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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Filme de Segunda 146

Kick-Ass 2


Poucas coisas no cinema são tão divertidas quanto a franquia de Kick-Ass. Em 2010, quando o primeiro filme que adapta as HQs de Mark Millar e John Romita Jr foi lançado, a polêmica foi grande. O longa dirigido por Matthew Vaughn colocava a jovem Chloë Grace Moretz em cenas pesadas de violência, algo à la Tarantino. Porém, acima de tudo, Kick-Ass - Quebrando Tudo surpreendeu o grande público e muita gente passou a conhecer a história através do cinema, para depois passar a consumir as HQs. Afinal não era só violência. Eram sequências de ação bem tramadas e filmadas, um humor refinado e um realismo dramático incomum nos trabalhos do gênero. Considero o primeiro, realmente, um grande filme. (Texto aqui)

Ao falar de Kick-Ass 2, entretanto, passa a ser inevitável qualquer tipo de comparação com seu antecessor. A verdade é que o segundo não empolga tanto quanto o primeiro, basicamente por três motivos. Primeiro Vaughn apenas produziu e deixou a direção com Jeff Wadlow, segundo o enredo é um tanto clichê e terceiro o fator surpresa não existe mais. Mas garanto que segue sendo muito divertido.


O triunvirato Aaron Taylor-Johnson, Chloe Grace Moretz e Christopher Mintz-Plasse, respectivamente Kick-Ass, Hit Girl e Red Mist (que agora é o super-vilão Motherfucker) ganham a companhia de Jim Carrey e seu Coronel Estrelas e Listras. E outros mascarados, é verdade. Em Kick-Ass 2 os fatos ocorridos no primeiro filme motivam outras pessoas comuns a saírem pra rua fantasiadas e tentarem combater o crime. Ao mesmo tempo, Hit Girl e Kick-Ass têm seus motivos para recolher suas fardas e deixarem de lado a vida de super-herói.

O drama estabelecido para os personagens desde o início é justamente este, a busca por sua personalidade. Para que e por quê se mascarar? Eles não estariam combatendo aquilo que eles mesmo criaram? Dentro deste arco dramático é que se destaca Chloe Moretz. Ela basicamente, como grande atriz que é, rouba a cena - ou as cenas. Assim como a veia cômica de Kick-Ass 2, que fica mais uma vez a cargo de Christopher Mintz-Plasse e seu super-vilão Motherfucker. É do núcleo mal do filme de onde surge as melhores sequências de comédia. O rapaz é um pateta, herdeiro de uma família de gangsteres cujo principal expoente, seu pai, foi morto pelo Kick-Ass. Ele, evidentemente, busca vingança nessa segunda parte. 

Embora o enredo seja clichê de uma forma geral, tendo início, meio e fim previsíveis, no desenrolar da história algumas surpresas ajudam a salvar a sequência. Sempre dentro da lógica impactante das consequências drásticas em relação as escolhas dos personagens estabelecido desde o primeiro longa. Tem muita violência, tem algumas mortes, tem humor. É Kick-Ass. É bem divertido.

Gênero: Ação, comédia
Duração: 103 min.
Origem: EUA
Direção: Jeff Wadlow
Roteiro: Jeff Wadlow
Distribuidora: Universal
Censura: 16 anos
Ano: 2013
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Filme de Segunda

Os pinguins do Papai
Lembro de 1995 ou 96. Férias de inverno, no tempo em que, ainda criança, estudava no turno da tarde, Lembro de minha mãe e minha dinda levando eu e meus primos no shopping Iguatemi, no antigo cinema - que já mudou duas vezes de lugar desde lá -, para assistir Gasparzinho, Tartarugas Ninjas, Toy Store ou coisa do tipo. Pulando para 2011, nas mesmas férias de inverno, vou ao cinema assistir Os pinguins do Papai, com Jim Carrey e a direção de Mark Waters, que fez o querido E se fosse verdade... (2005), além de Meninas Malvadas (2004) e Sexta-feira muito louca (2003).
Os pinguins do Papai é filme para criança, daqueles que lotam a sessão das 16h. E com a mídia que tem, não é de se admirar que lote mesmo. E não só a mídia, os carros-chefes do filme são um chamativo e tanto. São eles o Jim Carrey e os pinguins. Poucos animaizinhos são tão simpáticos quanto os pinguins, e cômicos ao natural. Quem nunca riu vendo um pinguim apenas caminhar? Por outro lado, Jim Carrey já não tem o mesmo efeito cômico de 15 anos atrás, mas ainda funciona em algumas situações, principalmente para o público infantil.
O roteiro é baseado em clichês, o desfecho é previsível e as cenas engraçadas são de humor corporal, de situação, pouco de diálogo. Tem muitas cenas difíceis de engolir, mas quando se pensa que aquilo não é pra você e seus 22 anos de vida, dá para relevar. Os efeitos gráficos são perfeitos. Isso é um ponto forte de Os pinguins..., tem de ter olho clínico para perceber quando é um pinguim em cena e quando é computação.
Não vou mentir e dizer que sai carrancudo do cinema, que o filme é a maior porcaria do mundo. Não, de forma alguma, longe disso. Dá sim para rir e se divertir. Só não dá para assistir na sessão de sexta-feira à noite. É um dinheiro que facilmente se investe em filme melhor. O legal é pegar seu filho, sobrinho ou irmão mais novo, e levar para assistir Os pinguins do Papai no dia do desconto.
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável