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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Grêmio no limite físico e técnico?

Diego Vara/Agência RBS
O empate trágico em 1 a 1 no Olímpico contra o Santos, no último domingo, me parece ser um sinal do limite desse bom Grêmio de Vanderlei Luxemburgo. O time é esse, e não passa disso. E tem até possibilidades de passar, caso Atlético-MG e Fluminense vacilem muito mais que o time gaúcho nessa reta final. Não é a tendência.

No segundo tempo sem Neymar, e com o Peixe com 10 homens em campo,o Grêmio demostrou certa fadiga tática e física. Era o momento da guinada, de encostar no Galo e seguir o BR-12 (e o Flu) com o moral lá em cima. Mas o Grêmio não foi capaz de dar essa guinada, talvez porque essa terceira colocação seja mesmo o limite do plantel gremista.

Quando falo em fadiga tática, me refiro às opções e estratégias tentadas por Luxemburgo nos momentos desfavoráveis ao Grêmio. A entrada de Leandro no segundo tempo, no lugar de um volante,só deu certo contra times mais fracos. Leandro não tem rendido bem. Assim como Léo Gago, que entra eventualmente para fechar o lado do campo e tentar um arremate de fora da área. Pouco surte efeito. O mesmo vale para Marquinhos e Marco Antônio.

Não estou dizendo que estão mal ou que o Grêmio está mal. O Grêmio baixou o ritmo, o que é natural. Até porque os jogadores que fazem a engrenagem do time funcionar, Zé Roberto e Elano, principalmente, já ultrapassam a faixa dos 30 anos. A sequência do Tricolor nos últimos jogos tem Flamengo no Rio de Janeiro, Atlético em Minas, Barcelona numa viajem desgastante para Equador e agora o empate contra o Santos no Olímpico. É uma sequência de alta exigência técnica, física e anímica, sempre usando o time completo (com um ou dois desfalques).

O Grêmio tem, daqui pra frente, a possibilidade de dois fatores novos para ajudar a retomar o bom momento. Primeiro são os possíveis retorno de Bertoglio e Júlio Cesar, jogadores que encorpam o grupo e dão opções de velocidade ao time. Outro fator é construir uma vitória maiúscula sobre o Cruzeiro, no sábado, em casa.

domingo, 9 de setembro de 2012

Rodada de tropeços para Grêmio e Inter

Inter 0 x 1 Fluminense
A derrota no Beira-Rio, para o líder Fluminense, é daquelas que serve para desmotivar a equipe e a torcida na disputa por uma vaga na Libertadores ou até mesmo na busca pelo título. Ainda mais para um Inter que não conseguiu encaixar nenhuma sequencia boa de jogos no BR-12, e a medida que o campeonato vai se esgotando, a tendência é que o Colorado mantenha a média irregular.

Fernando Gome/ClicRBS
Fernandão sofreu por não contar com oito jogadores, é verdade. É muito desfalque, ainda mais contra um Fluminense embalado, com o goleador do campeonato, e com um Wellington Nem jogando um bolão, aberto pela direta no primeiro tempo, puxando contra-ataque pela esquerda no segundo tempo, no 4-3-2-1 de Abel Braga.

Ao Inter, que tomou o gol relativamente cedo, faltou penetração. O Inter não criou situações de gol, apesar de ter finalizado mais vezes que o time carioca. Dagoberto e Dátolo sucumbiram à marcação de Edinho, Diguinho e Jean. Pelo lado, às chegadas de Fabrício não tiveram parceria. Faltou bola para o time do Internacional ganhar do líder.

Corinthians 3 x 1 Grêmio
O Grêmio teve o azar de levar dois gols muito cedo. Aos 10 minutos de jogo, já estava 2 a 0, tendo o Corinthians atacado justamente duas vezes. É um aproveitamento incomum, e um resultado que derruba com qualquer planejamento que se faz para um enfrentamento. O Grêmio iniciou o jogo perdendo, praticamente. O que obrigou Luxemburgo a mexer no time muito cedo, colocando Marquinhos no lugar do volante Souza.

O Grêmio teve a posse de bola, buscou o jogo, mas faltou criação. Elano e Kléber não entraram no jogo, e a equipe sentiu. O Corinthians de Tite, de um sistema defensivo muito consistente, não permitiu ao Tricolor quase que nenhuma situação de gol. E isso fez diferença. A blitz gremista não ameaçou o gol de Julio Cesar.

