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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Por que tantos comediantes sofrem de depressão?

Da BBC Brasil, em 12 de agosto


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Robin Williams foi um de muitos comediantes que fizeram rir em público enquanto sofriam em sua vida privada.

O ator, que tinha 63 anos, suicidou-se na segunda-feira em sua casa na Califórnia, nos Estados Unidos.

No fim de julho, o humorista Fausto Fanti, do grupo Hermes e Renato, foi encontrado morto em seu apartamento em São Paulo com um cinto em torno do pescoço. A Polícia investiga o caso, registrado como "suicídio consumado".

Pouco antes de falecer por causa de uma doença pulmonar, Chico Anysio revelou no início deste ano, em uma entrevista na TV, que travou uma dura - e vitoriosa - batalha contra a depressão.

O ator e comediante inglês Stephen Fry sofria de transtorno bipolar e revelou no ano passado que tentou se matar em 2012.

Isso leva a nos questionar: os mestres do riso tem uma tendência maior à depressão? E, se for o caso, por quê?

Perfil contraditório

"Não é preciso ser um gênio para saber que comediantes são um pouco loucos", disse a humorista inglesa Susan Murray no início deste ano, em resposta a um estudo que sugeria que comediantes têm traços psicológicos ligados a psicoses.

Em janeiro, pesquisadores da Universidade de Oxford publicaram os resultados de um estudo em que participaram 523 comediantes (404 homens e 119 mulheres) do Reino Unido, dos Estados Unidos e da Austrália.

"Descobrimos que comediantes têm um perfil de personalidade pouco comum e um tanto contraditório", diz Gordon Claridge, do Departamento de Psicologia Experimental de Oxford.

"Por um lado, eles eram bastante introvertidos, depressivos e, poderíamos dizer, esquisitos. Por outro, eles são bastante extrovertidos e cheios de manias. Talvez a comédia - o lado extrovertido - seja uma forma de lidar com o lado depressivo. Mas, claro, isso não vale para todo comediante"

'Vencível'

Em seu depoimento, Chico Anysio revelou que se tratava com um psiquiatra há 24 anos. Sem esse tratamento, ele disse, "não teria conseguido fazer 20% do que eu fiz".

"Entendi que era depressão, pude pagar os remédios e o psiquiatra e, então, eu venci. Porque ela é vencível”, contou o humorista.

No caso do humorista Fanti, os investigadores à frente do caso disseram que consideram a hipótese dele ter se suicidado por estar passando por um momento difícil em sua vida.

Fanti estava se separando da mulher, com quem tinha uma filha de oito anos.

O humorista inglês Stephen Fry, que lançou em 2006 o documentário A Vida Secreta de um Maníaco Depressivo, revelou em uma entrevista em 2012 sua luta contra a depressão.

"Havia momentos em que eu estava gravando o programa na TV e rindo por fora, enquanto por dentro pensava 'quero morrer'", disse ele.
 
Criatividade

John Loyd, produtor e ator de programas de comédia na TV britânica, sofre de transtorno bipolar, que afeta gravemente o humor.

Uma pessoa bipolar alterna entre fases de extrema felicidade e criatividade e depressão profunda.

Lloyd diz que esse tipo de problema é "muito, muito comum entre profissionais criativos".

"Pessoas estáveis pensam que o mundo está bom como ele é hoje. Não acham que precisam mudá-lo. Pessoas criativas não pensam assim. E quem quer mudar o mundo sofre muito com isso".

Robin Williams supostamente também sofria de transtorno bipolar.

Em público, ele sempre parecia estar atuando e fazendo os outros rir, mas nunca escondeu seus problemas com álcool e em seu casamento.

Mas, nas entrevistas, era mais reservado quanto a seus problemas de ansiedade e buscava ver o lado positivo da situação.

"Sempre que você se deprime, a comédia o tira do buraco", disse ao jornal The Guardian em 1996.
 
Pagando o preço

Integrante do grupo Monthy Python, Terry Gilliam dirigiu Williams em O Pescador de Ilusões (1991) e diz que seu talento era um "milagre", mas que isso "não vinha do nada".

"Quando os deus te dão um talento do nível de Robin Williams, há um preço a ser pago", disse Gilliam à BBC.

"Isso vem de profundos problemas internos. Uma preocupação. Todos os tipos de medos. Ainda assim, ele sempre conseguia canalizar tudo isso e transformar em ouro."

Mas nem todos os comediantes passam por dificuldades assim, e a depressão está longe de ser algo exclusivo de personalidades criativas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 350 milhões de pessoas no mundo sofrem desse problema.

Em seus casos mais graves, a depressão pode levar ao suicídio. Por ano, cerca de 1 milhão de mortes são causadas por suicídios.

Nick Maguire, o principal palestrante em psicologia clínica da Universidade de Southhampton, diz que pode haver uma conexão entre a depressão e a comédia, mas que "certamente não é muito forte ou clara".

Ele explica que as pessoas têm diferentes formas de lidar com a depressão.

"Normalmente, elas se isolam. Outra forma de amenizar temporariamente o impacto dessas emoções é fazer as pessoas rirem e gostarem de você", diz Maguire.

"Infelizmente, isso é bom enquanto está ocorrendo, mas, quando você volta para casa, o que você faz?"

sábado, 5 de janeiro de 2013

CIA teria plano para ‘desestabilizar e matar’ presidente equatoriano Rafael Correa

Jornal Sul21
05/01/2013 - 16h03

De acordo com o alerta feito pelo jornalista chileno Patricio Mery às autoridades equatorianas, nesta sexta-feira (4), pode haver um suposto plano da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA) para assassinar o presidente Rafael Correa. A medida seria em retaliação ao fechamento de uma base dos EUA naquele país, que existiu até 2009, e por dar asilo ao jornalista australiano Julian Assange, diretor do sítio WikiLeaks, na internet.

O repórter apresentou suas pesquisas ao ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, e promoveu uma conferência com jornalistas nesta capital. À agência latino-americana de notícias Andes, Mery revelou detalhes do trabalho de apuração realizado ao longo dos últimos cinco anos.

A pesquisa abre várias frentes de investigação e detalha as relações de autoridades chilenas com a CIA. Ele organizou um roteiro que se repete em vários países da região. A agência norte-americana, com o apoio de autoridades do governo chileno, promove a entrada de drogas produzidas no Equador, cerca de 200 quilos de cocaína por mês, a fim de gerar dinheiro sujo: chega no Chile segue para a Europa e os Estados Unidos. Do dinheiro gerado, uma parte permanece no Chile “e me disseram as fontes que este dinheiro é destinado a desestabilizar o governo do presidente Correa”, afirma o jornalista.

Mery comprova as informações passadas ao governo equatoriano com uma denúncia, feita no Chile, pelo inspetor Fernando Ulloa, após reunião com ministro do Interior da época, Rodrigo Hinzpeter, ao qual apresentou um dossiê com todos os fatos e nomes dos líderes do PDIs (Polícia de Investigações, na sigla em espanhol) envolvidos com o tráfico de drogas, incluindo Luis Carreno, “que aponto como um agente da CIA e que agora trabalha como inspetor área de Arica e integra o alto comando do PDI”. Após a denúncia, a única medida tomada foi afastar o denunciante, Fernando Ulloa, de suas funções.

A apuração do jornalista começou quando ele suspeitou da corrupção nos meandros policiais de seu país e um agente da Agência Nacional de Inteligência (ANI) confirmou-lhe que a droga serviria para abastecer financeiramente um plano de desestabilização do presidente Correa, por dois motivos: o líder equatoriano havia fechado a base de Manta e concedido asilo a Julian Assange, que pode ser condenado à morte se for extraditado de Londres, onde se encontra, para os EUA, por vazar informações de segurança nacional sobre os norte-americanos.

A partir dessa perspectiva Correa tornou-se também um alvo da CIA. A agência, com base em Langley, no Estado da Virgínia, atua em paralelo ao governo dos EUA e aplica suas próprias regras nas ações daquele país em território estrangeiro.

Presidente do STF chileno teria participado da ditadura de Pinochet


Um outro escândalo denunciado pelo jornalista ao ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Portiño mostra que Rubén Ballesteros, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o juiz que participou dos conselhos de guerra da ditadura de Augusto Pinochet e ordenou o fuzilamento de prisioneiros.“Ele é acusado de violação dos Direitos Humanos e mantém ligações estreitas com a direita dos EUA”, acusa o jornalista.

Ainda segundo o relatório de Mary, Sabas Chahuán, procurador-geral da República (PGR), quem deve investigar os crimes no país, “tem uma relação estreita com o FBI através de um acordo firmado com os EUA, depois da prisão de Saif Khan”. De acordo com documentos apresentados pelo jornalista, com base na prisão arbitrária foi criado um programa chamado LEO, o qual permite que os norte-americanos obtenham qualquer informação acerca dos cidadãos chilenos.


Com informações da Rede Brasil Atual

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Filme de Segunda 93

O Homem da Máfia

O australiano Andrew Dominik chega aos cinemas com seu terceiro trabalho, o segundo dirigindo Brad Pitt. O Homem da Máfia é mais um que entra no submundo da máfia americana. Mundo que não é tão sub quanto se pode imaginar. Dominik conduz seu filme em 2008, época de eleição nos EUA, crise financeira em alta.

Em O Homem da Máfia, Jackie Cogan (Pitt) é uma espécie de regulador do mundo do crime. Ele é contratado pela alta cúpula para que as coisas sigam em ordem. Por exemplo: quem ousa assaltar uma casa de poker vigiada pela máfia, é caçado e morto. Pela lógica do submundo, quem vai jogar e apostar grandes quantias, não pode ter o receio de correr riscos. Assim o negócio não anda.
Enquanto a trama se desenrola, em várias cenas há rádios e televisões ligadas. Sempre se discutindo a situação econômica do país, a figura de um órgão regulador para o setor financeiro, debates políticos entre McCain e Obama etc. O próprio cenário do filme, uma Boston cinza, suja, bares vazios, ruas mal iluminadas, ajuda a traçar o paralelo que o diretor australiano deseja. De certa forma ele consegue.

Três caras decidem roubar uma casa de jogos. Eles têm certeza que não vão ser pegos. É aí que entra o personagem de Brad Pitt, com uns 20 ou 30 minutos de filme. O Homem da Máfia, contudo, não é um filme de muita ação. É de muito papo, tem bons diálogos, interpretações interessantes. Ray Liotta sempre veste bem como mafioso, James Gandolfini como matador com sinais de depressão, também faz ótimo trabalho.

Se Dominik opta pelo diálogo ao invés da ação, ele pesa a mão nas horas de agir. As cenas de assassinatos são à la Tarantino. Um certo sadismo, sangue e alguns takes fechados. Pode estragar o filme para aqueles de estômago mais fraco. Para quem não se importa muito, e gosta de ver Brad Pitt atuando bem (como sempre), O Homem da Máfia é uma boa pedida.

Gênero: Drama
Duração: 97 min.
Origem: EUA
Direção: Andrew Dominik
Roteiro: Andrew Dominik
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

sábado, 23 de junho de 2012

O que os Estados Unidos podem ganhar com o golpe no Paraguai

Publicado em 23 de junho de 2012 às 13:49, site Vi o Mundo


Por Luiz Carlos Azenha

A reação de Washington ao golpe “democrático” no Paraguai será, como sempre, ambígua. Descartada a hipótese de que os estadunidenses agiram para fomentar o golpe — o que, em se tratando de América Latina, nunca pode ser descartado –, o Departamento de Estado vai nadar com a corrente, esperando com isso obter favores do atual governo de fato.

Não é pouco o que Washington pode obter: um parceiro dentro do Mercosul, o bloco econômico que se fortaleceu com o enterro da ALCA — a Área de Livre Comércio das Américas, de inspiração neoliberal. O Paraguai é o responsável pelo congelamento do ingresso da Venezuela no Mercosul, ingresso que não interessa a Washington e que interessa ao Brasil, especialmente aos estados brasileiros que têm aprofundado o comércio com os venezuelanos, no Norte e no Nordeste.

Hugo Chávez controla as maiores reservas mundiais de petróleo, maiores inclusive que as da Arábia Saudita. O petróleo pesado da faixa do Orinoco, cuja exploração antes era economicamente inviável, passa a valer a pena com o desenvolvimento de novas tecnologias e a crescente escassez de outras fontes. É uma das maiores reservas remanescentes, capaz de dar sobrevida ao mundo tocado a combustíveis fósseis.

Washington também pode obter condições mais favoráveis para a expansão do agronegócio no Chaco, o grande vazio do Paraguai. Uma das preocupações das empresas que atuam no agronegócio — da Monsanto à Cargill, da Bunge à Basf — é a famosa “segurança jurídica”. Ou seja, elas querem a garantia de que seus investimentos não correm risco. É óbvio que Fernando Lugo, a esquerda e os sem terra do Paraguai oferecem risco a essa associação entre o agronegócio e o capital internacional, num momento em que ela se aprofunda.

Não é por acaso que os ruralistas brasileiros, atuando no Congresso, pretendem facilitar a compra de terra por estrangeiros no Brasil. Numa recente visita ao Pará, testemunhei a estreita relação entre uma ONG estadunidense e os latifundiários locais, com o objetivo de eliminar o passivo ambiental dos proprietários de terras e, presumo, facilitar futura associação com o capital externo.

Finalmente — e não menos importante –, o Paraguai tem uma base militar “dormente” em Mariscal Estigarribia, no Chaco. Estive lá fazendo uma reportagem para a CartaCapital, em 2008. É um imenso aeroporto, construído pelo ditador Alfredo Stroessner, que à moda dos militares brasileiros queria ocupar o vazio geográfico do país. O Chaco paraguaio, para quem não sabe, foi conquistado em guerra contra a Bolívia. Há imensas porções de terra no Chaco prontas para serem incorporadas à produção de commodities.

O aeroporto tem uma gigantesca pista de pouso de concreto, bem no coração da América Latina. Com a desmobilização da base estadunidense em Manta, no Equador, o aeroporto cairia como uma luva como base dos Estados Unidos. Não mais no sentido tradicional de base, com a custosa — política e economicamente custosa — presença de soldados e aviões. Mas como ponto de apoio e reabastecimento para o deslocamento das forças especiais, o que faz parte da nova estratégia do Pentágono. O renascimento da Quarta Frota, responsável pelo Atlântico Sul, veio no mesmo pacote estratégico.

É o neocolonialismo, agora faminto pelo controle direto ou indireto das riquezas do século 21: petróleo, terras, água doce, biodiversidade.

Um Paraguai alinhado a Washington, portanto, traz grandes vantagens potenciais a interesses políticos, econômicos, diplomáticos e militares estadunidenses.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Filme de Segunda

Dica e texto de Juliana Borba, estudante de jornalismo da Unisinos*
Leões e Cordeiros
O filme Leões e Cordeiros (2007), de Robert Redford (que também contracena), apresenta três diálogos diferentes sobre o mesmo fato: a invasão dos Estados Unidos no Afeganistão. Meryl Streep interpreta uma jornalista política, Tom Cruise um senador ambicioso que comanda as decisões militares norte-americana na guerra e Robert Redford atua de maneira brilhante como um professor universitário que tenta convencer seus alunos a irem além e buscarem soluções para melhorar a sociedade.
Leões e Cordeiros mostra o fracasso dos Estados Unidos na guerra no Afeganistão e quantas vidas foram perdidas. Governantes e militares que propõem a guerra jamais arriscam a vida nos campos de batalha, essa honrosa e patriótica tarefa é para jovens utópicos que acreditam lutar por uma nação, que não se importa com eles somente em obter a vitória a qualquer preço. O filme de Robert Redford é uma ótima opção para quem acredita que a violência não é solução mais adequada para os problemas mundiais, além de mostrar uma intrigante retórica de argumentos para cada versão dos fatos.
Classificação PoA Geral
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

NOTA DO EDITOR: filme de diálogo, diálogo, diálogo... mas de 90 minutos, não é longo. Filme de temática pertinente, bem amarrado, entretanto não é para qualquer público. De qualquer forma, vale, e muito, pelo elenco. Principalmente pela Meryl.

terça-feira, 17 de maio de 2011

As guerras podem ser justas, depende da propaganda

Por Alves Rodrigues
Informar pode ser um dever, um serviço, um prazer, um favor ou, e é esse o ponto, uma poderosíssima arma de controle e manobra do pensamento coletivo. Informar a verdade deveria ser o objetivo principal de qualquer meio de comunicação grande ou pequeno. No entanto, isso não parece muito interessante do ponto de vista da manutenção do Império, construir a verdade, isso sim é muito mais interessante aos propósitos imperiais, além de bastante mais lucrativo às empresas de mídia a ele aliadas.

Já não parece difícil, depois de tantas décadas satanizando e destruindo a imagem de todo e qualquer personagem que fosse ou parecesse ser capaz de oferecer oposição aos interesses de dominação americana sobre os países menos 'desenvolvidos', convencer aos pacatos consumidores de telejornais, - tão dispostos a engolirem a matéria pronta e tão pouco dispostos a discutir seu verdadeiro significado ou o que possivelmente oculta-se atrás de cada 'notícia' - que o Império é o grande protetor do mundo ocidental, o verdadeiro guardião da democracia e que é o único capaz de salvar o mundo das demoníacas mãos de tiranos ditadores muçulmanos, que no passado já foram os comunistas.
Não é muito difícil, por exemplo, acostumar aos brasileiros de hoje a fazerem a associação automática de palavras como árabe e terrorista, islamismo e fanatismo, Chaves e ditadura, não, não é difícil. Não é difícil, ainda mais quando o modelo de jornalismo adotado no Brasil é aquele em que, após a apresentação da matéria, algum comentarista ou mesmo o próprio apresentador, ainda conclui 'explicando' o que significa a matéria apresentada e o que dela deve concluir o pobre cidadão que foi 'informado'.
Informar é uma arte? Uma ciência? Não, diria que é um perigo. Ainda mais quando aquilo que nos tem chegado, desde há muito tempo, já nada mais é do que pura e simples propaganda maquiada, a propaganda imperial fantasiada de notícia, transformada em verdade. Uma verdade criada nas redações. Uma verdade que já não pode ser constatada no mundo real.

Alves Rodrigues mantém o blog Somos Todos Torcedores e o twitter @lvesrodrigues

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Questões do futebol - Seleção e Renato Portaluppi













A boa estreia de Mano Menezes
Apenas 15 minutos. Só nos primeiros 15 minutos de jogo os EUA apertaram, avançaram as suas duas linhas de quatro e imprimiram certas dificuldades ao sistema defensivo brasileiro. Passados 15 minutos, também passou o friozinho na barriga dos estreantes, o nervosismo característico de um time novo, formado por novatos. Depois desse inicial quarto de hora, a Seleção do Mano amassou os americanos e 2 a 0 ficou barato.

Deu gosto de assistir. Do goleiro ao centroavante. Uma partida não tão boa de Dani Alves, mas excelente de Ganso, excelente Neymar, Ramires e David Luis. Atuação segura de Lucas, à frente da zaga, assim como foram seguros André Santos, na esquerda, Thiago Silva no miolo defensivo, Victor no gol e na área e Pato na outra área.
Mano usou o esquema da moda, o tão falado 4-2-3-1 (que a maioria dos jornalistas descobriu só depois da Copa), que ele usava desde os primeiros dias no Grêmio. Posse de bola e movimentação foram as virtudes apresentadas nesse início de trabalho. Um início promissor, de um grupo de jogadores que ainda tem valores a serem agregados, como o Maicon, o Sandro, o Nilmar, e um Kaká recuperado. Entre outros.



Grêmio joga para o lado emocional
Na coletiva do técnico Renato Portaluppi, na sua despedida do Bahia, após vitória de 2 a 1 sobre o Paraná, um dos reporteres perguntou sobre a responsabilidade e o risco de voltar a um clube na condição de ídolo como jogador para exercer a função de treinador. Portaluppi respondeu, como sotaque carioca: "Mas eu gosto de desafios, gosto de correr esses ricos".

Renato treinador é o mesmo Renato ponta-direita, antes de tudo é atrevido, vai pra cima, tenta surpreender o adversário, não tem papas na língua e não se esconde e nem foge de confusão.O Grêmio aposta nisso, na personalidade forte de Renato, para chegar em meio à crise e fazer com que os jogadores joguem o futebol que já jogaram esse ano.

Aposta no Portaluppi ídolo, que traz a torcida para o estádio e para junto do time. Um nome para elevar a auto-estima de um torcedor que vê um time que não ganha e quando olha para o lado se depara com o maior rival na eminência de ganhar Libertadores e disputar o Mundial. De gremista para gremistas, à beira do campo Renato é, por enquanto, a personificação de um Grêmio vencedor, mas que precisa urgentemente voltar a vencer.

Pode dar certo, e pintar daí um dos capítulos mais incríveis da história Tricolor. Mas Renato Portaluppi ainda não é, com a prancheta nas mãos, o craque que foi com a bola nos pés.