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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dia da nostalgia

Para quem ainda não é pai ou mãe, mas também já não é tão jovem, o dia das crianças é dia de nostalgia. Dia colocar foto antiga no facebook, dia de contar pro irmão mais novo como eram legais os desenhos na sua época, dia de relembrar com os amigos aquele brinquedo espetacular que você ganhou uma vez, mas quebrou no dia seguinte.

E para sair um pouco do script do PoA Geral, hoje opto pela nostalgia. Nada de comentar as boas vitórias de Inter e Grêmio, nada de Brasil e Iraque. Deixaremos o Tatu e o Dirceu de lado. Azar de Fortunati e suas privatizações. Azar de Serra, que segundo o Datafolha, está atrás de Haddad em São Paulo. Sorte de São Paulo.

Mas aqui, hoje, fico com o canal do Youtube chamado Nostalgia. Uma verdadeira diversão para quem, como eu, viveu sua infância nos anos 90. A seguir, um pouco sobre o Doug. A dica é que você abra o youtube e vá atrás dos outros vídeos. Vale a pena.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Filme de Segunda

Meia noite em Paris
Começamos com o gênero. Se engana aquele que pensa ser mais uma comédia romântica de Woody Allen. Não. Meia noite em Paris ultrapassa o romântico, torna-se poético. Estamos diante de uma comédia, sim, engraçada, bem-humorada, ácida como a maioria das comédias do cineasta americano. Mas esta é uma comédia poética! Não sei se existe, não sei se o Woody Allen, ou você, concorda. Mas foi o que eu senti assistindo ao filme: poesia.

Talvez não exista cidade tão cinematográfica quanto Paris. É de um charme irresistível, de uma beleza inconfundível. A consequência disso é a fotografia do filme, espetacular. Tanto nas tomadas filmadas durante o dia quanto naquelas filmadas à noite, sobretudo quando Allen recria Paris nos anos de 1920, repleta de boates, cabarés, e frequentada pela nata da intelectualidade europeia.

O Woody Allen da vez é Owen Wilson. Confesso não ser grande fã do trabalho de Owen Wilson, mas aqui está impecável. Desde o jeito de caminhar até o modo de falar, tudo lembra Woody Allen. E no elenco não  tem ninguém de espetacular, nenhum grande nome, mas todos trabalhando numa sincronia muito boa, que funciona bem e dá o espaço adequado para que brilhem o texto, a história e a cidade.
Não sei até que ponto vale a pena ou até que ponto é sacanagem contar a sinopse do filme. Afinal, qual o mistério da meia-noite da cidade Cidade Luz? Quem descobriu foi Gil Pendler (Owen Wilson), roteirista de sucesso em Hollywood, insatisfeito com a pobreza de seus textos, que sonha em terminar seu livro, ser um romancista reconhecido, morar em Paris e não precisar mais ganhar dinheiro com os enlatados que escreve para o cinema.
Diferente de Gil pensam sua sogra, seu sogro e sua noiva Inez (Rachel McAdams). Isso fica claro na viajem deste quarteto à capital francesa. Enquanto Gil sonha e vive uma nostalgia sem fim, Inez só pensa no roteiro turístico, compras e sair com um casal de amigos "pseudointelectuais" (segundo Gil/Woody Allen).
Em Meia Noite em Paris Woddy Allen diverte o público ao mesmo tempo que se diverte, viajando no tempo e promovendo conversas e encontros que com certeza ele daria tudo para ter tido. Dá para dar boas risadas, dá para viajar e babar muito por Paris, além da boa música, os bons diálogos, a poesia que é Paris à meia-noite, a poesia que são os filmes de Woody Allen. Sempre indispensável.


Classificação PoA Geral

- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável