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domingo, 10 de novembro de 2013

Seis jogos sem marcar. Tem explicação?

Tem explicação. Não é exata, afinal se trata de futebol. Mas vai muito além da falta de sorte protestada por Renato, após a derrota de 3 a 0 para o Cruzeiro, em pleno Mineirão lotado. Primeiro o jogo: o Grêmio não jogou para levar três. No retorno do 3-5-2, o time de Renato Portaluppi defendeu-se bem até meados da segunda etapa, concedeu poucos espaços ao bom time de Marcelo Oliveira, que sendo o bom time que é, virtual campeão brasileiro, aproveitou cirurgicamente o que teve de oportunidade. Na frente, o Grêmio teve um Kléber e um Barcos mai próximos, tentandodo ser uma dupla de fato. Contudo, os atacantes gremistas voltaram a falhar nas finalizações. 

Dentre as milhares de variáveis dentro de uma partida de futebol, destaco sempre três fatores como os mais importantes para definir se uma equipe vence ou não um jogo. Quase que inventarialmente são eles: posse de bola, intensidade e ocupação de espaço. No Mineirão, o Cruzeiro teve 64% da posse da bola (Footstats), teve equilíbrio quando imprimiu intensidade para abrir o placar na primeira etapa e depois quando usou essa intensidade para marcar o Grêmio na segunda etapa e chegar ao segundo gol apenas aos 33 do segundo tempo, matando o time gaúcho animicamente e liquidando a partida aos 40 minutos, com a marcação do terceiro gol. Em contrapartida, o Grêmio não teve essa intensidade nem quando resolveu atacar, nem mesmo quando queria marcar o adversário, fundamentalmente a partir da metade do segundo tempo.

Ramon Bittencourt / Lancepress!

Porém, o que essa equipe do Grêmio mais carece no atual momento é de ocupação de espaço. Apesar dos três gols dese domingo, tem ocupado razoavelmente bem os espaços defensivamente. É na transição da defesa para o ataque que a equipe tem falhado feio nos últimos jogos. Dificilmente alguém diferente dos atacantes gremistas perdem gols. Falhas individuais? Certamente. Questão de fase ruim e incompetência: a bola não está entrando. Mas há uma falha coletiva, pois uma equipe é formada de 11 jogadores, e precisa que aconteça um certo rodízio nas micro-regiões do campo. Um exemplo básico é como joga o Barcos, saindo bastante da área. 

Não é difícil ver a área de ataque gremista desabitada. Se o Barcos está fora dela, cumprindo uma função tática muitas vezes determinada por seu treinador, é preciso que alguém, no mínimo, ocupe aquele espaço vazio. Seja um volante, um ala ou um segundo atacante. Isso é ocupação de espaço, compensação tática. É um quesito em que o Grêmio parece ter regredido nos últimos meses.

Portanto, não é só culpa da sorte, do Barcos, do Kléber, do Vargas e do Mamute. É um conjunto de situações, e só pode ser corrigido pelo Renato Portaluppi. 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Grêmio frustra no Olímpico