Contudo, é um resultado normal. O Corinthians pós-Libertadores entrou no BR-12 tirando ponto de muito gente. O que o Grêmio precisa focar, a partir de agora, é na forte sequência de jogos que vem pela frente. Se despreocupar com os concorrentes, como fizera no início da boa campanha, e somar pontos, fundamentalmente vencendo em casa.

domingo, 19 de agosto de 2012

Grêmio mostra grupo afinado e goleia lanterna

O melhor jogador da partida foi Marcelo Moreno. O centroavante gremista saiu da área para buscar jogo e foi bem, finalizou duas bolas na trave e ainda deu três assistência. Na goleada de 4 a 0 sobre o lanterna Figueirense, talvez tenha sido ele o jogador mais importante. Só que o Grêmio jogou bem como um tudo, o time funcionou e fez o que tem que fazer jogando em casa contra uma equipe mais fraca: empilhou chances de gol e fez um placar elástico.

O time catarinense veio com uma proposta suicida. No 4-3-1-2 de Hélio do Anjos, o meia ofensivo e os dois atacantes, Caio e Aloísio, ficavam completamente afastados do restante do time, e muitas vezes confrontavam cinco ou seis jogadores gremistas quando, eventualmente, alguma jogada de contra-ataque encaixava. Atrás da linha da bola, oito jogadores marcando muito mal, deixando um buraco no meio-campo, permitindo muito jogo a Fernando, Souza, Edilson e Pico. O Figueirense chamou o Grêmio pro seu campo e acabou levando quatro. Por pouco não deixa Porto Alegre com um resultado mais amargo.

Um dos destaques do Grêmio foi Anderson Pico, pela boa partida, pelo fator recuperação e porque atua numa posição que o grupo gremista tem carência. Esse jogador, se colocando à disposição de Luxemburgo, se comprometendo com sua própria carreira, pode assumir a posição que, até agora, tem sido de Pará.

Já Leandro é uma afirmação em termos de grupo. A dupla titular de ataque é Kléber e Marcelo Moreno, mas nem sempre se pode contar com esses jogadores. Neste sábado, Kléber estava suspenso, e seu substituto, justamente o Leandro, foi autor de dois gols. Isso é importante para fortalece o ânimo de quem é opção, e não titular absoluto. A mesma máxima se aplica a André Lima, que novamente entrou no segundo tempo e deixou o seu.
Diego Vara/ClicRBS
Um grupo fechado, sem problemas de vestiários, aumenta suas chances de sucesso. Nos dois primeiros gols, todos os jogadores de linha correram para se abraçarem, assim como absolutamente todos os reservas se abraçaram e comemoraram muito à beira do campo. E detalhe que foram gols solidários, Moreno podia finalizar nos três lances em que deu assistência, o que seria habitual para o centroavante, mas preferiu servir o companheiro. São sintomas de um grupo fechado e afinado.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A excelente vitória gremista e a crise no Inter

Grêmio 3x1 Sport
As duas últimas vitórias do Grêmio foram por 3 a 1 e ambas significam bem mais que apenas um bom futebol. São duas vitórias construídas de formas diferentes, mas que fortalecem o moral do time não como em um jogo normal. Ganhar fora de casa, de um adversário que se imagina seja adversário direto na tabela, jogando 45 minutos com 10 homens em campo, com dois gols de um jogador que passava a ser criticado no Olímpico, tem a mesma relevância anímica que descer para o intervalo perdendo de 1 a 0 e voltar para o segundo tempo para dar um passeio no adversário e virar o jogo para 3 a 1. São duas vitórias que vão além do futebol jogado.

Elano foi o destaque do Grêmio. Luxemburgo parece ter acertado o meio-campo com o quadrado formado por Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto. Na lateral, Tony é uma das grandes notícias do tricolor, foi responsável por inúmeras jogadas contra Cruzeiro e Sport. Na frente, o ritmo de jogo e o entrosamento entre Moreno e Kléber finalmente começa a fazer diferença.

O Grêmio ainda tem certa dificuldade contra equipes que se fecham e especulam no contra-ataque. Nesta quarta o time, agora mais experiente, demostrou mais paciência e triangulações, que são indispensáveis para furar sistemas defensivos muito fechados. 

O Tricolor fecha a décima rodada do BR-12 na boa 4° colocação, com 18 pontos.

Crise no Inter
A crise que se estabeleceu no Internacional depois da derrota de ontem, nada tem a ver com a derrota de ontem. Em Minas, aconteceu uma espécie de estopim ou, como preferirem, acendeu o sinal amarelo para Dorival Junior. Por toda a circunstância que envolvia o jogo, não há nada de anormal o Inter, desfalcado e com um jogador a menos, perder para um Galo que está embalado, é líder do campeonato, joga em casa, e tem um bom time de futebol.

O Inter poucas vezes agradou em 2012. Mesmo nas poucas vezes que teve todo mundo disponível. Afinal, Dorival reclama com razão quando alega as poucas oportunidades que teve de trabalhar com o grupo completo. Sem dúvida, lesões, suspensões e convocações prejudicaram o ano colorado. E são jogadores importantes, como Moledo, Kléber, D'Alessandro, Oscar, Dagoberto, Dátolo e Damião. Tinga e Sandro Silva, que já foram titulares a certa altura do ano, deixaram o clube. Dorival não conseguiu dar sequencia a uma ideia de time titular.

Outras questões que tomaram conta das manchetes coloradas durante o ano foram os casos de indisciplinas e desentendimentos de vestiário. Sintoma que não é de agora, e evidencia um grupo difícil de se trabalhar, que há anos passa pelas mãos de muitos treinadores.

Demitir Dorival seria entregar o futebol do Inter quase que exclusivamente ao bel prazer dos jogadores. Do contrário, os atletas também precisam sentir sua parcela de culpa na má fase do time. É cômodo para qualquer um no Beira-Rio deixar tudo recair nas costas do treinador.

Mais do que nunca Dorival precisa de respaldo da direção. O Inter precisa de trabalho técnico, tático e, importante agora, um pulso firme da direção dentro do vestiário. Trocar de técnico a toda hora relaxa o grupo, fragiliza o planejamento e demostra falta de convicção. Dorival é bom treinador e ainda tem lenha para queimar no Inter.

domingo, 8 de maio de 2011

Grêmio sai na frente na decisão

Algumas vezes, comentando jogos do Grêmio dessa temporada, escrevi aqui nesse blog: Viçosa não é Jonas. Mais uma forma de criticar a ineficiência da direção e da comissão técnica para achar uma alternativa à saída do goleador tricolor dos últimos dois anos. De fato, Viçosa não é Jonas, precisa jogar e fazer muito gol para ser tão importante para o clube quanto foi o 5° maior goleador do Grêmio. Porém, sem dúvida que Junior Viçosa, 21 anos, sobe no conceito de qualquer torcedor gremista e fica com o moral lá nas alturas depois desses dois domingos de Homem Grenal, de dois clássicos e três gols.
O primeiro grenal da decisão do Campeonato Gaúcho 2011 foi um grenal diferente, num Beira-Rio nem tão lotado e pouco empolgado, reflexos das eliminações de Grêmio e Inter na Copa Libertadores no meio da semana. Clássico de cinco gols, coisa rara. Grenal sem arbitragem polêmica, algo a se comemorar. Vale o registro e o parabéns a Jean Pierre Lima e seus assistentes.
Grenal que não teve D'Alessandro como figura principal, o astro colorado que inferniza a defesa tricolor desde que chegou ao estado, em 2008. Foi o grenal da atitude gremista, da recuperação de Renato e de seu grupo de jogadores, que continua carente de boa opções, mas tem potencial de fazer bons jogos como fez no Beira-Rio, vencendo o Inter por 3 a 2. Grenal de Luiz Severo Junior, que veio no meio da temporada passada de Viçosa, no Alagoas, e no clássico 386 fez dois gols e mais a assistência para o gol de Leandro.
Falcão, que só teve jogos decisivos, de mata ou morre, desde que assumiu o Inter, repetiu na escalação inicial erro muitas vezes cometido por seu antecessor. Ao optar pelo 4-2-3-1, o treinador escalou Sobis na meia-esquerda, com a missão de encostar em Damião e ser um jogador mais agudo que D'Alessandro e Andrezinho. O Colorado abriu o placar através dessa jogada: Sobis dentro da área, recebendo de Kléber e fazendo a parede para Andrezinho vindo de trás. Mas não foi uma boa tarde para o Sobis, que não conseguiu desempenhar a função (que não é a de ofício) o restante do jogo.
O grande mérito tricolor talvez tenha sido encaixar a marcação e não se abater com o gol cedo, aos 8 minutos. O Grêmio de Renato praticamente espelhou o esquema colorado, um 4-2-3-1 que variava para o 4-4-2 com meio-campo em losango. Para isso, uma escalação mais leve. Douglas não foi brilhante, mas fez boa partida, jogou centralizado. Na esquerda, marcando o lateral Nei e recuando para combater Andrezinho, a surpresa da tarde, Escudero, que entrou bem e e foi acertadamente expulso aos 44 do segundo tempo, depois de matar um contra-ataque colorado. Do outro lado, na direita, a mesma função do argentino tinha o jovem Leandro, de muito boa atuação e um gol anotado. Mais atrás, Rochemback e Fernando se entenderam bem. Na zaga, Vilson, que entrou no lugar de Rafa Marques, dá sinais de que realmente é o melhor zagueiro do tricolor, a não ser que Rodolfo resolva jogar o que sabe.
Do lado colorado, Damião não passou em branco. O goleador do Brasil no ano deixou o seu no momento em que Falcão perdia de 2 a 1 e resolveu apostar na maior dificuldade do Grêmio, a bola aérea. O Intenacional ficou com duas linhas de 4 e dois centroaventes na área, Leandro Damião e Cavenaghi. O Inter empatou, mas o Grêmio seguiu mais consciente na partida, tocando a bola com mais propriedade e lucidez. Aos 41, Viçosa, em posição legal, fez o gol da vitória.
A vantagem do Grêmio é muito grande, além de jogar em casa, tem a seu favor qualquer empate, qualquer vitória e derrotas de 1 a 0 e 2 a 1. Grenal, sabe-se, dificilmente foge a estes resultados. Contudo, o desse domingo fugiu, foi de um 3 a 2 de bom futebol e pouca pancada. É inegável que, no momento, o Gauchão é mais tricolor que vermelho e branco. O que não quer dizer muito depois que a bola rola, e tem mais 90 minutos de grenal e bola rolando no Olímpico, domingo que vem.

domingo, 3 de abril de 2011

Grêmio vence em partida tranquila

Leandro é o cara no Olímpico! Neste domingo, o garoto de 17 anos fez sua quinta partida como profissional e a segunda como titular, marcou seu quinto gol. Num jogo em que o Grêmio não imprimiu um ritmo forte, teve, mesmo assim, o total controle da partida, chegando aos 29 pontos na classificação geral e garantindo, caso haver, o segundo jogo da final no Olímpico. Na Taça Farroupilha, o Grêmio está com 12 pontos no grupo 2 e ocupa a segunda colocação, atrás apenas do Cruzeiro (pelos critério).
Renato escalou o que tinha de melhor. A volta de Rochemback representa um acréscimo de qualidade importantíssimo ao meio-campo do Grêmio, escalado no 4-4-2 que, desmembrado, fica um 4-3-1-2. O treinador gremista parece ter desistido da ideia de mudar esse esquema, deixando assim Carlos Alberto como opção no banco.
O Grêmio foi um time paciente, encontrou uma retranca muito bem armada, de um Veranópolis que pensava e jogava pelo empate. O VEC segurou o Tricolor muito pela marcação individual de Naves sobre o meia Douglas, tirando do time de Renato boa parte de seu poder de fogo, e de criação. Ao Grêmio, principalmente no primeiro tempo, sobrou as jogadas pela esquerda com Bruno Collaço, que fez boa partida e aproveitou a oportunidade diante o péssimo momento de Gilson. Mas por ali, Lúcio não foi tudo o que pode ser. Nem Willian Magrão do outro lado. As duas linhas de quatro que fez o VEC contiveram de forma eficiente as investidas do Grêmio, tanto pelos lados quanto por dentro.
Está certo que o Veranópolis bateu, fez muitas faltas e recebeu cartões de menos. O árbitro Anderson Daronco só não pôde deixar de expulsar o goleiro Luis Müller, que agrediu desnecessariamente o atacante Leandro, mas deixou de avermelhar Douglas, que no meio da confusão, desferiu um chute contra um jogador de VEC. Daronco não viu.
O destaque tricolor, de novo, foi Leandro. A estrela do guri está brilhando tão forte que até num jogo sem tantas oportunidades como este, sobrou uma bola limpinha dentro da área, depois de cobrança de falta que ele mesmo sofreu. Nas mexidas, já com um jogador a mais, Renato armou um 4-3-3 a la Barcelona, com dois meias e um volante. Pessali e C.Alberto entraram muito bem e melhoraram a articulação gremista. Pessali sofreu o pênalti perdido e convertido no rebote por Borges.
O VEC ainda tem boas oportunidades de classificar, pecou na opção de se defender em demasia e só podia chegar ao gol como chegou, com uma falha bisonha de Victor. Acontece nas melhores familias e com os melhores goleiros, mas vem acontecendo seguido com o arqueiro tricolor. Nada que chegue a comprometer, mas se a fase não mudar, dá pra preocupar um Grêmio que toma gol em todos os jogos.
Na quinta-feira, às 19h15, o Grêmio recebe o Junior Barranquilla pelo grupo 2 da Taça Libertadores.
   

quinta-feira, 31 de março de 2011

Juventude 3x2 Grêmio

Para o Grêmio, essa é daquelas derrotas duras de engolir, que irritam mais do que o time levar um banho de bola do adversário e perder. O Grêmio não tomou um banho de bola. Para o Juventude, uma vitória com ares dramáticos de um jogo histórico e importante para um grupo de jogadores contestados.
O garoto Leandro, de 17 anos, começou sua primeira partida como titular e, como nos outros quatro jogos que participou como profissional, fez boa partida, com direito a golaço - o quarto no Gauchão - e bom entendimento com Borges, Douglas e Gabriel. Leandro se habilita a ocupar a função tática e técnica do 4-3-1-2  que ficou vaga depois da saída de Jonas, em janeiro.
Entretanto, os próprios Leandro e Borges (que fizeram os gols do Grêmio) perderam um gol cada, de frente com o goleiro Jonatas, no segundo tempo, quando o Grêmio já ganhava por 2 a 1 e ainda por cima tinha um jogador a mais, pois Rafael Pereira, do Ju, há pouco tinha sido expulso. O empate, aos 33 da segunda etapa, veio com a infeliz cabeçada do gremista Gilson contra o gol de Victor, como se para brindar suas atuações discutíveis como lateral-esquerdo tricolor. Dez minutos dois, um chute antológico de Ramiro, de fora da área, vence o goleiro da Seleção e dá a vitória ao Juventude. O clima de festa da torcida e de jogadores após o término da partida é perfeitamente justificável.
O Grêmio amargura uma derrota que dá para contar num planejamento como o atual, de jogar o a Taça Farroupilha poupando jogadores para a Libertadores. Renato escalou equipe mista e, mesmo perdendo, tem uma boa afirmação no ataque, que é o Leandro, mas não pode esquecer do sistema defensivo, que toma gol em quase todos os jogos.

Com a derrota, o Grêmio continua com 9 pontos no Grupo 2, enquanto o Juventude sobe para 8. Na classificação geral, os gremistas têm 26, e seguem com a melhor campanha do estadual. .Às 16h de domingo, no Estádio Olímpico, o Grêmio recebe o Veranópolis, pela 6ª rodada da Taça Farroupilha.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Grêmio sobra e goleia Inter-SM

Foram seis gols, mais um e o Grêmio passava o Internacional, o de Porto Alegre, na classificação geral do Gauchão, por saldo de gols, pois em pontos estão empatados com 23. O Grêmio ainda tem um jogo a menos e o Inter tem mais gols marcados. O Inter-SM está em outro patamar, passa dificuldades financeiras e, com todo respeito que merecem os profissionais que lá jogam, o futebol beira o amadorismo. O time de Santa Maria tem apenas seis pontos somados nos dois turnos até agora e é fortíssimo candidato ao rebaixamento.
Dava pro Grêmio tem feito mais um (ou uns), mas é impossível dizer que não ficou de bom tamanho. Afinal, 6 a 0 sempre é um SEIS A ZERO, seja contra quem for e mesmo que o primeiro tempo não tenha sido lá essas coisas. Mais certinho e concentrado foi o Grêmio do segundo tempo, que fez da partida um jogo unilateral, de um campo só, contra um Inter-SM que só se defendeu, e se defendeu mal, pois ainda cometeu faltas o suficiente para ter dois expulsos e facilitar o que já estava barbada pros comandados de Renato. Quem não viu o jogo capaz de não acreditar que, apesar disso tudo, Marcelo Grohe, goleiro do Grêmio, foi destaque e pegou até pênalti.
A equipe do Tricolor foi a titular, desfalcada de Gabriel, Borges, Victor e Carlos Alberto. Renato reforça a ideia de time no 4-4-2 com meio-campo em losango. Escudero e Viçosa atuaram como atacantes e repetiram a boa atuação que tiveram contra o Porto Alegre. O argentino dá sinais que pode render mais que Carlos Alberto, que Renato já tentou em várias posições e só deu retorno significativo quando esteve na meia-esquerda.
O Mário na direita, jogando bem e fazendo gol, é importante pra ele e pro time. Esse jogador está precisando de confinça e visibilidade dentro do grupo. Na frente, outros boas notícias e alternativas: Vinícius Pacheco e Leandro, que entram no segundo, formando o 4-3-3 do Grêmio contra um Inter-SM em desvantagem numérica em campo. Destaque especial para o Leandro, de 17 anos, que só tem entrado nas boas, Renato não o bota em fogueira, tem o lançado aos poucos e, aos muitos, Leandro vem correspondendo. Correspondeu com ótima parceria com Pacheco, que resultaram nos seus dois gols no jogo. Fora o partidaço do Douglas... É, o Grêmio funcionou, mas não se iludiu - isso o Renato disse na coletiva após o jogo.