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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Filme de Segunda

Kick-Ass - Quebrando tudo
Fiquei realmente empolgado assistindo Kick-Ass! As aparências enganam mesmo, e Kick-Ass já surpreendeu muita gente. A maioria delas, positivamente. Não se trata de uma simples comédia para nerds, não se trata de um simples drama, nem de um simples filme de ação ou de uma simples adaptação de HQ. O filme é tudo isto, o que não o torna simples. É um grande filme.
O tema: super-herói. Normal para uma adaptação de HQ. Porém a grande sacada da história, originalmente criada por Mark Millar, é de que o herói é um adolescente absolutamente normal, sem grandes feitos nem defeitos, que passa as horas vagas lendo histórias em quadrinhos com seus dois amigos nerds. Esse cara está cansado da monotonia, de não acontecer nada em sua vida, ao mesmo tempo em que se pergunta o por quê de até então ninguém ter tido a idéia de pôr uma fantasia, uma máscara e sair por aí combatendo o crime, como muito se faz nos quadrinhos e no cinema. Então ele decide ser esse cara.
O diretor Matthew Vaughn trabalhou na adaptação junto com o roteirista Jane Goldman. O trabalho é impecável desde a escolha do elenco. Aaron Johnson, ator que encarna o nosso herói Kick-Ass, também é o protagonista em O garoto de Livepool, fazendo o Lennon. A espetacular atriz-mirim Chloe Moretz dá um show interpretando a violenta Hit Girl. Ainda tem o hilário McLovin (Christopher Mintz-Plasse) de Superbad, fazendo o aspirante de vilão Red Mist, e o coadjuvante Nicolas Cage, muito bem, discreto, sem ofuscar a meninada, fazendo o Big Daddy.



Kick-Ass é um verdadeiro divertimento, mas não é filme para familia toda ou para qualquer público, passa longe de ser um homem-aranha. Apesar do climão besteirol e do clima super-herói, o filme se leva a sério, tem momentos tensos, de mexer com o espectador, e tem muita violência, regado à humor negro, a la Tarantino. Propício à chocar desavisados.
Quando o personagem Dave Lizewski decide comprar sua fantasia pela internet e sair por aí fantasiado de herói e batendo em bandido, ele bate é de frente com a realidade. Na pele do Kick-Ass, Lizewski apanha muito e por diversas vezes vê sua vida por um fio. Na sua realidade sem máscaras, chega ao cúmulo de fingir ser gay para se aproximar de uma garota. Com dramas comuns a muitos adolescentes, redes sociais, internet, música, relacionamentos, violência etc, Kick-Ass - Quebrando tudo sabe também ser uma crônica dos dias atuais.
No momento em que Dave Lizewski descobre que ele não é o único louco que vai para as ruas de Nova York vestido de super-herói, a história cresce, mistura o fantástico com o real e torna tudo muito crível, dramático e engraçado. Não há nada parecido no cinema, Kick-Ass é totalmente original. Filmaço!
Classificação PoA Geral
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

TRAILLER AQUI

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Filme de Segunda

Superbad - É hoje
Nessa coluna, já comentei sobre a categoria "filme de mulherzinha". Superbad é o inverso desse gênero, é filme de guri. Não digo de homem, porque necessariamente quando o homem assiste ao filme, se sente como nos tempos de guri. Ao contrário do outro gênero, Superbad não é filme romântico, nem cabeça, nem de reflexão e auto-ajuda, é mais uma auto-piada, com palavrões e namoricos, filme para dar risada de si mesmo mais do que dos outros.
O filme não é novidade nenhuma, já é de 2007. Tem a direção do Greg Motolla e é produzido por Judd Apatow, nome por trás de comédias bem sucedidas na década, como O virgem de 40 anos, Ligeiramente grávidos e Loucuras de Dick & Jane. O roteiro assinado por dois jovens, segundo eles, tem muito de realidade, inclusive Seth Rogen e Evan Goldberg dão nome aos dois principais personagens: Seth, o gordo, e Evan, o magro.
Seth e Evan são amigos inseparáveis, no último ano do colegial e nada populares na escola. Não chegam a ser os nerds da turma, mas são os únicos que conversam com ele, o nerd McLovin, personagem hilário. Esse trio está prestes a entrar na faculdade, se deparam com a eminente separação, de ir cada um para um lado na vida pós-escola e, pior!, entrar para a faculdade ainda sendo virgem.
Claro, da maneira mais clichê possível, como nas nossas vidas também é, a chance deles é a última festa da escola. E por um acaso qualquer, Seth e Evan ficaram como os encarregados de conseguirem a bebida alcoólica da festa. Conseguir bebida, nos EUA, sendo menor de idade, é quase impossível. A comédia gira em torno dessa missão, a última chance de não serem os fracassados da escola.
Superbad é como um American Pie, porém com mais neurônios e amadurecido. A dupla principal de atores tem uma química sensacional, transmite a amizade verdadeira dos personagens, dois tipos que passam se empulhando (sabe? Como perguntar do Mário...). Michael Cera, que faz o Evan, é um cara em ascensão, tem feito muitos filmes legais, como Juno, e agora o Scott Pilgrim, e funciona muito bem para esse tipo de papel. Gosto bastante dele, me lembra muito o Bill Murray, não no estilo, mas no sentido de ter uma fisionomia muito particular, que pouco muda em cada trabalho mas que, ao natural, é engraçado.
É um filme pra ser ver na tela. Me vejo muito em Superbad, nas piadas, nos diálogos de Seth e Evan, nos personagens de Cera. Filme pra homem rir e mulher achar besteirol, mas com boa vontade diverte todo mundo. Superbad se acha fácil na internet e em DVD. Boa pedida!

Classificação PoA Geral
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruinzinho
- Péssimo
- Inclassificável