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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Regularidade é um dos méritos do Grêmio de Scolari

O Grêmio fez bom jogo contra o Fluminense, no Maracanã, na noite de quarta-feira, 24. Mesmo que não tenha vencido, ou que Marcelo Grohe tenha que ter feito algumas boas defesas. O fato é que mais uma vez a equipe não sentiu o fato de estar jogando fora de casa, soube agredir o adversário e manteve-se como a defesa menos vazada do BR-14. O Grêmio do técnico Luiz Felipe Scolari adquiriu corpo, ganhou cara e estilo e, sobretudo, está mantendo a regularidade.

É justamente essa regularidade que faz com que o time seja um dos postulantes a vaga na Libertadores. São pequenos direitos que as equipes vão ganhando ao longo da competição. Há três ou quatro rodadas o Grêmio conquistou esse direito de ser um dos que disputam a ponta de cima. Na classificação de momento, antes do final da rodada, nesta noite de quinta-feira, o Tricolor é o quarto, tem 40 pontos. Mas pode ainda ser ultrapassado pelo Atlético-MG, no entanto não se distancia do G4.

Felipão tem como base o 4-3-3 e, a partir deste sistema, executa pequenas variações dentro das partidas. Contudo, a estratégia é basicamente a mesma em qualquer circunstância. A marcação é quase que prioridade, não à toa tem a melhor defesa, tendo tomado apenas 14 gols, mas um dos piores ataques, com 19 gols. O líder Cruzeiro já marcou 49, o vice Internacional 31 e o terceiro São Paulo tem 42 gols. Time base:

 Gremio - Football tactics and formations

As variações táticas passam por mudanças de posicionamento de alguns jogadores. Para se defender, por exemplo, o Grêmio se recolhe em um 4-1-4-1, geralmente quando Giuliano está no time. Contra o Fluminense, Felipão se defendeu em um 4-4-2, deixando Luan como companheiro de Barcos, criando uma opção mais razoável de contra-ataque. Veja o posicionamento defensivo no Maracanã: 

Gremio - Football tactics and formations

Apesar de ter valorizado a posse de bola em alguns momentos contra o Fluminense, tentando não desperdiçar o controle das ações enquanto o adversário não dava espaço, esta não é uma característica latente da equipe de Felipão. Geralmente o Grêmio opta pela objetividade, se aproveitando da verticalidade de Dudu, Luan e da boa capacidade de Barcos reter a bola e esperar a infiltração de quem vem de trás. É uma mecânica de jogo pragmática e eficiente, similar àquela implementada por Renato Portaluppi na campanha de vice-campeão brasileiro do ano passado.

Já são oito jogos seguidos sem perder, sendo cinco vitórias e três empates. A última derrota foi para o Cruzeiro, no Mineirão, dia 21 de agosto. Naquela oportunidade, apesar do resultado negativo, o Grêmio teve boa atuação, deixando o líder marcar apenas nos minutos finais.

Se não é postulante ao título, nem tem como certo a vaga na Libertadores, é ao menos regular o time de Felipão. Fator que já o credencia a ficar no bolo de cima pelas próximas rodadas e brigar por uma vaga no G4. Entendo que o BR-14 tenha no atual cenário seis equipes (do 2° Inter ao 7° Atlético-MG) lutando por três vagas.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Grêmio da falta de convicção e do pensamento mágico

O primeiro pensamento mágico da atual gestão do Grêmio é ela mesmo. Apostou-se que Fábio Koff voltaria à presidência do clube para reconquistar os títulos que há mais de década o tricolor não ganha. Apesar de uma razoável administração fora do campo, dentro dele foram prometidas metas que não passaram perto de serem cumpridas. A não ser que vença o improvável BR-14 ou a possível, porém complicada, Copa do Brasil. As fórmulas que deram certo nos anos 80 e 90 não funcionam mais em 2014. Por mais competente que seja - e Fábio Koff é -, é demasiado imaginar que uma pessoa seja capaz de descer ao vestiário, impor respeito a comissão técnica e jogadores, motivar, contratar, atuar politicamente nos bastidores e levar nas costas um clube de futebol à conquistas.

O segundo pensamento mágico foi a contratação de Renato Portaluppi ano passado, após a saída de Vanderlei Luxemburgo. O maior jogador da história do Grêmio voltava para reatar a parceria vitoriosa com o presidente em 83 e, principalmente, servir como atrativo para o torcedor comparecer em maior número na Arena.

Antes de fechar os dois anos da atual gestão, o Grêmio parte para mais um pensamento mágico na tentativa de voltar às suas maiores glórias. Depois da demissão de Enderson Moreira, Koff foi a São Paulo buscar Luiz Felipe Scolari. O treinador multi-campeão pelo tricolor gaúcho retorna depois de 18 anos e, assim como Portaluppi, tentará repetir a pareceria vitoriosa da metade dos anos 90.

Convicção
Ao final de 2014, a gestão Koff completará 24 meses no comando do Grêmio e quatro treinadores contratados. Na média, uma troca a cada seis meses. A partir desse ponto, é possível constatar alguns aspectos. Primeiro, e mais fundamental: não há convicção. No início de 2013 o departamento de futebol acertou a renovação com Luxemburgo a contragosto. Não era o nome preferido da diretoria. Na sequência, Renato Portaluppi foi segundo colocado no Brasileirão e descartado, sem receber uma merecida valorização por parte do clube. Então aparece Enderson Moreira, que é mantido mesmo após os fracassos no Gauchão e na Libertadores. Faz um Campeonato Brasileiro razoável e quando recebe peças de qualidade é dispensado na primeira derrota. E se vencesse, seguiria? Com que respaldo?

Aliás, os profissionais que vem atuar pelo Grêmio, sentem-se respaldados pela diretoria? Falo de jogadores, preparadores físicos, auxiliares, técnicos etc. Ninguém trabalha tranquilo sabendo que pode ser demitido a cada rodada ou execrado a cada gol perdido.

Felipão
O novo treinador gremista é um vencedor inquestionável, de carreira gloriosa, de muito mais acertos que erros. Ficou marcado pela última passagem na Seleção, após uma péssima Copa do Mundo. O que não significa que fará um péssimo trabalho no Grêmio, assim como seu passado também não é garantia de glória no presente. 

Com todo respeito que merece, pois não acho que seja ex-técnico, apesar de entender que seja sim defasado para assumir uma Seleção Brasileira, Scolari volta ao Grêmio para ganhar um salário astronômico e fazer pouco mais, talvez, do que Enderson. E ter menos tempo para trabalhar, e menos possibilidade de ganhar um título.

Acredito que não seja saudável para os cofres do Grêmio, tampouco para a imagem vencedora de dois ícones da história do clube como Koff e Felipão, que se arriscam agora a uma trajetória que tem tudo para ser mais uma razoavelmente boa, mas sem títulos - como tem sido os últimos anos do tricolor gaúcho.

Tomara que eu morda a língua.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Balanço Grêmio 2011


Com um time que terminou em alta a temporada de 2010, com um esquema encaixado, com o goleador do campeonato, com uma vaga na pré-Libertadores, com um ídolo comandando o time fora de campo. O torcida gremista tinha muita empolgação com o que poderia ser o 2011 gremista. A expectativa de ter Renato Portaluppi e Ronaldinho Gaúcho juntos, potencialmente grandes ídolos do Grêmio, foi uma hipótese real, mas que frustrou torcedor e clube ainda em janeiro.
Ronaldinho não veio - e esta história todo mundo já sabe. Talvez tenha sida essa a grande complicação do Grêmio no início da temporada. Paulo Odone apostou demais na vinda do desafeto gremista, o que acabou tomando dois meses (dez/10 e jan/11) de atenção exclusiva à negociação, que acabou não se confirmando. O Grêmio só não trouxe Ronaldinho como também perdeu o artilheiro Jonas, perdeu o lateral Fábio Santos e o zagueiro Paulão. Os que vieram não deram certo, como Gilson, Rodolfo, Carlos Alberto e Escudeiro (este só veio a jogar bem com Roth, no segundo semestre). Ou seja, o Grêmio piorou de um ano para o outro, desagregou jogadores e não conseguiu recompor com qualidade.
Faltou bola na Libertadores, faltou bola na primeira parte do BR-11 e, por incrível que pareça, faltou bola também numa final de Gauchão em que o Grêmio teve vantagem em dois momentos. Primeiro quando ganhou o turno inicial e poderia ter ganho o segundo turno e levado o título direto. Depois na finalíssima, quando venceu por 3 a 2 dentro do Beira-Rio, cedeu o mesmo resultado para o Inter no Olímpico e acabou perdendo nos pênaltis.
Sem dúvida é um dos piores anos da história do Grêmio. Além de não vencer título algum, perdeu jogos importantes dentro do Olímpico, ficou com um inexpressivo 12° lugar no BR-11, brigou para não cair boa parte do campeonato, trocou de treinador três vezes (ou quatro, levando em conta que Caio Junior foi contratado ainda em 2011), e tomou duros golpes como a sempre conturbada demissão de um ídolo e mais uma recusa indesejada de Ronaldinho Gaúcho. Sem contar a simbólica derrota no Rio de Janeiro, no 1° turno do BR-11, aquele 2 a 0 para o Flamengo, que o ídolo recente da torcida, o irregular Victor, entregou o segundo gol constrangedoramente para Ronaldinho. Um grande resumo da década sem títulos do Grêmio, que em 2001 venceu sua quarta Copa do Brasil e desde então se contenta com Gauchões, um título da segundona, e algumas boas campanhas. Nada comparado ao que o clube já conquistou em outros tempos.
Depois da breve e equivocada passagem de Julhinho Camargo, teve ainda a volta do eterno Celso Roth, que de tão eterno também é passageiro, e não comandará o Grêmio na próxima temporada. Roth deu ao time o padrão de jogo que não aparecera em 2011, fixou a equipe num 4-2-3-1 que funcionou enquanto o elenco teve gás e motivação para alçar vôos maiores na competição nacional. O gás acabou antes da motivação, e o campeonato antes do Grenal da última rodada, naquele 1 a 0 colorado.
Foi um ano repleto de equívocos no Estádio Olímpico, de todas as instancias, desde o discurso falido da direção, tão quanto as contratações insuficientes, passando pelas erratas das três comissões técnicas em momentos capitais da temporada, até chegar na torcida, que vaiou Douglas o ano inteiro, sendo que o 10 é o melhor jogador do elenco, o único que ao menos chuta a gol mais de duas ou três vezes no jogo.
2012 ainda é uma incógnita. Como sempre é o começo de ano de qualquer clube.  Kléber é bom jogador, mas vai corresponder o investimento? Caio é bom treinador e ainda tem o apetite de ganhar títulos, mas isto basta? Paulo Pelaipe diz que terá o grupo fechado até a virada do ano. Até que ponto isto é possível? E a Arena, que deve inaugurar no final de 2012, pode representar um salto de patamar como clube de futebol, como representou o Olímpico na metade do século passado?
 De 2012 ainda não sei. Porém, esse ano já acabou, e inegavelmente foi um péssimo ano.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Tática - dos pontos fracos da nossa imprensa esportiva

Pode até ser uma impressão equivocada. De 2010 para cá, a imprensa do RS especializada em futebol tem batido muito nos treinadores da dupla Grenal. E, não são raras as vezes, se apega à questões de nenhuma importância ou sem nenhum fundamento futebolístico aceitável.
A ferida começou a ser aberta há alguns anos, talvez dois ou três, e alcançou o estágio crítico a partir da Copa do Mundo de 2010. É o "Monstro da Análise Tática". A discussão de ordem tática, que era feita por poucos jornalistas, alguns em veículos de tevê fechada, ganhou espaço na internet e se expandiu através dos blogs. Inevitavelmente a grande mídia teve de absorver essa tendência de jornalismo. O esquema 4-2-3-1 ficou muito em evidência na Copa do Mundo, a imensa maioria das seleções jogaram com essa formatação e ficou impossível de ignorar esse fato e não discuti-lo. Mas discutir sabendo o fazer?
Para os analistas e repórteres do Rio Grande do Sul é inconcebível ganhar um jogo tendo apenas um atacante em campo. Como se só o atacante atacasse. Esse tipo de simplificação é prejudicial à discussão e, por consequência, informa errado o espectador/ouvinte/leitor e cria no clube um clima de muito desconforto, até porque nem todo dirigente sabe tanto assim de bola quanto deveria. Assim, cai Celso Roth, cai Silas, cai Fossati, quase cai Falcão, quase cai Renato.
Não existe só o 4-4-2 e o 3-5-2. Não dá para esquecer que em 2010 o Inter venceu a Libertadores no 4-2-3-1. Assim como a Espanha venceu na Copa do Mundo. O Barça ganha tudo no "faceiro" 4-3-3. Ai de Falcão escalar o Inter num 4-3-3; ou de Renato, de tentar um 4-1-3-2, como já tentou e deu errado esse ano, e como deu muito certo no Estudiantes campeão na Libertadores de 2009. No Olímpico ou no Beira-Rio, quem não montar sua equipe no 4-4-2 abrasileirado, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes, das duas uma: ou é retranqueiro ou é ofencivista demais.
Grêmio e Internacional estão longe de ter uma temporada incontestável. Mas que se conteste com maior embasamento e critério. Sábado passado, Portaluppi foi crucificado por escalar um 4-5-1, com apenas Viçosa no ataque e um Gabriel inventado no meio de campo. Perdeu de 3 a 1 para o bom São Paulo, no Morumbi. E perdeu só pelo esquema e pela invenção? Renato tentou um 4-4-1-1 que tivesse rapidez de se fechar e defender pelos lados e a capacidade de sair em bloco, com as chegadas dos wingers Lúcio e Gabriel passando e dando a opção de Douglas lançar. Não deu certo porque lá na frente o Viçosa não soube reter a bola, Douglas não soube jogar de costas para a área, e a linha de quatro no meio muitas vezes não foi uma linha de quatro. O que quero dizer é que também poderia ter dado certo, e o fracasso pelo esquema diferente não pode ser uma obviedade, como parece ser para tantos.
Facão está batendo de frente com as análises equivocadas que recheiam os comentários da imprensa gaúcha. E quem bate de frente com a imprensa apanha, é taxado de chato ou professor pardal quando fala de tática nas entrevistas coletivas.
Os jornalistas estão expostos. Poucos entendem ou conseguem ler esquemas táticos. Aí atacam, falam que é bobagem, que treinador não ganha jogo, só atrapalha, que só o jogador faz a diferença, que esse ou aquele não podem jogarem juntos, ou devem jogarem juntos, que três volantes é absurdo, que três atacantes é absurdo. Quem não entende desprestigia, então simplificam demais o futebol e a discussão acerca do tema, tornando-a muitas vezes supérflua.
E volto a repetir, Renato e Falcão, Grêmio e Inter, ainda estão devendo muita bola. Mas debate tido como especializado também está devendo e precisa subir de nível.

