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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Filme de Segunda 130

Capitão Phillips

Há algum tempo não assistia aos filmes de Tom Hanks no cinema. Talvez porque seus últimos trabalhos não tenham me chamado tanto a atenção. Contudo, sem dúvida nenhuma, é um ator especial, de excelentes serviços prestados ao cinema desde o final da década de 1980 pra cá. Em Capitão Phillips, Hanks volta a grande forma e já desponta para uma possível terceira premiação de Oscar.

A começar pelo trabalho de Tom Hanks, uma grande atuação já é um primeiro atrativo - e suficiente - para tornar uma história atrativa ao público. Porém, Capitão Phillips é mais que apenas um bom trabalho do ator californiano. É, além disso, mais um competente acerto do diretor Paul Greengrass, o mesmo de Zona Verde (2010), O Ultimato Bourne (2007) e A Supremacia Bourne (2004). A adaptação do livro Captain's Duty, escrito pelo Capitão Richard Phillips, que em 2009 teve seu cargueiro sequestrado por piratas somalis, também tem a mão e o roteiro de Billy Ray.

O filme coloca em contraste a realidade completamente oposta de pessoas que vivem do mar. Primeiro, a grandiosidade, o profissionalismo, a tecnologia e as grandes cifras que envolvem a viagem de um cargueiro da magnitude daquele comandado pelo Capitão Phillips. Em confronto, a realidade dos piratas somalis, que vivem na costa africana, numa relação entre empregador e empregado completamente afetada, em que a lei que fala fala alto é a lei da pólvora. Com embarcações pequenas, em péssimo estado de conservação, eles saem em grupos de quatro ou cinco, armados, para saquear embarcações milionárias que passam a algumas milhas dali.

Capitão Phillips se propõe a trabalhar com estes contrastes, e o faz muito bem. Desde o início opta por um clima de tenção, o que dá o tom da história até o último minuto. As cenas iniciais são de uma tranquilidade disfarçada. É possível notar apreensão em Phillips desde quando arruma suas malas até a conversa com sua esposa, no deslocamento de casa para o local de embarque.

Passada a aparente tranquilidade, já em auto mar, o encontro com os piratas, chefiados pelo excelente ator Barkhad Abdi, é de tirar o fôlego. A partir de então o que era um longa monótono até certo ponto, se transforma. As sequências de ação, aliadas à trilha sonora e a habilidade do diretor, colocam Capitão Phillips em um patamar interessante. É uma grande história real, e muito bem contada.

Gênero: Drama
Duração: 134 min.
Origem: EUA
Direção: Paul Greengray
Roteiro: Billy Ray
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: 14 anos
Ano: 2013

Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Filme de Segunda

Larry Crowne, o Amor está de volta
De Jackeline Moraes, cinéfila e estudante de jornalismo (escreve para o blog a cada 14 dias) 

Não sou muito fã de dramas, mas neste final de semana me livrei dos preconceitos e fui assistir ao recém lançado Larry Crowne, o Amor está de volta. Além do elenco, que de cara já salta aos olhos, roteiro e direção são do próprio protagonista, Tom Hanks. 
Tudo começa quando o funcionário exemplar Larry Crowne (Tom Hanks) perde seu emprego em uma loja de departamentos por não ter ensino superior. O doce quarentão em meio a crise do desemprego ainda corre risco de perder a casa por conta de dividas com o banco. Larry, em meio a tantas dúvidas, se matricula na faculdade, faz amigos e ainda é convidado pra entrar numa gangue de scooters.
Esse filme apesar de receber várias críticas ácidas, ganhou minha simpatia. Um filme leve, sem grandes conflitos. Na realidade, há apenas um conflito, a demissão, o resto é tudo um conto de fadas. As coisas acontecem naturalmente, tão naturalmente que até cansa em determinada hora. Mas se a proposta do filme era divertir, ele conseguiu. Com diálogos bem engraçados, e Tom Hanks em personagem atrapalhado sensacional. Julia Roberts, em seu papel de mulher fria e mal humorada, convenceu mas, sem dúvida, as atenções e os confetes são do Tom. Creio que se não fosse a atuação dos gigantes, esse seria mais um filme de lição de vida “água com açúcar”. 
Larry Crowne é um filme que me chamou bastante atenção pela fotografia. Há bons enquadramentos que revelam com sutileza os detalhes dos personagens. Desde os créditos iniciais já é possível notar o bom gosto e a delicadeza com que o filme foi feito. 
Um filme que não pesa a mão no “arrancar de lágrimas” e proporciona uma série de sorrisos. Gostei, trama fofa, divertida, pra assistir com a família toda.
 (Nota do editor: tenho a impressão que o trailler entrega demais o filme.)
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)


- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável