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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Grêmio 2010

O ano para o Grêmio não bom nem ruim, ficou na média dos anos desta década que se acaba. Nenhum título de expressão, nada além do Gauchão e uma vaguinha suada para a Copa Libertadores do próximo ano. Muito mais que isso o Grêmio não fez de 2002 pra cá, teve dois vices, da Libertadores-07 e do BR-08. Mas como em 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009, mais uma vez o Tricolor não acabou o ano com o mesmo treinador de janeiro.
O algo diferente de 2010 com certeza é o retorno de Renato Portaluppi ao estádio Olímpico. O maior ídolo da história do Grêmio pegou uma barca furada e afundando, quando assumiu o time estava na 18° posição, tinha apenas duas vitórias, seis empates e cinco derrotas no BR-10, fora os problemas de vestiário. Herança de Silas.

Quando o diretor de futebol Luis Onofre Meira e o presidente Duda Kroeff anunciaram que Silas seria o treinador do Grêmio em 2010, torcida e imprensa torceram o nariz e duvidaram da capacidade do treinador. Mas Silas aos poucos foi ganhando a confiança, depois de alguns testes, depois da chegada de alguns reforços como o zagueiro Rodrigo e do meia Douglas e depois da derrota no Grenal. Depois do clássico, o Grêmio encabeçou uma sequência de 16 jogos sem derrota.

O time base do Silas era escalado no 4-4-2 à brasileira, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes. Os grandes trunfos do Grêmio que venceu o 1° turno e depois o Gauchão e foi semifinalista da Copa do Brasil era a segurança de Rodrigo na zaga mais a eficiência tática e os gols de Maylson, Jonas e Borges. O time base era: Victor, Edilson, M.Fernandes, Rodrigo, F.Santos; Ferdinando (Adilson), Rochemback (W.Magrão), Maylson, Douglas; Jonas, Borges.

Depois de dois jogaços contra o Santos, pela semi-final da Copa do Brasil, a eliminação da competição, as seguidas lesões, as equivocadas declarações de Silas e certo atrito com alguns jogadores, os resultados não apareceram mais. O Grêmio não conseguiu recuperar aquilo que perdera enquanto priorizara a Copa do Brasil. A parada da Copa do Mundo parecia a solução, mas depois as coisas só pioraram. O Grêmio voltou diferente, Silas tentou o 3-5-2 mas não conseguiu vencer. Depois de uma sequência de derrotas e empates, perder para o Fluminense dentro do Olímpico e permanecer na zona do rebaixamento foi a gota d'água.

Silas e o responsável pelo departamento de futebol, o Meira, caíram. Veio Portaluppi, sem muita demora, sem muita expectativa, mas com um imenso apelo à torcida. Com pinta de messias tricolor para os gremistas, Renato maneirou no discurso e foi realista. Disse que a situação era complicada e que o campeonato do Grêmio era não ser rebaixado.

Mas com muito papo, conversa de boleiro para boleiro, Renato deu jeito no no vestiário bagunçado do Olímpico. Não foi fácil, porém, achar sua equipe. Portaluppi perdeu alguns jogos e foi eliminado da Sul Americana até começar a ganhar o segundo turno do BR-10.

Vieram alguns modestos reforços, que no campo deram resultado, como Vilson, Paulão, Viçosa e Clementino. Veio também o excelente lateral direito Gabriel. Por necessidade, num jogo contra o São Paulo, Renato encaixou o time num 4-4-2 com meio em losango, liberando Douglas para articular e apostando em dois volantes apoiadores nos lados do losango. Foi aí que Lúcio cresceu, improvisado no meio, pelo lado esquerdo. Não tendo Borges até o final do ano, por conta de lesão, André Lima fez dupla com Jonas, e fez muitíssimo bem ao 7 goleador.

Foi o ano dos camisas 7 no Grêmio. Imortalizada e endiabrada por Renato em 1983, a 7 de Jonas foi o terror dos sistemas defensivos do BR-10. A atacante gremista chegou aos 23 gols e foi o goleador isolado do campeonato. Os conselhos de Renato ao pé do ouvido de Jonas surtiram efeito.

No 2° turno do BR-10 só deu Grêmio. O tricolor acabou como líder do returno e na quarta colocação da classificação geral, resultado premiado com a vaga na Libertadores de 2011 só depois do término do Brasileirão.

Não deixa de ser um ano razoável, que mais uma vez poderia ser bem melhor. E vem aí um ano que promete, tento o Grêmio uma direção nova, um time base forte e pronto e a eminência de receber reforços pontuais. A possível vinda de Ronaldinho ainda não passa de possível. Mas é um possível bom negócio, que dificilmente naufragará no campo dos negócios, mas pouco adiantará se R10 não jogar futebol.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Grêmio encerra mas ainda torce

Dentro das suas possibilidades e das consequências de um primeiro turno equivocado, o Grêmio terminou muito bem o BR-10. A quarta colocação, a melhor campanha do segundo turno, o melhor ataque do campeonato, o artilheiro da competição e o ótimo trabalho de Portaluppi deixam no Olímpico a esperança de um 2011 a ser comemorado, que nem mesmo começou e já pode ficar melhor, caso o Goiás não seja o Campeão da Sul-Americana na quarta-feira e deixe pro tricolor gaúcho a vaga na Copa Libertadores.
O resultado de 3 a 0 no Botafogo é justo. O time carioca não exigiu do Grêmio o que deveria exigir um adversário direto. Foi o mesmo Botafogo que decepcionou no Rio, há duas semanas, contra os reservas do Internacional. Um time que se mostrou intranquilo desde o início, sobretudo na figura do seu treinador - Joel Santana foi expulso aos 15min do primeiro tempo.
Por outro lado, o Grêmio de Renato Portaluppi se mostrou um time que não tem medo de decidir. Se perder, não é de nervosismo, é na bola. Foi assim na vitória sobre o Corinthinas, no Pacaembu, no empate com o Inter, no Olímpico, no empate com o Santos, na Vila e na vitória contra o Guarani, em Campinas. Todos jogos difíceis, em situações adversas e em momentos decisivos da trajetória do Grêmio nesse segundo turno.
O 3-5-2 do Botafogo marcava errado, deixava gente sobrando no meio-campo gremista. Joel só corrigiu aos 25min da etapa final, quando tirou Danny Morais e pôs Herrera. Antes, três zagueiros para marcar André Lima e três meio-campistas para marcarem Jonas, Douglas, Lúcio, Rochemback, Adilson e Gabriel. Jonas e Gabriel não são meio-campistas, mas passam a maior parte do tempo naquele setor.
O Grêmio do bom toque de bola, da velocidade e da efetividade na conclusão, teve poucas dificuldades. Os raros momentos de acerto botafoguense, paravam em Victor, na falta de perícia na conclusão ou na trave (uma vez).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Grêmio Prudente 0x3 Internacional

O Inter fez a lição e ganhou bem do Prudente, ao natural, com um placar elástico e justo. Fica do jogo, e deste Inter pré-Mundial, a novidade tática de Celso Roth. A variação aconteceu, entretanto, com os mesmo 11 titulares, o que pode muito bem configurar apenas um testo. O Colorado venceu jogando num 4-3-1-2 (ou 4-4-2 em losango), com Tinga recuando um pouco e fazendo a função de volante pela direita, Guina ocupando a faixa esquerda, Matias em frente à zaga, D'Alessandro na articulação e, finalmente, Sobis no ataque, ao lado de Alecssandro.

Me parece provável que Roth trabalhe com esses jogadores variações para o 4-2-3-1 dentro do jogo. Fica a dúvida se ele já vem trabalhando isso em treinamentos, ou só resolveu fazer isso agora. Afinal, o Inter já viaja quarta-feira...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jogou mas não jogou

O Inter entrou em campo para cumprir tabela e mostrar ao torcedor os 11 que jogarão como titulares no Mundial. O Vitória tinha muito em jogo, mas como fez na maior parte do BR-10, não jogou nada e vai para última rodada na zona do rebaixamento, quando tem confronto direto com o Atlético-GO.

O Colorado, dá pra dizer, jogou com um olho no peixe e outro no gato. Não é time para, jogando a valer, empatar com esse Vitória, dentro do Beira-Rio. Mas, por outro lado, Celso Roth já admite a possibilidade de não ser esse o time de Abu Dhabi. Na coletiva, falou que é possível  que no Mundial Sobis jogue centralizado e a linha de três meias seja formada por D'Alessandro, Tinga e Giuliano. Aí, faça-se justiça com Alecssandro, que não está bem e merece a reserva, com Giuliano, que tem bola para ser titular, e com Sobis, que tem tudo para ser o centroavante do time. Mas agora, Roth? Dava para ter feito esse time jogar mais vezes antes da viajem.

domingo, 28 de novembro de 2010

Clementino é show!

O jogo poderia ter sido muito mais difícil para o Grêmio. Contra um Guarani com a corda no pescoço, o time do técnico Renato Portaluppi demonstrou maturidade e não jogou com o nervosismo de quem também jogava uma final. Pois para o Tricolor, a vitória valia a garantia da quarta colocação até domingo que vem, quando enfrenta o Botafogo dentro do Olímpico, e a vantagem de jogar pelo empate para decidir quem fica no G4.
O Grêmio cozinhou o Guarani em banho-maria, marcou corretamente o agudo Mazola, primeiro com M.Fernandes (que saiu machucado aos 10min), depois com Ferdinando, que entrou improvisado na lateral-direita, já que tanto Gabriel quanto Edilson estão sem condições físicas de jogo, teve Adilson e Rochemback em grande jornada, marcando e armando e um lado esquerdo que teve campo para jogar, com Lúcio e F.Santos nas costas de Apodi e, muitas vezes, Apodi às costas dos gremistas.
Digo que o Grêmio cozinhou o Bugre porque em nenhum momento acelerou o jogo, valorizou a posse da bola, trocou passes com calma e autoridade e assim, principalmente no primeiro tempo, minou o psicológico dos adversários aos poucos. O gol de André Lima saiu de bola parada, e não poderia ter saído de outra forma, pois sem um Douglas tão inspirado, com a bola andando o Grêmio não criou tantas oportunidades de gol.
O Bugre tentou salvar seu ano através da boa bola parada de Baiano. O volante do Guarani deu trabalho ao goleiro Victor, travando um duelo particular e interessante com o goleiro da Seleção. Victor levou a melhor, praticando belas defesas.
O técnico Vagner Mancine mudou a equipe no segundo tempo, naturalmente encheu de jogadores ofensivos e colocou o Guarani no campo do Grêmio, fazendo uma espécie de 4-1-3-2. É aí que entra Diego Clementino, o talismã gremista, aos 20min do segundo tempo. Clementino teve muito campo para correr, e é só disso que ele precisa.
Primeiro, aos 33, o velocista tricolor avançou pela direita de ataque, entrou na área driblando e foi derrubado. O pênalti foi convertido pelo goleador Jonas, que chegou a 22 gols no BR-10. Minutos depois, o 7 gremista retribuiu a gentileza e a achou Diego entrado na área em alta velocidade, Jonas fez um lançamento precioso para Clementino bater com categoria e fechar o placar. E fechar o caixão, pois não deu pro Guarani. Mas de novo, deu pro Diego, deu pro André Lima e para Jonas. Os três atacantes que estiveram em campo pelo Grêmio fizeram os gols e fizeram do Grêmio o ataque mais positivo do BR-10.

domingo, 21 de novembro de 2010

Botafogo 1x2 Internacional

É, faltou futebol ao Botafogo. Ao Colorado, sobrou vontade e um até surpreendente bom futebol. Para uma equipe que ainda disputa vaga no G4, se esperava mais do time carioca. O Fogão viu um Inter melhor, mesmo cheio de jogadores emergentes, jogando praticamente sua permanência no clube em 2011 e uma vaga nos 23 que vão disputar o Mundial em Dezembro.

Se cogitava que o Inter entregaria o jogo de olho numa possível classificação do Grêmio à Libertadores-11. Entretanto, numa análise fria da situação, não passa pelo Inter os méritos ou os deméritos do Grêmio no BR-10. A vitória Colorada no Engenhão é importante pela afirmação de Glaydson, a excelente atuação do goleiro Muriel, a boa surpresa que foi o lateral-esquerdo Massari, a efetiva dupla de ataque Sobis e Damião e o bom futebol da promessa Oscar.

Não tem efeito de tabela no BR-10. Para o Inter, tem efeito de Mundial.
 

sábado, 20 de novembro de 2010

Grêmio 3x1 Atlético-PR

Bom time que é, que disputa vaga no G4 com Botafogo e Grêmio, o CAP dificultou muito a vida do Tricolor no Olímpico. O placar de 3 a 1 poderia muito bem ter sido 1 a 0 ou até mesmo 1 a 1. Com a vitória o Grêmio continua dependendo apenas de suas forças e de seu futebol. A equipe de Renato assiste a rodada de domingo na 4° posição, com 57 pontos - três a menos que o Cruzeiro e um a mais que Botafogo e CAP, que têm 56.

A vitória começou a ser construída com o bom começo gremista, mesmo sem Jonas, suspenso, e Gabriel, ainda se recuperando de lesão. Foram 15 minutos de pressão, muito bem comandados por Douglas, Lúcio e Rochemback. O gol de Neuton saiu aos 13 e só depois disto o Atlético conseguiu sair para jogar.

Logo aos 18min, na primeira boa escapada do CAP, pênalti de Neuton em Guerrón. A boa cobrança de Paulo Baier e o empate encheram o Atlético de moral e o time visitante passou a jogar de igual para igual com o Grêmio. O jogo ficou faltoso, trancado a toda hora e sem chances de gol.

No segundo tempo, aos 11, o lateral Edilson entrou desequilibrado na área, foi tocado e acabou cavando um pênalti para o Grêmio. Douglas, o 10, cobrou bem. Sérgio Soares, treinador do CAP, mudou de cara na equipe. Sacou um lateral e pôs Maikon Leite, espetando dois atacantes nos laterais gremistas e deixando um homem de referência na área. A equipe paranaense se acertou em campo e tomou conta do jogo, mas não conseguiu entrar na área do Grêmio ou mesmo fazer Victor trabalhar, a não ser em intervenções aéreas.

Mas o Grêmio tem Douglas, o 10, o mesmo que falhou na Seleção, mas que tem funcionado muito bem no Olímpico. Aos 44 do segundo tempo, o meia gremista carregou a bola, limpou a jogada e achou Clementino em alta velocidade que, da entrada da área, acertou belo chute.
   

domingo, 14 de novembro de 2010

Lá se vão 7 jogos...

E há sete jogos o Internacional não vence. No Beira-Rio, contra um semi-rebaixado Avaí, aos 15 segundos de jogo o Inter já perdia por 1 a 0. Ainda no primeiro tempo tomou o segundo gol. Não tem outra explicação que não seja a motivação de um e outro. O Inter só pensa no Mundial do mês que vem e o Avaí na zona da degola quase degolando.
Na realidade há outras explicações. Talvez menores que a motivação que o Inter não tem de jogar o BR-10. Mas não dá pra esquecer que é esse o campeonato que o Colorado de Roth tem para acertar as coisas pro Mundial de Abhu  Dabi. É no BR-10 que se define quem joga de Giuliano e Sobis, que se dará (ou não) ritmo ao Tinga, que se definirá entre Pato e Renan, que Damião poderá ganhar a vaga de Alecssandro. Essa falta de vitória não preocupa pela colocação colorada, mas pela falta de afirmação da equipe e de alguns jogadores.
Claro, nada invalida de o Inter chegar desacreditado e jogar o fino da bola no Mundial e trazer o segundo caneco da competição. Mas é mais fácil e confortável pra todo mundo (comissão técnica, dirigentes, jogadores e torcida) chegar em Abhu Dabi em boa fase.
Da derrota, fica os três pontos importantes (mas ainda insuficientes) para o Avaí e o três belos gols de jogadas coletivas, daqueles que valem o ingresso.

Jogo atípico

O zero a zero de Santos e Grêmio na Vila foi um jogo cadenciado, de ambas as partes, com poucas chances de gols. Mais chances teve o Peixe - natural, pra uma partida diferente. Assim como já seria natural que o Santos, em casa, atacasse com mais frequência. Mas digo que foi diferente porque não é normal que uma das equipes perca um jogador tão cedo, como perdeu o Grêmio, com a expulsão de Jonas logo aos 18min de jogo, depois de acertar cotovelada no volante Adriano.
Santos e Grêmio entraram em campo com esquemas praticamente espelhados. Ambos no 4-4-2, com um quadrado torto no meio. No Peixe, Marquinho centralizava mais e Rodriguinho aparecia como terceiro homem pela direita. No Grêmio quem centralizava era Douglas, e Lúcio se desprendendo como meia na esquerda.
Rodriguinho não foi suficiente para auxiliar Marquinhos e Zé Eduardo, o encarregado pelas jogadas agudas pelos flancos. Zé Eduardo fez boa partida , incomodou, buscou jogo e sofreu pênalti que ele próprio desperdiçou. A quinta penalidade defendida pelo goleiro Victor.
Faltou futebol ao Santos  para vencer um Grêmio com 10, que se defendeu muito bem, depois de mais uma atuação de luxo do surpreendente Paulão. Faltou Neymar e Arouca, faltou mais velocidade e, quem sabe, mais vontade (ou gana).
O Grêmio foi calmo, se mostrou um time maduro, não perdeu a cabeça. Chegou na área do Santos algumas poucas vezes e não seria nenhum absurdo sair com o 1 a 0. Mas foi um alívio não ter saído derrotado, depois de 70 minutos em desvantagem numérica de jogadores.
O árbitro Ricardo Marques de Oliveira acertou em expulsar Jonas e ao marcar o pênalti de Rafael Marques em Zé Eduardo. Mas errou ao não marcar pênalti em cima de Lúcio, no segundo tempo, e não foi criterioso em algumas faltas e cartões.
Para não fechar a rodada perdendo duas posições, o Grêmio torce para resultados negativos de Inter e CAP, que jogam em casa contra Avaí e Prudente, respectivamente. Um missão ingrata. Mas é o preço que se paga por, às vezes, jogar um futebol também ingrato.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Inter 0x0 Fluminense

Não vi o jogo! Viu? Comenta, então.

Mas é importante pegar alguns fatos isolados. O Inter praticamente repetiu o time nos últimos três jogos. Estes últimos três jogos foram de alto nível de exigência: Grêmio, Santos e Fluminense. O Internacional não perdeu e, interessante, nem jogou mal. Mas não jogou o suficiente para vencer e sair do empate, dois deles dentro do Beira-Rio, outro foi o clássico Grenal.
Falta a Celso Roth apenas ajustar o setor ofensivo do time. Torná-lo mais objetivo e eficiente. Isso passa, com toda certeza, pela definição do esquema: 4-2-3-1 ou 4-4-2? Sobis aberto no lado do campo, como um meia apoiador ou como segundo atacante encostando definitivamente no centroavante ou, quem sabe, sendo ele mesmo o camisa 9? Roth já sabe que é por aí o reajuste da sua equipe.
O Inter tem 50 pontos, não deve mais pensar em título, só pensar em si. Pensar em dezembro, em Abudabi, na Inter. Pensar e trabalhar no que realmente importa.

O Grêmio respira

Poderia ter sido 3 ou 4 a 0 para o Grêmio, devido a superioridade do Tricolor no Serra Dourada diante do Goiás. Poderia, no entanto, ter sido 1 a 1, caso o árbitro José de Caldas Souza tivesse marcado o pênalti que Paulão cometeu em Rafael Moura aos 44min do segundo tempo. Mas com o gol de Diego Clementino, dois minutos depois do lance de penalidade, em boa jogada tramada, como fora a jogada do primeiro gol gremista, ficou no 2 a 0 mesmo.
O time do Goiás é um time confuso. Foi um time confuso. Um 3-5-2 com improvisações, que ora parecia um 4-4-2, com os jogadores mudando de função e variando a marcação individual em Jonas, que apanhou bastante no primeiro tempo. O Goiás jogou enquanto Jones ocupou a direita de ataque ou até a ala por aquele lado. Isto aconteceu em três momentos diferentes do jogo, foi quando o time da casa incomodou.
De resto, assistiu a um Grêmio cadenciador, tocando a bola com Douglas, Rochemback e Jonas. Acelerando o jogo quando preciso, com Gabriel, em grande noite, Lúcio e Fábio Santos. André Lima muito bem fazendo a parede e tabelando com quem vem de trás e, claro, fazendo gol.
O Grêmio poderia ter forçado mais, se esforçado mais. Melhoraria um futebol que foi razoável. Mas um futebol que já tem cara, há muito tempo. Renato acertou a mão com o seu 4-4-2 com meio-campo em losango. Não à toa o Grêmio volta a respirar no BR-10, chega aos 50 pontos e vê uma tabela de jogos que não é muito complicada.

sábado, 30 de outubro de 2010

Gostinho de derrota

O Internacional recebeu o Santos no Beira-Rio, fez boa partida mas não passou do 1 a 1 com amargo gosto de derrota.
Já o Santos, foi até Porto Alegre enfrentar o Inter no Beira-Rio. O Peixe fez boa partida, poderia ter vencido mas não passou do 1 a 1 que ficou com gosto de derrota.
Então... um um grande jogo de futebol. Tanto o Santos quanto o Inter poderiam ter vencido. Não venceram, empataram e estacionaram na tabela, ambos tem 49 pontos e vaga já garantida na Libertadores-11. Viu-se uma leve superioridade Colorada, que tomou sempre a iniciativa e atacou melhor pela esquerda, por onde, inclusive, saiu o gol de empate no finalzinho do jogo, depois do cruzamento do Kléber e da finalização de cabeça de Leandro Damião.
Apesar da iniciativa e da posse de bola Colorada, o Peixe também chegou. Teria melhor sorte no jogo caso a arbitragem tivesse marcado o pênalti do Kléber em Neymar e o gol de Edu Dracena que o Nei tirou com uma linda bicicleta, mas quando a bola já tinha passado a linha. Lances que aconteceram quando ainda estava zero a zero. Antes do golaço do Zé Eduardo, aos 34min do segundo tempo.
No Inter, um 4-2-3-1 sem Tinga, mas com D'Alessando na esquerda, Sobis na direita e Giuliano centralizado na linha de três armadores. Faltou um pouco mais de Rafael Sobis, que ainda não está 100% e joga fora de posição. Faltou Damião desde o começo e Alecssandro no banco. E falta, ao Inter de Celso Roth, jogar como o Inter do Mundial, ou seja, definir o esquema e os titulares que lutarão pelo Bi em Dezembro próximo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Põe na regra!

Quem não faz leva. Já é hora desse ditado virar a décima oitava regra do futebol.

Como vimos incontáveis vezes, nessa quinta-feira à noite no Engenhão, num 2 a 0 do Fluminense em cima do Grêmio, vimos acontecer novamente. O Grêmio vacilou, é verdade, principalmente no segundo gol carioca-argentino, mas o Grêmio também jogou bola para sair do zero. Entretanto, só jogar bola não adianta para sair do zero. Adianta muito ter um Conca inspirado como teve no jogo o Fluminense, de um futebol nem tão inspirado assim.
Renato surpreendeu começando com Souza no time e o volantão Ferdinando no banco. Mas Conca, no jogo, surpreendeu primeiro, com um balaço do meio da rua para o fundo do gol de Victor. O Grêmio demorou para assimilar o gol e o melhor começo da equipe carioca. E o Flu, não demorou à ceder campo ao Tricolor Gaúcho que, em boa partida de Gabriel, boa partida de Jonas pelos lados, mas Douglas e Souza oscilando e Lúcio podendo explorar mais a ala, tomou conta do jogo.
Faltou sorte ao Grêmio. Talvez. Mas futebol é muito mais competência do que sorte, e faltou muito de competência, claro, na hora de definir os lances. Também na hora de definir a escalação do Souza. Competência que também faltou ao Heber Roberto Lopes e seu auxiliar, que deixaram de marcar um pênalti em Jonas.
Mas competência sobrou ao Fluminense, ao Conca e vem sobrando, nos últimos anos, ao técnico Muricy Ramalho. Agora o time carioca chega aos 57 pontos, ainda pode ser alcançado pelo Cruzeiro nesse rodada, mas é difícil que perca a liderança devido ao saldo de gols.
Para o Grêmio, que sonhava mais do que seu primeiro turno permitia, complicou mais do que sempre já foi para chegar ao G4, quanto mais ao G3. O Tricolor estacionou na 9° colocação, com 47 pontos e já vê o São Paulo, com o mesmo número de pontos, passar à frente tento uma vitória a mais.

domingo, 24 de outubro de 2010

2 a 2 e um grande Gre-Nal

O Grenal de número 383 foi jogado por duas boas equipes de futebol, em momentos distintos, mas que sempre ficam em situação de igualdade quando se enfrentam - não só pelo empate deste domingo. Um empate que é mais interessante ao Internacional, conquistado dentro do Olímpico, segurando um salto importante do Grêmio na tabela, que subiria para a 4° colocação mas acabou amargurando a 8° posição do BR-10.
Celso Roth não contou com Tinga e como faz quase sempre que joga grenais, o treinador mudou o jeito de jogar do seu time. O 4-2-3-1 poderia ser mantido caso jogasse Andrezinho, ou Edu, ou Sobis. Roth optou por Glaydson, que jogou como zagueiro, marcando Jonas individualmente. O Colorado, no primeiro tempo, atuou no 3-6-1. E começou bem, no campo do Grêmio, com D'Alessandro aparecendo pela esquerda, Guiñazu marcando Douglas mas vindo de trás, até chutando uma bola ao gol do Victor, que praticou boa defesa.
O Grêmio demorou alguns minutos para entender a nova maneira de jogar do Inter. Escaldo no mesmo 4-4-2 que vem atuando nos últimos jogos, o Tricolor passou a jogar quando Jonas saiu da esquerda e foi se movimentar do outro lado, quando Gabriel passou a atuar adiantado e bater de frente com o ala Kléber e quando o Fábio Santos, pelo outro lado, fez o mesmo contra um Nei que não fez boa partida.
André Lima foi para o sacrifício, no discurso oficial o centroavante não tinha 100% da condição física. Talvez tenha sido um discurso enganoso, o famoso migué do futebol. André jogou e correu muito, não deu sinal de estar sentindo o joelho. O atacante fez o primeiro gol do clássico aos 36min. Um gol que agigantou um Grêmio que aos poucos já vinha dominando o jogo, que tinha um Paulão atuando no aumentativo e rebatendo todos as bolas que rondavam a área do Tricolor.
Com a marcação do Grêmio encaixada, D'Alessandro ficou sem a companhia de Giuliano por dentro, de Alecssandro na frente e nem do Kléber vindo de trás. Apesar de ter feito o gol em jogada oriunda do lado direito de ataque, o Grêmio é forte e foi forte pelo lado esquerdo. Não pela partida até discreta de Lúcio, bem marcado pelo Wilson Matias, mas sim pela belíssima partida de Fábio Santos. O lateral chegou à linha de fundo várias vezes, deu passe para gol desperdiçado e teve duas chances de marcar, convertendo uma delas, depois da tabela com o outro destaque gremista, o André Lima.
Roth mexeu no intervalo, tirou Glaydson, que não foi bem, e colocou Sobis. O Inter passou a atuar num 4-4-2 clássico, mas com as duplas de volantes e de meias distantes. Foram 15 minutos de imenso controle do Grêmio, que perdeu de ganhar o jogo com a chances desperdiçadas.
Como no futebol quem não faz quase sempre é punido, o Inter finalmente se acertou no campo. Emendou uma sequência de bons lances, todos saídos dos pés de D'Alessandro, que culminaram na boa defesa de Fábio Rochemback (?). Como ele é volante e não goleiro, pênalti para o Inter e cartão vermelho para o gremista.
Depois do pênalti convertido pelo Alecssandro, o Inter tinha tudo para ir para cima e virar o jogo. Do mesmo modo que minutos antes quem tinha tudo nas mãos e nos pés era o Grêmio. Mal deu tempo do Colorado comemorar e do Grêmio sentir a desvantagem numérica, Fábio Santos desempatou 4 minutos depois do empate.
Renato e Roth mexeram em seus times. No Inter, saiu o apagado Giuliano para entrar o homem dos minutos finais Andrezinho. No Grêmio, Adilson para defender, Clementino para correr e Gilson para correr e defender. O Tricolor naturalmente recuou e tentou defender o resultado de 2 a 1. Obviamente seria muito difícil, mas o 4-3-2-0 até funcionou. O Inter não entrou na área do Grêmio, embora tenha tomado conta da partida desde o gol de Fábio Santos. Brilhou a estrela de D'Alessandro mais uma vez contra Victor. O argentino não precisou entrar na área para vencer o goleiro tricolor, fez o gol aos 38min do segundo tempo e frustrou a eufórica torcida tricolor.
Foi bobagem o que fez Rochemback, o volante fazia boa partida e deixou o Grêmio na mão, literalmente. Pelo tempo de jogo, era mais prudente o Inter empatar naquela jogada mesmo. Acertou Simon, que marcou o lance e expulsou o jogador, mas o árbitro errou quando não marcou pênalti para o Grêmio, no primeiro tempo, num lance que se pode protestar três imprudências coloradas.
O Inter, que não pensa mais tanto no título, mas jogou o grenal valendo, sem tirar o pé, conseguiu bom resultado e a sorte de não perder ninguém machucado. Terminou a rodada numa boa 5° colocação, com 48 pontos. Uma rodada que só foi boa mesmo para Corinthians e Botafogo

