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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Filme de Segunda 124

A Família


A Família  é um filme de altos e baixos, tal qual a carreira de seu diretor e roteirista Luc Besson. Contudo, como a carreira do cineasta francês, o saldo é positivo. Talvez o grande problema do filme seja a indecisão entre o drama e a comédia, a piada e a violência. O casamento poderia ter sido mais harmonioso, mas o elenco segura muito bem a trama.

Robert De Niro é Giovanni Manzoni, um ex-gângster ítalo-americano que entra no programa de proteção à testemunha depois de entregar seus companheiros à polícia. Como seus antigos comparsas ainda buscam vingança, Giovanni, sua esposa (Michelle Pfeiffer), seus dois filhos (Dianna Agron e John D'Leo) e mais seu cachorro, são obrigados a mudar de casa e identidade sempre num curto espaço de tempo. Desta vem eles vão parar na Normandia, noroeste da França.


Vigiados pelo agente durão do FBI, vivido por Tommy Lee Jones, A Família é uma caricatura da máfia, além de uma homenagem ao cinema de gênero americano. Besson pesa a mão nas referências, não esconde o jogo. Todos os personagens carregam fortes traços étnicos, e isso fica evidente quando há o choque cultural de uma família americana chegando para morar no interior da França.

De Niro vive um personagem que está entre o arrependimento e o orgulho de ser mafioso. Assim como sua esposa e filhos. Nenhum deles exita quando precisam optar pela conversa ou a violência. Os quatro fecham um entrosamento interessante, e tornam o filme bem agradável, apesar de algumas cenas quase à la Tarantino.

A Família tem uma boa trilha sonora, que consegue trazer o clima dramático quando é necessário, principalmente da metade para o final do longa. Contudo, algumas questões são mal exploradas, como a paixão da angelical Dianna Afron e o domínio territorial que John D'Leo conquista na escola. Porém, sem dúvida nenhuma, Robert De Niro compensa algumas dessas questões com a sua interpretação de ex-homem da máfia.

Não há nenhuma excepcionalidade em A Família, mas é uma comédia dramática razoável, que revive o clima legal da Máfia no Divã e coloca mais uma vez De Niro num papel que ele adora e se sai muito bem. Vale a pena.

Gênero: Comédia Dramática
Duração: 111 min.
Origem: França, EUA
Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson e Michael Caleo
Distribuidora: Paris Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2013

Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Filme de Segunda 93

O Homem da Máfia

O australiano Andrew Dominik chega aos cinemas com seu terceiro trabalho, o segundo dirigindo Brad Pitt. O Homem da Máfia é mais um que entra no submundo da máfia americana. Mundo que não é tão sub quanto se pode imaginar. Dominik conduz seu filme em 2008, época de eleição nos EUA, crise financeira em alta.

Em O Homem da Máfia, Jackie Cogan (Pitt) é uma espécie de regulador do mundo do crime. Ele é contratado pela alta cúpula para que as coisas sigam em ordem. Por exemplo: quem ousa assaltar uma casa de poker vigiada pela máfia, é caçado e morto. Pela lógica do submundo, quem vai jogar e apostar grandes quantias, não pode ter o receio de correr riscos. Assim o negócio não anda.
Enquanto a trama se desenrola, em várias cenas há rádios e televisões ligadas. Sempre se discutindo a situação econômica do país, a figura de um órgão regulador para o setor financeiro, debates políticos entre McCain e Obama etc. O próprio cenário do filme, uma Boston cinza, suja, bares vazios, ruas mal iluminadas, ajuda a traçar o paralelo que o diretor australiano deseja. De certa forma ele consegue.

Três caras decidem roubar uma casa de jogos. Eles têm certeza que não vão ser pegos. É aí que entra o personagem de Brad Pitt, com uns 20 ou 30 minutos de filme. O Homem da Máfia, contudo, não é um filme de muita ação. É de muito papo, tem bons diálogos, interpretações interessantes. Ray Liotta sempre veste bem como mafioso, James Gandolfini como matador com sinais de depressão, também faz ótimo trabalho.

Se Dominik opta pelo diálogo ao invés da ação, ele pesa a mão nas horas de agir. As cenas de assassinatos são à la Tarantino. Um certo sadismo, sangue e alguns takes fechados. Pode estragar o filme para aqueles de estômago mais fraco. Para quem não se importa muito, e gosta de ver Brad Pitt atuando bem (como sempre), O Homem da Máfia é uma boa pedida.

Gênero: Drama
Duração: 97 min.
Origem: EUA
Direção: Andrew Dominik
Roteiro: Andrew Dominik
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo