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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Balanço Inter 2011

A década do Colorado é tão boa que, até em ano de altos e baixos, se ganha dois ou três títulos no Beira-Rio. O primeiro ano de gestão do presidente Giovanni Luigi tem um Gauchão e uma Recopa Sul-Americana, além de um 5° lugar no BR-11 e a vaga na pré-Libertadores. Mais da metade dos clubes da primeira divisão trocariam seu ano pelo do Inter. 2011 foi razoável para o torcedor colorado. Porém, a temporada passou longe de não dar dor de cabeça aos vermelhos. Apesar de tudo, o ano do Internacional foi conturbado, principalmente fora do campo, como o episódio das reformas do estádio, que ainda se estendem.
Foram duas trocas de treinadores - ou três, contando o mês que Gilmar Loss trabalhou como técnico interino. Teve a polêmica demissão de Falcão, com três meses de trabalho, e a queda do departamento de futebol comandado por Roberto Siegmann, revelando que o clima de vestiário era péssimo no Beira-Rio. As entrevistas dos envolvidos Siegmann, Falcão e Luigi, na época, foram constrangedoras. Fala-se que o clima com os jogadores também não era dos melhores. Alguns alardeavam que o grupo era dividido em três.
Sempre lembrando que antes de Falcão tinha o inesgotável Celso Roth, sobrevivente do Mazembazzo no Mundial de Clubes. Roth seguiu comandando o clube até o limite, até onde deu, até que os sócios colorados decidiram parar de pagar o clube. Falcão veio, Renato já estava por aqui, e o clima era de festa no RS. Festa que não entrou em campo, não sustentou trabalho nem de um, nem de outro. A eliminação precoce na Libertadores foi um balde de água fria nas duas torcidas, que sonhavam com um clássico na competição continental. 
Paulo Roberto Falcão tentou implantar no Inter uma ideia de futebol europeu, com jogadores cumprindo várias funções, posse de bola, e uma armação de jogo descentralizada, sem a figura clássica do camisa 10. Fez a famosa duas linhas de 4, no 4-4-2 em que D'Alessandro e Andrezinho jogavam bem abertos, e Zé Roberto fazia companhia para Damião no ataque. Nessa formação o Inter viveu um de seus melhores momentos no ano, ganhou o Gauchão e chegou a entrar no G5 do BR-11.  Mas não resistiu à incompreensão pública e nem aos poucos resultados ruins. Mais pra frente, já na era Dorival Junior, os melhores resultados do Inter, incluindo título da Recopa e vaga na pré-Libertadores, a equipe jogou num 4-4-2 muito similar ao de Falcão, mas sem Zé Roberto e Andrezinho.
O que 2011 deixou evidente para o futebol do Inter é a necessidade de rejuvenescer o grupo de jogadores. Pois se não estão desgastados pela idade, estão desgastando com o clube ou com a torcida. Ou até mesmo acomodados, ganhando um bom salário, mas sem nenhuma motivação para disputar título. Caso mais evidente é o de Bolivar, de uma péssima temporada tecnicamente. Jogadores como Tinga e Guinazu seguiam o mesmo caminho, mas melhoraram de rendimento no final do ano, é provável que sejam mantidos.
Para pensar no Tri da Libertadores, ou no Tetra do Brasileirão, o Inter precisa de contratações, precisa de menos conturbações políticas e mais foco na bola. Mas também precisa ser coerente, dar respaldo ao treinador, pois Dorival é bom profissional, ainda jovem, anseia por títulos, e não pode ser tratado como foram tratados Roth e Falcão.
Se há uma palavra que resuma o ano colorado, esta seria Damião. Esteve aqui no Beira-Rio o jogador brasileiro que quase dividiu os holofotes com Neymar. Leandro Damião foi um fenômeno, empilhou gols e ostentou um exuberante preparo físico. Centroavante que dentre muitas qualidades técnicas, também pode ser chamado de trombador. Um pena sua lesão na metade pro fim do ano, acabou atrapalhando sua guinada na Seleção e a briga pela artilharia do BR-11. Ainda sim, um brilhante Damião.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Balanço Grêmio 2011


Com um time que terminou em alta a temporada de 2010, com um esquema encaixado, com o goleador do campeonato, com uma vaga na pré-Libertadores, com um ídolo comandando o time fora de campo. O torcida gremista tinha muita empolgação com o que poderia ser o 2011 gremista. A expectativa de ter Renato Portaluppi e Ronaldinho Gaúcho juntos, potencialmente grandes ídolos do Grêmio, foi uma hipótese real, mas que frustrou torcedor e clube ainda em janeiro.
Ronaldinho não veio - e esta história todo mundo já sabe. Talvez tenha sida essa a grande complicação do Grêmio no início da temporada. Paulo Odone apostou demais na vinda do desafeto gremista, o que acabou tomando dois meses (dez/10 e jan/11) de atenção exclusiva à negociação, que acabou não se confirmando. O Grêmio só não trouxe Ronaldinho como também perdeu o artilheiro Jonas, perdeu o lateral Fábio Santos e o zagueiro Paulão. Os que vieram não deram certo, como Gilson, Rodolfo, Carlos Alberto e Escudeiro (este só veio a jogar bem com Roth, no segundo semestre). Ou seja, o Grêmio piorou de um ano para o outro, desagregou jogadores e não conseguiu recompor com qualidade.
Faltou bola na Libertadores, faltou bola na primeira parte do BR-11 e, por incrível que pareça, faltou bola também numa final de Gauchão em que o Grêmio teve vantagem em dois momentos. Primeiro quando ganhou o turno inicial e poderia ter ganho o segundo turno e levado o título direto. Depois na finalíssima, quando venceu por 3 a 2 dentro do Beira-Rio, cedeu o mesmo resultado para o Inter no Olímpico e acabou perdendo nos pênaltis.
Sem dúvida é um dos piores anos da história do Grêmio. Além de não vencer título algum, perdeu jogos importantes dentro do Olímpico, ficou com um inexpressivo 12° lugar no BR-11, brigou para não cair boa parte do campeonato, trocou de treinador três vezes (ou quatro, levando em conta que Caio Junior foi contratado ainda em 2011), e tomou duros golpes como a sempre conturbada demissão de um ídolo e mais uma recusa indesejada de Ronaldinho Gaúcho. Sem contar a simbólica derrota no Rio de Janeiro, no 1° turno do BR-11, aquele 2 a 0 para o Flamengo, que o ídolo recente da torcida, o irregular Victor, entregou o segundo gol constrangedoramente para Ronaldinho. Um grande resumo da década sem títulos do Grêmio, que em 2001 venceu sua quarta Copa do Brasil e desde então se contenta com Gauchões, um título da segundona, e algumas boas campanhas. Nada comparado ao que o clube já conquistou em outros tempos.
Depois da breve e equivocada passagem de Julhinho Camargo, teve ainda a volta do eterno Celso Roth, que de tão eterno também é passageiro, e não comandará o Grêmio na próxima temporada. Roth deu ao time o padrão de jogo que não aparecera em 2011, fixou a equipe num 4-2-3-1 que funcionou enquanto o elenco teve gás e motivação para alçar vôos maiores na competição nacional. O gás acabou antes da motivação, e o campeonato antes do Grenal da última rodada, naquele 1 a 0 colorado.
Foi um ano repleto de equívocos no Estádio Olímpico, de todas as instancias, desde o discurso falido da direção, tão quanto as contratações insuficientes, passando pelas erratas das três comissões técnicas em momentos capitais da temporada, até chegar na torcida, que vaiou Douglas o ano inteiro, sendo que o 10 é o melhor jogador do elenco, o único que ao menos chuta a gol mais de duas ou três vezes no jogo.
2012 ainda é uma incógnita. Como sempre é o começo de ano de qualquer clube.  Kléber é bom jogador, mas vai corresponder o investimento? Caio é bom treinador e ainda tem o apetite de ganhar títulos, mas isto basta? Paulo Pelaipe diz que terá o grupo fechado até a virada do ano. Até que ponto isto é possível? E a Arena, que deve inaugurar no final de 2012, pode representar um salto de patamar como clube de futebol, como representou o Olímpico na metade do século passado?
 De 2012 ainda não sei. Porém, esse ano já acabou, e inegavelmente foi um péssimo ano.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Em Grenal equilibrado Inter fica no G5

Foi ali, em cima do laço. Foi na sorte de contar com os resultados paralelos. Foi, também - e sobretudo - na vitória no clássico, sobre um Grêmio sem nada a perder, sem nada a ganhar, mas com a motivação de tirar o Inter da Libertadores de 2012. A motivação gremista durou até os 16 minutos do segundo tempo, quando Oscar foi derrubado na área por Rochemback e D'Alessandro teve a chance de vencer Victor mais uma vez, de novo em cobrança de pênalti. 1 a 0 colorado. Depois do gol, o Grêmio baixou a guarda e o Inter, junto com o Beira-Rio, cresceu. Damião e Gilberto perderam a chance de ampliar o placar. 
As duas equipes iniciaram o jogo sem surpresas. A surpresa foi um Inter pouco perigoso, ameaçando em raras oportunidade o goleiro Victor, de boa atuação. Não que o Grêmio tivesse ameaçado o Inter. Não ocorreu, mas visto a motivação de ambas as equipes, teve o Tricolor maior felicidade no primeiro tempo. Com 4-2-3-1 de Celso Roth, os laterais colorados não conseguiram jogar, pouco fizeram ao serem acompanhados por Marquinhos e Escudero. Porém, aos dois meias gremistas, faltou a contribuição ofensiva. Outro destaque negativo do lado gremista foi Rochemback, sem o mesmo brilho de outros jogos. De bom, o Grêmio teve a dupla de zaga formada por Vilson e o promissor Saimon, e o volante Fernando.
Dorival Junior manteve os dois atacantes e os dois meias. Um 4-4-2 bem brasileiro, que teria tudo para dar mais certo caso Damião tivesse um parceiro mais adequado. Gilberto não é mau jogador, mas Zé Roberto (que entrou no final), em forma, seria o jogador certo do elenco atual.
O torcedor colorado tem o que comemorar. Não poderia ser de outra forma, não poderia ser em outro campeonato. No BR-11 de emoções e definições na última rodada, ficou para os últimos minutos a pressão do Grêmio, num 4-3-3 com Leandro, Miralles e  André Lima, com Victor na área tentando finalizar, com Celso Roth indo embora, entregando o chapéu, mas não entregando o ouro. Que na verdade é prata, pois a vaga na Libertadores não é direta, só é melhor que nada.

domingo, 27 de novembro de 2011

Tudo na última, colorado (corintiano, vascaíno etc...)

Mais uma vez a rodada conspirou a favor do Internacional e o Internacional não conspirou a seu próprio favor.  Não que o Inter não tenha mais chance, ainda tem, claro. Mas agora depende não só da vitória no Grenal da última rodada, mas precisa torcer pro Coritiba não vencer CAP, no clássico paranaense que pode também livrar o Atlético do rebaixamento.
A derrota do Inter saiu dos pés de Ronaldinho Gaúcho, após uma infelicidade de Rodrigo Moledo na frente da área do Muriel. O empate e a virada, nada improvável visto o volume de jogo colorado, não saiu dos pés nem da da cabeça de nenhum colorado, mas parou nas mãos de Felipe, o goleiro rubro negro de excelente participação no jogo.
Moledo falhou jogando de zagueiro pela esquerda, por onde tanto falhou Bolivar, que neste jogo voltou para a sua posição, na direita, e foi bem. Bem como quase todo o Internacional, que soube segurar um Flamengo sem brilho, mas com vontade de vencer e chegar a mais uma Libertadores.
E quem arrisca o que para a última rodada? Dos 20 clubes que entram em campo, apenas o América-MG entra totalmente de sangue doce, os outros 19 clubes ou estão envolvidos com clássicos regionais ou disputam título, Libertadores, Sul Americana e rebaixamento.

domingo, 20 de novembro de 2011

Internacional tem dois jogos para se manter regular

Neste maluco BR-11, quem tiver a sorte de ter seu bom momento nas últimas duas rodadas, leva as vagas pra Libertadores e o título (que certamente fica entre Corinthians e Vasco). O Inter tem tudo para ser o sortudo da vez. Pois o Colorado sempre oscilou entre a sétima e a décima posição, ingressou no grupo de classificação poucas vezes, ainda no tempo de Falcão como técnico. 
A vitória sobre o decadente Botafogo, que há poucas rodadas disputava até título, é um triunfo importante, principalmente porque é na sequência de outra vitória e ainda por cima porque foi fora de casa. Com Damião voltando a jogar bem e marcando gol, com Gilberto fazendo partida razoável de segundo atacante e se mostrando opção fundamental para essa reta final de BR-11. Mesmo que o segundo gol tenha saído depois da substituição de Dorival, retirando Gilberto e colocando Andrezinho, fazendo um Inter jogar no habitual 4-2-3-1.
O Botagofo parece desmotivado, tal qual sua torcida, que não foi ao Engenhão apoiar a equipe que tem 55 pontos e ocupa a oitava posição. Antes da derrota o Fogão tinha um ponto a mais que o Inter, caso vencesse estaria na mesma posição de classificação que agora está o colorado.
O jogo não teve cara de final, o Inter jogou tranquilo e controlou grande parte do jogo. Na segunda metade do último tempo é que o Botafogo acordou e se deu conta que sim, estava no páreo. Na empolgação, e no recuo do Inter, por pouco o time carioca não chega ao empate.
Agora o Inter tem o Flamengo e o Grenal. Se for o Inter das ultimas duas partidas, vaga garantida. Se for o Inter irregular de 2011, adeus Libertadores 2012.

sábado, 19 de novembro de 2011

O Grêmio largou, mas ainda tem um problema

Não só o jogo deste sábado, de 3 a 1 para o (semi-rebaixado) Ceará, em pleno Olímpico, mas os últimos resultados da equipe e o tom das entrevistas deixam claros que o Grêmio já se despediu de 2011. Ou quase. Pois ainda há um fator que prende Grêmio e torcida ao BR-11, o Grenal do último jogo. Seria um alívio para todos na Azenha se não fosse justamente um clássico o último jogo. 
Que fosse o Coritiba com sua décima colocação, e às favas com uma derrota, um empate ou uma derrota, afinal o ano acabou mesmo quando o Grêmio venceu o Flamengo de Ronaldinho no Olímpico e está tudo bem, tudo certo. Espera o Kléber, espera o Carlos Eduardo, a Arena, e que venha 2012. Mas não está tudo bem. Ainda tem mais um jogo em que a equipe de Celso Roth vai jogar com a motivação de uma tartaruga e com o futebol de um neozelandês. Ainda tem mais um Grenal em que o Inter pode entrar em campo decidindo vaga na Libertadores. Assim como o Grêmio, o gremista quase deixou 2011 pra trás. Só não consegue fazer isso por completo em decorrência do clássico.
Não deixa de ser compreensivo que o jogadores não tenham motivação para jogar valendo absolutamente nada, com o estádio vazio e com o adversário jogando a vida. O fraco Ceará fez o que a lei da selva recomenta: atacar, garantir o seu e tentar fugir da degola.
O Grêmio melancólico e de incertezas desse final de temporada só não judia mais do torcedor porque este sabe que o final do ano vem chegando e que dessa laranja não tem como sair mais suco.
  

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Final de ano com poucas expectativas faz dupla Grenal pensar 2012

Ainda restam cinco jogos para terminar o BR-11, o Grêmio tem 46 pontos, está na 11° colocação e já não pensa muito mais que só chegar na frente do Inter, que tem 51 e segue estacionando no 7° lugar. Entretando, o Colorado ainda pode sonhar com Libertadores caso faça sua parte e vença as partidas finais. Mais provável que fique no campo do sonho mesmo, e não no campo da bola.
A péssima temporada gremista e a razoável temporada colorada já é adimitida pelos dois clubes. Tanto que já trabalham intensamente pensando em 2012. Ao que tudo indica, o Internacional já está acertado com o atacante Dagoberto, um namoro antigo, que agora parece que finalmente vai dar casamento. Apesar de estar bem no São Paulo, o jogador está desgastado no clube e tem seu vínculo contratual se encerrando.
O Grêmio está prestes a concluir a contratação de Kléber Gladiador, que tem situação indefinida no Palmeiras e está em busca novo ambiente de trabalho. Ainda que esteja 80% acertado com o Grêmio, o Corinthians pode entrar na parada e cobrir a oferta gremista, mas também não é de se desconsiderar que um novo ambiente de trabalho seja o próprio Palemiras em 2012, possivelmente sem Felipão.
Sem dúvida Grêmio e Internacional estão contratando jogadores do primeiro escalão do futebol nacional. Se 2011 não termina legal, tudo indica que a próxima temporada começa melhor. Pelo menos com a dupla ousando e contratando dois ótimos atacantes.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rivalidade maior que o clássico

Passou desapercebido o fato de o Grêmio ter dado uma mãozinha ao Internacional com a vitória de 4 a 2 sobre o Flamengo. Poucos torcedores gremistas comentaram antes e depois do jogo, assim como poucos colorados não torceram para que Ronaldinho Gaúcho viesse ao Olímpico e vencesse o Grêmio, machucando o ego de torcedor e instituição, mesmo que isto custasse uma distância maior do G5 para o Colorado.
Parece que enquanto Ronaldinho Gaúcho ainda jogar futebol profissionalmente, a rivalidade entre Grêmio e R10 será mais perturbadora ao torcedor que a rivalidade grenal. Mesmo que esta rivalidade parta apenas de uma das partes envolvidas, o Grêmio, é de se imaginar que Ronaldinho também cultive um sentimento especial quando o assunto é ganhar do Tricolor Gaúcho.
O jogo de domingo, no Olímpico, foi emblemático. Um público de 40 mil torcedores e certamente a maior vaia da história deste estádio que vive seus derradeiros anos.  A pressão da torcida não ficou apenas sobre Ronaldinho, mas também sobre o time do Grêmio. Tanto é que a equipe de Celso Roth, desfalcada de Rochemback, teve dificuldades de corresponder à expectativa. Mesmo jogando no habitual 4-2-3-1, o Grêmio deu para o Flamengo mais campo que o Flamengo esperava ter para jogar. E jogou. Num 4-4-2 bem brasileiro, os dois atacantes eram Ronaldinho e Deivid. O craque surdo pouco deu bola para os protestos que viam das arquibancadas e fez um grande primeiro tempo. Por dois momentos quase fez seu gol. Nos 2 a 0 do Mengão, Tiago Neves e Deivid fizeram.
Foi um belo jogo de futebol. Mesmo com dificuldades de fechar os espaços lá atrás, muito pela lentidão de G.Silva e pela precária recomposição de Marquinhos e Escudero, ambos em tarde pouco inspiradas, lá na frente o Grêmio deu certo trabalho ao goleiro Felipe, que evitou por duas vezes o gol de Douglas, o que não ocorrera no segundo tempo. Apesar dos dois gols de André Lima e o golaço de Miralles, o Douglas foi a referência técnica do Grêmio, fez boa partida, chamando a responsabilidade que deve ter aquele que veste a 10, e ainda foi o autor do terceiro gol tricolor.
O segundo tempo superior do Grêmio e a falência das principais virtudes do time de Luxemburgo deu-se, principalmente, após a mudança de Roth no intervalo. O treinador tirou o zagueiro Saimon, de 19 anos, nervoso com o tamanho do confronto, ainda mais pelo fato de ser gremista de criação, e estar amarelado. Adilson entrou, assim G.Silve foi recuado pra zaga e o meio-campo do Grêmio ganhou mais vitalidade na marcação e uma experiência salutar no setor defensivo. Deu certo.
Foi uma vitória histórica, para lavar a alma do torcedor e não rebaixar ainda mais uma instituição que não vive seus melhores anos. Contudo, uma vitória simbólica, de muito pouco efeito prático na tabela gremista, mas de uma importância significativa para as pretensões coloradas.

sábado, 29 de outubro de 2011

Ano ruim resume temporada do Grêmio a um jogo

É preciso compreender o tamanho que tem para o torcedor gremista o jogo entre Grêmio e Flamengo do próximo domingo. Se para um contexto geral de campeonato o jogo não tem tanto peso assim - e se tem, é mais por parte do Flamengo, que ainda pensa em título -, num contexto muito particular o panorama é outro. Ronaldinho Gaúcho está entre as grandes chagas das história do Tricolor quando, na verdade, o jogador tinha tudo para ser  exatamente o contrário, ser o grande jogador da história do clube. Ser um ídolo .
Ronaldo de Assis Moreira talvez seja o grande ídolo do futebol mundial da última década e, sem dúvida, é um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Seu auge, no Barcelona, foi impressionante. Com tudo isso, Ronaldinho só não é ídolo no Grêmio, no seu berço, onde poderia ser Rei. Este é o agravante da história, pois não se trata de um cara comum, se trata de um extra-classe talhado para ser ídolo, e de fato é em qualquer canto do planeta, e só não o foi por aqui porque resolveu sair do Olímpico pelas portas dos fundos, por opção própria (em "opção própria" leia-se Assis, seu empresário). 
O torcedor gremista vive um jejum de 10 anos sem um título de expressão, viu seu time fazer um péssimo 2011, que começou com mais um chapéu de Ronaldinho e seu irmão no clube, quando chegaram a brindar um acordo com o Grêmio em dezembro passado. O gremista criou muita expectativa quanto a sua volta, se preparou para receber um ídolo que era seu de direito, mas não era de fato. Com a recusa do craque, essa expectativa proporcionalmente se transformou em ira que, aliada ao momento do clube, transforma o que seria um jogo normal nesse jogão com clima de final de Copa do Mundo.
É preciso entender o torcedor gremista e sua magoa, que não é fruto de nada além da sua paixão pelo clube. E a paixão de um torcedor pelo time ainda é das coisas mais puras e intocadas do futebol-negócio, mesmo que ele seja, muitas vezes, mais negócio que futebol.
Por mais um ano que mais uma direção jogou fora o ano do Grêmio, e mais toda a chaga que representa Ronaldinho Gaúcho na história do clube, é que o Grêmio ganha o ano se ganhar do Flamengo e do R10 nesse domingo, no Olímpico. É pouco, mas é o que resta, e é legítimo que o torcedor encare essa partida dessa forma.


domingo, 23 de outubro de 2011

Grêmio, Inter e a bobeada do século!

O PoA Geral está há quase três semanas parado por conta de uma reforma lá em casa que me impossibilitou de conectar a internet em casa, à noite. Pois as coisas estão voltando pro lugar, a poeira está baixando e o computador voltando a funcionar aos poucos. Então que este nobre blogueiro decide que é hora de voltar!
Nesse tempo não comentei alguns jogos da dupla, e agora volto nessa rodada quase que patética de Grêmio e Inter. Num contexto geral, talvez nem sejam estes resultado tão ruins, visto que o Colorado empatou com o então líder Corinthians (que perdeu a liderança pro Vasco ao término da rodada) e o Grêmio empatou fora de casa com um América-MG desesperado, lutando contra o rebaixamento. Mas isto aliviando muito a barra de Celso Roth e Dorival Junior.
A dupla Grenal perdeu mais uma oportunidade de avançar na tabela, o mínimo que seja. Em ambos os jogos os dois times gaúchos estavam ganhando e com um jogador a mais em campo a maior parte do tempo e levaram o gol de empate depois dos 40 minutos do segundo tempo. Há certa diferença no nível de dificuldade das duas partidas. Mesmo que no Beira-Rio, o adversário do Inter era muito mais qualificado e impetuoso que o América de Minas, entretanto, o tamanho da bobeada é o mesmo.
Outro fato comum nos dois empates com gosto de derrota é incapacidade de Inter e Grêmio definir um jogo, transformar controle de bola em chances de gol. Apesar de o placar final apontar empate e um pontino na tabela, a dupla Grenal perdeu pra si, mais pelos seus defeitos que pelas virtudes dos adversários. Tudo coerente com o 2011 decepcionante dessas duas equipes.
Pode mudar? Pode, mas não é a tendência.

domingo, 25 de setembro de 2011

Grêmio recupera pontos na Ressacada

Momentos antes de Avaí e Grêmio se enfrentarem, especulava-se - e isso por conta dos treinos - que Celso Roth mudaria sua equipe desmanchando o 4-2-3-1 e remontando o Grêmio num 4-3-1-2, com três voltantes, meio-campo em losango e dois atacantes. Esta formação acabou não se confirmando e Roth manteve a equipe  dos últimos jogos. O treinador acertou. Não faria bem ao Grêmio mudar algo que deu mais certo que errado, mesmo depois de duas derrotas consecutivas.
Na partida contra um Avaí em situação complicadíssima no BR-11, o Grêmio conseguiu manter um controle emocional do jogo que foi importante para que o resultado final fosse a vitória gremista. Além do controle emocional, o controle da bola. Da boa partida dos três meias que dão toda a dinâmica do jogo tricolor, apenas uma ressalva: precisam entrar mais na área, fazer companhia a André Lima.
Com a volta de Julio Cesar na lateral-esquerda, Escudero voltou a jogar bem. Fez toda a jogada do segundo gol, que acabou no rebote para Douglas marcar segundos depois de iniciar a segunda etapa. No primeiro tempo, quem abriu o placar foi Mário Fernandes, que aproveitou a bobeada do volante Batista na frente da área. Mário estava merecendo um gol pelas suas atuações desde que assumiu a lateral como titular e como profissão, deixando a função de zagueiro para emergências. Já o volante Batista ficou marcado pela torcida, Toninho Cecílio o retirou no intervalo e, perdendo de 1 a 0, colocou mais um atacante em campo.
O Avaí só melhorou quando o Grêmio relaxou e quando achou um gol aos 24 minutos do segundo tempo. O time catarinense cresceu animicamente, avançou suas linhas e naturalmente empurrou o Grêmio para trás. As providências de Roth forma essencial para que o resultado persistisse em 2 a 1 para o Grêmio. O treinador retirou o pouco combativo Marquinhos e pôs Adilson para marcar no setor direito de defesa e trocou André por Brandão (esta, de efeito nulo). No 4-3-2-1 o tricolor se defendeu bem e tinha boas possibilidades de contra-ataque.
Fica do jogo os três pontos, a continuidade da equipe e a boa expectativa para as duas próximas rodadas, que o Grêmio enfrenta Cruzeiro e Santos no Olímpico e pode retomar a boa tragetória no BR-11. De negativo, André Lima e Brandão, que ainda devem muita bola e muito gol.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Grêmio volta a oscilar no BR-11

Há alguma rodadas o Grêmio estava certinho, teve boa sequencia de jogo e vitórias, ganhou três ou quatro posições e deixou de pensar em rebaixamento para sonhar mais alto. Panorama como este muda facilmente para qualquer equipe do meio da tabela depois de duas derrotas. E é o que acontece com o Grêmio depois da goleada sofrida contra o Vasco no sábado e agora a derrota de 1 a 0 contra o Botafogo, no Olímpico. A coisa só não foi pior porque estas duas equipes estão lá em cima, disputando o título, portanto não são adversárias diretas do Grêmio na disputa de posição.
A principal dificuldade da equipe de Celso Roth no confronto contra o Botafogo já é velha conhecida. O Grêmio é o segundo pior ataque do BR-11, é um time com sérias dificuldade de converter seus lances em gol. Esta carência ofensiva não permitiu que o Tricolor transformace sua superioridade no primeiro tempo em vantagem no placar. Jogando no habitual 4-2-3-1, os cinco homens de meio-campo gremista envolveram os quatro botafoguenses, que encontraram dificuldades para marcar e sair jogando, coisa que o Grêmio fez com mais perícia.
Chutes de longa e média distância foram a arma mais utilizada pelo Grêmio para tentar vencer o goleiro Jefferson, de muito boa atuação. Faltou ao Grêmio um centroavante menos reclamão, mais ligado no jogo e nos lances. Mais acionado também. Brandão, que entrou com o Grêmio já perdendo, teve atuação parecida. Na esquerda onde jogou Collaço - e não foi bem -, o time sentiu falta do suspenso Julio César, um jogador mais agudo, que entra na área adversária e tem facilidade na tabela. Características fundamentais para enfrentar um time bem posicionado defensivamente como o Botagofo de Caio Junior. Característica que o Grêmio não teve nessa derrota que tinha pinta de empate até o gol de Abreu, aos 20 do segundo tempo.
Se o time carioca chutou três bolas ao gol de Victor, é muito. O que não tira os méritos do Botafogo, que é o 3° colocado do BR-11, tem um time muito bem arrumado, seguro em campo, e referências técnica importantes como Elkeson, Maicosuel, Renato e Jefferson.
Ao Grêmio resta reconhecer seus deméritos na derrota, sem esquecer que também houve méritos. Longe de serem brilhantes e vitoriosos, mas que a subjetividade do futebol permite o destaque. Ainda não há motivos fortes o bastante para buscar outra ideia de time ideal. Ideal seria retomar o que esse mesmo time já produziu, e isso se faz trabalhando detalhes, blindando o vestiário da crise e somando pontos, coisa que o Grêmio não fez nas últimas duas rodadas.

Inter perde pontos e perde Damião

Teoricamente, com o 1 a 1 em Florianópolis, ninguém perde.  Com o empate, é um ponto pra cada um e tudo certo. Não. Só no primeiro tempo, Figueirense e Internacional perderam devido a lesão jogadores importantes da equipe. Pelo lado colorado, Elton e Damião. No Figueira, o meia Fernandes. Estes são desfalques significativos dentro da proposta de jogo de cada equipe e repesentam perdas para as próximas rodas também.
Além de perder jogadores importantes, os dois pontos não somados de cada lado adia mais uma vez a oportunidade de beliscar algo melhor no BR-11. De novo o Inter não passa da 7° colocação, tem 37 pontos, poderia ter ganho uma posição e ultrapassado o Flamengo, que há 10 rodadas não vence. Já o Figueirense, não vence desde 31 de Agosto e o clima entre o técnico Jorginho e a torcida está péssimo.
De qualquer forma, num primeiro tempo mais morno, só que de um Figueira melhor em campo, 1 a 0 para o time da casa ficou de bom tamanho. Num segundo tempo mais Colorado e mais movimentado, com golaço de Jô e com D'Alessandro chamando a responsabilidade e fazendo o time jogar, a virada só não aconteceu porque a noite não era pra ter vencedores mesmo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Grêmio tem derrota exagerada

Geralmente um 4 a 0 é incontestável, ninguém goleia de graça. O Vasco não goleou o Grêmio de graça, foi uma vitória merecida do time vascaíno, que é líder até que Corinthians e Santos joguem às 16h desse domingo. Mas exagerada pelo bom primeiro tempo gremista e um início de segundo nem tão ruim assim. O time de Celso Roth não resistiu a um sistema defensivo em noite pouco inspirada, que não segurou a onde de um bom Vasco que, apesar do 4-3-3, esperou o Grêmio e contra-atacou cirurgicamente, ao comando de Diego Souza, que atuou pela esquerda caindo em diagonal para o meio. Diego foi o grande nome do jogo.
Até poucos minutos antes de sofrer o quarto gol, aos 16 min do segundo tempo, o Grêmio mantinha certa consciência na partida, ainda tentava alguma coisa. Depois do quarto, mesmo com Roth abandonando o 4-2-3-1, colocando Leandro ao lado de André Lima e fechando as laterais com a entrada de Adilson no 4-3-1-2 e o losango no meio, o Grêmio não tinha mais cabela para esboçar qualquer reação.
Num primeiro tempo que o Grêmio conseguiu rondar a área vascaína, faltou um pouco mais de penetração, um pouco mais de Douglas e Marquinhos. E desse mesmo Marquinhos, e Escudeiro do outro lado, um pouco mais de cooperação defensiva, o necessário para que Roth não tivesse que mudar o esquema e proteger os laterais para não levar uma goleada histórica no São Januário.
Uma derrota dessa apenas não está na conta de quem almeja o título. Para o campeonato que o Grêmio disputa em 2011, perder para esse Vasco, fora de casa, está no script. A sequêcia de bons resultados e o crescimento lento e gradativo na tabela deve ser retomado contra o bom Botagofo de caio Junior, só que no Olímpico, lugar onde o Grêmio não pode deixar de somar pontos caso queira coisa melhor no BR-11.

domingo, 11 de setembro de 2011

Fator Damião

 Dos oito primeiros colocados do BR-11, apenas Internacional e Fluminense venceram nesse final de semana. O time carioca, inclusive, venceu o ainda líder Corinthians.
No Pacaembu, um 3 a 0 Colorado que fica todo na conta de Damião, que anotou os três, e Muriel, que catou várias. Não foi uma boa partida, nenhuma das equipes jogou bom futebol, embora o Palmeiras tenha conseguido mais volume de jogo, tenha criado mais oportunidaes. Entretanto, muito do volumne de jogo de Verdão vem dos pés de Marcos Assunção e a arma da sua bola parada, já que o Inter, além de contar com a fraca atuação da dupla de volantes Elton e Sandro Silva, cometeu muitas faltas em torno da área. Pela tarde ilumindada de Muriel e pela fase desastrosa palmeirense, o Inter, que só foi marcar o segundo aos 37 do segundo tempo, não sofreu com o empate.
Mas quem tem Damião, tem gol. O centroavante recebeu quatro bolas o jogo inteiro, o suficiente para que chegasse a marca de 40 gols no ano, 13 no BR-11. Nem a confusa paricipação da linha de três meias colorados atrapalhou o artilheiro. O fator Leandro Damião é decisivo em tudo que envolve o Internacional no ano de 2011, e se esse jogador manter a média até dezembro, o Colorado pode almejar algo bem melhor que a atual sétima colocação no BR-11.
No 4-2-3-1 de Dorival, Guiñazu fez falta, e a dificuldade de enfrentar o mesmo 4-2-3-1 do Palmeiras, mesmo sem Kléber, Valdívia e Maikon Leite, preocupa. Os setores do Inter estiveram distantes, a transição da bola ficou prejudicada. Efeitos da marcação da equpe de Felipão? Talvez. Mas o posicionamento de D'Alessandro e Andrezinho também pode ser revisado, quem centraliza e quem cai pela direita. Até mesmo se Ilsinho não renderia melhor na meia-direita.
São questões a serem revisadas. Inquetionável mesmo, só Damião.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vitória fora de casa afasta o Grêmio do perigo

Tivesse o Grêmio com outra sorte, em outra fase, como já esteve recentemente, meu palpite era de que o Bahia empataria no segundo tempo. Mas como a fase é boa no Tricolor Gaúcho, a targédia do gol no final do jogo não ocorreu. Até porque Victor parece ter voltado à velha forma. Fez uma defesa absolutamente espetacular aos 42 do segundo tempo, depois de cabeçada à queima roupa de Jones.
A segurança de Victor e a boa partida é fator de destaque no Grêmio que venceu o Bahia por 2 a 1 na estreia do técnico Joel Santana, em Salvador. Mas o que novamente se sobresai é o o trabalho de equipe, sobretudo no primeiro tempo arrasador, que poderia ter sido mais que 2 a 0. Com o 4-2-3-1 consolidado, um Julio Cesar voando pela esqueda, se entendendo muito bem com Escudero, que voltou a marcar. Com um Douglas afim de jogo, de um drible sensacional na jogada do segundo gol. Bem verdade que o 10 gremista perdeu um pênalti, que o juiz perdeu de não marcar, pois não existiu. O primeiro gol, anotado por Brandão, dá nova vida a esse jogador dentro do grupo, o que pode fazer, inclusive, que o titular André Lima cresça de produção.
Sem dúvida uma vitória repleta de aspectos positivos, que dão ao Grêmio melhor expectativa nesse BR-11, afinal já soma 27 pontos e ocupa a 13° posição. Contudo, houve uma baixa significativa de rendimento na segunda etapa. Joel mexeu no Bahia, mexeu na característica da equipe, fez seu time mais veloz e mais aberto. Maranhão contribuiu pela esquerda de ataque e Carlos Alberto quando não segurou a bola excessivamente, fez o time jogar. Roth então mudou o Grêmio, remontou o time no 4-3-1-2, com os volantes Adilon e Fernando marcando pelos lados. Manobra que travou o Bahia, que também demostrou sinais de cansaço devido ao ritmo intenso.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Inter da goleada e das dúvidas defensivas

Poucas vezes se viu um começo de jogo ser tão fulminante e promissor. Fulminante porque aos 13 minutos D'Alessandro convertia o pênalti sofrido por Guiñazu e marcava o terceiro gol colorado contra o lanterna América-MG. Promissor porque uma goleada histórica estava pintando, sobretudo pela atuação de luxo do quarteto ofensivo do Inter, formado por D'Ale, Andrezinho, Oscar e Damião, contando ainda com o acréscimo do novo capitão Kléber, muito bem pela esquerda, jogando o que precisava jogar para justificar sua recente convocação para a Seleção de Mano.
O 4-2-3-1 que Dorival utilizou na vitória deste 7 de Setembro é, sem dúvida, solução viável e racional enquanto Dellatorre ou Jô não dão boa resposta como segundo atacantes ao lado de Leandro Damião. O treinador talvez espera o retorno de Zé Roberto. Mas quem faz quatro só pode reclamar e se preocupar por ter levado dois, ainda mais do lanterna do BR-11, ainda mais porque se lembra do jogo contra o Santos, quando levou os três gols de empate em 10 minutos de jogo, no final do segundo tempo.
Hoje, como contra o Peixe, o segundo tempo também não foi legal. O Inter deu campo ao Aérica-MG, que só não aproveitou porque não é nenhum Santos. Mas de qualquer forma, todos os seis gols aconteceram na primeira etapa. O Inter tomou dois gols de bola aérea, dois gols parecidíssimos, no setor defendido por Moledo e Nei. No segundo gol mineiro ainda teve a falha de Muriel.
O criticado Bolivar conversou no começo da semana com a comissão técnica e chegou-se a conclusão que é melhor que seja momentaneamente afastado do time titular. Hoje não figurou nem no banco de reservas. Mas o sistema defensivo, que também não teve Índio, persistiu atuando de forma insegura com os jovens Moledo e Juan. Talvez esteja aí um problema maior de ordem tática, de organização e orientação, do que de ordem técnica. Portanto, pode pôr na conta de Dorival. Ainda que eu ache que não dá mais pra Índio e Bolivar.

domingo, 4 de setembro de 2011

Inter estaciona na tabela

Apesar dos desfalques, era jogo para o Inter vencer o Ceará. Sobretudo porque alguns de seus adversários diretos na briga pelas primeiras posições não venceram. Com o empate em 1 a 1, o Colorado ficou com 29 pontos, na décima posição. Exatamente no meio da tabela, o que representa uma queda em relação às ultimas rodadas.
O Inter sentiu a falta de Damião, principalmente no segundo tempo, quando criou mais chances. Vem sentido a falta de D'Alessandro, lesionado. E ainda vive uma crise no setor defensivo, com a situação do capitão Bolivar. Questões complicadas para o técnico Dorival Junior resolver.

A importância da repetição no Grêmio

A situação do Grêmio no campeonato não é das melhores. Antes da goleada deste domingo, poucos times estavam em situação mais crítica que a do Tricolor, o Atlético-PR era um deles, o que significa que a coisa está muito feia para o CAP. Não que tenha melhorado muito para o Grêmio, que ganhou apenas uma posição com a vitória. É o 14° colocado no BR-11, com 24 pontos somados.
O grande fato dos últimos três jogos do Grêmio (a vitória no Grenal, a derrota para o Corinthians e a goleada de 4 a 0 sobre o CAP) é a repetição de time e de ideia que consegue o técnico Celso Roth. Sobretudo da ideia, já que, devido a lesões e cartões, uma ou outra peça mudou em cada partida. O Grêmio de Roth joga no 4-5-1, desdobrando-se num 4-2-3-1 que conseguiu casar Douglas e Marquinhos no mesmo time e achar um lugar para Escudeiro render o que pode. Estes três fazem a linha de três armadores atrás de André Lima, sendo Escudeiro o mais agudo, atuando prioritariamente pela esquerda.
Com a repetição de uma ideia que inicialmente se sustentou com a boa vitória do Grenal e a boa atuação diante do líder, apesar da derrota, o Grêmio que enfrentou o Atlético apresentou uma boa mecânica de jogo, neutralizou o adversário e fez seus gols com a bola rolando, com jogadas trabalhadas. Exceto o último gol da tarde, o terceiro de André Lima, que foi de pênalti sofrido por Julio Cesar, lateral que veio há pouco mais de um mês, estava de lado no Fluminense, e tem se mostrado um acréscimo importante no Grêmio de Celso Roth.
O CAP, treinado pela quinta vez pelo Antônio Lopes, ficou a maior parte do tempo amarrado num 3-6-1, que poucos riscos ofereceu ao goleiro Victor. Antônio Lopes apostou tudo em sues dois laterais, Paulino na esquerda e Vagner Diniz  na direita. Nenhum dos dois atacou e tampouco defendeu, fizeram péssima partida e comprometeram a atuação do Atlético. O time paranaense só ameaçava melhor sorte ofensiva quando a linha de três defensores se desmanchava e o bom e jovem zagueiro Manuel se aventurava pelo flanco direito. A jogada, contudo, era bem neutralizada pelo setor defensivo tricolor, que conta com a afirmação importante de Saimon, que hoje teve a companhia de Edcarlos.
Do goleiro ao centroavante o Grêmio contou com boas atuações, o que está diretamente ligado a uma ideia de time que deu certo e pode tirar o tricolor gaúcha dessa zona de desconforto em algumas rodadas.