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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Filme de Segunda 155

Guardiões da Galaxia


Não há dúvidas que o Marvel Studios está completamente estabelecido no mercado, a ponto de arriscar grandes produções com heróis menos badalados. Se os direitos de X-Men, Homem-Aranha e Quarteto Fantástico ainda estão nas mãos de outros estúdios, o chamado Universo Cinematográfico Marvel vem sendo construindo desde 2008, com Homem de Ferro, Hulk, Thor, Capitão América, Os Vingadores e agora Guardiões da Galaxia, mesmo que ainda não tenha ficado claro como eles vão interagir com esse universo.

Guardiões da Galaxia é uma grata surpresa. É um grupo de anti-heróis pouco conhecido do grande público, mas que também não goza de grande prestígio dos leitores de HQ. Contudo, no cinema funcionou muito bem, buscando claríssimas referências em Indiana Jones e Stars Wars. O diretor James Gunn aproveitou a aventura interestelar com requintes de caça ao tesouro para homenagear estas duas franquias clássicas.


O inusitado grupo acaba se reunindo de maneira não planejada, um acaba precisando do outro por motivos alheios, não necessariamente nobres. O humano Peter Quill (Crhis Pratt) é um caçador de recompensa com requintes de galã, que rouba um objeto muito poderoso e antes que consiga vendê-lo passa a ser perseguido por outros interessados na misteriosa esfera. É assim que conhece o esperto guaxinim Rocket Raccoon (voz de Bradley Cooper), a amável árvore humanoide Groot (voz de Vin Diesel), a habilidosa guerreira verde Gamora (Zoë Saldana) e o grande e pouco inteligente vingador Drax (Dave Bautista). O grande vilão é o poderoso Ronan - O Acusador (Lee Pace), que tem planos de destruir o planeta Xandar.

A trinca roteiro, enredo e narrativa não tem absolutamente nada de especial. O diretor e os roteiristas Chris McCoy e Nicole Perlman não inventam, e optam pelo simples e bem feito. Dentro disso, há muitos acertos. Guardiões da Galaxia é um filme muito engraçado, que destoa da estética séria e até sombria de algumas adaptações. As referências oitentistas, como trilha sonora e citações de outros filmes também são muito eficientes.

Guardiões da Galaxia tem cenas de ação excelentes, com efeitos impecáveis e um trabalho de cenografia muito bom.  Sem muitas explicações, fica fácil entender aquele universo cheio de personagens curiosos e esquisitos. O quinteto conquista o espectador sem muito esforço. É mais um golaço do Marvel Studios

Gênero: Ação
Duração: 121 min.
Origem: EUA
Direção: James Gunn
Roteiro: Chris McCoy e Nicole Perlman
Distribuidora: Walt Disney Pictures
Censura: 12 anos
Ano: 2014
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Filme de Segunda 129

Thor - O Mundo Sombrio


Convenhamos, o primeiro Thor não agradou muito. Apesar do grande apelo popular e da imanes arrecadação, o filme de 2001 ficou devendo. Faz uma apresentação de certa forma rasa ao universo de Asgard, e mesmo com os bons efeitos visuais e as cenas de ação, não salva um roteiro mal trabalhado. Agora é diferente. Sem dúvida nenhuma Thor - O Mundo Sombrio está um passo à frente. Tudo funciona de forma mais clara, objetiva e interessante para uma obra cinematográfica.

A começar pelos atores. Anthony Hopkins e seu Odin, Chris Hemsworth na pele de Thor, Tom Hiddleston e o antagonista Loki e também Natalie Portman com sua Jane Foster, todos muito mais seguros e donos de seus personagens. O vilão Malekith, um Elfo Negro que acorda depois de milhares de anos aprisionado, vivido por Christopher Eccleston, é outro destaque. A construção da personalidade de cada personagem está mais apurada e isso enriquece o filme.

O roteiro tem alguns problemas, como as grandes coincidências que envolvem a Jane Foster. É muito "no lugar certo, na hora certa", mas nada que chegue a prejudicar Thor - O Mundo Sombrio, tudo acaba fazendo parte de um contexto ficcional, em um universo de super-heróis e supervilões. E dentro desse universo, temos uma Asgard mais palpável, mais próxima, melhor explorada em todos os sentidos.

A história se desenvolve logo após Os Vingadores, sendo assim, a Marvel continua costurando de forma correta, no cinema, suas adaptações de HQs. Afinal de contas, quem melhor que ela para trabalhar com seus mais clássicos personagens? Faz bem a Marvel e se consolida efetivamente no mercado dos grandes blockbusters.

Gênero: Ação, Aventura
Duração: 111 min.
Origem: EUA
Direção: Alan Taylor
Roteiro: Christopher Markus, Christopher Yost, Stephen McFeely
Distribuidora: Disney
Censura: 10 anos
Ano: 2013


Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Filme de Segunda 76

O Espetacular Homem-Aranha

Foi por algumas divergências entre a Columbia Pictures e o diretor Sam Raimi que o quarto filme do Homen-Aranha não seguiu a história iniciada em 2002, com o ator Tobey Magauire dando vida ao popular herói da Marvel. Os produtores do filme entraram num consenso e decidiram reiniciar a história do aracnídeo, mas agora com outro protagonista e sob a direção de Marc Webb (de 500 dias com ela).

Comparações são inevitáveis, afinal de contas a franquia iniciou há apenas 10 anos e teve seu terceiro e último filme em 2007. É muito recente para que um remake seja feito. Sem contar que a série dirigida por Sam Raimi foi exitosa, agradou público e crítica, o que deixa a nova série com uma resistência inicial ainda maior. Se foi preciso mudar, era necessário partir do zero e mudar quase tudo? Talvez não.
O Espetacular Homem-Aranha não é espetacular como sugere o título, é diferente do primeiro, de 2002, mas é um filme muito bem executado tecnicamente. Inegavelmente os efeitos especiais são melhores, até porque Webb tem 10 anos de vantagem sobre Raimi, porém, o filme perde em roteiro e, talvez seja menos importante, em carisma do protagonista.

Tobey Magauire convence muito mais que o atual Peter, o Andrew Garfield. Entretanto, a culpa não cai apenas sobre Garfield, que está bem no filme. Mas o Peter Parker do Webb e dos roteiristas Alvin Sargent, James Vanderbilt, Steve Kloves, não é um cara tão tímido, usa lente ao invés de óculos, anda de skate e, mesmo não dando conta, encara os valentões que lhe atormentam na escola.

A história segue uma outra linha. Em O Espetacular Homem-Aranha a Tia May fica em segundo plano, participa pouco, a origem dos pais de Peter Parker ganha uma importância que geralmente não tem nas histórias do herói, o Dr. Connors deixa de ser o coadjuvante que foi nos outros filmes, e a grande paixão de Peter agora é Gwen Stacy, vivida pela encantadora Emma Stone.


O roteiro realmente é o grande furo da nova série. O argumento de O Espetacular Homem-Aranha se baseia em diversas coincidências improváveis como, por exemplo, o cargo de superestagiária de Gwen em uma das maiores corporações científicas do mundo, aspecto que passa a ser fundamental na trama. Ou então a busca pelo assassino do Tio Ben (feito pelo ótimo Martin Sheen), que simplesmente é esquecida a certo ponto da trama.

Fora alguns problemas de roteiro, e o nariz torto de ter que engolir uma nova franquia, O Espetacular Homem-Aranha alcança certo exito. É um filme que opta por uma estética mais sombria e mais séria que o de 2002, uma fotografia menos colorida e também por isso busca sua personalidade. O Homem-Aranha de Mark Webb também diverte, ainda mais quem é fã do aracnídeo. É sempre bom ver o Peter Parker se balançando entre os prédio de Nova Yorque.


Gênero: Ação
Duração: 137 min.
Origem: EUA
Direção: Mark Webb
Roteiro: Alvin Sargent, James Vanderbilt, Steve Kloves
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: 10 anos
Ano: 2012



Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Filme de Segunda

Capitão América - O primeiro Vingador

Há algum tempo que nas listas de filmes mais esperados de cada ano figuram sempre duas ou três adaptações de quadrinhos. Sem dúvida, o quinto filme produzido pelos Estúdios da Marvel, Capitão América - O primeiro Vingador, estava entre os longas mais esperados de 2011. Levando em consideração o alto nível de produção e qualidade dos filmes que estão levando os super-heróis de novo às telonas, as expectativas se justificam.
Talvez a história do Capitão América seja das mais aguardadas pelos fãs de HQs e, ao mesmo tempo, um dos personagens mais difícil de se trabalhar para o público de massa, tal qual o americanismo do personagem e de sua biografia, tanto no gibi quanto no uso de sua imagem na prática. Capitão America é a personificação de todos os clichês cinematográficos do americano bonzinho, que salva o mundo dos russos, dos nazistas e dos muçulmanos. Esta é uma questão delicada, que o diretor Joe Johnston consegue trabalhar bem no filme, saindo pela tangente, tirando um sarro sutil do americanismo e dando sequencia na história sem abusar da propaganda do Tio Sam.
Capitão América - O primeiro Vingador é um filme de aventura, que pouco foca a dramaticidade de cada personagem, bem diferente de X-Mem: Primeira classe, por exemplo. O drama que Joe Johston usa serve para nos prender à trama, ficarmos do lado do personagem principal, o franzino Steve Rogers, que tenta a todo custo entrar no exército dos EUA e lutar na 2° Guerra, mas sempre é barrado devido ao seu porte físico. 
Um novo experimento do exercito americano mais tarde transformaria Rogers no supersoladado. E até que isso aconteça, e o ator Chris Evans reapareça com seu porte físico real, é usada a mesma tecnologia de O estranho caso de Benjamim Button. O efeito é irrepreensível, quem não conhece Chris Evans afirmaria que ele tem aquele tamanho. Evans que faz um bom trabalho, já viveu outro super-herói na carreira, o tocha-humana do Quarteto Fantástico, mas seguramente aqui está em seu melhor momento.
O diretor Joe Johnston tem um currículo muito interessante, não tem filmaços extraordinários nem uma estatueta do Oscar no armário, mas são todos produções regulares, de muito sucesso e, como aqui em Capitão América, pouco aprofundam os dramas e os amores dos personagens, mas ganham a simpatia do publico. Certamente seus filmes fazem parte da infância de muita gente, como Querida, encolhi as crianças (1989), The Rocketeer (1991) e Jumanji (1995). Johnston ainda herdou a franquia Jurassic Park de Spielberg, dirigiu o terceiro e assina o quarto que deve chegar ao cinema em 2012.
Capitão América - O primeiro Vingador funciona bem como um filme de aventura. Talvez uma sequencia mais longa e trabalhada do confronto do herói e seu inimigo Caveira Vermelha fosse mais um mérito do filme, mérito que fica pra uma próxima. O filme também serve como o último gancho para a grande cartada dos Estúdios da Marvel, Os Vingadores, que estreia na metade do próximo ano e reúne caras como Homem de Ferro, Thor, Capitão América, entre outros.
Classificação PoA Geral
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável