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terça-feira, 1 de março de 2011

Os defensores do Grêmio querem atenção

Paulão, homem de confiança de Renato

Por Thiago S. de Souza
A ofensividade de Renato Portallupi é motivo de orgulho dos gremistas. Desperta admiração dos colorados - fatigados com os três volantes de Celso Roth.
Quando desfilava pelos gramados, Renato era assim: ousado, sem medo de arriscar. Sua fama com as mulheres confirma estas características suas. Assim, virou mito no Olímpico.
Acontece que não vem dando certo neste ano. Sejamos francos. Não que o Grêmio não marque gols, longe disso. Marca - e muitos. Mas vem tomando muitos também. Seria desatenção do técnico-ídolo com sua defesa?
As dúvidas que permeiam a cabeça de Renato costumam ser estas: tirar o Adilson, que é volante, para a entrada de mais um meia, o Carlos Alberto? Jogar com dois centroavantes, o Borges e o André Lima, juntos?
Enfim. Não vemos contestadas as fracas atuações de Paulão. Nem sombra do provável ingresso de Mário Fernandes na zaga. Gilson, então, não sai do time nem que a vaca tussa.
Os defensores do Grêmio querem atenção. Estão com falta de. É isso que grita a rede da goleira de Victor, quando balançada por um adversário.
*Thiago é estudante de jornalismo, twitteiro e blogueiro

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Grêmio 2010

O ano para o Grêmio não bom nem ruim, ficou na média dos anos desta década que se acaba. Nenhum título de expressão, nada além do Gauchão e uma vaguinha suada para a Copa Libertadores do próximo ano. Muito mais que isso o Grêmio não fez de 2002 pra cá, teve dois vices, da Libertadores-07 e do BR-08. Mas como em 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009, mais uma vez o Tricolor não acabou o ano com o mesmo treinador de janeiro.
O algo diferente de 2010 com certeza é o retorno de Renato Portaluppi ao estádio Olímpico. O maior ídolo da história do Grêmio pegou uma barca furada e afundando, quando assumiu o time estava na 18° posição, tinha apenas duas vitórias, seis empates e cinco derrotas no BR-10, fora os problemas de vestiário. Herança de Silas.

Quando o diretor de futebol Luis Onofre Meira e o presidente Duda Kroeff anunciaram que Silas seria o treinador do Grêmio em 2010, torcida e imprensa torceram o nariz e duvidaram da capacidade do treinador. Mas Silas aos poucos foi ganhando a confiança, depois de alguns testes, depois da chegada de alguns reforços como o zagueiro Rodrigo e do meia Douglas e depois da derrota no Grenal. Depois do clássico, o Grêmio encabeçou uma sequência de 16 jogos sem derrota.

O time base do Silas era escalado no 4-4-2 à brasileira, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes. Os grandes trunfos do Grêmio que venceu o 1° turno e depois o Gauchão e foi semifinalista da Copa do Brasil era a segurança de Rodrigo na zaga mais a eficiência tática e os gols de Maylson, Jonas e Borges. O time base era: Victor, Edilson, M.Fernandes, Rodrigo, F.Santos; Ferdinando (Adilson), Rochemback (W.Magrão), Maylson, Douglas; Jonas, Borges.

Depois de dois jogaços contra o Santos, pela semi-final da Copa do Brasil, a eliminação da competição, as seguidas lesões, as equivocadas declarações de Silas e certo atrito com alguns jogadores, os resultados não apareceram mais. O Grêmio não conseguiu recuperar aquilo que perdera enquanto priorizara a Copa do Brasil. A parada da Copa do Mundo parecia a solução, mas depois as coisas só pioraram. O Grêmio voltou diferente, Silas tentou o 3-5-2 mas não conseguiu vencer. Depois de uma sequência de derrotas e empates, perder para o Fluminense dentro do Olímpico e permanecer na zona do rebaixamento foi a gota d'água.

Silas e o responsável pelo departamento de futebol, o Meira, caíram. Veio Portaluppi, sem muita demora, sem muita expectativa, mas com um imenso apelo à torcida. Com pinta de messias tricolor para os gremistas, Renato maneirou no discurso e foi realista. Disse que a situação era complicada e que o campeonato do Grêmio era não ser rebaixado.

Mas com muito papo, conversa de boleiro para boleiro, Renato deu jeito no no vestiário bagunçado do Olímpico. Não foi fácil, porém, achar sua equipe. Portaluppi perdeu alguns jogos e foi eliminado da Sul Americana até começar a ganhar o segundo turno do BR-10.

Vieram alguns modestos reforços, que no campo deram resultado, como Vilson, Paulão, Viçosa e Clementino. Veio também o excelente lateral direito Gabriel. Por necessidade, num jogo contra o São Paulo, Renato encaixou o time num 4-4-2 com meio em losango, liberando Douglas para articular e apostando em dois volantes apoiadores nos lados do losango. Foi aí que Lúcio cresceu, improvisado no meio, pelo lado esquerdo. Não tendo Borges até o final do ano, por conta de lesão, André Lima fez dupla com Jonas, e fez muitíssimo bem ao 7 goleador.

Foi o ano dos camisas 7 no Grêmio. Imortalizada e endiabrada por Renato em 1983, a 7 de Jonas foi o terror dos sistemas defensivos do BR-10. A atacante gremista chegou aos 23 gols e foi o goleador isolado do campeonato. Os conselhos de Renato ao pé do ouvido de Jonas surtiram efeito.

No 2° turno do BR-10 só deu Grêmio. O tricolor acabou como líder do returno e na quarta colocação da classificação geral, resultado premiado com a vaga na Libertadores de 2011 só depois do término do Brasileirão.

Não deixa de ser um ano razoável, que mais uma vez poderia ser bem melhor. E vem aí um ano que promete, tento o Grêmio uma direção nova, um time base forte e pronto e a eminência de receber reforços pontuais. A possível vinda de Ronaldinho ainda não passa de possível. Mas é um possível bom negócio, que dificilmente naufragará no campo dos negócios, mas pouco adiantará se R10 não jogar futebol.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Põe na regra!

Quem não faz leva. Já é hora desse ditado virar a décima oitava regra do futebol.

Como vimos incontáveis vezes, nessa quinta-feira à noite no Engenhão, num 2 a 0 do Fluminense em cima do Grêmio, vimos acontecer novamente. O Grêmio vacilou, é verdade, principalmente no segundo gol carioca-argentino, mas o Grêmio também jogou bola para sair do zero. Entretanto, só jogar bola não adianta para sair do zero. Adianta muito ter um Conca inspirado como teve no jogo o Fluminense, de um futebol nem tão inspirado assim.
Renato surpreendeu começando com Souza no time e o volantão Ferdinando no banco. Mas Conca, no jogo, surpreendeu primeiro, com um balaço do meio da rua para o fundo do gol de Victor. O Grêmio demorou para assimilar o gol e o melhor começo da equipe carioca. E o Flu, não demorou à ceder campo ao Tricolor Gaúcho que, em boa partida de Gabriel, boa partida de Jonas pelos lados, mas Douglas e Souza oscilando e Lúcio podendo explorar mais a ala, tomou conta do jogo.
Faltou sorte ao Grêmio. Talvez. Mas futebol é muito mais competência do que sorte, e faltou muito de competência, claro, na hora de definir os lances. Também na hora de definir a escalação do Souza. Competência que também faltou ao Heber Roberto Lopes e seu auxiliar, que deixaram de marcar um pênalti em Jonas.
Mas competência sobrou ao Fluminense, ao Conca e vem sobrando, nos últimos anos, ao técnico Muricy Ramalho. Agora o time carioca chega aos 57 pontos, ainda pode ser alcançado pelo Cruzeiro nesse rodada, mas é difícil que perca a liderança devido ao saldo de gols.
Para o Grêmio, que sonhava mais do que seu primeiro turno permitia, complicou mais do que sempre já foi para chegar ao G4, quanto mais ao G3. O Tricolor estacionou na 9° colocação, com 47 pontos e já vê o São Paulo, com o mesmo número de pontos, passar à frente tento uma vitória a mais.

domingo, 3 de outubro de 2010

Grêmio embalado vence mais uma

Aos 44 minutos do segundo tempo estava 1 a 0 para o Grêmio, e o Vitória atacava. Quando o cronômetro do arbitro Rodrigo Nunes de Sá fechou redondos 47 minutos, o Grêmio tinha quatro jogadores dentro da área do time baiano e marcava o terceiro gol, num tirambaço lindo e indefensável que saiu do pé direito do lateral Edilson que, desde a lesão de Saimon, aos 30min do segundo tempo, jogava improvisado como volante.

Da excelente campanha de Renato como treinador do Grêmio, não foi das melhores atuações, mas foi uma vitória das mais significativas e importantes. Da mesma forma como fora contra o São Paulo, na quarta, para enfrentar o Vitória na tarde quente de Salvador o treinador teve de escalar uma equipe descaracterizada. Enfrentando um Vitória quase completo e precisando vencer a todo custo, era de se duvidar que o Grêmio trouxesse os 3 pontos.

O Tricolor jogou num 4-2-3-1 que não funcionou muito bem na hora de atacar, apesar dos três gols. Na linha de três, apenas o lado esquerdo funcionou, com as boas contribuições de Lúcio, na meia, e Fábio Santos, vindo de trás. Maylson, na direita, fez o gol e mais nada o jogo inteiro, faltou ao Grêmio suas jogadas de flanco e penetrações em diagonal. Roberson, por dentro, está longe de ser Douglas. Também não fez boa partida. Na frente, um Jonas fominha e pouco inspirado que, se sabe, não sabe ser o 9.

Atrás o Grêmio funcionou bem, nem tanto por Fernando nem Ozea, discretos. Mas sim por Gabriel, o capitão da tarde, por Neuton, por Saimon, mesmo improvisado de volante, por Fábio Santos, que joga melhor longe do Olímpico e por Victor, sempre ele. O Grêmio resistiu bem aos assédios do time treinado por Ricardo Silva, um 4-4-2 com meio em losango, com Ramon centralizado e incomodando enquanto tem fôlego, com dois laterais chegando bastante, e dando espaços, e um centroavante que funciona melhor fora da área, Junior - o sósia do Dinei.

Renato mexeu bem no time num segundo tempo de pressão baiana, continuou com improvisações, porém mais agudo. Com Diego Clementino correndo pela direita, entrando na área e fazendo mais um gol de rebote, mais Wlillian Magrão e Edilson marcando e saindo pro jogo, o Grêmio teve a chega que não tivera no primeiro tempo e em grande parte do segundo. A ousadia do treinador gremista o premiou e ainda pegou o Vitória com as calças na mão.

O Grêmio, com 39 pontos, na 8° colocação, e a melhor campanha do returno agora encosta de vez no pelotão de cima e pede passagem.
    

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Grêmio 4x2 São Paulo

Renato Gaúcho resolveu bem os problemas que tinha para enfrentar o São Paulo. Eram desfalques: F.Santos, Gabriel, Rochemback e Souza. O treinador apostou nas suas contratações e num 4-4-2 com meio em losango para voltar a vencer no Olímpico.

Na direita, o já conhecido Edilson - na vitória, o menos destacado da equipe. Por dentro, a zaga teve Rafael Marques e Paulão e, na lateral-esquerda, Gilson. Estes dois últimos são indicações do Renato. Corresponderam ao chefe: Paulão não deixou Ricardo Oliveira jogar, o centroavante do SP não chutou nem cabeciou uma bola sequer ao gol de Victor. Pela esquerda, Gilson fez ótima parceria com Lúcio, que jogou improvisado de meia apoiador numa das extremidades do losango gremista - do outro lado jogou Adilson, à frente da zaga um gigante chamado Vilson, também improvisado e, como ponta-de-lança o circunstancial capitão, e irrevogável camisa 10, Douglas.

Esse meio gremista funcionou demais, até porque o meio do São Paulo funcionou de menos. No primeiro tempo foi um 3-6-1 que mais pareceu um 3-0-0. Nenhum dos dois alas atacou. Nenhum dos dois meias buscou infiltrações na diagonal. Um Richarlyson apenas não faz verão. Quando Marlos apareceu, puxou o jogo da direita para o meio, o Tricolor Paulista fez os dois gols. Um de pênalti, protestado por gremistas mas acertado pelo árbitro, no fim da primeira etapa, outro gol no começo da segunda, em boa jogada individual, quando Baresi já tinha mexido na equipe e montando um 4-4-2 tendo em Cléber Santana seu principal articulador.

Mas era o tipo de noite, e jogo, que o Grêmio venceria até com 7 no campo, até porque André Lima jogou por dois. Jonas jogou como Jonas, e como tal, deixou seu gol, o 14° do artilheiro no BR-10. E teve a surpreendente estreia de Diogo Clementino, que entrou para fazer correria. Fez a correria, fez até gol, na falha de Ceni, e ainda cavou a expulsão de Alex Silva.

Grêmio de alma lavada e dever de casa comprido. E agora o Grêmio também das dúvidas: depois de uma atuação dessas, quais dos titulares voltam ao time?
    

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Do místico ao real

Renato Portaluppi gosta de arriscar, e já iniciou seu trabalho no Grêmio arriscando. Arriscando assumir o comando assim que chegou a Porto Alegre, ir para o jogo poucas horas depois e perder o jogo e a classificação. Justamente o que aconteceu.

Apostou-se na mística. Que o Renato chegaria no começo da tarde, aeroporto lotado, torcida insandecida, declaração de amor ao clube. Logo depois a primeira coletiva como treinador do Grêmio. Aí concentração, conhecer os jogadores, fazer uma preleção de incendiar o vestiário, entrar em campo com o Olímpico cheio, torcida à favor, patrolar o Goiás e se classificar na Sul-Americana. Tudo isso no espaço de tempo de oito horas. Torcida e presidente acreditaram nisso, que seria assim, como num sonho. 

Não vi o jogo. Na verdade, mal escutei. Por isso não vou entrar no mérito de comentar o jogo, e sim a situação. O problema do Grêmio não é um simples mal momento, que vez ou outra acontece no futebol. Já são 10 partidas sem vitória. Um treinador, um diretor de futebol e um jogador já foram demitidos. As declarações de Renato Portaluppi e Souza, depois da derrota de 2 a 1 para o Goiás, são emblemáticas. O Grêmio tem problemas, e não parecem simples.

Disse o treinador, na coletiva: "Temos problemas e não são poucos. Já tenho algumas conclusões. Eu pego rápido as coisas. Eu tenho trocado ideias com a diretoria. Não são poucos os problemas, mas nós vamos resolver". Souza, na saída de campo, também falou: "Na minha opinião, tem muita coisa que precisa ser consertada. Vamos ver o que o professor vai fazer".

Ao contratar Portaluppi, o Grêmio não apostou só no trabalho do treinador, mas também na mística do nome. Viu-se hoje que não é só mística que ganha jogo. Ela ajuda, e os gremistas sabem disso como poucos, mas um time bem armado e jogando bom futebol ajuda muito mais. Com certeza é isso que Renato quer e vai ter tempo de (tentar) fazer, que é não depender tão só da mística, mas também dos gols de Jonas e Borges, dos passes do Douglas, dos dribles e dos chutes de Souza etc.

 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Questões do futebol - Seleção e Renato Portaluppi













A boa estreia de Mano Menezes
Apenas 15 minutos. Só nos primeiros 15 minutos de jogo os EUA apertaram, avançaram as suas duas linhas de quatro e imprimiram certas dificuldades ao sistema defensivo brasileiro. Passados 15 minutos, também passou o friozinho na barriga dos estreantes, o nervosismo característico de um time novo, formado por novatos. Depois desse inicial quarto de hora, a Seleção do Mano amassou os americanos e 2 a 0 ficou barato.

Deu gosto de assistir. Do goleiro ao centroavante. Uma partida não tão boa de Dani Alves, mas excelente de Ganso, excelente Neymar, Ramires e David Luis. Atuação segura de Lucas, à frente da zaga, assim como foram seguros André Santos, na esquerda, Thiago Silva no miolo defensivo, Victor no gol e na área e Pato na outra área.
Mano usou o esquema da moda, o tão falado 4-2-3-1 (que a maioria dos jornalistas descobriu só depois da Copa), que ele usava desde os primeiros dias no Grêmio. Posse de bola e movimentação foram as virtudes apresentadas nesse início de trabalho. Um início promissor, de um grupo de jogadores que ainda tem valores a serem agregados, como o Maicon, o Sandro, o Nilmar, e um Kaká recuperado. Entre outros.



Grêmio joga para o lado emocional
Na coletiva do técnico Renato Portaluppi, na sua despedida do Bahia, após vitória de 2 a 1 sobre o Paraná, um dos reporteres perguntou sobre a responsabilidade e o risco de voltar a um clube na condição de ídolo como jogador para exercer a função de treinador. Portaluppi respondeu, como sotaque carioca: "Mas eu gosto de desafios, gosto de correr esses ricos".

Renato treinador é o mesmo Renato ponta-direita, antes de tudo é atrevido, vai pra cima, tenta surpreender o adversário, não tem papas na língua e não se esconde e nem foge de confusão.O Grêmio aposta nisso, na personalidade forte de Renato, para chegar em meio à crise e fazer com que os jogadores joguem o futebol que já jogaram esse ano.

Aposta no Portaluppi ídolo, que traz a torcida para o estádio e para junto do time. Um nome para elevar a auto-estima de um torcedor que vê um time que não ganha e quando olha para o lado se depara com o maior rival na eminência de ganhar Libertadores e disputar o Mundial. De gremista para gremistas, à beira do campo Renato é, por enquanto, a personificação de um Grêmio vencedor, mas que precisa urgentemente voltar a vencer.

Pode dar certo, e pintar daí um dos capítulos mais incríveis da história Tricolor. Mas Renato Portaluppi ainda não é, com a prancheta nas mãos, o craque que foi com a bola nos pés.