domingo, 8 de maio de 2011

Grêmio sai na frente na decisão

Algumas vezes, comentando jogos do Grêmio dessa temporada, escrevi aqui nesse blog: Viçosa não é Jonas. Mais uma forma de criticar a ineficiência da direção e da comissão técnica para achar uma alternativa à saída do goleador tricolor dos últimos dois anos. De fato, Viçosa não é Jonas, precisa jogar e fazer muito gol para ser tão importante para o clube quanto foi o 5° maior goleador do Grêmio. Porém, sem dúvida que Junior Viçosa, 21 anos, sobe no conceito de qualquer torcedor gremista e fica com o moral lá nas alturas depois desses dois domingos de Homem Grenal, de dois clássicos e três gols.
O primeiro grenal da decisão do Campeonato Gaúcho 2011 foi um grenal diferente, num Beira-Rio nem tão lotado e pouco empolgado, reflexos das eliminações de Grêmio e Inter na Copa Libertadores no meio da semana. Clássico de cinco gols, coisa rara. Grenal sem arbitragem polêmica, algo a se comemorar. Vale o registro e o parabéns a Jean Pierre Lima e seus assistentes.
Grenal que não teve D'Alessandro como figura principal, o astro colorado que inferniza a defesa tricolor desde que chegou ao estado, em 2008. Foi o grenal da atitude gremista, da recuperação de Renato e de seu grupo de jogadores, que continua carente de boa opções, mas tem potencial de fazer bons jogos como fez no Beira-Rio, vencendo o Inter por 3 a 2. Grenal de Luiz Severo Junior, que veio no meio da temporada passada de Viçosa, no Alagoas, e no clássico 386 fez dois gols e mais a assistência para o gol de Leandro.
Falcão, que só teve jogos decisivos, de mata ou morre, desde que assumiu o Inter, repetiu na escalação inicial erro muitas vezes cometido por seu antecessor. Ao optar pelo 4-2-3-1, o treinador escalou Sobis na meia-esquerda, com a missão de encostar em Damião e ser um jogador mais agudo que D'Alessandro e Andrezinho. O Colorado abriu o placar através dessa jogada: Sobis dentro da área, recebendo de Kléber e fazendo a parede para Andrezinho vindo de trás. Mas não foi uma boa tarde para o Sobis, que não conseguiu desempenhar a função (que não é a de ofício) o restante do jogo.
O grande mérito tricolor talvez tenha sido encaixar a marcação e não se abater com o gol cedo, aos 8 minutos. O Grêmio de Renato praticamente espelhou o esquema colorado, um 4-2-3-1 que variava para o 4-4-2 com meio-campo em losango. Para isso, uma escalação mais leve. Douglas não foi brilhante, mas fez boa partida, jogou centralizado. Na esquerda, marcando o lateral Nei e recuando para combater Andrezinho, a surpresa da tarde, Escudero, que entrou bem e e foi acertadamente expulso aos 44 do segundo tempo, depois de matar um contra-ataque colorado. Do outro lado, na direita, a mesma função do argentino tinha o jovem Leandro, de muito boa atuação e um gol anotado. Mais atrás, Rochemback e Fernando se entenderam bem. Na zaga, Vilson, que entrou no lugar de Rafa Marques, dá sinais de que realmente é o melhor zagueiro do tricolor, a não ser que Rodolfo resolva jogar o que sabe.
Do lado colorado, Damião não passou em branco. O goleador do Brasil no ano deixou o seu no momento em que Falcão perdia de 2 a 1 e resolveu apostar na maior dificuldade do Grêmio, a bola aérea. O Intenacional ficou com duas linhas de 4 e dois centroaventes na área, Leandro Damião e Cavenaghi. O Inter empatou, mas o Grêmio seguiu mais consciente na partida, tocando a bola com mais propriedade e lucidez. Aos 41, Viçosa, em posição legal, fez o gol da vitória.
A vantagem do Grêmio é muito grande, além de jogar em casa, tem a seu favor qualquer empate, qualquer vitória e derrotas de 1 a 0 e 2 a 1. Grenal, sabe-se, dificilmente foge a estes resultados. Contudo, o desse domingo fugiu, foi de um 3 a 2 de bom futebol e pouca pancada. É inegável que, no momento, o Gauchão é mais tricolor que vermelho e branco. O que não quer dizer muito depois que a bola rola, e tem mais 90 minutos de grenal e bola rolando no Olímpico, domingo que vem.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sem chance para o azar

No sábado, Inter e Fluminense foram eliminados nos estaduais jogando contra times menores. No domingo, Renato Portaluppi não quis dar chance ao azar nem para a zebra no Olímpico. Contra o Ypiranga de Erechim, pelas quartas de finais da Taça Piratini, força máxima, passeio em campo, muito calor e goleada de 5 a 0.
Carlos Alberto e Escudero foram vetados pelo departamento médico, que achou pertinente preservar esses jogadores. Assim, o Grêmio voltou ao 4-4-2 com meio-campo em losango, com Adilson novamente na equipe. Nem o 3-5-2 do Ypiranga, com um zagueiro na sobra e Pansera grudado em Douglas, foi suficiente para evitar a goleada. A diferença técnica entre as duas equipes foi quase constrangedora. Fez correto o Grêmio em imprimir bom ritmo, principalmente no 1° tempo, jogar um futebol sério e comprometido e, assim, presentear os 11 mil que foram ao Olímpico com uma apresentação de luxo.
Talvez o que tenha deixado o técnico Renato mais feliz com a vitória tenha sido os dois gols de André Lima e o gol de Borges. Ele vem apostando nessa dupla de ataque e recebendo críticas negativas. Estreando "marca" nova, a camiseta 99, André Lima fez sua melhor partida ao lado de Borges, tendo exito ao sair da área e, por vezes, fazer o papel de um segundo atacante, e tendo a competência de também aparecer de centroavante e anotar dois. De qualquer forma, é uma dupla que ainda não me convence, que tira potencial de dinâmica de jogo da equipe. Mas isso só os próximos jogos dirão.
Na lateral-esquerda, Gilson mostrou mais confiança que outrora. Jogou solto, leve, como o fez depois de ter marcado seu gol contra o Oriente Petrolero. É um jovem, quem sabe só precisa de respaldo. Renato parece que já está dando, só falta a torcida. Outro jovem que entrou bem foi o Leandro, no segundo tempo, meia de 17 anos, franzino e um tanto tímido, fez um feijão-com-arroz e ainda apareceu para fechar a goleada no final.

Quinta-feira o Grêmio enfrenta, na Colômbia, o Junior Barranquilla pela Libertadores. O time que vai à campo ainda é dúvida. Só duvido que seja aquele do 4-1-3-2 que enfrentou o Oriente Petrolero. Para o retorno - se retornar - de Carlos Alberto, André Lima e Gilson são candidatos a saírem. Caso saia o atacante, se configura o 4-2-3-1. Se o escolhido for Gilson, se mantém o 4-4-2 e Lúcio retorna à lateral esquerda. Especulações minhas. Não sei.
Próximo domingo, pela semifinal da Taça Piratini, o Grêmio recebe o Cruzeiro.
   

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Agora sim, Libertadores

Nunca se esperou tanto! Não que eu lembre, ao menos. Desde o dia 5 de Dezembro, quando ganhou de 3 a 0 do Botafogo, no Olímpico, e classificou-se em 4° lugar no BR-10, o Grêmio espera por essa vaga na Libertadores, que se confirma só agora, dia 3 de Fevereiro. Primeiro o time gaúcho teve de esperar e torcer para que um time brasileiro não ganhasse a Sul Americana do ano passado, o Goiás quase ganhou, bateu na trave, e veio a possibilidade de jogar a pré-Libertadores.

Agora, depois da pré, de empatar em 2 a 2 com o Liverpool-URU lá e de vencer por 3 a 1 nesta quarta, aqui no Olímpico, o Grêmio entra no grupo 2 da Libertadores de 2011. Possivelmente o grupo mais fácil de toda a competição, com Junior Barranquilla (Colômbia), Petrolero (Bolívia) e León de Huánuco (Perú).

O jogo da classificação, claro, ficou mais fácil depois da expulsão de Michel Acosta antes dos 10min da segunda etapa. Estava 1 a 1, dava Grêmio. Mas um 3 a 1 é muito melhor e mais tranquilo. Vinícius Pacheco que o diga, autor de dois gols depois que o Tricolor tomou conta da partida. 

Num primeiro tempo em que a zaga gritou e bateu cabeça mais que jogou e marcou, o ajeitado Liverpool chegou ao gol primeiro, marcando muito bem no seu 4-4-2 a inglesa e neutralizando um Grêmio nervoso. Os 35 mil gremistas que foram ao estádio provavelmente viram ao vivo o gol mais perdido de suas vidas, no início do jogo, depois que a bola bateu errado no pé de André Lima (ou ao contrário) e saiu pelo lado, com o gol escancarado e sem goleiro. Lúcio já saia comemorando. O centroavante de 18 jogos e 12 gols se redimiu e empatou o jogo, depois do cruzamento do dono do meio-campo e capitão Rochemback, de grande atuação.

Contudo, Viçosa não é Jonas. O Grêmio sente a falta do ímpeto e dos gols do antigo camisa 7, embora o novo 7, o Vinícius Pacheco, já tenha anotado dois. E tem aí o dedo e a ousadia de Portaluppi, que não hesitou em retirar o desconcentrato volante Adilson e colocar Pacheco logo após levar o gol, aos 32min do primeiro tempo. Assim, o Grêmio ficou numa espécie de 4-1-3-2.

Porém, Bruno Collaço pode ser Fábio Santos ou Gilson, até melhor. O guri entrou bem na lateral esquerda e volta ao Olímpico e à titularidade respaldado por um ótimo Grenal e um 2010 destacado pela Ponte Preta. Collaço fez boa dupla com Lúcio, tal qual fazia Fabio Santos no ano passado. Para um Grêmio que quer concentrar todas as suas possibilidades financeiras em um novo atacante, a afirmação de Bruno na esquerda vem bem à calhar.

Mesmo assim, Renato sabe que o Grêmio não fez seu melhor jogo. O sistema defensivo ainda carece de qualidade e orientação, que o experiente zagueiro Rodolfo pode dar. No meio, Adilson volta a atuar em bom nível ou a formação ofensiva com Pacheco continua? Com Adilson ainda acho que o time fica mais consistente. O meia argentino Escudero chega na próxima semana e também pode mudar a cara do time. Se o Tricolor não contratar um segundo atacante de peso, Renato pode optar pelo 4-2-3-1.

O certo é que o treinador do Grêmio ainda tem muito trabalho pela frente para deixar a equipe de 2011 nos trilhos e igual a locomotiva tricolor que patrolou no 2° turno do BR-10.
 

domingo, 3 de outubro de 2010

Grêmio embalado vence mais uma

Aos 44 minutos do segundo tempo estava 1 a 0 para o Grêmio, e o Vitória atacava. Quando o cronômetro do arbitro Rodrigo Nunes de Sá fechou redondos 47 minutos, o Grêmio tinha quatro jogadores dentro da área do time baiano e marcava o terceiro gol, num tirambaço lindo e indefensável que saiu do pé direito do lateral Edilson que, desde a lesão de Saimon, aos 30min do segundo tempo, jogava improvisado como volante.

Da excelente campanha de Renato como treinador do Grêmio, não foi das melhores atuações, mas foi uma vitória das mais significativas e importantes. Da mesma forma como fora contra o São Paulo, na quarta, para enfrentar o Vitória na tarde quente de Salvador o treinador teve de escalar uma equipe descaracterizada. Enfrentando um Vitória quase completo e precisando vencer a todo custo, era de se duvidar que o Grêmio trouxesse os 3 pontos.

O Tricolor jogou num 4-2-3-1 que não funcionou muito bem na hora de atacar, apesar dos três gols. Na linha de três, apenas o lado esquerdo funcionou, com as boas contribuições de Lúcio, na meia, e Fábio Santos, vindo de trás. Maylson, na direita, fez o gol e mais nada o jogo inteiro, faltou ao Grêmio suas jogadas de flanco e penetrações em diagonal. Roberson, por dentro, está longe de ser Douglas. Também não fez boa partida. Na frente, um Jonas fominha e pouco inspirado que, se sabe, não sabe ser o 9.

Atrás o Grêmio funcionou bem, nem tanto por Fernando nem Ozea, discretos. Mas sim por Gabriel, o capitão da tarde, por Neuton, por Saimon, mesmo improvisado de volante, por Fábio Santos, que joga melhor longe do Olímpico e por Victor, sempre ele. O Grêmio resistiu bem aos assédios do time treinado por Ricardo Silva, um 4-4-2 com meio em losango, com Ramon centralizado e incomodando enquanto tem fôlego, com dois laterais chegando bastante, e dando espaços, e um centroavante que funciona melhor fora da área, Junior - o sósia do Dinei.

Renato mexeu bem no time num segundo tempo de pressão baiana, continuou com improvisações, porém mais agudo. Com Diego Clementino correndo pela direita, entrando na área e fazendo mais um gol de rebote, mais Wlillian Magrão e Edilson marcando e saindo pro jogo, o Grêmio teve a chega que não tivera no primeiro tempo e em grande parte do segundo. A ousadia do treinador gremista o premiou e ainda pegou o Vitória com as calças na mão.

O Grêmio, com 39 pontos, na 8° colocação, e a melhor campanha do returno agora encosta de vez no pelotão de cima e pede passagem.
    

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Grêmio 4x2 São Paulo

Renato Gaúcho resolveu bem os problemas que tinha para enfrentar o São Paulo. Eram desfalques: F.Santos, Gabriel, Rochemback e Souza. O treinador apostou nas suas contratações e num 4-4-2 com meio em losango para voltar a vencer no Olímpico.

Na direita, o já conhecido Edilson - na vitória, o menos destacado da equipe. Por dentro, a zaga teve Rafael Marques e Paulão e, na lateral-esquerda, Gilson. Estes dois últimos são indicações do Renato. Corresponderam ao chefe: Paulão não deixou Ricardo Oliveira jogar, o centroavante do SP não chutou nem cabeciou uma bola sequer ao gol de Victor. Pela esquerda, Gilson fez ótima parceria com Lúcio, que jogou improvisado de meia apoiador numa das extremidades do losango gremista - do outro lado jogou Adilson, à frente da zaga um gigante chamado Vilson, também improvisado e, como ponta-de-lança o circunstancial capitão, e irrevogável camisa 10, Douglas.

Esse meio gremista funcionou demais, até porque o meio do São Paulo funcionou de menos. No primeiro tempo foi um 3-6-1 que mais pareceu um 3-0-0. Nenhum dos dois alas atacou. Nenhum dos dois meias buscou infiltrações na diagonal. Um Richarlyson apenas não faz verão. Quando Marlos apareceu, puxou o jogo da direita para o meio, o Tricolor Paulista fez os dois gols. Um de pênalti, protestado por gremistas mas acertado pelo árbitro, no fim da primeira etapa, outro gol no começo da segunda, em boa jogada individual, quando Baresi já tinha mexido na equipe e montando um 4-4-2 tendo em Cléber Santana seu principal articulador.

Mas era o tipo de noite, e jogo, que o Grêmio venceria até com 7 no campo, até porque André Lima jogou por dois. Jonas jogou como Jonas, e como tal, deixou seu gol, o 14° do artilheiro no BR-10. E teve a surpreendente estreia de Diogo Clementino, que entrou para fazer correria. Fez a correria, fez até gol, na falha de Ceni, e ainda cavou a expulsão de Alex Silva.

Grêmio de alma lavada e dever de casa comprido. E agora o Grêmio também das dúvidas: depois de uma atuação dessas, quais dos titulares voltam ao time?
    

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Felipão que soprou a vela

Sabe aniversário de criança, com decoração do Batman, tias rabugentas e primos pentelhos? Nesse tipo de festa, o tal do primo, geralmente com a mesma idade do aniversáriante, sempre quer chamar atenção apagando a vela antes que o aniversáriante. Mais ou menos o que aconteceu no Olímpico, na noite em que o Grêmio e sua torcida festejavam o aniversário do clube. Teve bolo e parabéns antes do jogo, mas as velinhas dos 107 anos tricolor foram sopradas pelo Scolari e seu aguerrido Palmeiras.
Foi uma das piores partidas do Grêmio, Souza e Douglas de atuações quase constrangedoras - e não só eles. E do outro lado um Palmeiras, um tradicional rival, mas que veste verde, jogando o  quep oucas vezes jogou em 2010. O Verdão teve a sorte, e a competência de Marcos Assunção, de fazer um golaço de falta aos 14min de jogo. Um gol relativamente cedo, num momento em que nenhuma das equipes se mostrava superior a outra.
 O Grêmio sentiu o gol. Os jogadores ficaram visivelmente nervosos, não souberam reagir diante de um Olímpico abarrotado e preparado para a festa e para a vitória. Quem soube jogar foi o Palmeiras. Soube defender com muita competência e com muita gente. Teve Edinho, teve Márcio Araújo, teve Tinga e teve Marcos Assunção. Este último não só marcou como chutou, armou, fez gol e passe para outro. No meio desses todos, tiveram raras chances de manobras ofencivas os atacantes gremistas que, quando acertaram alguma coisa, já era 46min do segundo tempo.
Renato mexeu, lançou o time para frente e não teve o exito de Felipão, que jogou seu Palmeiras todo pra tráse ainda conseguiu encaixar alguns contra-ataques.
Mas não é noite para se esquecer. A atuação sim, esta sim pode ser esquecida. Mas os fatos históricos que envolveram Grêmio e Palmeiras são grandes. Aniversário de 107 anos do clube, milésimo jogo no Brasileirão e ainda dois dos maiores ídolos à beira do campo.
O Grêmio de novo dá aquela estacionada no BR-10, se mantém a 5 pontos da zona de risco e mais uma vez perde um jogador importante. Borges para por pelo menos um mês. André Lima continua no time e o Grêmio fica carente de atacantes.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

