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sexta-feira, 26 de julho de 2013

A liderança do Inter e a derrota da tese

Está bem o Inter. Ponto. E a melhor notícia para a torcida colorada talvez nem seja a liderança após o jogo contra o cambaleante São Paulo e sim a perspectiva de fortalecimento da equipe treinada por Dunga. No domingo, o Inter pega o lanterna Náutico. Ainda que fora de casa, é jogo para vencer e se manter na ponta. E manutenção é essencial para o psicológico, para amadurecer o espírito de líder e candidato real ao título. Afinal, só ganha quem sente-se capaz de ganhar.

O Internacional, já líder, passa (e passará) a contar com Alex, Scocco, Alan Patrick, Caio, Otávio e Leandro Damião. O time de Dunga praticamente chegou à liderança e se recuperou da péssima primeira parte de BR-13 sem contar com esse nomes - ou pelo menos não em condições ideais de jogo. A partir de agora passa a ser um Inter mais forte, mais encorpado, com um grupo de jogadores que oferece ao treinador opções interessantes para reposição ou até mesmo mudança de estratégia e esquema tático.

Está bem o Inter.


A derrota da tese

E não é que o Atlético Mineiro foi Campeão da Libertadores? Era quase impossível dizer que o Galo não era o favorito após o início arrasador na competição, precedido de uma boa temporada em 2012, avalizado por um forte time montado por Cuca. Quem não defendia o favoritismo, na realidade, defendia uma tese: a de que Cuca, Atlético e Victor nunca conseguiriam conquistar um grande título, simplesmente porque são azarados.

Não teve azar nessa Libertadores. Teve é muitas dificuldades. Muitas delas, é verdade, construídas pelo próprio Galo. Mas sobrou competência na maioria das vezes ao forte time mineiro, do monstruoso (São) Victor, do nervoso e ardiloso Cuca, do líder Ronaldinho, do matador Jô, do xerifão Réver e de todos os outros que merecem tanto louros quanto.

Na última quarta-feira o Atlético Mineiro entrou para a história conquistando uma grande competição, tendo um grande time, uma imensa torcida, derrotando não apenas um valente e improvável finalista como o Olímpia, mas também derrubando por terra uma legião de secadores e suas teses furadas. 

domingo, 10 de março de 2013

Inter sobrou na decisão do turno

O colorado do ijuiense Dunga levou a Taça Piratini com todos os méritos. Lá em Ijuí, contra o São Luiz, time da melhor campanha, mas não do melhor futebol. O Inter tem mais futebol, tem mais elenco, tem mais estrutura e mais dinheiro. Tudo isso entra em campo. Tudo isso é representado pelo placar de 5 a 0. Com o maior respeito que o São Luiz merece, fica evidenciado no placar o tamanho das duas equipes.

Não esperava uma goleada tão elástica. Mas a entendo. Contra o fraco Esportivo, na semifinal, o Inter fez só 2 a 0 e não jogou bem. O time de Ijuí é mais forte que o de Bento Gonçalves, e justamente por ser mais forte inspirou maior dedicação ao Inter de Gabriel, D'Alessandro, Rafael Moura e Leandro Damião. Este último com dois gols e duas assistências.
Diego Vara/Agência RBS

O bom São Luiz do Paulo Porto assumiu a responsabilidade de jogar em casa e propôs o jogo enquanto deu, nos primeiros 15 minutos. Jogando no 4-4-2 com um losango no meio, o time da casa tinha três volantes marcando muio forte, Marcos Paraná como articulador central e Juba como atacante de velocidade. Na linha de quatro defensores, um rigoroso revezamento na subida dos laterais. Dessa forma, principalmente com Paraná carimbando as jogadas, o São Luiz conseguiu rondar a área colorada.

Só rondar não basta. O Inter continha as investidas dos adversários com as seguras e corretas intervenções de Rodrigo Moledo e Juan. A partir daí, passado os minutos iniciais, o Inter se acertou, se achou, se reconheceu, mesmo o campo não oferecendo as melhores condições.

D'Alessandro entrou no jogo. Josimar cresceu e roubava todas. Meio de lado estava Forlán, que passou longe do que é, até agora, o melhor jogador da competição. Sem o uruguaio inspirado, o colorado teve a força e o oportunismo de Damião - coisa que há muito tempo não se via.

Pode ser um bom recomeço ao centroavante. Faltava uma grande partida ao camisa 9, estava faltando gol e, por tabela, confiança. É esse o momento. É essa a palavra: confiança.

Um time se constrói com vitórias e confiança. É justamente esse o caminho que Dunga está trilhando. O time não está pronto. Chegarão reforços e jogadores ainda voltarão de lesão. Porém, são três meses de um trabalho baseando em bons resultados. Ainda que sejam contra adversários mais fracos, são bons resultados. O Inter está adquirindo consistência. E já garantiu uma vaga na grande final do campeonato. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Goleada do Grêmio B e classificação colorada

Guilherme Testa/Chute10
O Grêmio finalmente voltou a ter boas notícias com seu plantel B. A equipe treinada por Roger Machado fez uma bela partida. Está certo que foi contra o Santa Cruz, mas visto que até agora o Tricolor tinha quatro derrotas, e todas elas jogando com jogadores reservas ou emergentes, um 5 a 0 é um grande acontecimento.

Roger usou o 3-5-2 tal qual a sua função, quando surgiu, em meados dos anos 70 e 80 na Europa: tornar o time mais ofensivo. Se desfaz a linha de quatro defensores - ficam apenas três - e se ganha um homem no meio-de-campo. Ontem, esse homem foi Guilherme Biteco, a joia gremista que já fora vendido ao Hoffenhain da Alemanha, que jogou na ala-esquerda, ora puxando para o meio, ora entrando em diagonal. Guilherme foi o homem da bola parada, quase marcou por duas vezes em cobranças de falta, bateu o escanteio que resultou no gol de Werley e fez a jogada que pifou Bertoglio cara a cara com o goleiro, para que o argentino marcasse o primeiro de seus dois gols na partida.

O Grêmio amassou o Santa Cruz, e correu poucos riscos. O trio formado por Werley, Gérson na sobra e Grolli compondo pela esquerda, foi soberano frente aos atacantes do adversário. Pela direita, quem ditava o ritmo era Tony, outro ala de feições ofensiva. Assim, com bastante jogadas pelos flancos, o Grêmio conseguiu fazer bom uso do 3-5-2 e encaminhar a sua classificação para a fase de matas da Taça Piratini.

Caxias 0 x 2 Inter
Não assisti ao jogo. Assisti aos lances e aos gols, apenas. Mas não é difícil chegar a conclusão de que o jogo não deveria ter seguido, no primeiro tempo. Devido a chuva, ao estado do gramado, o futebol ficou impraticável. Caxias e Inter fizeram o que dava. E o que dava era dar balão e cabecear. Aí, ponto para o colorado, que teve Gabriel e Damião. 1 a 0 Inter.

No segundo tempo, com o campo menos prejudicado após ter cessado a chuva, arremates de de longa e média distância eram as principais armas. D'Alessandro soube aproveitar, marcou o segundo e selou a vitória e a classificação colorada para a outra fase da Taça Piratini.

Importante que essa classificação venha antecipada, ainda mais depois de uma partida tão desgastante quanto esta de ontem. Assim, para o próximo domingo, contra o Cruzeiro, jogo que fecha a fase de grupos da Taça Piratini para o Inter, Dunga pode escalar time reserva sem problema nenhum. Descanso merecido e mais uma chance a quem ainda busca vaga no grupo principal.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Como deve jogar Internacional treinado por Dunga

Definitivamente começou o ano de 2013 para o Inter. Se essa temporada terminou mais cedo, a nova demorou a iniciar. Houve um significativo hiato entre a saída de Fernandão até o acerto com Dunga, uma negociação arrastada, cheia de nunces e desencontros. No final das contas, o colorado anunciou uma comissão de futebol competente, capaz de fazer com que 2013 seja melhor que um azedo 2012.

Para fazer aqui um exercício de projeção, só podemos utilizar o único trabalho de Dunga como técnico: os quatro anos à frente da Seleção Brasileira. Sem dúvida um trabalho competente, baseado na coerência, com bons resultados. Porém, um futebol pragmático, pouco plástico, o que criou certa antipatia com o torcedor brasileiro.

A base titular, que foi à Copa de 2010 jogava num 4-2-3-1. Tinha Júlio César no gol, Maicon na lateral-direita, Michel Bastos na esquerda, a dupla de zaga era Lúcio e Juan, protegidos pelos volantes Gilberto Silva e Felipe Mello. Na linha de três meias, Elano na direta, um pouco mais recuado, Kaká no centro e Robinho na esquerda, entrando na diagonal. Na frente, o atacante era Luis Fabiano. É um time experiente, com pouco espaço para novos valores.

Se Dunga seguir a mesma tendência, as mudanças no grupo de jogadores não serão tão drásticas, e as contratações seguirão o mesmo perfil, apostando em nomes rodados como Forlán, Dátolo, Dagoberto e Juan. O que deve mudar é a atitude de vestiário, a maneira de cobrar rendimento, o modo de gerir os atletas. Dunga é disciplinador, e gosta de ter aliados em campo. Na sua Seleção, a maioria era de sua confiança, bruxos.

Hoje, Dunga tem D'Alessandro. É no argentino que o novo técnico aposta como um aliado dentro de campo. Será o capitão. Num provável 4-2-3-1, o camisa 10 segue sendo o centro do time, centralizado na linha de três meias, uma concepção parecida com a de Kaká na Seleção, puxando contra-ataques e retendo a bola.

O homem da infiltração, que se desloca na diagonal, pode ser tanto Forlán quanto Dagoberto. Eles que se aproximariam mais de Damião no ataque. Dunga até pode utilizar os dois juntos, mas nenhum faria o papel que Elano exercia. Um meia mais recuado, aberto na direita, marcando o lateral adversário e combinando jogadas com seu próprio lateral. O Inter pode ir ao mercado buscar esse jogador.

Assim como um segundo volante. Guinãzu sai pro jogo, marca na frente, só que tem dificuldades no passe curto e na conclusão à gol. No seu time, Dunga tinha um Felipe Mello igualmente combativo, mas que entrava na área e gostava de arriscar chutes e conclusões. Esse jogador pode muito bem ser o Fred, fazendo dupla com Ygor ou com o próprio Guiñazu.

Nas laterais, o Inter precisa contratar, principalmente na direita. Kléber renovou, e já foi jogador de Dunga na Seleção. Talvez continue com a 6 colorada. Na zaga, a mesma coisa acontece com Juan, jogador já conhecido pelo técnico. Deve ganhar mais espaço em 2013.

Um provável time, no 4-2-3-1: Muriel, Contratação, Moledo (Contratação), Juan, Kléber; Ygor (Guiñazu), Fred; Forlán, D'Alessandro, Dagoberto; Leandro Damião.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Olímpico Monumental: o último capítulo

Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Porto Alegre, Domingo. Dia 2 de Dezembro de 2012. Gre-Nal n° 394.

O time do Grêmio talvez até merecesse um final assim, um terceiro lugar, vaga na pré-Libertadores, sendo que tudo estava encaminhado para um vice-campeonato e a vaga direta. Em 2012, o Grêmio fracassou em todos os momentos em que podia pleitear coisa melhor. O  Olímpico não merecia. Não o Olímpico. Um 0 a 0 como este, de um jogo mais brigado que jogado. Nem que fosse uma vitória do Inter, como foi da primeira vez, em 54. O Olímpico merecia gols, não socos.

Ousadia faltou dos dois lados. Aliás, dos três. Pois a arbitragem precisava, ao menos, dar cinco minutos de acréscimo no segundo tempo de muitas paralisações, de muita atitude infeliz e impensada. Os poucos segundos de Heber Roberto, no final, foram poucos pro muito de história que já viu aquele Estádio - e quem ali esteve, torceu, sorriu e chorou.

Loss e Luxemburgo. Parece que combinaram. Muita cautela, marcação, com times praticamente espelhados. O Grêmio teve apenas André Lima no ataque, teve Ze Roberto lá na direita, Elano mais à esquerda. Logo atrás, o trio de volantes. Fernando centralizado, Souza saindo pela direita e Gogo pelo outro lado.

O Internacional era basicamente igual, com uma sensível diferença. Osmar Loss tentou usar uma espécie de 4-2-3-1, mas com Guiñazu centralizado na linha de meias, pouco mais recuado. D'Alessando sempre aberto  na direita, gesticulando e comandando todas as ações da equipe. Na esquerda Fred, apagado e pouco participativo. O centroavante foi Damião e os dois volantes Ygor e Josimar.

A posse de bola sempre esteve com o Grêmio, mas com Zé Roberto e Elano em tarde pouco inspirada, quase nada de perigo levou ao gol defendido por Muriel. As jogadas acirradas, as faltas com carga excessiva de força, como tem em qualquer Gre-Nal, estiveram lá, mas com o adicional de ser o último dos últimos da Era Olímpico. No jogo em que ninguém queria perder, ninguém ganhou.

Heber só errou ao não dar os acréscimos corretos no segundo tempo. Acertou na expulsão de Muriel, Damião, Saimon, Osmars Loss e Luxemburgo. Embora, talvez pudesse ter usado de bom senso com o técnico gremista, que entrou em campo para tirar seu jogador da confusão. Mas cumpriu a regra, à risca. Está certo.

Maiores erros cometeram as duas equipes. Exceto Modelo, que fez um grande clássico. Fernando também. Naldo. Índio. Destaques de dois sistemas defensivos que não vazaram.

Com dois a menos em campo grande parte da segunda etapa, o Inter fez duas linhas de quatro jogadores em frente a área. Dificultou ao máximo as ações gremistas. Se o Colorado se defendeu bem - o que é inegável -, é bem verdade faltou bala na agulha tricolor. Ter vantagem de dois homens em campo é muita coisa.

O Grêmio tentou com Marquinhos e Leandro, Pará mais solto, Léo Gago de lateral. Todos esbarraram em Renan, goleiro que substituiu Muriel, fez ótimas intervenções naquele que foi seu primeiro jogo no BR-12.

Foi muito mais que água no chopp. O Inter comemorou como título no final. Como faria o Grêmio. Como tanto fizeram no Olímpico, monumental como a torcida azul, preta e branca. E vermelha, que faz parte da história.

Isso pertence ao futebol. Frase tantas vezes ditas pelo técnico gremista na temporada. Uma maneira de proteger seus jogadores, claro. Mas uma verdade. Agora, 58 anos depois, com o dever cumprido, o Olímpico não pertence mais ao Grêmio. Pertence à história do futebol.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A zona de conforto do Internacional

Depois do empate em 2 a 2 com o Sport, o técnico do Internacional abriu a caixa de ferramentas contra os jogadores do elenco colorado. Segundo ele, muitos estão acomodados, jogando sem indignação, aceitando a marcação do adversário e displicentes. Foi exatamente isso o que se viu no primeiro tempo de 2 a 0 para o Sport.

Na segunda etapa o Inter voltou com outro ânimo, com sangue correndo nas veias. Fernandão retirou o estreante Rodrigo Dourado, de 18 anos, para colocar Cassiano. Fred, o melhor colorado em campo, recuou para jogar junto a Guiñazu, e passou a organizar o Inter vindo de trás. Cassiano foi jogar no lado direito, enquanto D'Alessandro seguiu centralizado, Forlán na esquerda e Damião de centroavante.

A melhora do Inter não passa pela saída do jovem Dourado, que foi discreto, e mal orientado para marcar, pois não tinha ninguém no setor dele. Era pra ser Hugo, mas este ficou muito mais entre os zagueiros colorados que os dois atacantes, Gilsinho e Felipe Azevedo, que atuaram abertos, segurando os laterais do Inter.

Ricardo Duarte/ClicRBS
O time de Fernandão melhorou por três motivos. Primeiro, e mais importante, porque o time ficou afim de correr, com vontade de jogar futebol. Segundo motivo foi o recuo de Fred. O Inter não precisa de mais um marcador, mas sim de alguém que soubesse ocupar o espaço e sair jogando com qualidade. O terceiro motivo foi o futebol agudo de Cassiano pelo lado direito. Tudo isso no segundo tempo.

Contudo, não foi suficiente para o Inter buscar a virada. O time gaúcho segue na sétima posição, com 37 pontos, e é cada vez mais improvável mude esse panorama. O Inter desse terminar o BR-12 mais ou menos nessa posição.

Vem por aí, no Beira-Rio, uma semana de muita movimentação fora de campo. Pois não tem jogo, mas ainda não se sabe quais as consequências das fortes declarações de Fernandão após a partida. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Inter estaciona e Grêmio segue na cola dos líderes

Alexandre Lops/Divulgação ClicRBS
O Internacional não fez má partida contra o Botafogo. Jogou melhor que o time carioca desde o início do jogo. Conseguiu abrir o placar no segundo tempo e depois acabou cedendo o empate. Contudo, ainda teve chances de chegar ao segundo gol.

Como Forlán não iniciou o jogo, Fernandão testou um ataque com Cassiano e Damião, é uma dupla pesada, de homens mais de área. Surpreendentemente funcionou de certo modo. O garoto Cassiano se posicionou mais à direita e conseguiu executar com razoável sucesso o papel de um segundo atacante. Mas no 4-4-2 de Fernandão, mais um vez quem se destacou foi Fred, o meio que jogou pela direita, ao lado de D'Alessandro, e é peça fundamental para os relapsos momentos de bom futebol no Internacional.

Contudo, o empate não é bom. O Inter não avança na tabela, pára na sétima posição com 36 pontos e deixa de diminuir a distância para o Botafogo, que tem 38 e está na quinta posição. O Colorado estacionou na tabela, e a tendência é que siga variando uma ou duas posições pra cima ou pra baixo. Está faltando o algo a mais para o time de Fernandão. A equipe ainda não deu liga e, convenhamos, está cada vez mais se esgotando o tempo para que de fato dê.

O Inter tem uma oportunidade de ouro nas próximas duas rodadas: dois jogos em casa. Nesse domingo o Colorado recebe o Sport, e no próximo, dia 23, quem vem a Porto Alegre é o time do Bahia. É a chance de somar seis pontos em sequência, o que faz uma imensa diferença nessa parte da tabela onde os times têm campanhas irregulares e 2 ou 3 pontos de diferença entre si.

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O Grêmio não teve jogo fácil contra o Náutico, no Olímpico. A vitória só veio no segundo tempo, e com o segundo gol apenas nos acréscimos. Para furar a retranca montada pelo técnico Gallo, que já é habitual dos times que vêm jogar no Olímpico, Luxemburgo usou o recuso que também há muito tempo já utiliza. Luxa desmonta o 4-4-2 tirando um dos volantes (no caso o Fernando) e colocando o atacante Leandro. O Grêmio fica no 4-3-3, com Kléber e Leandro atuando pelos flancos e recuando para recompor se necessário.

Deu mais certo que errado, na média. É a alternativa que o técnico gremista tem achado para tornar seu time mais ofensivo e, ao mesmo tempo, não perder capacidade de contenção. Sendo assim, o Grêmio segue na cola do líder Fluminense e do vice Atlético-MG. Mas esse "na cola" representa uma diferença de 6 pontos do líder e 4 do líder. Não é pouca coisa. O Grêmio precisa, ao menos, vencer duas rodadas e torcer para que os dois que estão acima   percam duas.

A tendência tricolor é realmente segurar a vaga na Libertadores na terceira posição.

domingo, 2 de setembro de 2012

Inter mais à vontade com D'Alessandro

A goleada sobre o Flamengo pode ser marcante na trajetória do Inter no BR-12. Além de marcar o retorno de D'Alessandro, Forlán desencantou e marcou duas vezes, Moledo voltou a ser titular e a torcida fez as pazes com o time. Aliás, o clima era surpreendentemente bom entre time e torcida, mesmo depois do gol de Love, aos 14 minutos, em bobeada horrorosa de Muriel.
Mateus Bruxel/ClicRBS
Afinal, antes de tomar o gol, o Inter já era melhor em campo. Se não era tão melhor que o Flamengo, era melhor em relação ao próprio Inter. Fernandão esquematizou um velho conhecido do Beira-Rio no último dois anos, o 4-2-3-1, que trouxe o equilíbrio que faltava nas últimas partidas. O Inter não vencia há quatro jogos.

Com D'Alessandro distribuindo o jogo pelo meio, tendo a opção de procurar Forlán pela direita, acionar Fred na esquerda, e buscar Damião no comando de ataque, o Inter esteve à vontade em campo. Exceto um período de uns 10 minutos depois de sofrer o gol, até conseguir assimilar o golpe e a falha de Muriel.

Com Fred fazendo mais uma grande partida, com Forlán muito afim de jogo e com D'Alessandro aparentemente não sentindo a parada de mais de 30 dias, o Inter soube tocar a bola e avançar até a área flamenguista, com calma e rigor tático, com todos cumprindo (e bem) sua função. O Inter chegou à virada, com naturalidade, ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, Dorival deu uma ajudinha ao seu ex-clube. O técnico do Flamengo mexeu mau. Tirou Negueba, o melhor rubro-negro em campo, que segurava Fabrício na esquerda e se movimentava na diagonal, confundindo a marcação colorada. Dorival colocou o meia Mathues, um cadenciador, que poderia jogar junto à Negueba. Outro que entrou, e não entrou bem, foi Bottinelli. O Flamengo perdeu velocidade, ao contrário do Inter, que ganhou Fabrício pela esquerda e, já embalado, dominou completamente as ações.

O Inter fez boas mudanças, ganhou em velocidade com Lucas Lima e Dagoberto. Chegou naturalmente ao 4 a 1, contra um Flamengo burocrático, que vive do esforço solitário de Vagner Love e de lampejos de Ibson e Léo Moura.

Para os próximos jogos, o Inter projeta um crescimento possível, mesmo sabendo dos desfalques. É que agora tem D'Alessandro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Inter de Fernandão ainda é incógnita

Imaginava-se - e o próprio clube projetava isso - que a partir do clássico Gre-Nal o Inter passaria a ter uma ideia de que time jogaria o segundo turno do BR-12. No domingo, contra o Grêmio, apenas Élton e D'Alessandro não estavam disponíveis. Mesmo contando com Dátolo e Dagoberto, Fernandão resolvou surpreender e escalar o lateral Kléber no meio-campo, ao lado de Fred.

Por circustância do clássico e da "necessidade" do mistério, o treinador colorado adiou uma possível fotografia do Inter pro segundo turno. Kléber, definitvamente, não vai ser meia. Vai seguir na lateral, com Fabrício indo para o banco - o que já é discutível. Dátolo e Dagoberto, que iniciaram no banco e entraram no segundo tempo, podem ser titulares na sequencia do BR-12, mas ainda não vai ser hoje, contra o Coritiba. Dagobero voltou de lesão e já foi suspenso pelo terceiro amarelo. Dátolo também, voltou há três jogos, jogou meio tempo contra o Corinthians, cumpriu suspensão contra a Lusa e jogou mais meio tempo contra o Grêmio. Sentiu o pubis duramte os treinos e não joga as duas próximas rodadas.

Levando em consideração que D'Alessandro pode voltar no domingo, contra o Flamengo no Beira-Rio, quer dizer que o Inter vai ter de esperar mais duas rodadas para conhecer um esboço de time. Pelo menos do meio-campo pra frente, pois, ao que tudo indica, Bolívar e Juan seguirão como titulates e Ygor e Guiñazu serão os dois volantes. Ficam em aberto mais quatro vagas para: Fred, D'Alessandro, Dátolo, Dagoberto, Forlán, Damião e Rafael Moura. Setes nomes.

Inevitavelmente,algum medalhão vai ficar no banco, e esta é sempre uma situação complicada de lidar. Será que o jovem diretor de futebol colorado, Luciano David, e o jovem treinador Fernadão, saberão conduzir esse processo de definição dos titulares?

Forlán já começa a ter sua titularidade contestada pela torcida. Dagoberto ainda não deslanchou em 2012, assim como o próprio D'Alessandro. Na bola, Fred e Dátolo renderam mais nessa temporada. Será que conta?  Acho que Fernadão ainda tem espaço e argumento para tentar fazer sua equipe ideal jogar. O meu Inter ideal para o restante da temporada está escalado no 4-2-3-1: Muriel; Nei, Moledo, Juan, Fabrício; Élton, Guiñazu; D'Alessandro, Forlán, Dagoberto; Leandro Damião.

domingo, 8 de julho de 2012

Inter usa do contra-ataque para vencer o Cruzeiro no Beira-Rio

Assim como o Atlético-MG há uma semana, o Cruzeiro também desembarcou em Porto Alegre com velhos conhecidos do futebol gaúcho. Comandado por Celso Roth, a Raposa teve o zagueiro Léo, que atuou como lateral direito e faz bom campeonato na posição, teve o meia Souza e também os volantes Leandro Guerreiro, Willian Magrão e Tinga, que há poucos meses ainda jogava no Internacional. O Cruzeiro tem um bom time, continua se reforçando e não é de graça que dificultou muito as coisas para o Internacional.

Dorival admite que o Colorado ainda não joga o futebol que todos esperam, inclusive a comissão técnica. Uma série de desfalques e a falta de continuidade são os principais motivos alegados pelo treinador. No próximo domingo, quando recebe o Santos, mais uma vez o Inter não vai conseguir repetir o time. Oscar e Damião vão jogar as Olimpíadas e D'Alessandro está suspenso.

Contra o Cruzeiro, apensar das boas participações de Josimar e Élton, Guiñazu fez muita falta à equipe. É o argentino um dos responsáveis pela compactação do time, pela marcação mais agressiva e pela transição defesa/ataque. Os dois volantes escalados apenas marcaram.

Quem teve a posse de bola foi o Cruzeiro, que iniciou jogando no 4-3-1-2, com Tinga e Willian Magrão vindo de trás e apoiando Montillo na armação. Apesar do volume de jogo mineiro, o Inter marcou com correção a equipe de Roth. Devido a circunstância, restou ao colorado o contra-ataque. 

Sem o brilho dos ofensivos D'Alessandro, Oscar, Dagoberto e Damião, o Inter venceu pela efetividade. No habitual 4-2-3-1, que varia para o 4-4-2 conforme o posicionamento de Dagoberto, os dois gols vieram no primeiro tempo, depois de rápidas trocas de passes. 
Ricardo Duarte/ClicRBS
Durante a partida, o Inter encaixou poucas jogadas, sobretudo num segundo tempo todo cruzeirense. Roth jogou o Cruzeiro pra cima, adiantou Tinga, deslocou Léo de novo pra zaga e Magrão fez a lateral. Na frente, Wallysson fez boa parceria com Ramon, e Montillo ficou mais à vontade atuando pela esquerda. O Cruzeiro chegou ao gol mas o Inter soube segurar o ímpeto da Raposa.

Além da importante vitória colorada, que por enquanto coloca o Inter no G4, é positivo que Dorival faça a leitura correta do jogo e saiba que, mesmo jogando em casa, às vezes é bom negócio esperar o adversário e explorar o contra-ataque.

sábado, 12 de maio de 2012

Eliminação do Inter não é desastre

Não consegui comentar a eliminação do Inter na Libertadores. Quarta, após o jogo, não consegui logar para escrever aqui. Que seja, faço agora, mesmo que de maneira mais breve.

O fato é que o Inter não jogou menos que o Fluminense no Rio. O 2 a 1 que eliminou o colorado, a grosso modo, tem a ver com a bola parada de Thiago Neves e a dificuldade que o Inter encontra desde o ano passado para escalar seu miolo de zaga.

A equipe de Dorival jogou 10 jogos pela Libertadores em 2012, venceu apenas três, foi o 16º colocado entre os dezesseis classificados para a segunda fase da competição e acabou eliminado pelo time melhor classificado da Libertadores. Bota na conta do Inter a série de desfalques que não permitirem a Dorival escalar seu time ideal nunca. Portanto, não é nenhuma catástrofe essa eliminação  que, ironicamente, aconteceu na que seja talvez a melhor partida do Inter na Libertadores.

Só que o futuro não é negro no Beira-Rio, e Dorival precisa seguir seu trabalho de forma tranquila. O time do Inter é bom, do meio pra frente tem jogadores de muita qualidade, mas algumas vagas ainda indefinidas. Oscar, Damião, D'Alessandro e Sandro Silva hoje são os mais titulares do Inter. Ainda sobram Dátolo, Tinga, Dagoberto, Guiñazu e Jajá para disputar duas vagas. O problema do Inter ainda é a zaga. E mesmo não sendo reforçada, o Colorado entra forte na briga pelo BR-12

quinta-feira, 29 de março de 2012

As opções de Dorival Junior

Nesta quarta o Internacional empatou em 0 a 0 com o Lajeadense, fora de casa, e garantiu vaga na segunda fase da Taça Farroupilha. Dorival escalou equipe mista visando já o jogo da próxima semana, contra o Santos no Beira-Rio, válido pela Copa Libertadores. O bom e jovem time do Lajeadense complicou a vida do Inter, que pouco criou num jogo mormo e de poucas chances.

Para o confronto contra o Santos, o Inter segue sem Oscar, provavelmente não terá D'Alessandro 100% e Guiñazu é dúvida. O D'Ale voltou a sentir a lesão na terça, não jogou ontem e não jogará no final de semana. Contra o Peixe, tenho quase certeza que o argentino vai pro jogo, mesmo não estando na sua melhor condição.

Portanto, a linha de frente do Inter deve ter Dátolo na direita, D'Alessandro por dentro, Dagoberto na direita e Leandro Damião no ataque. O treinador colorado tem feito pequenas alterações no posicionamento de Dagoberto, que ora está como atacante ao lado de Damião, ora está como meia no 4-2-3-1 de Dorival. Dagoberto rende mais vindo de trás, tendo a possibilidade do chute de média distância e de entrar na área em diagonal.

Ao lado de Tinga, caso não jogue Guiñazu, Bollati e Elton são alternativas. Devido as circunstâncias, Élton tem mais fôlego e agilidade para marcar o meio-campo santista. De qualquer forma, o Inter perde sem Guiñazu.

Jajá e João Paulo também são opções, ainda que com menos possibilidades de serem utilizados no confronto. Até não atenderiam as necessidades do Inter, principalmente Jajá, que ainda precisa provar muito. Ontem, João Paulo rendeu legal jogando pelo meio, diferente de quando jogou pela direita.

A única coisa certa é a pedreira que vai ser Inter e Santos. Para os dois.

domingo, 4 de março de 2012

Inter e Grêmio esquentam a máquina na Taça Farroupilha

Iniciou neste final de semana o segundo turno do campeonato Gaúcho. E se querem pensar em título, ou Inter ou Grêmio precisam vencer para, aí sim, disputar a finalíssima contra o Caxias, campeão do primeiro turno. Pelo menos a dupla grenal começou vencendo seus jogos. Nada de brilhantismo e, apesar do 2 a 1 em ambos os jogos, poucas dificuldades também.

No sábado, o Inter recebeu o Ypiranga no Beira-Rio. Saiu vencendo, sofreu o empate e buscou a vitória com gol de Damião, à lá Damião, sem frescura, dividindo com a zaga. Gol importante para o centroavante que quer voltar a ser o goleador do colorado. 

Visando o Santos na quarta-feira, jogo na Vila Belmiro, pela Libertadores, Dorival poupou D'Alessandro. O argentino fez falta à equipe, como sempre faz, e pode comandar a equipe colorada contra o Peixe de Neymar e Ganso. Pra esse jogo, Dorival Junior pode contar ainda com os retornos de Tinga e Guiñazu. Jogo imperdível.

Em Gravataí, nesse domingo, o Grêmio de Luxemburgo enfrentou um Cerâmica jovem, de postura ofensiva, mas com poucas possibilidades técnicas de tirar pontos do Grêmio. O Tricolor, assim como o Inter, também jogava com a cabeça quase em outra competição. Na quarta o Grêmio estreia na Copa do Brasil contra o River Plate de Sergipe, em Sergipe.

A vitória gremista foi marcada mais uma vez pela boa atuação de Kléber, pela estreia promissora do meia argentino Facundo Bertoglio e pelo sentido de coletividade que a equipe vem ganhando desde a chega do novo treinador. Ainda que não tenha contado com Souza, Vanderlei escalou o meio-campo do Grêmio com quatro jogadores formando um losango, com Marquinho de ponta-de-lança e Marco Antônio mais recuado, à direita. Sem dúvida um time provisório que, talvez seja repetido na quarta, com Moreno assumindo o comando de ataque no lugar do André Lima, mas com certeza não deve se repetir com Souza à disposição e com Bertglio mais adaptado e confiante.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Foi a última, D'Ale?

Ao final da vitória de 1 a 0 sobre o Once Caldas, na estreia do Inter na Pré-Libertadores, na saída do gramado do Beira-Rio, D'Alessandro falou emocionado, ouvindo gritos de "Fica D'Alessandro". Ele que foi o nome do jogo, quem ditou o ritmo da partida, largou um merengue para Damião abrir o placar aos 11 e, aos 30, disparou um chute colocado da intermediária, quase encobriu o goleiro. Seria um golaço, mais um deles desde de 2008. Emocionado conversou com os repórteres, falou da família, da proposta milionária para jogar na China, justificou ser um profissional mas, com olhos marejados, não bateu o martelo. O argentino está comovido com a mobilização do torcedor colorado.

Não sei se foi sua última partida. Provavelmente ele também não saiba.

A vitória de 1 a 0 representa uma vantagem mínima ao Colorado, um resultado que não deixa o Inter de sangue doce para jogar na Colômbia, na próxima quarta-feira. Entretanto, enquanto teve mais fôlego que o Once Caldas, isso aconteceu nos 35 primeiros minutos de jogo, o Inter dominou completamente o jogo. Um placar com dois ou três gols vermelhos seria natural. No 4-2-3-1 de Dorival Jr. a movimentação do trio de meio-campistas ofensivos foi fundamental. D'Alessandro esteve quase sempre centralizado, já Dagoberto e Oscar trocavam de lado e alternavam infiltrações na área. O ímpeto e a inteligência de Damião também faz diferença, embora o centroavante tenha sido preciosista demais em alguns lances.

O Once Caldas viveu dois momentos no jogo, separados pelo intervalo. No primeiro tempo um 4-3-3 de linhas recuadas, marcando meia-pressão e esperando para atacar em velocidade. O sistema defensivo do Inter neutralizou muito bem a estratégia colombiana, fato que não se repetiu na segunda etapa. Num 4-4-2 em duas linhas, o Once Caldas ficou mais encorpado, ganhou referencia na área e buscou jogar mais com a bola no pé. O Internacional sentiu, baixou o ritmo e não teve força para se impor novamente, mesmo com as mudanças de Dorival, todas devido a condição física.


O 3-5-2 surge como alternativa no Grêmio
Foi apenas a segunda partida na temporada e o Grêmio já se sentia na obrigação de vencer e, se possível, convencer. O Grêmio venceu, mas não vai ser agora que vai convencer. Caio Junior já disse depois da derrota contra o Lajeadense que ainda está buscando o time e a formação ideal.

Contra o Canoas saiu Miralles e entrou Marcelo Moreno, de resto foi o mesmo time, porém com postura tática diferente. Caio usou um 4-4-2 com meio-de-campo em losango, com Douglas centralizado mais à frente, Fernando na frente dos zagueiros e Gago e Marco Antônio como volantes apoiadores pelos lados. Deu pouco certo, pois assim Caio Junior perdeu muito de Marco Antônio.

Depois de um primeiro tempo de 1 a 1, Caio voltou do intervalo com Gabriel no lugar do MA, segurou Mário na direita e avançou o lateral Julio César na esquerda. O Grêmio ficou num 3-5-2, com bastante participação dos alas e uma saída interessante do Mário pela direita. A equipe encaixou, não deu mais espaços ao Canoas e alcançou o 3 a 1.

Não deu show, porém não correu risco. Os primeiros gols de Moreno e Kléber jogando juntos é importante, o retorno de Gabriel, com muita vontade e marcando gol também é importante e mais: pode fazer Caio Junior repensar a ideia de time.

*FOTO Diego Vara/ClicRBS  

domingo, 11 de setembro de 2011

Fator Damião

 Dos oito primeiros colocados do BR-11, apenas Internacional e Fluminense venceram nesse final de semana. O time carioca, inclusive, venceu o ainda líder Corinthians.
No Pacaembu, um 3 a 0 Colorado que fica todo na conta de Damião, que anotou os três, e Muriel, que catou várias. Não foi uma boa partida, nenhuma das equipes jogou bom futebol, embora o Palmeiras tenha conseguido mais volume de jogo, tenha criado mais oportunidaes. Entretanto, muito do volumne de jogo de Verdão vem dos pés de Marcos Assunção e a arma da sua bola parada, já que o Inter, além de contar com a fraca atuação da dupla de volantes Elton e Sandro Silva, cometeu muitas faltas em torno da área. Pela tarde ilumindada de Muriel e pela fase desastrosa palmeirense, o Inter, que só foi marcar o segundo aos 37 do segundo tempo, não sofreu com o empate.
Mas quem tem Damião, tem gol. O centroavante recebeu quatro bolas o jogo inteiro, o suficiente para que chegasse a marca de 40 gols no ano, 13 no BR-11. Nem a confusa paricipação da linha de três meias colorados atrapalhou o artilheiro. O fator Leandro Damião é decisivo em tudo que envolve o Internacional no ano de 2011, e se esse jogador manter a média até dezembro, o Colorado pode almejar algo bem melhor que a atual sétima colocação no BR-11.
No 4-2-3-1 de Dorival, Guiñazu fez falta, e a dificuldade de enfrentar o mesmo 4-2-3-1 do Palmeiras, mesmo sem Kléber, Valdívia e Maikon Leite, preocupa. Os setores do Inter estiveram distantes, a transição da bola ficou prejudicada. Efeitos da marcação da equpe de Felipão? Talvez. Mas o posicionamento de D'Alessandro e Andrezinho também pode ser revisado, quem centraliza e quem cai pela direita. Até mesmo se Ilsinho não renderia melhor na meia-direita.
São questões a serem revisadas. Inquetionável mesmo, só Damião.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Bi da Recopa e o Especialista

Rei de Copas? Sim, o Internacional. O clube que empilha títulos internacionais desde 2006 e que na noite de 24 de Agosto de 2011 levantou mais uma taça. O Colorado precisava vencer por dois gols de diferença o Independiente, resultado absolutamente normal visto que o jogo era no Beira-Rio, visto que o time argentino é nada além do normal e, este um fator fundamental, o Inter tem um especialista vestindo a 9.
Dorival Junior, que admite sua mínima contribuição na conquista da Recopa, manteve o que de melhor fez o ex-treinador Falcão, montou um 4-4-2 bem brasileiro, com Oscar e D'Alessandro numa linha à frente dos dois volantes, atrás dos dois atacantes, articulando o jogo. No primeiro tempo, com o quarteto ofensivo formado pelos articuladores mais Dellatorre e Damião inspirados. Este último em especial, Leandro Damião, o cara que faz gol até dormindo. Contra o Independiente foram três, dois golaços no Beira-Rio e um no primeiro jogo, na Argentina.
Ao contrário do primeiro tempo, a segunda etapa não foi tranquila. O Independiente, que tem uma camisa e uma história inquestionável, voltou modificado e complicou o Inter. O 4-4-2 virou um 3-4-3 típico argentino, ameaçou uma pressão e conseguiu em certo momento. Chegou a fazer um gol e enervar o torcedor colorado. Não fosse uma excelente defesa de Muriel, o gol de empate seria inevitável.
A essa altura o Inter estava num 4-2-3-1 com Dellatorre fazendo o meia aberto na esquerda, D'Alessandro centralizou e Oscar foi pra direita. Por ironia, a lesão de D'Ale e a entrada de Andrezinho fez bem ao time, assim como a do outro atacante de área, Jô, que entrou no lugar do Delatorre. Naturalmente o Inter ganhou campo novamente, liberou mais os dois laterais e conseguiu um pênalti numa jogada dos dois jogadores que saíram do banco de reservas. Kléber bateu com categoria e confirmou a vitória e o título merecido.
É sempre bom para o futebol quando o melhor time consegue fazer da sua vantagem técnica também uma vantagem tática e vantagem de escore. A Recopa está em boas mãos, nas mãos de um Bolivar calejado de título, mas fundamentalmente conquistada pelos pés de um centroavante raro, que não aparece toda hora, e deu de aparecer no Beira-Rio. Damião é especialista, e o Internacional é Bi Campeão.

domingo, 7 de agosto de 2011

Inter vence e deixa crise com a Raposa

Com a vitória do Inter de 3 a  2, o Cruzeiro de Joel chaga a sua quarta derrota seguida. Uma sequência pesada, que pode derrubar qualquer um. Do outro lado, respira Osmar Loss, que aspira sua efetivação no comando Colorado. Depois de empatar em casa com o Atlético-GO e perder fora para o Fluminense, a vitória no Beira-Rio este domingo era fundamental para a tranquilidade do treinador, da direção e da torcida, que ainda resmunga das arquibancadas a qualquer lance errado.
O Inter desfalcado de Tinga, Guiñazu, Bollati e Kléber (Juan, Oscar e Zé Roberto estão fora a mais tempo), teve dificuldades para enfrentar um Cruzeiro mesmo em crise, mas contou com um quarteto ofensivo interessante: D'Alessandro, Andrezinho, Dellatorre e Damião. Nomes fundamentais para a vitória colorada.
O Cruzeiro abriu o placar depois da falha do bom Muriel, que se redimiu fazendo defesas dificílimas durante o jogo. A equipe de Joel melhorou no segundo tempo, e por pouco não chegou ao empate. É complicado superar fases como essa, às vezes nem bom futebol ajuda. A zaga colorada quase ajudou, e já é o grande problema da temporada no Beira-Rio.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Andrezinho e Damião comandam virada Colorada

No primeiro tempo, o Avaí mesmo se aproveitando de um Inter mal das pernas, precisou de um pênalti não muito pênalti para fazer seu 1 a 0, com o centroavante Willian. Muriel ainda agarrou a cobrança, mas não catou o rebote. O 3-6-1 do time catarinense congestionou o jogo e complicou a vida de Inter na ressacada.
A vitória de 3 a 1, que só veio o segundo tempo, passa pelas mãos do interino Osmar Loss, que tinha escalado um 4-3-1-2. Ainda no primeiro tempo, perdeu Zé Roberto e colocou o meia Fabricio. Mas a grande mudança foi na segunda etapa, quando na entrada de Andrezinho no lugar de Guiñazu, no avanço de D'Alessandro e Fabrício e a caracterização de um 4-3-3, com Damião na referência. O Avaí ficou sem a sobra no trio defensivo. Na bola, Andrezinho sobrou e fez o time jogar. Damião cresceu, fez um gol e participou dos outros dois.
O Inter de 50% de aproveitamento e do 5° lugar no BR-11, deve acabar a temporada com esse desempenho mediano. É o que o momento conturbado e as perspectivas apontam.
    

domingo, 8 de maio de 2011

Grêmio sai na frente na decisão

Algumas vezes, comentando jogos do Grêmio dessa temporada, escrevi aqui nesse blog: Viçosa não é Jonas. Mais uma forma de criticar a ineficiência da direção e da comissão técnica para achar uma alternativa à saída do goleador tricolor dos últimos dois anos. De fato, Viçosa não é Jonas, precisa jogar e fazer muito gol para ser tão importante para o clube quanto foi o 5° maior goleador do Grêmio. Porém, sem dúvida que Junior Viçosa, 21 anos, sobe no conceito de qualquer torcedor gremista e fica com o moral lá nas alturas depois desses dois domingos de Homem Grenal, de dois clássicos e três gols.
O primeiro grenal da decisão do Campeonato Gaúcho 2011 foi um grenal diferente, num Beira-Rio nem tão lotado e pouco empolgado, reflexos das eliminações de Grêmio e Inter na Copa Libertadores no meio da semana. Clássico de cinco gols, coisa rara. Grenal sem arbitragem polêmica, algo a se comemorar. Vale o registro e o parabéns a Jean Pierre Lima e seus assistentes.
Grenal que não teve D'Alessandro como figura principal, o astro colorado que inferniza a defesa tricolor desde que chegou ao estado, em 2008. Foi o grenal da atitude gremista, da recuperação de Renato e de seu grupo de jogadores, que continua carente de boa opções, mas tem potencial de fazer bons jogos como fez no Beira-Rio, vencendo o Inter por 3 a 2. Grenal de Luiz Severo Junior, que veio no meio da temporada passada de Viçosa, no Alagoas, e no clássico 386 fez dois gols e mais a assistência para o gol de Leandro.
Falcão, que só teve jogos decisivos, de mata ou morre, desde que assumiu o Inter, repetiu na escalação inicial erro muitas vezes cometido por seu antecessor. Ao optar pelo 4-2-3-1, o treinador escalou Sobis na meia-esquerda, com a missão de encostar em Damião e ser um jogador mais agudo que D'Alessandro e Andrezinho. O Colorado abriu o placar através dessa jogada: Sobis dentro da área, recebendo de Kléber e fazendo a parede para Andrezinho vindo de trás. Mas não foi uma boa tarde para o Sobis, que não conseguiu desempenhar a função (que não é a de ofício) o restante do jogo.
O grande mérito tricolor talvez tenha sido encaixar a marcação e não se abater com o gol cedo, aos 8 minutos. O Grêmio de Renato praticamente espelhou o esquema colorado, um 4-2-3-1 que variava para o 4-4-2 com meio-campo em losango. Para isso, uma escalação mais leve. Douglas não foi brilhante, mas fez boa partida, jogou centralizado. Na esquerda, marcando o lateral Nei e recuando para combater Andrezinho, a surpresa da tarde, Escudero, que entrou bem e e foi acertadamente expulso aos 44 do segundo tempo, depois de matar um contra-ataque colorado. Do outro lado, na direita, a mesma função do argentino tinha o jovem Leandro, de muito boa atuação e um gol anotado. Mais atrás, Rochemback e Fernando se entenderam bem. Na zaga, Vilson, que entrou no lugar de Rafa Marques, dá sinais de que realmente é o melhor zagueiro do tricolor, a não ser que Rodolfo resolva jogar o que sabe.
Do lado colorado, Damião não passou em branco. O goleador do Brasil no ano deixou o seu no momento em que Falcão perdia de 2 a 1 e resolveu apostar na maior dificuldade do Grêmio, a bola aérea. O Intenacional ficou com duas linhas de 4 e dois centroaventes na área, Leandro Damião e Cavenaghi. O Inter empatou, mas o Grêmio seguiu mais consciente na partida, tocando a bola com mais propriedade e lucidez. Aos 41, Viçosa, em posição legal, fez o gol da vitória.
A vantagem do Grêmio é muito grande, além de jogar em casa, tem a seu favor qualquer empate, qualquer vitória e derrotas de 1 a 0 e 2 a 1. Grenal, sabe-se, dificilmente foge a estes resultados. Contudo, o desse domingo fugiu, foi de um 3 a 2 de bom futebol e pouca pancada. É inegável que, no momento, o Gauchão é mais tricolor que vermelho e branco. O que não quer dizer muito depois que a bola rola, e tem mais 90 minutos de grenal e bola rolando no Olímpico, domingo que vem.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bom empate Colorado no Uruguai

Pela história recente de um Inter sempre favorito na Libertadores, o empate em 1 a 1 no Estádio Centenário em Montevidéu, contra um Peñarol da 14° melhor campanha (Inter teve a 3°), não deve ser encarado como se tivesse gosto vitória. Tem gosto de empate, um bom empate com um gol qualificado. Gol que dá toda a tranquilidade para o time de Falcão jogar mais no Beira-Rio e vencer naturalmente.
Pela história e pelo peso da camisa do Peñarol, o jogo de volta não é jogado. Pelo jeito vai ser brigado, com maior chance de ser colorado, mas não se pode dar chance ao azar, nem aos uruguaios. O Peñarol é time de uma jogada só, não tem muito o que inventar. Entretanto, mesmo não inventando, com um 4-4-2 inglês, compactado mais atrás, roubando a bola e saindo com velocidade pelos lados, buscando a linha de fundo e o cruzamento, fazendo isso o jogo inteiro, aos 36 minutos deu certo e o meia-direita Corujo saiu do seu posicionamento, ocupou o espaço do atacante que fazia o cruzamento e concluiu à gol.
O Inter foi armado pelo Falcão num 4-2-2-2 que variava para um 4-3-3, com D'Alessandro vindo articular por dentro e Andrezinho adiantando e sendo o atacante pela esquerda, enquanto Sobis jogava pela direita e Damião era a referência. Em noite inspirada de Bolatti, que desfilou belíssimo futebol, o mesmo não repetiu Sobis, que foi bem substituído no intervalo por Oscar. D'Alessandro só não jogou porque não deixaram, foi bem marcado e recebeu muitas faltas.
A equipe Colorada não foi afobada nem quando perdia o jogo. Com os dois laterais mais presos e jogando no 4-2-3-1, com Oscar centralizado, Andrezinho (depois Tinga) na direita e o D'Alessandro na esquerda, o Inter neutralizou bem as jogadas do Peñarol pelos lados. O jogada do gol de empate começou nos pés de Bolatti, que passou Oscar, o menino lançou Damião e o centroavante colorado fez o que mais sabe fazer: gol. Mesmo que desviado, um belo gol do artilheiro da temporada no Beira-Rio.
Depois desse empate interessantíssimo, o Inter só pensa em Grenal. E quando pensa que vai jogar contra um Grêmio que toma gol em tudo quanto é jogo, e vê lá na frente um Leandro Damião que dificilmente passa em branco... O Inter tem motivos para acreditar que o Gauchão não acaba esse domingo. Por outro lado, o Grêmio tem todos os motivos do mundo para não perder, levantar a Taça e a moral de uma equipe em baixa.