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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Filme de Segunda

Roubo nas alturas
Tenho a impressão que Roubo nas alturas ainda vai passar muito na Sessão da Tarde, da rede Globo. Tem toda a pinta: neve, desfile de ação de graça, comédia, Eddie Murphy e Mattehew Broderick. O filme realmente está no nível da maioria dos que passam nas tardes da televisão aberta. É uma comédia abacaxi.
O cartaz do filme me chamou a atenção, afinal destaca um bom elenco, que além de Murphy e Broderick, ainda tem Michel Peña, Téa Leone, Cassey Affleck, a menina de Preciosa Gabourey Sidibe e o cara principal do filme, o Ben Stiller. A sinopse não é das mais atraentes, mas nos dá a ilusão que Roubo nas alturas renderá boas risadas. Acredite em mim, você vai rir menos que imagina.
A direção do longa é do Brett Ratner, seguidamente criticado por não conseguir deixar sua marca nos filmes. Seguidamente, inclusive, contratado para fazer exatamente isso. Ratner tem no currículo filmes como Dragão Vermelho, de 2002, X-men - O confronto final, de 2006, e a franquia de A Hora do Rush. Os três filmes com Jackie Chan são os melhores trabalhos do diretor, que tenta fazer coisa parecida em Roubo nas alturas.
O personagem de Ben Stiller é o gerente Kovacs, boa-praça e dedicado que comanda um dos mais importantes apart hotéis dos Estados Unidos, onde mora um bem sucedido e milionário investidor americano. Um senhor que trata bem os funcionários e, entre outras excentricidades, tem uma ferrari dentro de seu apartamento. Este amigável investidor se dispõe a cuidar das economias de todos os funcionários, até ser acusado de operações ilegais e ter seu patrimônio zerado.
O tom do filme tem algo de crítica social, muito adequado ao momento dos E.U.A, mas em nenhum momento parece fazer proveito disso. Roubo nas alturas demora a fazer rir, o diretor parece confuso entre fazer uma comédia ou um filme policial de ação, como já fizera em A Hora do Rush.
A guinada do filme é quando Eddie Murphy entra valendo na trama, fazendo um batedor de carteira malandro que, para Kovacs, tem experiência o suficiente para ajudá-lo a invadir o hotel sem ser visto e roubar alguma possível fortuna escondida no apartamento do milionário.
Como diz o Maurício Saldanha, do Cabine Celular, Roubo nas Alturas é filme para ver no dia do desconto, sem muito peso na consciência ou expectativa. O melhor mesmo é esperar que passe na Sessão da Tarde e torcer que a dublagem dê uma melhorada no filme.
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
X Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável    

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Filme de Segunda

Cem anos de Grenal
No ano de 2009 colorados celebraram o centenário do Internacional, consequentemente também chegou-se ao centenário do clássico grenal. Ainda em 2009 a G7 Cinema começou a trabalhar em dois documentários que contariam a história do clássico. Um pela ótica gremista, outro pela colorada. A G7 Cinemas tem se especializado nesse nicho de mercado: filmes sobre clubes de futebol com forte apelo ao torcedor.

O filme tricolor, Grêm10x0 (título que faz alusão ao primeiro grenal disputado), tema a direção de Beto Souza, o cara é filho de ex-presidente do Grêmio, já dirigiu títulos como o premiado Netto perde sua alma e, há alguns anos, o filme que deu início a essa febre que tem levado grandes clubes ao cinema, o Inacreditável, que conta o jogo entre Náutico e Grêmio, final da série B de 2005. No roteiro, Eduardo Bueno, o Peninha, e o Fernando Mantelli.

Do lado colorado da história, o craque Luis Augusto Fischer assina o roteiro do Supremacia Vermelha. Professor, escritoir, intelectual respeitado no RS, grande colorado, que tem escrito muita coisa para o Internacional nos últimos anos. Muita coisa mesmo! A direção é de Fabiano de Souza, professor do curso de comunicação da PUC-RS, diretor e roteiristas de vários curtas-metragens e especiais da RBS.

Assisti aos dois filmes numa sentada! Um seguido do outro e a impressão que dá é de que contam histórias totalmente diferentes. E essa é a propostas dos filmes. Um é de gremistas para gremistas e mais ninguém. Outro é de colorados para colorados e mais ninguém. Ambos os filmes esbanjam clubismo, flauta e certa arrogância.

Vale para entreter, saber um pouco da história, se arrepiar, mas são produções de pouco valor cinematográfico dentro do gênero documentário. Os cem anos do clássico grenal, o maior do Brasil, merece um filme sério e comprometido com a história desses dois gigantes e imortais do futebol mundial. Não desvalorizando as obras da G7, mas Supremacia Vermelha e Grêm10x0 são aperitivo para torcedor, não para cinéfilo.

Com a palavra, a colorada Daniela Ribas (@Dany_Yoda), que assistiu aos dois filmes comigo:
"Na tarde deste domingo, por insistência da minha parte, na verdade mais por curiosidade minha de ver o filme dos Tricolores, sabia que a chacota seria intensa, mas vamos lá, quero ouvir deles a versão dessa história que para os colorados já foi muito bem narrada, várias e várias vezes.
No filme deles, o ponto mais alto são os grenais importantes que eles embolsaram, com aquele pé nos 10x0, coisa que até hoje não entendo o porquê de tamanha felicidade pelo escore no ano de fundação do maior rival, que anos depois o passaria em saldo de gols, vitórias e em títulos regionais, mas tudo bem, eles insistem em falar de tal placar elástico de 1909.
Ambos os filmes são de extremo fanatismo. O que para o gremista é motivo de orgulho, para o colorado é motivo de chacota, e vice e versa. As narrativas tem por base momentos históricos e marcantes da dupla GreNal. Do lado Azul, os grenais decisivos. Do lado Vermelho, os 8 maiores momentos de supremacia vermelha, Supremacia Vermelha esta que intitula o DVD colorado. Dentre os melhores momentos, 8 casas visitadas em homenagem ao octacampeonato colorado, momentos como os 6x0 na inauguração da Bandeira Gremista, jogo o qual 5 gols foram anulados pelo juíz, alegando que era gol demais para um grenal. Também do lado alvi-rubro é narrada a inauguração do "salão de festas colorado" o estádio Olímpico, com outro placar elástico da equipe vermelha.
São bons filmes, para esse seleto grupo de espectadores, cada um na sua, e ninguém se mete na história do outro, até por que pra quem não conhece, nem parece a mesma história, e nem é, cada um vai puxar para o seu lado, enaltecendo seu clube. Arrogância, petulância e prepotência são presentes nas duas narrativas, e convenhamos, fanatismo a parte, o que seria de um sem o outro?
De que adiantaria apenas um grande no Rio Grande do Sul, se não tivesse o maior rival para poder gozar depois? A grandeza de um sugere a busca pela grandeza do outro e assim se faz o maior clássico do Brasil."

Mais informações sobre os filmes, no site http://www.filmegrenal.com.br/

Classificação PoA Geral
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
X Legal
- Meia-boca
- Ruinzinho
- Péssimo
- Inclassificável