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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Filme de Segunda 117

Guerra Mundial Z


Nos últimos ano o cinema tem utilizado demais o gênero zumbi, portanto é quase impossível que coisa originais apareçam. Porém, mesmo não sendo original, é possível ser um bom filme. Me parece o caso do Guerra Mundial Z, dirigido por Marc Forster e estrelado por Brad Pitt. Entretanto, se trata de um trabalho menor na filmografia de Brad e Forster. O diretor é responsável por filmes como A Última Ceia (2001), Em Busca da Terra do Nunca (2004) e O Caçador de Pipas (2007). Quanto ao marido de Angelina Julie, acho que dispensamos apresentações.

Guerra Mundial Z é uma adaptação do livro homônimo de Max Broox e até agora alcançou a marca de filme de terror mais caro da história, chegando em torno dos 200 milhões de dólares. E muito disse se deve ao fato das recorrentes mudanças de roteiro, prazo de entrega estendido e até refilmagem das cenas finais do thriller.

Brad Pitt é um jornalista (Garry Lane) que trabalhou muito tempo para a ONU em operações especiais, atuando como se fosse um investigador. Depois que um misterioso vírus se espalha rapidamente pelo planeta, Garry Lane é acionado pelas forças militares dos EUA para ajudar a encontrar a origem e a cura para o vírus que transformou a maior parte da população mundial em zumbis.

Por incrível que pareça, Guerra Mundial Z funciona como um bom suspense, apresentando boas cenas que levam o espectador a ficar vidrado e envolvido com a trama. Mas durante o filme certa oscilação. Quando não há suspense, há fuga, correria, multidão e confusão. Marc Forster opta pela dinâmica das cenas de ação ao invés do sangue habitual dos filmes de zumbi. O público cativo do gênero sentiu falta. E o filme realmente peca nesse sentido.

Não é exagero afirmar que é a guerra de um homem só. Tudo fica muito centralizado em Brad Pitt que, como de costume, faz bem o que tem de fazer. Se podemos destacar o protagonista e o exitoso suspense como pontes fortes de Guerra Mundial Z, seria injusto não citar os efeitos gráficos. Há cenas fotograficamente muito bonitas e impactantes, como a invasão à Israel, já na metade final do filme.

No mais, não estamos diante de nenhuma exceção dentro do gênero. É só mais um filme que diverte. E ponto.

Gênero: Terror
Duração: 116 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Marc Forster
Roteiro: J. Michael Straczynski, Matthew Michael Carnahan
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Censura: 12 anos
Ano: 2013
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Filme de Segunda 93

O Homem da Máfia

O australiano Andrew Dominik chega aos cinemas com seu terceiro trabalho, o segundo dirigindo Brad Pitt. O Homem da Máfia é mais um que entra no submundo da máfia americana. Mundo que não é tão sub quanto se pode imaginar. Dominik conduz seu filme em 2008, época de eleição nos EUA, crise financeira em alta.

Em O Homem da Máfia, Jackie Cogan (Pitt) é uma espécie de regulador do mundo do crime. Ele é contratado pela alta cúpula para que as coisas sigam em ordem. Por exemplo: quem ousa assaltar uma casa de poker vigiada pela máfia, é caçado e morto. Pela lógica do submundo, quem vai jogar e apostar grandes quantias, não pode ter o receio de correr riscos. Assim o negócio não anda.
Enquanto a trama se desenrola, em várias cenas há rádios e televisões ligadas. Sempre se discutindo a situação econômica do país, a figura de um órgão regulador para o setor financeiro, debates políticos entre McCain e Obama etc. O próprio cenário do filme, uma Boston cinza, suja, bares vazios, ruas mal iluminadas, ajuda a traçar o paralelo que o diretor australiano deseja. De certa forma ele consegue.

Três caras decidem roubar uma casa de jogos. Eles têm certeza que não vão ser pegos. É aí que entra o personagem de Brad Pitt, com uns 20 ou 30 minutos de filme. O Homem da Máfia, contudo, não é um filme de muita ação. É de muito papo, tem bons diálogos, interpretações interessantes. Ray Liotta sempre veste bem como mafioso, James Gandolfini como matador com sinais de depressão, também faz ótimo trabalho.

Se Dominik opta pelo diálogo ao invés da ação, ele pesa a mão nas horas de agir. As cenas de assassinatos são à la Tarantino. Um certo sadismo, sangue e alguns takes fechados. Pode estragar o filme para aqueles de estômago mais fraco. Para quem não se importa muito, e gosta de ver Brad Pitt atuando bem (como sempre), O Homem da Máfia é uma boa pedida.

Gênero: Drama
Duração: 97 min.
Origem: EUA
Direção: Andrew Dominik
Roteiro: Andrew Dominik
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo