belo futebol. Daí pra trás, sem dúvida, é um baita lateral-direito.

Jogador com passagem pela Seleção, passagem por grandes clubes como São Paulo e Fluminense, uma carreira de certa forma exitosa na Europa, técnica apurada e senso tático. Gabriel tem todas as ferramentas para continuar sendo um jogador interessante, diferente daquele dos dois últimos anos de Grêmio.

Não se sabe ao certo os motivos desse jogador não ter sido aproveitado por Luxemburgo e Celso Roth nas últimas temporadas do Tricolor. O fato é que as poucas as vezes em que jogou, passou a impressão de estar sem vontade. Contudo, faz bem o Grêmio em se desfazer de um jogador caro que não está sendo último ao plantel. Assim como o Inter faz um grande negócio em agregar esse atleta ao seu grupo de jogadores, com o aval respeitável de Paulo Paixão. Não é pouca coisa.

Do lado do Grêmio, nesse mesmo sábado, chegou em Porto Alegre o atacante Edurado Vargas. O chileno que foi o grande destaque da Universidad de Chile em 2011, equipe campeã nacional e da Copa Sul-Americana daquele ano. Vargas, inclusive, foi o goleador da competição continental.

É um segundo atacante de muita velocidade, que cai pelos dois lados do campo, e tem como cacaraterística fazer bastante gols. É um jogador que falta ao elenco gremista. Leandro e Kléber são os jogadores da posição, atualmente. O primeiro tem a velocidade, mas falta técnica e poder de finalização. Já o Gladiador tem técnica, força física, serve os companheiros, porém não é um jogador veloz, além de não ser um grande fazedor de gols.

Lucas Uebel / Grêmio FBPA
Vargas não teve sucesso na sua passagem pela Itália, por isso o Nápoli está cedendo este jogador por empréstimo ao Grêmio. O vínculo é de um ano, entretanto há uma cláusula que permite ao time italiano solicitar o retorno do atacante após seis meses. O única exceção fica por conta da Libertadores, pois mesmo expirando os seis meses, o Grêmio não tem a obrigação de liberar o chileno caso ainda esteja na competição continental.

Por ter sido uma negociação muito difícil, pela insistência em trazê-lo e disputa com outros clubes, por tudo o que jogou na Universidad de Chile, se deposita muita expectativa quanto a esse jogador. É uma contratação de peso, daquelas de lota aeroporto, como de fato lotou. Contudo, Vargas tem uma boa temporada como referência. 

Tem tudo pra dar certo, mas isso, só depois que jogar. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

CIA teria plano para ‘desestabilizar e matar’ presidente equatoriano Rafael Correa

Jornal Sul21
05/01/2013 - 16h03

De acordo com o alerta feito pelo jornalista chileno Patricio Mery às autoridades equatorianas, nesta sexta-feira (4), pode haver um suposto plano da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA) para assassinar o presidente Rafael Correa. A medida seria em retaliação ao fechamento de uma base dos EUA naquele país, que existiu até 2009, e por dar asilo ao jornalista australiano Julian Assange, diretor do sítio WikiLeaks, na internet.

O repórter apresentou suas pesquisas ao ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, e promoveu uma conferência com jornalistas nesta capital. À agência latino-americana de notícias Andes, Mery revelou detalhes do trabalho de apuração realizado ao longo dos últimos cinco anos.

A pesquisa abre várias frentes de investigação e detalha as relações de autoridades chilenas com a CIA. Ele organizou um roteiro que se repete em vários países da região. A agência norte-americana, com o apoio de autoridades do governo chileno, promove a entrada de drogas produzidas no Equador, cerca de 200 quilos de cocaína por mês, a fim de gerar dinheiro sujo: chega no Chile segue para a Europa e os Estados Unidos. Do dinheiro gerado, uma parte permanece no Chile “e me disseram as fontes que este dinheiro é destinado a desestabilizar o governo do presidente Correa”, afirma o jornalista.

Mery comprova as informações passadas ao governo equatoriano com uma denúncia, feita no Chile, pelo inspetor Fernando Ulloa, após reunião com ministro do Interior da época, Rodrigo Hinzpeter, ao qual apresentou um dossiê com todos os fatos e nomes dos líderes do PDIs (Polícia de Investigações, na sigla em espanhol) envolvidos com o tráfico de drogas, incluindo Luis Carreno, “que aponto como um agente da CIA e que agora trabalha como inspetor área de Arica e integra o alto comando do PDI”. Após a denúncia, a única medida tomada foi afastar o denunciante, Fernando Ulloa, de suas funções.

A apuração do jornalista começou quando ele suspeitou da corrupção nos meandros policiais de seu país e um agente da Agência Nacional de Inteligência (ANI) confirmou-lhe que a droga serviria para abastecer financeiramente um plano de desestabilização do presidente Correa, por dois motivos: o líder equatoriano havia fechado a base de Manta e concedido asilo a Julian Assange, que pode ser condenado à morte se for extraditado de Londres, onde se encontra, para os EUA, por vazar informações de segurança nacional sobre os norte-americanos.

A partir dessa perspectiva Correa tornou-se também um alvo da CIA. A agência, com base em Langley, no Estado da Virgínia, atua em paralelo ao governo dos EUA e aplica suas próprias regras nas ações daquele país em território estrangeiro.

Presidente do STF chileno teria participado da ditadura de Pinochet


Um outro escândalo denunciado pelo jornalista ao ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Portiño mostra que Rubén Ballesteros, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o juiz que participou dos conselhos de guerra da ditadura de Augusto Pinochet e ordenou o fuzilamento de prisioneiros.“Ele é acusado de violação dos Direitos Humanos e mantém ligações estreitas com a direita dos EUA”, acusa o jornalista.

Ainda segundo o relatório de Mary, Sabas Chahuán, procurador-geral da República (PGR), quem deve investigar os crimes no país, “tem uma relação estreita com o FBI através de um acordo firmado com os EUA, depois da prisão de Saif Khan”. De acordo com documentos apresentados pelo jornalista, com base na prisão arbitrária foi criado um programa chamado LEO, o qual permite que os norte-americanos obtenham qualquer informação acerca dos cidadãos chilenos.


Com informações da Rede Brasil Atual

terça-feira, 10 de julho de 2012

Você viu? #30

No dia em que completo meus 23 anos de vida, chego à trigésima edição do Você Viu?. É uma satisfação dobrada. Espero que os links a seguir sejam uteis e contribuam de alguma forma. Sigamos!

Direitos Humanos: Longe de erradicar o trabalho infantil
Brasil de Fato, 9 de julho

América Latina: Lideranças chilenas alertam para projeto de lei que criminaliza protestos
Jornal Sul21, 9 de julho

Revolução de 32: Hoje é dia de celebrar a bravura da “locomotiva da nação”

Blog do Sakomoto, 9 de julho

Internet: Megaupload voltará melhor e blindado para ataques, diz Dotcom
Portal Vermelho, 9 de julho

Mídia: Os jornalistas, esses semideuses
Blog Somos Andando, 6 de julho

América Latina 2: Ex-ditadores argentinos são condenados por roubo de bebês
Caros Amigos, 6 de julho

Eleição POA 2012: Primeiro debate expõe diferenças e semelhanças das candidaturas em POA

Jornal Sul21, 6 de julho

Além das 4 linhas: O campeão dos campeões
Estratégia e Análise, 5 de julho

Entrevista: Cesare Battisti: “A mídia jogou um papel sujo, imundo”
Jornalismo B, 5 de julho

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Livro das Perguntas

Por Aline Luisa (@alinebilu)
Começo a crítica literária não pelo livro, mas pelo leitor. Ora meu caro, sei que você tem lido pouco porque não tem tempo pra isso e bla bla bla. Pois é, eu também já fui assim, mas acredite, nada na vida é melhor do que 'desperdiçar' tempo usando a imaginação, lendo e criando situações, se colocando no lugar das personagens, sentindo as emoções que só um livro desperta. Essa ladainha toda é pra dizer uma coisa: LEIA MAIS. 

Ok, já sei, você não tem tempo! Mas faça um favor à si mesmo e leia ao menos UM livro este ano, e que o eleito seja o Livro das Perguntas do maravilhoso poeta chileno Pablo Neruda. Por que?! Eu explico: O livro tido como testamento poético de Neruda,  reúne perguntas das várias crianças que existem dentro do poeta, conflitando com o homem narigudo e feio que ele se tornou. Apesar das perguntas que só uma criança em sua ingenuidade poderia formular, e de algumas respostas dadas por elas mesmas nos cometários finais do livro, muitos autores não o classificam como literatura infantil, nem como adulta, ou seja, sem restrições, inclusive de pensamentos. 

