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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Filme de Segunda 86

Ted
Atenção senhor deputado estadual de São Paulo, Protógenes Queiroz (PC do B), não é porque o filme tem um ursinho de pelúcia como protagonista que, necessariamente, esse filme é para o público infantil. O mesmo vale para desenhos animados. Uma das atrações mais clássicas da história da TV mundial, Os Simpsons, não é para crianças. Não vamos longe. Os outros trabalhos deste estreante no cinema Seth MacFarlene, diretor e roteirista de Ted, são as séries televisivas Uma Família da Pesada, American Dad! e The Cleveland Show, todos desenhos animados de um humor ácido, completamente adulto e politicamente incorreto. Assim é Ted.

Semana passada o deputado Protógenes levou seus filho de 11 anos para assistir ao filme. Desinformado da classificação indicativa de 16 anos, não gostou do que viu e cogitou entrar com recurso no Ministério Público para tirar o filme de circulação. Mais tarde, desistiu da ideia. Ted não é para qualquer público, muito menos para crianças.

Ted é uma comédia romântica com pimenta. E esta pimenta é justamente o ursinho Ted, um personagem completamente fantasioso, que só se justifica pela comédia. Na sua boa estreia nos cinemas, Seth MacFarlene retoma as situações nonsense habituais de suas animações, como o próprio ursinho de pelúcia que ganha vida, cresce junto com seu dono, usa drogas, é tarado e, ao mesmo tempo, é encarado com naturalidade pelas pessoas do mundo.
O casal John Bennett e Lori Collins, respectivamente os atores Mark Wahlberg e Mila Kunis, com boa química no filme, vivem um momento decisivo em seu romance. Buscam uma independência que acaba sempre atrapalhada pelo ursinho Ted, amigo de infância de Bennett, e que ganhou vida depois de um pedido do próprio Bennett, então com 8 anos de idade, a uma estrela cadente.

Como de praxe, MacFarlene, que dubla o ursinho de pelúcia, pega pesado em algumas cenas, pega no pé de muita gente do mainstrein e flutua pelo universo da cultura geek. O diretor não inventa, faz o feijão com arroz de uma comédia romântica. E nessa trama razoável, que não é ruim, muito menos é excelente, Seth MacFarlene apimenta com seu humor, e faz de Ted uma das boas notícias para o cinema em 2012.

Gênero: Comédia
Duração: 106 min.
Origem: EUA
Direção: Seth MacFarlene
Roteiro: Seth MacFarlene, Aelc Sulkin, Wellesley Wild
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Censura: 16 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Filme de Segunda

Amizade Colorida
Filme que esteve há pouco em cartaz que, agora, confesso não saber se ainda é possível assisti-lo no cinema. Mas não se preocupe, pois caso não tenho ido aos cinemas ver Amizade colorida, pode muito bem esperar pelo DVD ou pela TV a cabo. Esta divertida comédia romântica não faz o tipo de filme imperdível. Ele é, e isto com bastante mérito, um filme simpático.
Aliás, Amizade Colorida é mais simpático do que bom. Absolutamente todo personagem com mais de três minutos em cena é simpático. Principalmente os dois protagonistas, Justin Timberlake e Mila Kunis. Afinal, como o filme do diretor Will Kluck não trás nenhuma novidade para o gênero, como o roteiro não convence em vários aspectos, o trabalho dos atores segura o filme e o torna um bom aperitivo, mas longe de ser o prato principal.

Classificação PoA Geral
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Filme de Segunda

Cisne Negro
Que diretor esse Darren Aronofsky! O cara já tem cinco filmes no currículo, e só filmaço: Pi (1998), Requiém para um sonho (2000), Fonte da vida (2006), O lutador (2008) e Cisne Negro (2010). Todos eles tratam de seres humanos que chegam ao seu limite de alguma forma, filmes de intensos conflitos, desgastes físicos e psicológicos que, pela excelência da técnica de Aronofsky, acabam atingindo em cheio o público.
Cisne Negro é uma obra-prima, desde a direção, a trilha, a fotografia e as atuações. Aliás, A ATUAÇÃO. Natlie Portman é o centro do filme, tudo o que acontece em Cisne Negro é em decorrência de Nina Sayers, a bailarina que Portman dá vida. E esse é o termo, dar vida. O trabalho de Natalie Portman é espetacular, sem ela e sua atuação, o filme não seria o mesmo, sem dúvida.
O filme é um suspense psicológico, tenso e intenso, de dar sustos nos espectadores tamanha a compenetração do público passados recém alguns minutos de filme. A câmera que segue a personagem Nina a todo instante já foi técnica usada por Aronofsky em O lutador, o que dá ao protagonista um tamanho monstruoso dentro do filme, e só sendo muito bom para segurar a onda. Natalie Portman só não segura a onda como a surfa magistralmente, dando show.
É uma tremenda pretensão da minha parte escrever sobre Cisne Negro tendo assistido ao filme apenas uma vez. Não é filme de se ver uma vez. A primeira vez é só um soco na cara, um primeiro susto, para se preparar pruma segunda (terceira, quarta...) vez. Devido ao intenso conflito psicológico de Nina, a partir de certo momento, não se sabe o que é real ou não. Mais, não se sabe se alguma coisa ali foi mesmo real. É de cada um tirar suas conclusões e ficar com o seu Cisne Negro na cabeça.
Uma grande alegoria de O Lago dos Cisnes que conta a história de uma bailarina (Nina) que busca a perfeição e vive em função de ser a dançarina principal de uma companhia e estrelar, claro, o O Lago dos Cisnes. Assim pode ser resumido Cisne Negro.
Nina vive sob pressão. Pressão de sua mãe (Barbara Hershey), uma bailarina que não alcançou grandes glórias, a pressão do diretor da companhia (Vincent Cassel), que não mede palavras nem atitudes para criticá-la, pressão com a nova bailarina da companhia (Mila Kunis), talentosa e sedutora dançarina. Ao mesmo tempo que parecem atrapalhar Nina, tudo é muito ambíguo ao ponto de ser correto também afirmar que esses algozes também a ajudam a chegar em seu auge.
Um filme sem dúvida extraordinário. Cheio de detalhes a serem percebidos, perseguidos e decifrados. Como as diversas referências à diva da black music Nina Simone, que percebeu o Maurício Saldanha, do site Cabine Celular.
Agora para de ler este blog e vá ao cinema.

Classificação PoA Geral
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável