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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Regularidade é um dos méritos do Grêmio de Scolari

O Grêmio fez bom jogo contra o Fluminense, no Maracanã, na noite de quarta-feira, 24. Mesmo que não tenha vencido, ou que Marcelo Grohe tenha que ter feito algumas boas defesas. O fato é que mais uma vez a equipe não sentiu o fato de estar jogando fora de casa, soube agredir o adversário e manteve-se como a defesa menos vazada do BR-14. O Grêmio do técnico Luiz Felipe Scolari adquiriu corpo, ganhou cara e estilo e, sobretudo, está mantendo a regularidade.

É justamente essa regularidade que faz com que o time seja um dos postulantes a vaga na Libertadores. São pequenos direitos que as equipes vão ganhando ao longo da competição. Há três ou quatro rodadas o Grêmio conquistou esse direito de ser um dos que disputam a ponta de cima. Na classificação de momento, antes do final da rodada, nesta noite de quinta-feira, o Tricolor é o quarto, tem 40 pontos. Mas pode ainda ser ultrapassado pelo Atlético-MG, no entanto não se distancia do G4.

Felipão tem como base o 4-3-3 e, a partir deste sistema, executa pequenas variações dentro das partidas. Contudo, a estratégia é basicamente a mesma em qualquer circunstância. A marcação é quase que prioridade, não à toa tem a melhor defesa, tendo tomado apenas 14 gols, mas um dos piores ataques, com 19 gols. O líder Cruzeiro já marcou 49, o vice Internacional 31 e o terceiro São Paulo tem 42 gols. Time base:

 Gremio - Football tactics and formations

As variações táticas passam por mudanças de posicionamento de alguns jogadores. Para se defender, por exemplo, o Grêmio se recolhe em um 4-1-4-1, geralmente quando Giuliano está no time. Contra o Fluminense, Felipão se defendeu em um 4-4-2, deixando Luan como companheiro de Barcos, criando uma opção mais razoável de contra-ataque. Veja o posicionamento defensivo no Maracanã: 

Gremio - Football tactics and formations

Apesar de ter valorizado a posse de bola em alguns momentos contra o Fluminense, tentando não desperdiçar o controle das ações enquanto o adversário não dava espaço, esta não é uma característica latente da equipe de Felipão. Geralmente o Grêmio opta pela objetividade, se aproveitando da verticalidade de Dudu, Luan e da boa capacidade de Barcos reter a bola e esperar a infiltração de quem vem de trás. É uma mecânica de jogo pragmática e eficiente, similar àquela implementada por Renato Portaluppi na campanha de vice-campeão brasileiro do ano passado.

Já são oito jogos seguidos sem perder, sendo cinco vitórias e três empates. A última derrota foi para o Cruzeiro, no Mineirão, dia 21 de agosto. Naquela oportunidade, apesar do resultado negativo, o Grêmio teve boa atuação, deixando o líder marcar apenas nos minutos finais.

Se não é postulante ao título, nem tem como certo a vaga na Libertadores, é ao menos regular o time de Felipão. Fator que já o credencia a ficar no bolo de cima pelas próximas rodadas e brigar por uma vaga no G4. Entendo que o BR-14 tenha no atual cenário seis equipes (do 2° Inter ao 7° Atlético-MG) lutando por três vagas.

domingo, 18 de maio de 2014

Bota essa na conta do Grohe

Em campeonato de pontos corridos, no final das contas, o importante é pontuar. Na Libertadores, por exemplo, contra o San Lorenzo, na Arena, o Grêmio fez melhor partida, fez o mesmo 1 a 0 e caiu fora do torneio. Hoje não. A equipe de Enderson Moreira foi inferior ao Fluminense em boa parte do jogo e mesmo assim construiu uma vitória importantíssima, que deixa o tricolor gaúcho dentro do G4, na terceira colocação, com 10 pontos somados.

O goleiro Marcelo Grohe fez pelo menos três defesas de grau elevadíssimo de dificuldade, em jogadas que o Fluminense inclusive poderia ter aberto o placar. A mais destacada delas, sem dúvida, a cabeçada de Fred ainda no primeiro tempo, em que o centroavante da Seleção Brasileira sobe sozinho na risca da pequena área e golpeia de cabeça, para baixo, fazendo a bola quicar antes de ir em direção ao gol de Marcelo. Coisa de milésimos de segundos, à queima roupa. Grohe se joga para o seu lado direito e tapeia a bola que entraria no canto superior. Foi ao melhor estilo Gordon Banks na Copa de 1970. Sem exagero.


O Fluminense, entretanto, é uma equipe forte, que volta a praticar bom futebol com a chegada de Cristovão Borges. O técnico tem à sua disposição, basicamente, o mesmo time campeão brasileiro em 2012, inclusive utilizando o mesmo esquema, o habitual 4-2-3-1. O time carioca veio para somar pontos e conseguiu ter a posse da bola a maior parte do tempo.

Do outro lado, o Grêmio ainda tem alguns problemas estruturais, mas segue sendo um time bastante competitivo. Com Edinho suspenso, Ramiro e Riveros fazem uma interessante dupla de volantes, contudo sentiram falta de uma maior entrega da linha de meias. No 4-2-3-1 de Enderson Moreira, ainda falta velocidade e intensidade no lado direito e um pouco mais de compreensão na hora de marcar. Os laterais do time carioca, Bruno e Carlinhos, tiveram demasiada liberdade.

Luciano Leon / Futura Press / Agência Estado
Mas o torcedor do Grêmio tem boas notícias, principalmente olhando para as próximas rodadas. Rodriguinho, autor do único gol do jogo, parece ser uma afirmação. O meia consegue imprimir certa velocidade, descolar boas assistências e ainda por cima se desprender o posicionamento inicial e entrar dentro da área. Esse é fator é fundamental para uma boa mecânica de jogo, as peças precisam se movimentar em harmonia. Além disse, Zé Roberto vem se mostrando boa alternativa para o segundo tempo, assim como Maxi Rodrigues, que parece estar retomando a confiança. Na mesma levada de otimismo, logo retorna o zagueiro Rhodolfo à titularidade e ao grupo o atacante Kléber. 

Porém, se tratando deste domingo, 1 a 0 sobre o Flu: pode botar na conta de Marcelo Grohe.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A paciência de Marcelo Grohe

Grohe espera. Sempre esperou. É um profissional que tem em uma de suas qualidades inquestionáveis a paciência. O goleiro espera há mais de uma década a sua chance como titular indiscutível do Grêmio. Da base ao banco de reservas, da juventude à maturidade, do Olímpico à Arena. Em 2005 e 2006 foi reserva de Galatto. Em 2007, Saja foi o número um do Tricolor. De 2008 até um pedaço de 2012, assistiu a Victor defender a meta do Grêmio. Teve sua chance, é verdade. Jogou basicamente a totalidade daquele Brasileirão de 2012. E foi bem, muito bem. Contudo, foi surpreendido com a contratação de Dida, e assim Marcelo foi reserva mais um vez, em 2013.

Dentro de um contexto de contenção de gastos e valorização da base, o Grêmio resolveu finalmente confiar no paciente goleiro. O discurso externo do departamento de futebol foi incisivo: Marcelo Grohe é o titular a partir de agora. Será? A notícia vinda da imprensa inglesa dando conta de uma possível negociação com o goleiro da Seleção Julio Cesar e o time gaúcho. O arqueiro não descartou. O Grêmio e seus dirigentes negaram qualquer possibilidade. 

E aí?

O fato é que o Grêmio tem em casa um goleiro absolutamente pronto. Marcelo, com seus 27 anos de profissionalismo e paciência, merece o voto de confiança da alta cúpula gremista. Pois o apoio da torcida, não há dúvida, Grohe já conquistou há bastante tempo.

Não estou - e ninguém está - comparando os dois goleiros. Obvio que Julio Cesar tem uma história inquestionável e é sim mais goleiro que Grohe. Contudo, o arqueiro da Seleção é de outra turma, é o diferente da posição. Grohe é muito bom goleiro e talvez nunca chegue ao nível de Júlio, entretanto me parece claro que o atual camisa 1 do Grêmio é de excelente qualidade e o suficiente para defender as pretensões do clube. Seria de exagerado preciosismo gastar o tanto que se gastaria para ter Julio Cesar, manobra que não deixaria o Grêmio muito mais competitivo que já é com Marcelo. O custo benefício não seria interessante.


Ainda bem que Marcelo Grohe tem paciência, ainda que deixe claro que ela está se esgotando, e seja este ano o prazo que o próprio goleiro se deu para ser o titular gremista.

Prefiro acreditar na palavra e nas negativas da dirigência do Grêmio. Julio não vem. Grohe não vai. É a vez dele. E não é aposta. Marcelo Grohe é realidade, é do Grêmio. Sempre foi. Que siga sendo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Grêmio não precisava de três atacantes para eliminar a LDU

O time de Luxemburgo conseguiu fazer o 1 a 0 que levou o jogo para a decisão por pênaltis apenas no segundo tempo, depois das mudanças do treinador. O Grêmio voltou com três atacantes: Willian José, André Lima e Vargas. Os dois primeiros entraram no time nos lugares de Fernando e Marcelo Moreno. Mas isso foi determinante? Não.

Objetivamente, o que determinou a classificação gremista foi a defesa de Marcelo Grohe no último pênalti cobrado pelo time equatoriano. Porém, o futebol não é tão simples. Uma série de fatores se encaixam para que se chegue a um resultado.

Com três atacantes, no segundo tempo, o Grêmio jogou pior que na primeira etapa, mesmo embora tivesse conseguido o gol. E o gol veio através de uma jogada que poderia muito bem ter acontecido com apenas um ou dois atacantes em campo: a iniciativa de um dos meias. Elano e Zé Roberto precisam ser mais agudos, arriscar mais, e não se limitar a tentativas de articular jogadas para outros finalizarem. O Grêmio precisa que eles finalizem, o Grêmio será mais agressivo com eles finalizando.

Foi finalizando, de longe, que o camisa 7 Elano fez o golaço que levou a decisão para os pênaltis.
Diego Vara / ClicRBS
Na segunda etapa, com três atacantes, sendo apenas um deles de movimentação, o Tricolor começou a lançar bola de tudo quanto é lado, apostando no confronto direto entre os dois centroavantes (André Lima e Willian José) com os três zagueiros da LDU. A segunda bola poderia sobrar para Vargas, e surgir daí uma situação de gol - era essa a estratégia de Luxa, mas não deu certo. Os equatorianos colaram os alas aos seus três zagueiros, dobrando a sobra na marcação dos atacantes gremistas e dificultando o rebote. Com a bola muito tempo no alto, Vargas sumiu do jogo, e passou longe do belo primeiro tempo que fez na Arena.

Os dois desfalques que o Grêmio teve para o jogo não foram sentidos. No lugar de Cris, o jovem Bressan se saiu muito bem, formando uma zaga segura - apesar da pouca idade - com o  melhor em campo, Saimon. No gol, o homem da classificação. Ele que entrou no lugar de Dida, lá em Quito, e logo levou o gol que dava a vantagem para a LDU. O mesmo que, aqui na Arena, pegou o pênalti de Morante, o último da noite. O da classificação. A torcida não sentiu falta do Dida.

Porém, o que grupo do Grêmio ainda sente a falta de algumas peças de reposição, principalmente para o meio-campo. E um jogador para vestir a 6 e tomar conta a lateral-esquerda (por mais que Alex Telles seja promissor).

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dida x Marcelo Grohe

A disputa de posição pela meta tricolor foi a grande polêmica do futebol gaúcho no início desta temporada. Talvez nem dê para chamar de disputa. Dida já foi escolhido para vestir a camisa 1 do Grêmio. Dia 23, em Quito, ele inicia jogando contra a LDU. Desde os primeiros treinos, Luxemburgo usou o goleiro de 39 anos como titular. As informações, contudo,dão conta que o experiente arqueiro está em boa forma e treina bem.

A discussão gira em torna de algumas questões: merecimento, necessidade, justiça, experiência. Estes tópicos acabam se misturando em meio ao debate.

Marcelo Grohe tem 26 anos, está no grupo principal do Grêmio desde 2005. Foi titular em alguns momentos em 2006. Nas temporadas seguintes foi sempre o reserva imediato - primeiro de Saja, depois de Victor - e sempre quando precisou jogar, deu ótima resposta. Em 2012, com a saída de Victor no início do Brasileirão, asusmiu de vez a titularidade. 

Grohe teve um bom ano, com atuações seguras, raríssimas falhas, conquistou a confiança da torcida e se mostrou pronto para seguir sendo o camisa 1 do Grêmio no início da trajetória Arena. Além disso, é patrimônio do clube, prata da casa, gremista. Sabe como ninguém, no atual grupo, o significado de cada vitória diante um estádio abarrotado de gremistas.

Marcelo fez por merecer a confinça da comissão técnica e da direção. Mas o Grêmio não julga assim, diferente da torcida. É questão de justiça quem terminou o ano bem, inicar a nova temporada como titular. Não é o pensamento de Luxemburgo.

Havia a necessidade de trazer Dida? Creio que não. Entretanto, não podemos ignorar o fato que agora ele faz parte do elenco tricolor. De certa forma, é compreensível que o Grêmio o nomeie titular nessa largada de temporada. Faz parte do futebol, quando se disputa uma competição internacional, você começar a conquistar o respeito dos adversários pelo curriculo dos seus jogadores. Não ganha jogo, mas é capaz de colocar no oponente um certo receio que, no final das contas, pode determinar uma senvível vantagem para o Grêmio.

Pelo Cruzeiro, Dida conquistou a Copa do Brasil de 1996, a Libertadores de 97, além de quatro campeonatos mineiros. No Corinthians, foi Campeão Brasileiro em 1999, Campeão do Mundo no ano 2000, da Copa do Brasil e do Torneio Rio-São Paulo em 2002. Nos seus 10 anos de Milan, foi novamente Campeão Mundial em 2007, Campeão Europeu em 2002/03 e 2006/07, Campeão Italiano 2003/04 e da Copa da Itália em 2004.
Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Na Seleção, o goleiro estava no grupo campeão da Copa em 2002, além de ser o titular nas conquistas da Copa das Confederações de 1997 e 2005 e da Copa América de 1999. É um senhor curriculo. Serve de argumento para sustentar a imediata titularidade. Mesmo que continue não sendo justo com Marcelo Grohe.

Na chegada da delegação gremista, em Quito, os mais assediados pelo público e pela imprensa, foram Elano, Macelo Moreno e Dida. Isso é quase como um termômetro. Assim como o Grêmio teme a LDU, que foi campeão lá em 2008, e hoje não tem ninguém de expressão, a LDU está preocupadíssima que precisará derrotar o Grêmio de Dida, Zé Roberto, Elano, Marcelo Moreno, Cris. Volto a dizer que nome não ganha jogo, mas impões respeito.

Ao Marcelo Grohe, resta a paciência de trabalhar e reconquistar sua titularidade. Acho possível, mas improvável. Um pena, pois não será nenhum absurdo esse jogador decidir seguir sua carreira em outro clube. O Grêmio, assim, desvaloriza seu patrimônio e tranca a carreira de um goleiro que está no ponto.

domingo, 2 de setembro de 2012

Grêmio conquista empate importante

Luxemburgo não gosta de empatar. Na sua conta, e está correta, correr riscos e buscar a vitória dá muito mais lucro que administrar um empate e ganhar penas um ponto. Contra o Palmeiras, no Pacaembu, pela segunda vez no BR-12 o Grêmio empata uma partida. Portanto, são as 13 vitórias no campeonato que qualificam a campanha gremista. É o mesmo número de vitórias que o líder, Atlético-MG.

O Grêmio perdeu Kléber aos 18 minutos do primeiro tempo. O atacante foi expulso depois de deixar o braço no rosto do volante Henrique numa disputa de bola. Jogar com um homem a menos desde tão cedo, aumentou muito o grau de dificuldade da partida. Fator que valoriza o empate, entendendo que, pelas circunstância, era muito mais provável uma vitória do Verdão que uma do Grêmio.
Tom Dib/Lancepress
Com a corda no pescoço, na zona do rebaixamento e com alguns desfalques importantes, o time do Palmeiras entrou comendo grama. Num 4-4-2 parecido com o do Grêmio, portanto duas equipes espelhadas, com a marcação encaixada. Por isso, jogo de muito contato físico e intensa movimentação.

Interessante de perceber é que não era apenas os jogadores do Palmeiras que estavam comendo grama. O time do Grêmio mostrou muito comprometimento tático e entrega física. Depois da expulsão de Kléber, Luxmburgo posicionou duas linhas de 4, com Zé Roberto fechando a meia esquerda e Marco Antônio pelo outro lado. Mais à frente, Marcelo Moreno.

O que correram Moreno, Zé Roberto, Souza, Anderson Pico, foi uma enormidade. O camisa 10 gremista ainda jogou o segundo tempo como único atacante. Deu cada pique como se ainda tivesse 23, não 38 anos. No Palmeiras, algumas boas jogadas foram criadas, principalmente quando Barcos conseguia fugir da boa marcação dos zagueiros, mas o time de Felipão esbarrou em Marcelo Grohe.

O Grêmio ainda teve a sorte de contar com o empate do Fluminense em 2 a 2 com o Figueirense. Assim, o time gaúcho segue com os três pontos de distância do Tricolor Carioca. Tendo em vista que na próxima rodada o Grêmio recebe o Atlético-GO e o Flu pega o Santos, o zero a zero desse sábado pode se converter em vice-liderança no meio da semana.

domingo, 26 de agosto de 2012

Vitória gremista no Gre-Nal e as dúvidas de Fernandão

A vitória de 1 a 0 no clássico 393 é muito importante na trajetória gremista rumo a Libertadores 2013. O Grêmio passou o Vasco, é o terceiro colocado no BR-12, tem 37 pontos e está com seis de vantagem em relação ao quinto e ao sexto colocado (São Paulo e Inter, respectivamente). Isso que dizer que o Grêmio precisa de, pelo menos, duas rodadas ruins para sair da zona de classificação. É uma boa vantagem.

Vantagem adquirida não pelo brilho individual dos atacantes, mas sim pela solidez defensiva e pelas atuações seguras e decisivas de Marcelo Grohe e Gilberto Silva. O Grêmio fez o gol cedo, ao 7 minutos, quando tinha Elano, autor do gol, que saiu lesionado antes dos 15 minutos de jogo. Com o meia, o Grêmio era melhor em campo, parecia mais tranquilo, jogava com mais naturalidade contra um Inter que ainda não encaixou.

Fernando Gomes/ClicRBS
As duas equipes estavam completamente espelhadas, atuando taticamente de forma similar, um 4-4-2 com meio-campo em quadrado. No embate individual, dois laterais para dois laterais, dois atacantes para dois zagueiros e dois meias para dois volantes. Não teve nenhum tipo de nó tático. O gol cedo e o fato de o Grêmio estar pronto, em boa fase - ao contrário do Inter -, determinou o cenário do jogo até os minutos finais.

Fernandão surpreendeu ao escalar Kléber no meio-campo, pela esquerda. A ideia era forçar uma parceria com o lateral Fabrício e com Forlán, que também atuou por ali. Não deu muito certo. O grande jogador do Inter na partida estava pelo outro lado. Fred atuou pela direita, deu muito trabalho a Fernando e a Souza e, muitas vezes, faltou parceria.

Esperando o Inter, o Grêmio jogou de forma tranquila, administrou o 1 a 0 sabendo que o colorado não vive sua melhor fase. Zé Roberto foi a grande válvula de escape gremista. Quando Marcelo e Gilberto Silva aliviavam lá atrás, a equipe procurava a perna esquerda do camisa 10, que baixava o ritmo do jogo e segurava a bola.

As mudanças do Inter no segundo tempo desorganizaram o time. Precisando buscar o resultado, o Inter teve pressa, excesso de jogadores ofensivos e jogou menos que na primeira etapa. Fernandão tirou Igor e Forlán e montou uma espécie de 4-1-3-2, com Moura e Damião na frente e Dátolo, Dagoberto e Fred tentando armar. Jogando assim, o Colorado não conseguiu se organizar.

Os próximos jogos do Inter servirão para o técnico colorado matar suas dúvidas quanto ao time titular. O Inter precisa definir uma dupla de zagueiros, um formato de meio campo e uma dupla de ataque.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Grêmio corre pouco, Grohe joga muito e garante empate

Na saída de campo, sorrindo, sem nenhum tipo de mágoa ou consternação, depois de mais uma atuação de luxo, poucos minutos depois de pegar um pênalti, Marcelo Grohe falou que "agora é entregar pro Victor, o gol do Grêmio está em boas mãos". Tivesse o Tricolor gaúcho dois ou três jogadores de linha tão inspirados quanto seus goleiros, talvez a história do jogo seria outra. Não tivesse Grohe embaixo das traves, certamente agora o Figueirense estaria comemorando 3 pontos e o dever de casa cumprido.
Não foi uma boa jornada técnica da maioria dos jogadores do Grêmio. Assim, taticamente o Grêmio também fracassou. Julinho Camargo começou com um 4-4-1-1, que atacando é um 4-2-3-1, mas foi um time disperso, que não reteu a bola, errou muitos passes. Leandro e Escudeiro, pelos lados, não conseguiram se desvincilhar da marcação e entrar na zona de ataque para dar opção de passe para Douglas e de tabela com André Lima.
Forte que é dentro de casa, jogando num 4-4-2 com  meio campo em losango e projetando muito seus laterais, o Figueirense do técnico Jorginho trancou saída do Grêmio no primeiro tempo e ainda colocou um ponta-de-lança entre G.Silva e Rochemback, o Fernandes, jogador que complicou a vida do sistema defensivo tricolor.
No segundo tempo, Julinho tratou de mudar o Grêmio, fazendo o mesmo losango do time catarinense com as entradas de Lúcio e Miralles. O Grêmio encaixou a marcação e equilibrou o jogo, mas continuou sem criar, sem ímpeto. Diferente do Figueira, que buscou melhor sorte, sem muito brilhantismo técnico, mas bastante aplicação.  Aos 44 o pênalti de G.Silva, bem marcado pelo árbitro e bem defendido por Marcelo.
Douglas teve atuação apagada, assim como a maioria de seus companheiros. O camisa 10 tricolor rende melhor com mais opções à sua frente, Leandro e Escudeiron tinha de passar e serem essas opções, não foram. As entradas de Lúcio e Miralles melhoraram sensivelmente o Grêmio. Mudanças que Julinho pode pensar em promover para o próximo confronto.
Grohe agora volta ao banco. Victor volta ao time, volta com todos os méritos de quem é goleiro de Seleção. Mas que volte com a devida pulga atrás da orelha de quem sabe que tem um grande reserva, e em grande fase.