Muitos são os questionamentos, mas nem sempre passíveis de resposta, alguns são apenas maneiras novas de refletir sobre o cotidiano. Um exemplo da sensibilidade aguda de Neruda é a passagem “De que cor é o perfume? Do pranto azul das violetas?”ou ainda “Não será nossa vida um túnel, entre duas vagas claridades?”. O poeta consegue transformar melancolia em pura beleza quando pergunta “Há alguma coisa mais triste no mundo que um trem imóvel na chuva?”. As ilustrações incríveis do artista plástico Isidoro Ferrer, ajudam a dar um nó maior ainda  nos nossos cérebros preguiçosos e acomodados. 

O livro póstumo foi lançado em 1974 pela editora argentina Losada, no mesmo ano da morte do poeta, mas só em 2008 a Cosac Naify publicou no Brasil, a tradução fica por conta de ninguém mais ninguém menos que Ferreira Gullar. Uma coisa que me chama atenção em alguns autores, é a capacidade de despertar interesse tanto em literatos como em réles mortais, como você aí, que tá pensando em quantas página esse livro tem. Por isso que o narigudo é um dos meus favoritos, por ser daqueles que te fazem pegar gosto pelta leitura, que despertam uma fome insaciável pelos livros e transformam vidas. Sim, porque o Livro das Perguntas vai além, é, na verdade, uma experiência literária que deve ser repetida em várias fazes da vida, pra que tenhamos maturidade e infantilidade suficiente para rir de si mesmo e se perguntar “Há coisa mais boba na vida que chamar-se Pablo Neruda?”

*Aline é estudante de jornalismo  

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Brasil sobrou em campo

Por Castro Marcon Cavalcante*
Segundo jogo no Elis Park, segunda vitória, só que agora mais fácil. Parece incrível, mas a sofrível Kóreia do Norte impôs maiores dificuldades ao Brasil do que a boa equipe do Chile. Coisas do futebol, coisas que já estamos cansados de dizer, de bater na tecla, "cansados" de ver o time de Dunga defendendo muito e vencendo quem muito ousa atacá-lo.
Bielsa fez o que sempre faz, mandou seu time atacar. O Chile começou um pouco modificado, um 4-3-3 diferente do seu habitual, com um meio-campo mais leve, menos consistente sem Valdívia, com Beasejour - geralmente o ponta-esquerda - fazendo as vezes de meio-campista.

Nos primeiros minutos até deu Chile com a posse de bola, mas o Brasil logo entrou no jogo. Na ausência de Felipe Mello, Ramires jogou muito. No embalo do ex-cruzeirense, cresceu também o futebol de G.Silva e Michel Bastos. Ainda teve D.Alves que, assim como Robinho, não guardou posição, se mexeu para ambos os lados e deu vida ao antes estático 4-2-3-1 do Brasil.

Juan abriu o placar, o zagueiro defende e ataca bem, de novo fez boa partida, ao lado de Lúcio. Robinho apesar do gol e da movimentação, pode dar mais, pode entrar mais na área, pode ser mais atacante e mais companheiro para Luis Fabiano. Robinho foi o melhor da Fifa, mas não o melhor do jogo, esse sim foi Ramires. Uma pena esse jogador não enfrentar a Holanda.

Bielsa mexeu no intervalo, quando já perdia por 2 a 0. O Chile voltou com Valdívia, uma formação semelhante a das duas vitórias contra Honduras e Suíça. Mas esse Chile é muito Colômbia: toca bem a bola, tem técnica, dribla aqui e acolá, mas não sai do lugar e nem faz gol.
No segundo tempo o Brasil preferiu contra-atacar, deixou a bola correr no pé do adversário, fez mais um e garantiu a classificação sem muito susto. Pareceu mais um jogo-treino. Agora enfrenta a Holanda, onde o buraco é mais embaixo - na verdade mais à direita, com Robben, que vai jogar em cima de Michel Bastos (ou Gilberto). O Brasil levemente favorito, sem Ramires, com Elano e, talvez, sem Felipe Mello de novo.

*Castro é louco, inclusive por futebol, e aceitou a ideia de ser o correspondente do PoA Geral na África do Sul.