1 a 0 é goleada

Como o Grêmio precisava de uma vitória! Que fosse no sufoco, que fosse suada, brigada, que fosse uma vitória simples - como foi. Que vencesse logo, ora. E o Grêmio jogou um bom primeiro tempo, fez aos 24mim o gol da vitória. Goleada de 1 a 0 que deixa o Tricolor fora da zona do rebaixamento, com 19 pontos, até o próximo jogo, no sábado, contra o Botafogo, lá no Rio.
Mesmo com uma chuva chata, a torcida atendeu ao apelo da direção e do treinador, aproveitou a promoção do meio ingresso e compareceu em bom número. Viu o novo capitão, Rochemback, de novo tomar conta do meio-campo e jogar bem. Viu o destituído Souza alternar bons e maus momentos. Viu também Jonas voltar a marcar gol, depois da jogada armada por Douglas e Fábio Santos, pelo lado esquerdo - lado que o tricolor funcionou melhor. Foi o vigésimo sétimo do atacante nessa temporada, este último sem comemoração, em respeito ao clube que o revelou para o futebol.
Mancini, que viu seu Guarani totalmente dominado no primeiro tempo, mudou no intervalo. O Guarani tinha apenas um chute à gol, sem querer, que saiu de um cruzamento torto. Passou então a dominar o jogo, pelo nervosismo e cautela tricolor e pela mexida de Várgner Mancini. Saiu o volante Maycon e entrou o experiente Baiano, que abriu na direita, jogando o outro meia para o lado esquerdo e abrindo a marcação dos dois volantes do Grêmio. O ótimo Mazola teve mais espaços para jogar, e como todo o Guarani, jogou melhor que o Grêmio na segunda etapa.
Borges não acertou nada a noite inteira. Portaluppi que acertou em tirá-lo no segundo tempo, para entrar um André Lima mais inspirado - mas não o suficiente. Também saiu Douglas, de futebol mediado, para entrar o interessado Leandro, que corre para sanar os prejuízos das muitas lesões em pouco tempo de Grêmio.
O jogo terminou com o Grêmio se defendendo no 3-5-2, tentando contra-atacar, com o Guarani reclamando da discutível arbitragem e com a torcida comemorando como há muito não se via no Olímpico. 1 a 0 para respirar, para dar moral à repetida equipe titular do treinador e para não transformar uma eventual derrota para o Botafogo em mais uma catástrofe.

 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sobrou vontade

Este Grêmio que perdeu por 2 a 1 de virada para o Santos dentro do Olímpico foi dos melhores depois da Copa. O que não significa muito para um Grêmio que é dos piores do BR-10. O Grêmio foi mais Grêmio, principalmente nos primeiros 45mim, foi time de pegada, de marcação, de escapadas rápidas e (quase) letais. Mas quem acabou sendo letal foi o Santos, que matou o jogo aos 48mim do segundo tempo e só não matou antes, aos 40, graças a Victor que defendeu seu terceiro pênalti no campeonato.
Mas se sobra vontade, falta futebol. O time que Portaluppi escalou dá para apostar e trabalhar em cima, no mesmo 4-2-2-2 que rendeu bons resultados ainda na era Silas. Os retornos de Rochemback e Borges significaram melhora técnica significativa, porém, jogadores importantes como Douglas, Souza e Jonas, principalmente os dois últimos, erraram demais com a bola no pé. Não faltou empenho, nem vergonha na cara, nem comprometimento, talvez tenha faltado bola, talvez preparo físico, talvez, até, melhor sorte.
O bom time do Santos jogou no segundo tempo tudo o que o Grêmio não permitiu que jogasse no primeiro. E o Grêmio não permitiu porque Rochemback e Vilson foram sempre soberanos na marcação, jogaram muito, também porque Souza e Douglas correram e ocuparam bem os espaços defensivos, até deixando faltar lá na frente.
Dorival Junior sacou do time o pesado Marcel, trocou o centroavante pelo atacante Zé Eduardo, ganhou mais mobilidade na frente e mexeu na marcação gremista. Ganso começou a aparecer, até se machucar, aos 21mim do segundo tempo, no lance do primeiro pênalti. Neymar também foi figura decisiva no jogo: converteu a primeira penalidade, sofreu a segunda e manchou a boa estreia de Vilson, e no fim participou do lance da virada santista.
Mesmo jogando vários minutos com um jogador a mais e contando com um Victor que voltou a jogar muito, continua não dando para o Grêmio. A zona do rebaixamento assusta, até porque o Grêmio não sai dela. Rebaixamento não é mais palavra para ser ignorada no Olímpico e fazer de conta que não existe. Existe, e a realidade do Grêmio hoje é fugir dele.
 

sábado, 21 de agosto de 2010

Pobre da bola!

Ceará e Grêmio não foi um bom jogo. São dois times em crise. Crise técnica, tática e psicológica, principalmente o Grêmio, que ainda não venceu fora de casa e, desta vez, passou longe de vencer a primeira. Renato decidiu manter o 3-4-2-1, enquanto Mário Sérgio mudou seu Ceará, promoveu surpresas e escalou o time no 3-5-2.

Poucas vezes nessa temporada as atuações individuais do Tricolor Gaúcho foram tão fracas. A começar pelo Willian Magrão, que começou o jogo já marcando gol, seu terceiro vestindo a camisa 9. Mas esse foi contra, aos 40 segundos de jogo. O Grêmio sentiu o gol, passou 20 minutos tonto, sendo atacado por um Ceará que muito buscou jogo pela direita. Aos 21 Neuton saiu da zaga, e carregou a bola e o Grêmio para o campo ofensivo, não deu em muita coisa, mas o Grêmio entrou no jogo.

O empate, aos 25, foi um achado, também contra. Se dependesse das próprias forças, dificilmente Grêmio e Ceará marcariam gols no primeiro tempo. Quando o Ceará teve tudo para converter pelos próprios méritos, Victor, em ótima partida, catou a cobrança de pênalti do zagueiro Fabrício, no finalzinho da primeira etapa.

No segundo tempo o Ceará mudou. Entrou Geraldo, vestindo a 10, para jogar no meio. Também entrou Magno Alves, com a 96 - mas como se estivesse com a 10-, para fazer o time jogar. Aos poucos o Grêmio foi se deixando controlar. Até porque Jonas, Douglas e Ozeia deixaram o Grêmio, para Portaluppi deixar de usar o 3-4-2-1 e tentar contra-atacar no 4-3-2-1.  Não funcionou, como não funcionou só Borges na frente, nem só Jonas, tão pouco os dois juntos, por alguns minutos.

Desde o início o Grêmio não marcou bem. Ferdinando e Willian Magrão foram péssimos. Bem diferente de péssimos foram o dupla Geraldo e Magno Alves, que acertaram o time de Mário Sérgio e fizeram Victor trabalhar. Aos 43 do segundo tempo, a jogada que começou nos pés de Magno, passou pelos pés do camisa 10 e acabou no fundo das redes, na vitória do Ceará e no choro emocionado de Geraldo.

2 a 1 merecido, pelos os 30 minutos finais do Ceará. Pelo restante do jogo, o zero a zero era quase um dever, que Victor até tentou contribuir, mas a fase é tão ruim que nada ajuda o Grêmio. Nem o próprio Grêmio se ajuda.

  

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Do místico ao real

Renato Portaluppi gosta de arriscar, e já iniciou seu trabalho no Grêmio arriscando. Arriscando assumir o comando assim que chegou a Porto Alegre, ir para o jogo poucas horas depois e perder o jogo e a classificação. Justamente o que aconteceu.

Apostou-se na mística. Que o Renato chegaria no começo da tarde, aeroporto lotado, torcida insandecida, declaração de amor ao clube. Logo depois a primeira coletiva como treinador do Grêmio. Aí concentração, conhecer os jogadores, fazer uma preleção de incendiar o vestiário, entrar em campo com o Olímpico cheio, torcida à favor, patrolar o Goiás e se classificar na Sul-Americana. Tudo isso no espaço de tempo de oito horas. Torcida e presidente acreditaram nisso, que seria assim, como num sonho. 

Não vi o jogo. Na verdade, mal escutei. Por isso não vou entrar no mérito de comentar o jogo, e sim a situação. O problema do Grêmio não é um simples mal momento, que vez ou outra acontece no futebol. Já são 10 partidas sem vitória. Um treinador, um diretor de futebol e um jogador já foram demitidos. As declarações de Renato Portaluppi e Souza, depois da derrota de 2 a 1 para o Goiás, são emblemáticas. O Grêmio tem problemas, e não parecem simples.

Disse o treinador, na coletiva: "Temos problemas e não são poucos. Já tenho algumas conclusões. Eu pego rápido as coisas. Eu tenho trocado ideias com a diretoria. Não são poucos os problemas, mas nós vamos resolver". Souza, na saída de campo, também falou: "Na minha opinião, tem muita coisa que precisa ser consertada. Vamos ver o que o professor vai fazer".

Ao contratar Portaluppi, o Grêmio não apostou só no trabalho do treinador, mas também na mística do nome. Viu-se hoje que não é só mística que ganha jogo. Ela ajuda, e os gremistas sabem disso como poucos, mas um time bem armado e jogando bom futebol ajuda muito mais. Com certeza é isso que Renato quer e vai ter tempo de (tentar) fazer, que é não depender tão só da mística, mas também dos gols de Jonas e Borges, dos passes do Douglas, dos dribles e dos chutes de Souza etc.

 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Questões do futebol - Seleção e Renato Portaluppi













A boa estreia de Mano Menezes
Apenas 15 minutos. Só nos primeiros 15 minutos de jogo os EUA apertaram, avançaram as suas duas linhas de quatro e imprimiram certas dificuldades ao sistema defensivo brasileiro. Passados 15 minutos, também passou o friozinho na barriga dos estreantes, o nervosismo característico de um time novo, formado por novatos. Depois desse inicial quarto de hora, a Seleção do Mano amassou os americanos e 2 a 0 ficou barato.

Deu gosto de assistir. Do goleiro ao centroavante. Uma partida não tão boa de Dani Alves, mas excelente de Ganso, excelente Neymar, Ramires e David Luis. Atuação segura de Lucas, à frente da zaga, assim como foram seguros André Santos, na esquerda, Thiago Silva no miolo defensivo, Victor no gol e na área e Pato na outra área.
Mano usou o esquema da moda, o tão falado 4-2-3-1 (que a maioria dos jornalistas descobriu só depois da Copa), que ele usava desde os primeiros dias no Grêmio. Posse de bola e movimentação foram as virtudes apresentadas nesse início de trabalho. Um início promissor, de um grupo de jogadores que ainda tem valores a serem agregados, como o Maicon, o Sandro, o Nilmar, e um Kaká recuperado. Entre outros.



Grêmio joga para o lado emocional
Na coletiva do técnico Renato Portaluppi, na sua despedida do Bahia, após vitória de 2 a 1 sobre o Paraná, um dos reporteres perguntou sobre a responsabilidade e o risco de voltar a um clube na condição de ídolo como jogador para exercer a função de treinador. Portaluppi respondeu, como sotaque carioca: "Mas eu gosto de desafios, gosto de correr esses ricos".

Renato treinador é o mesmo Renato ponta-direita, antes de tudo é atrevido, vai pra cima, tenta surpreender o adversário, não tem papas na língua e não se esconde e nem foge de confusão.O Grêmio aposta nisso, na personalidade forte de Renato, para chegar em meio à crise e fazer com que os jogadores joguem o futebol que já jogaram esse ano.

Aposta no Portaluppi ídolo, que traz a torcida para o estádio e para junto do time. Um nome para elevar a auto-estima de um torcedor que vê um time que não ganha e quando olha para o lado se depara com o maior rival na eminência de ganhar Libertadores e disputar o Mundial. De gremista para gremistas, à beira do campo Renato é, por enquanto, a personificação de um Grêmio vencedor, mas que precisa urgentemente voltar a vencer.

Pode dar certo, e pintar daí um dos capítulos mais incríveis da história Tricolor. Mas Renato Portaluppi ainda não é, com a prancheta nas mãos, o craque que foi com a bola nos pés.