A derrota gremista por 2 a 1 para o Universidad Católica no Olímpico, nesse primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores passa por dois fatores em comum, que não são determinantes, mas são significativos. Um desses fatores foi a expulsão do bom zagueiro Rodolfo, no último jogo da fase de grupos contra o Oriente Petrollero, partida que estava definida em 3 a 0 para o adversário quando o zagueiro gremista praticou uma falta violentíssima com o único propósito da agressão. Rodolfo não pôde jogar e foi desfalque sentido na derrota para os chilenos. Outro fator inevitável é a expulsão de Borges, que desferiu uma cotovelada no zagueiro do Católica aos 34 minutos de um jogo difícil, em que o Grêmio já perdia de 1 a 0.
O Grêmio já estava sendo derrotado quando da expulsão de Borges, por isso não dá para contar como determinante a sua saída de campo. Entretanto, o estado anímico de um time e de uma torcida que lota o estádio e se vê em tal situação de desvantagem num jogo decisivo fica completamente prejudicado, e foi o que aconteceu com o Grêmio. O desfalque de Borges e a desvantagem numérica tirou do Tricolor capacidade de poder de reação.
Soma-se a esses dois fatores já citados outros dois, talvez mais determinantes e pesados na conta final da derrota. 1°) O Universidad Católica é uma boa equipe de futebol, teve a 6° melhor campanha da primeira fase da Liberadores, líder no grupo, está invicta em jogos fora de casa e ainda por cima lidera o campeonato chileno. Não é qualquer equipe a que enfrentou o Grêmio no Olímpico. A Universidad Católica apresentou variação tática interessante, indo do 4-4-2 ao 3-4-2-1 conforme as circunstâncias do jogo. (Não vi o jogo, mas confio na análise do meu guru Eduardo Cecconi). O centroavante Pratto, autor dos dois gols, é um jovem muito bom jogador, vice-artilheiro da competição, com seis gols.
2°) O Grêmio de 2011 é um time deficiente que, quando exigido, na maioria das vezes acusa o golpe. O padrão de jogo no 4-3-1-2 do ano passado ficou no ano passado. Raras as vezes nessa temporada o Grêmio repetiu a mecânica de jogo eficiente que o trouxe até a Libertadores. Contra o Universidad Católica tomou mais um gol de bola área, o que se tornou corriqueiro nesse time, noutro gol foi pego desprotegido e fora do lugar, outro fato que tem se repetido.
O golaço do Douglas foi incrível, merecia estar num contexto mais adequado. Ainda sim é um sopro de esperança para um time que sabe ser guerreiro e sabe jogar mais futebol quando estica a corda. E não dá pra descartar um bom resultado lá no Chile, dá pra achar improvável, nunca impossível. Vai que não só Douglas esteja inspirado e o Grêmio possa contar com um Gabriel mais eficiente, um W. Magrão mais ousado e um Lenadro mais solto, relaxado, menos nervoso - o que, aliás, é natural para um jovem de 17 anos, que é bom jogador, mas não é craque, e o Renato sabe que não é e assume o risco de usar o garoto como uma das peças essenciais do time.
O Grenal do domingo pode ser importante, uma vitória dá outro ânimo, seria fundamental para tentar reverter esse placar de 2 a 1 no Chile, sem dúvida. E esse time do Grêmio, ao que parece, pode se dar muito melhor no ânimo do que na bola, a não ser que de hoje pra Domingo Renato Portaluppi faça o Grêmio encaixar e jogar redondinho.
 

domingo, 10 de abril de 2011

Grêmio fecha o returno em terceiro

Que joguinho sem-vergonha o empate de Grêmio e Santa Cruz, nos Platanos! Tão sem-vergonha que o Grêmio, que jogou (e apanhou) mais, estava perdendo até os 43 minutos do segundo tempo, quando Borges sofreu pênalti que ele mesmo bateu e converteu. O gol do Santa Cruz saiu no começo da segunda etapa, numa das raras vezes que o time dos Platanos rondou a área de Victor.
Não foi um jogo agradável de se assistir. Muito faltoso, repleto de erros, gramado acanhado e ruim. O espetáculo ficou por parte do goleiro César que, em vários momentos, com belas defesas, evitou uma vitória gremista. Com o empate, o Tricolor ficou em terceiro no grupo 2, atrás do Cruzeiro e do Juventude. Nas quartas de final, o Grêmio, que tem Libertadores no meio da semana, pega o Ypiranga, em Erechim. Com esse 1 a 1 o Santa Cruz também se classificou, e pega o Inter.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Grêmio classificado para as oitavas

Que dia difícil para se comemorar uma vitória e uma classificação. Se no texto, como no jogo, desse para fazer um minuto de silêncio, sem dúvida seria um recurso gramático que este post não dispensaria. Fala o jargão do futebol (e da vida), bola pra frente. Como se fosse fácil dizer, aceitar e vivenciar - mais fácil escrever -, mas a vida continua, ainda que vidas tenham sido interrompidas injusta e brutalmente. Este blogueiro só deseja muita força às famílias dos jovens vitimados na manhã dessa quinta-feira, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro.

Vamos lá...

Fez boa partida o Grêmio. Não um espetaculo da bola, mas o suficiente para envolver o bom time do Junior de Barranquilla. A vitória garante o time de Renato Portaluppi na próxima fase da Libertadores, o que está em aberto ainda é a colocação, se em segundo ou primeiro lugar. Pode acontecer do Grêmio acabar como líder do grupo 2, vencendo o Oriente Petrolero semana que vem, na Bolívia. Mais difícil vai ser o Junior não vencer o León de Huánuco e chegar aos 15 pontos.
Desde o início o Grêmio propôs o jogo, no habitual 4-3-1-2, com a linha de volantes bem adiantada, Douglas projetado como ponta-de-lança, chamando e distribuindo o jogo, assumindo a 10, quase como um terceiro atacante, e Gabriel chegando muito bem pela direita. Do outro lado, Bruno Collaço também teve boa jornada, jogando e fazendo jogar Lúcio, um dos melhores em campo e autor do primeiro gol, aos 33 do primeiro tempo.
O time de Barranquilla segue a tradição do bom toque de bola colombiano, mas é versátil, também sabe se defender e contra-atacar, como fez no Olímpico. No 3-1-4-2 do Junior, marcação muito forte sobre um Borges apagado mas decisivo nos dois gol - um porque ele fez e outro porque ele lançou. No meio, tem o Hernández, camisa 10 habilidoso, centro do time, que também segue a tradição colombiana de articuladores: metade joga, metade engana.
Escudero fez sua primeira partida na equipe titular. Demorou a entrar no ritmo dos outros companheiros. A certo momento começou a correr e se movimentar pelos dois lados, mas técnicamente, como Borges (que tem crédito!), ficou abaixo.
Mais tranquilo ficou a partida pelas duas bolas que salvaram Rodolfo e Collaço, em jogadas de contra-ataque colombiano e Victor já fora do lance. Mais tranquilo porque dessa fez, quando requisitado, Victor não falhou e praticou duas defesas de elevado grau de dificuldade. Do outro lado, seu parceiro de profissão, Viera, também trabalhou muito, e trabalhou bem. Sem contar, e já contando, a expulsão de Romero, quando o jogo já estava 2 a 0 e sob controle Tricolor.
Próximo domingo o Grêmio entra em campo pelo Gauchão, recebe o Santa Cruz no Olímpico. A tendência é que voltem ao time Leandro e Willian Magrão, e joguem todos os titulares que tiverem em boa condição física.

domingo, 3 de abril de 2011

Grêmio vence em partida tranquila

Leandro é o cara no Olímpico! Neste domingo, o garoto de 17 anos fez sua quinta partida como profissional e a segunda como titular, marcou seu quinto gol. Num jogo em que o Grêmio não imprimiu um ritmo forte, teve, mesmo assim, o total controle da partida, chegando aos 29 pontos na classificação geral e garantindo, caso haver, o segundo jogo da final no Olímpico. Na Taça Farroupilha, o Grêmio está com 12 pontos no grupo 2 e ocupa a segunda colocação, atrás apenas do Cruzeiro (pelos critério).
Renato escalou o que tinha de melhor. A volta de Rochemback representa um acréscimo de qualidade importantíssimo ao meio-campo do Grêmio, escalado no 4-4-2 que, desmembrado, fica um 4-3-1-2. O treinador gremista parece ter desistido da ideia de mudar esse esquema, deixando assim Carlos Alberto como opção no banco.
O Grêmio foi um time paciente, encontrou uma retranca muito bem armada, de um Veranópolis que pensava e jogava pelo empate. O VEC segurou o Tricolor muito pela marcação individual de Naves sobre o meia Douglas, tirando do time de Renato boa parte de seu poder de fogo, e de criação. Ao Grêmio, principalmente no primeiro tempo, sobrou as jogadas pela esquerda com Bruno Collaço, que fez boa partida e aproveitou a oportunidade diante o péssimo momento de Gilson. Mas por ali, Lúcio não foi tudo o que pode ser. Nem Willian Magrão do outro lado. As duas linhas de quatro que fez o VEC contiveram de forma eficiente as investidas do Grêmio, tanto pelos lados quanto por dentro.
Está certo que o Veranópolis bateu, fez muitas faltas e recebeu cartões de menos. O árbitro Anderson Daronco só não pôde deixar de expulsar o goleiro Luis Müller, que agrediu desnecessariamente o atacante Leandro, mas deixou de avermelhar Douglas, que no meio da confusão, desferiu um chute contra um jogador de VEC. Daronco não viu.
O destaque tricolor, de novo, foi Leandro. A estrela do guri está brilhando tão forte que até num jogo sem tantas oportunidades como este, sobrou uma bola limpinha dentro da área, depois de cobrança de falta que ele mesmo sofreu. Nas mexidas, já com um jogador a mais, Renato armou um 4-3-3 a la Barcelona, com dois meias e um volante. Pessali e C.Alberto entraram muito bem e melhoraram a articulação gremista. Pessali sofreu o pênalti perdido e convertido no rebote por Borges.
O VEC ainda tem boas oportunidades de classificar, pecou na opção de se defender em demasia e só podia chegar ao gol como chegou, com uma falha bisonha de Victor. Acontece nas melhores familias e com os melhores goleiros, mas vem acontecendo seguido com o arqueiro tricolor. Nada que chegue a comprometer, mas se a fase não mudar, dá pra preocupar um Grêmio que toma gol em todos os jogos.
Na quinta-feira, às 19h15, o Grêmio recebe o Junior Barranquilla pelo grupo 2 da Taça Libertadores.
   

quinta-feira, 3 de março de 2011

Grêmio vence na Libertadores

O Grêmio venceu por 2 a 0 o León de Huánuco no Olímpico mas passou longe de um futebol brilhante. E nem sempre dá para jogar um futebol brilhante na Libertadores e mesmo assim se vai longe, até mesmo ao título. Pelo menos até o dia 8 de março, quando o Junior (6 pontos e 2 jogos) enfrenta o Oriente Petrolero (0 pontos e 2 jogos), o Grêmio é o líder do grupo 2, somando 6 pontos nos três jogos disputados até agora.

Mais uma vez sem poder contar com Lúcio no meio-campo, ainda por problemas clínicos, Renato escalou Carlos Alberto e montou seu time num 4-4-2 com meio em quadrado. Foi o tradicional e brasileiríssimo 4-2-2-2, com Carlos Alberto na meia-esquerda e Douglas na direita. Mesmo com os dois volantes Adilson e Rochemback, esse Grêmio é um time ofensivo, pois conta com dois laterais que se mandam à frente, e durante o jogo todo eles tentaram se madar.
O Grêmio teve a iniciativa, a posse de bola, a paciência, mas teve pouca penetração e poucas finalizações. Isso porque o time peruano veio jogar pelo empate, e está no seu direito. O León do técnico Franco Navarro se armou defensivamente em duas linhas de quatro, contando ainda com o recuo dos dois atacantes que vinham marcar no círculo central. Até tomar o segundo gol, aos 9min do segundo tempo, os laterais peruanos não tinham subido uma unica vez. O ferrolho de Franco Navarro impôs seríssimas dificuldades ao Tricolor
Diante da dificuldade de romper a marcação adversária, Carlos Alberto seria o homem da jogada individual. Mas de novo o camisa 22 do Grêmio não jogou tudo que pode e sabe, embora não tenha lhe faltado empenho. Não jogou mal, só não jogou o que joga. Diferente de Rochemback, que continua atuando em alto nível, marcando, comandando e iniciando tudo quanto é jogada.
Como todo time que se propõem a marcar muito, o León de Huánuco cometeu muitas faltas. Por essas infrações a equipe peruana perdeu o jogo, pois deu a uma equipe que tem na bola parada um ponto forte, a possibilidade de usufruir dessa característica. Foi assim no primeiro gol, depois de cobrança de Douglas e a finalização de cabeça de André Lima no final do primeiro tempo, e no início do segundo, com mais uma ótima cobrança de pênalti de Borges. A dupla não está funcionando plenamente na bola, mas se sustenta nos gols e nos números.
Não fosse a arbitragem do chileno Enrique Osses, talvez o jogo tivesse o dobro de faltas assinaladas e o dobro de cartões mostrados. Na ânsia de deixar o jogo correr, como muitos fazem, o árbitro deixou de marcar faltas existentes. E no lance do pênalti, marcou um puxão na área que sempre acontece e ninguém nunca marca. Aí, o chileno acertou.
Jogo duríssimo, em todos os sentidos, numa Libertadores que nunca é fácil. Vitória e um futebol razoável que, agora sem Paulão na zaga, vai se acertando com Rafa Marques ao lado de Rodolfo, com um quadrado no meio e com Lúcio, quem sabe, de volta à lateral já na quarta-feira de cinzas, quando o Grêmio decide o 1° turno do Gaúcho com o Caxias, no Olímpico.
 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Grêmio vai à final

ATUALIZADO 20h56: Grêmio e Caxias se enfrentam na quarta-feira, dia 9 de março, decidindo no Olímpico a final da Taça Piratini. Nos final do post, os gols de Grêmio e Cruzeiro de Porto Alegre.

Estaria orgulhoso o escritor Moacyr Scliar, falecido à 1h desse domingo, caso estivesse junto aos 15 mil torcedores que estiveram no Olímpico e viram um Cruzeiro organizado, jogando bem, e dificultando e muito a classificação do Grêmio. Scliar, aos 73 anos, fazia parte dos poucos que têm o Cruzeiro de Porto Alegre como primeiro clube do coração.
O Grêmio entrou completinho em campo, o mesmo time que enfrentou o Junior Barranquilla na quinta-feira pela Libertadoes, na Colômbia. A principal diferença do time de quinta pra esse de domingo foi o posicionamento do meio-campo. O losango foi desconfigurado, Carlos Alberto, que mesmo assim não fez boa partida, jogou ao lado de Douglas, atuando preferencialmente pela esquerda. Adilson jogou mais próximo de Rochemback e variou de posição com o capitão gremista.
Num jogo complicado, uma vitória de 4 a 2, tem como Borges, autor de três gols, não ser o destaque? Difícil, o centroavante tem todos os méritos. Mas não passa em branco as ótimas atuações de Rochemback, Gabriel - autor de um dos gols - e Douglas. Mesmo com este último perdendo dois gols feitos no final do jogo, quando já atuava de atacante, ao lado de Borges (e depois Viçosa). O camisa 10, quando quis jogo, jogou demais, apesar das muitas faltas que sofreu no primeiro tempo.

O Grêmio estava cansado, e esse é um dos preços que se paga por ser clube grande e ter muitos compromissos dentro de uma agenda apertada. O Cruzeiro do técnico Leocir Dall'Astra não tem culpa, imprimiu um ritmo de marcação muito forte, que dificultou demais para o Grêmio enquanto estava 0 a 0. O Cruzeirinho poderia, inclusive, ter saído na frente não fosse a boa defesa de Victor.
O azarão da Taça Piratini, que desclassificou o Internacional (plantel B), jogou num 4-4-2, bem compactado, com todo mundo muito próximo. Chegou aos dois gols no segundo tempo, se aproveitando de uma dificuldade que o Grêmio vem apresentando na bola aérea defensiva. No primeiro gol, o baixinho Jô, segundo atacante de bom futebol, venceu no pulo o lateral Gabriel e deixou o jogo num tenso 2 a 1. Mais tarde, quando Borges já havia feito seu terceiro gol, o grandalhão zagueiro Léo venceu Gilson e Victor, fazendo um bonito gol de cabeça.
Renato mudou o time para voltar a ter mais tranquilidade. Voltou a usar o Bruno Collaço no meio campo em alternativa a Carlos Alberto, desenhando de novo um losango no meio-campo gremista. Na frente, apesar da assistência para o segundo tento do goleador da tarde, André Lima repetiu atuação apagada, deu lugar a Escudeiro. O argentino fez o papel de ponta de lança no meio campo, empurrando um Douglas cansado para o ataque. Embora tenha jogado pouco tempo, entrou bem o Escudero.
O próximo compromisso do Grêmio é pela Libertadores, contra o Léon do Peru, às 20h15 no Olímpico. A dúvida fica quanto a volta do Lúcio. A tendência talvez seja a saída de Adilson e um Grêmio no 4-1-3-2. Na quinta vai dar certo, mas o Tricolor tem problemas lá atrás, principalmente por onde jogam Gilson e Paulão. O adversário da final da Copa Piratini, até o fechamento deste post, ainda é indefinido.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Junior Barranquilla 2x1 Grêmio

Jogo duríssimo na Colômbia. Comandado por um camisa 10 inspirado, Junior fez por merecer a virada sobre o Grêmio. Já deu para perceber que o 4-4-2 com meio-campo em losango, sem a figura do Lúcio pelo flanco esquerdo não funciona como deveria.

E, devido ao avançado da hora, falo mais com menos sono a qualquer hora dessa sexta-feira.

ATUALIZADO 16h40

Renato tentou repetir o losango do meio-campo sem o Lúcio, com Carlos Alberto pela direita e Adilson pela esquerda. Não funcionou, Gilson, lá na lateral-esquerda, voltou a jogar mal, mostrando muito carência na hora de defender. Carlos Alberto não sabe jogar de volante-apoiador, se esforçou, é verdade, mas exagerou nas faltas e não conseguia se aproximar da área. Renato reconheceu o erro e o tirou de campo ainda no primeiro tempo, pondo Bruno Collaço, lateral de origem, para jogar junto de Gilson, lá na esquerda.

O Grêmio saiu ganhando com um gol cedo, de Borges, depois de excelente passe de Douglas. E foi quando esse Grêmio avançou suas linhas é que foi melhor que o Junior Barranquilla. Quando baixou o ritmo, apareceram os problemas defensivos na esquerda e no setor de marcação de Carlos Alberto. O Junior empatou e melhorou no jogo, e o Grêmio só voltou a jogar quando Bruno entrou no time.

É bom time o Junior Barranquilla, pode incomodar ainda nessa Libertadores. Principalmente se os adversário não marcarem seu camisa 10, Hernandez. O meia de 34 anos jogou muito. Jogou o que faltou jogarem Gabriel e Douglas por parte do Grêmio, num segundo tempo que o Tricolor teve posse de bola, teve pênalti não marcado, teve o azar de tomar o gol da virada na única jogada dos colombianos na segunda etapa, não teve penetração na hora de atacar e não teve alternativa na hora de mexer e tirar um André Lima que mais cornetou a arbitragem que jogou futebol. Viçosa não é Jonas.

Contudo, a derrota não deve trazer maiores problemas à classificação gremista nessa primeira fase. O que pode trazer problemas são alguns erros que ainda tem o Grêmio de 2011. Ainda assim, duvido muito. Já para uma segunda fase, bom, aí é outra história.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sem chance para o azar

No sábado, Inter e Fluminense foram eliminados nos estaduais jogando contra times menores. No domingo, Renato Portaluppi não quis dar chance ao azar nem para a zebra no Olímpico. Contra o Ypiranga de Erechim, pelas quartas de finais da Taça Piratini, força máxima, passeio em campo, muito calor e goleada de 5 a 0.
Carlos Alberto e Escudero foram vetados pelo departamento médico, que achou pertinente preservar esses jogadores. Assim, o Grêmio voltou ao 4-4-2 com meio-campo em losango, com Adilson novamente na equipe. Nem o 3-5-2 do Ypiranga, com um zagueiro na sobra e Pansera grudado em Douglas, foi suficiente para evitar a goleada. A diferença técnica entre as duas equipes foi quase constrangedora. Fez correto o Grêmio em imprimir bom ritmo, principalmente no 1° tempo, jogar um futebol sério e comprometido e, assim, presentear os 11 mil que foram ao Olímpico com uma apresentação de luxo.
Talvez o que tenha deixado o técnico Renato mais feliz com a vitória tenha sido os dois gols de André Lima e o gol de Borges. Ele vem apostando nessa dupla de ataque e recebendo críticas negativas. Estreando "marca" nova, a camiseta 99, André Lima fez sua melhor partida ao lado de Borges, tendo exito ao sair da área e, por vezes, fazer o papel de um segundo atacante, e tendo a competência de também aparecer de centroavante e anotar dois. De qualquer forma, é uma dupla que ainda não me convence, que tira potencial de dinâmica de jogo da equipe. Mas isso só os próximos jogos dirão.
Na lateral-esquerda, Gilson mostrou mais confiança que outrora. Jogou solto, leve, como o fez depois de ter marcado seu gol contra o Oriente Petrolero. É um jovem, quem sabe só precisa de respaldo. Renato parece que já está dando, só falta a torcida. Outro jovem que entrou bem foi o Leandro, no segundo tempo, meia de 17 anos, franzino e um tanto tímido, fez um feijão-com-arroz e ainda apareceu para fechar a goleada no final.

Quinta-feira o Grêmio enfrenta, na Colômbia, o Junior Barranquilla pela Libertadores. O time que vai à campo ainda é dúvida. Só duvido que seja aquele do 4-1-3-2 que enfrentou o Oriente Petrolero. Para o retorno - se retornar - de Carlos Alberto, André Lima e Gilson são candidatos a saírem. Caso saia o atacante, se configura o 4-2-3-1. Se o escolhido for Gilson, se mantém o 4-4-2 e Lúcio retorna à lateral esquerda. Especulações minhas. Não sei.
Próximo domingo, pela semifinal da Taça Piratini, o Grêmio recebe o Cruzeiro.
   

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

São Luiz 0x1 Grêmio

O primeiro tempo até deu para engolir. Teve até gol. Mas o segundo tempo "jogado" no Estádio 19 de Outubro, em Ijuí, foi inclassificável. No intervalo, só as equipes voltaram do vestiário, o futebol ficou pra trás. O time de reservas do Grêmio não é fraco para um Gauchão, tem bons valores, jovens buscando espaço. Já o São Luiz, faz jus à lanterna do grupo 1.

Reserva ou misto? Na realidade, só o tempo vai responder se Rafa Marques, Paulão e Adilson jogaram como titulares ou como reservas nessa quarta-feira. Com as chegada de reforços no Olímpico e o bom começo de temporada de alguns jogadores como o zagueiro/volante Vilson, estes três citados são sérios candidatos a perderem vaga no time já para a estreia na Libertadores, quinta-feira da próxima semana.

A volta do Borges é importante O centroavente jogou os 90 minutos e movimentou-se bem, não demostrou nenhum tipo de trauma físico ou psicológico depois do longo tempo parado graças à lesão. Ainda não foi o Borges que vai ajudar muito o Grêmio em 2011 ainda, mas só vai o ser jogando.

O São Luiz levou um gol cedo, aos 8min, depois da boa jogada de Mário Fernandes, dos (poucos) melhores em campo, e da dupla finalização de Maylson. A equipe de Ijuí tentou marcar com seu 3-5-2, mas pecou pelo excesso de faltas. Na frente, pecou pela falta de futebol, mesmo com a presença de Sharlei, um dos goleadores do campeonato, seguido de perto por Paulão o jogo inteiro.

Tivesse campeonato de gramados, o Estádio 19 de Outubro seria candidato ao rebaixamento. Como não há, o própio São Luiz encarrega-se de ser candidato ao rebaixamento. Por ou lado o Grêmio continua invicto, líder do grupo 1, com a melhor campanha do campeonato.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Distância

O Grêmio agora busca distância da zona do rebaixamento. Com a distância, vem a tranquilidade e talvez um futebol melhor. A vitória de 2 a 0 sobre o Atlético-GO, seguido da sequência de bons resultados contra Atlético-PR, Guarani e Botafogo, deixam o Grêmio com 23 pontos, momentaneamente a 6 pontos do primeiro rebaixado, podendo cair para 3 com os jogos que fecham a rodada. Não é muito, mas é um começo.

Sem Rochemback, Renato escalou um time ofensivo no papel, com um meio-campo formado por Adilson, Souza, Douglas e Roberson. No campo, uma equipe no mesmo 4-2-2-2 de sempre, com Souza bem aplicado na função de segundo volante, fazendo a cobertura das subidas do lateral Gabriel. Mas de novo, foi pelo lado esquerdo que o Grêmio atacou melhor - enquanto atacou, no primeiro tempo, pois deixou de fazê-lo, no segundo.

Como a distância do rebaixamento ainda não é a ideal, a tranquilidade também não é. Como contra o Guarani, o time de Renato tomou um sufoco do Atlético-GO no segundo tempo. Victor precisou trabalhar, como também trabalhou, e trabalhou bem, o goleiro Márcio, que pegou até o pênalti que o Jonas errou. E não tivessem errado tantos passes os articuladores gremistas, a noite poderia ter sido mais tranquila no Olímpico. Douglas, da camisa 10 e do golaço, também errou bastante, mas foi participativo e acertou o suficiente para ser o destaque técnico do jogo, junto do volante Adilson.

René Simões mexeu bem no seu Atlético, deixou sua equipe mais leve e ousada, numa espécie de 4-2-3-1. Obrigou Renato a mexer, mas o treinador gremista acabou contando com a sorte de um chutão pra frente raspar na cabeça do apagado Jonas e sobrar para Borges apostar corrida com o marcador e chutar da entrada da área, aos 40 minutos do segundo tempo. Um gol que fez o Olímpico explodir em alívio.

Alívio que dura até a tarde de sábado, quando o Grêmio vai a São Paulo enfrentar o vice-líder Corinthians.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

De encher os olhos

Grêmio e Santos fizeram uma extraordinária partida de futebol. A maneira como o Santos começou jogando e abrindo 2 a 0 de vantagem foi fantástica, a atuação do goleiro Felipe no primeiro tempo foi inquestionável, a vitória conquistada pelo Grêmio no segundo tempo é impressionante, uma virada épica, histórica. Vitória, aliás, que não é tão menor quanto o resultado que o Santos leva pra casa, pois fez três gols fora de casa e perder apenas por um gol de diferença, levando à risca o regulamento da competição, o resultado não é de todo o ruim.

Silas escalou mal, os três zagueiros e o Hugo na ala não funcionaram. Tanto que o Santos teve domínio completo da partida enquanto o Grêmio jogou dessa forma. Silas modificou logo que tomou o segundo gol, pôs a equipe no 4-4-2, improvisou Edilson na esquerda e liberou Mário pela direita. O time foi outro, não exatamente o que precisava ser, mas equilibrou as ações com o Santos. Por detalhes os meninos da Vila não ampliaram a vantagem no primeiro tempo, pios o Grêmio cedeu muito campo para contra-ataques. O Tricolor Gaúcho quando não parava por si só, parava em Felipe, o nome do jogo na primeira etapa, inclusive pegando pênalti.

Bom de papo e bom de vestiário, Silas mandou para o segundo tempo um Grêmio com mais atitude, mais ligado e melhor posicionado. O Tricolor fez com o Santos o que o próprio Santos fizera com ele no tempo anterior, com 20mim de bola rolando o Grêmio voava em campo e já alcançava a igualdade no placar.

Ganso sumiu, Arouca baixou de produção, Dorival Junior mexeu mal e o Grêmio jogou muito. Com o Olímpico em estado de transe, Borges anotava seu terceiro na partida, o quarto do Grêmio. Mas o jogo extraordinário como foi,  não parou aí.

Dorival se corrigiu, deu companhia a Ganso na articulação e mandou seus meninos jogarem novamente, afinal não tem explicação querer administrar uma derrota de 4 a 2. Paulo Henrique Ganso então deu uma metida de bola sensacional para Robinho, que resultou no belíssimo terceiro gol santista. Na noite, talvez só não tenha sido mais bonito que o também terceiro gol do Grêmio, um tirambaço de Jonas de fora da área.

Se viu em campo duas boas equipes, equipes corajosas e que, independente de idade e experiência, demonstram momentaneamente um futebol maduro. Propostas distintas de futebol, é claro, mas que vem dando resultado. Não por acaso são dois campeões regionais e semifinalistas da Copa do Brasil. Ficamos no aguardo do segundo capítulo desta excelente decisão de vaga - e espero que tenham lhes sobrado unhas nos dedos.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Poderia ter sido tranquilo

O Grêmio poderia ter feito um resultado bem mais folgado que os 3 a 1  construídos sobre o Avaí. O árbitro Alício Pena Junior poderia ter sido mais competente, é verdade. E o Avaí menos azarado. O primeiro gol do Tricolor foi irregular, surgiu de um escanteio que só Alício e seu assistente viram. Azar do Avaí, que depois do gol foi pra cima da arbitragem e  acabou tendo um jogador expulso com a confusão logo aos 20 minutos de jogo.

A equipe de Silas fazia no primeiro tempo uma de suas melhores partidas do ano, mesmo quando o adversário ainda tinha 11 em campo, e mais ainda quando esteve em vantagem numérica. Jogou bem porque Leandro, vindo de lesão, esteve muito afim de jogo, Douglas também. Porque  Ferdinando guardou posição e Willian Magrão flutuou em campo, porque os laterais se apresentaram para o jogo, e bem. E porque Jonas e Borges fizeran o que se espera deles: gols. Tudo isso, no primeiro tempo.


No segundo tempo o Grêmio voltou relaxado, o que não pode acontecer, e modificado. Saiu Ferdinando para a entrada de Adilson. A dupla de volantes que todos querem ver jogar ainda deu certo, pois Adilson não marca tanto quanto marca Ferdinando. Silas tem de botar na balança: ou escala um dupla de volantes mais técnica ou uma dupla de volantes que passa segurança tática. É preciso admitir, o Grêmio sentiu a saída de Ferdinando.

A correria aramada pelo Avaí no segundo tempo pegou o Grêmio de surpresa. O Tricolor apostou que teria a posse de bola e quando deu por si estava perdido em campo, correndo atrás do adversário. Em momentos de serenidade o Grêmio ampliou com Jonas, e poderia ter feito mais. No restante do segundo tempo, levou um e poderia ter levado mais.

O Avaí está vivíssimo e certamente o Grêmio enfrentará um caldeirão na Ressacada. Com certeza é o maior desafio de Silas e seus comandados nesse ano, maior que o Genal do início do Gauchão. O Grêmio do primeiro tempo tem totais condições de ir a Florianópolis e classificar. O Grêmio do segundo tempo perde, não segura a onda na Ressacada.