  

domingo, 17 de outubro de 2010

Jogo encardido

Sabe jogo encardido, complicado, difícil de apitar e jogar? Foi Grêmio e Cruzeiro. Jogo equilibrado, difícil para o Grêmio, líder do returno, e para o Cruzeiro, líder do BR-10 - mas que pode perder a liderança caso o Fluminense vença do Botafogo no clássico das 18h30. A vitória do Grêmio de 2 a 1 ainda foi recheada de lances polêmicos, dor de cabeça para o árbitro Paulo César Oliveira e seus auxiliares.

Teve o primeiro gol do jogo, do Jonas, anulado por impedimento, e bem anulado. Depois, no gol do Montillo, a posição era, a princípio, duvidosa, mas acertou a arbitragem e o gol foi legal. No final do jogo berrou o Cuca pelos acréscimos do primeiro tempo, os 4 minutos a mais que permitiram que o Grêmio empatasse aos 48min. O segundo tempo começou com gol do Cruzeiro, seria o 2 a 1 do time mineiro, mas o bandeira marcou erroneamente impedimento de Wellington Paulista, na sequência teve pênalti para o Grêmio, encima de Gilson, uma falta boba mas bem assinalada. O Cruzeiro ainda reclamou de mão de Vilson, dentro da área, que não foi.

No jogo, a principal dificuldade do Grêmio foi a sensível mudança tática, de um 4-4-2 com meio em losango para um 4-4-2 com meio em quadrado, com Rochemback e Vilson jogando muito próximos, de olho em Montillo e deixando uma brecha no lado direito, entre Gabriel e Douglas, por onde atuou Marquinhos Paraná. Na esquerda, Fábio Santos sofreu com a marcação e com a volúpia de Thiago Ribeiro, o atacante cruzeirense acompanhou todas as subidas do lateral gremista que, de novo, não foi bem. Gilson entrou por ali na segunda etapa, foi melhor que FS e ainda sofreu pênalti do marcador Thiago Ribeiro dentro da área do goleiro Fábio.

Paulão foi o nome do jogo, teve a cara do Grêmio e da vitória. Faltou um pouco mais de Douglas e Jonas, mas os dois principais nomes da recuperação gremista no BR-10 foram decisivos na jogada do primeiro gol, que resultou na finalização do esforçado e participativo Junior Viçosa. A estrela do goleador ainda brilhou nas duas cobranças de pênalti que valeram por um gol, o da virada tricolor.

Como vem sendo nesse BR-10, o grande nome Cruzeiro foi Montillo. O meio-campista foi o jogador mais agudo da partida, diversas vezes fugiu da marcação e disparou contra o gol do Victor, acertou uma das vezes e abriu o placar do Olímpico. Faltou parceria ao argentino.

O Grêmio pontua e pontua e não sai do lugar, tem 46 pontos, está na 7° colocação e pode ser ultrapassado pelo Botafogo. Reflexo da má campanha do turno, uma antítese desse segundo turno gremista. O grenal do próximo domingo tem tudo para ser um dos mais interessantes dos últimos anos. Quem vencer quase que inviabiliza o objetivo do rival. Mais um jogaço no Olímpico.
  

sábado, 16 de outubro de 2010

Flamengo 3x0 Internacional

O Inter jogou (jogou?) quase completo, só não teve Guiñazu, mas voltou a atuar ao 4-2-3-1. Nem o trio Giuliano, Tinga e D'Alessandro, muito menos o goleiro Renan, que levou outro gol que dava pra não levar, evitaram a quinta derrota consecutiva em jogos fora de casa do Colorado. Contra um Flamengo em fase de recuperação ao comando do Luxa, fazendo um 4-2-2-2 simples e objetivo. 
Objetividade que faltou ao Inter, que teve bastante posse de bola mas não chegou ao gol defendido por Marcelo Lomba. O Inter ficou na 5° colocação, com 47 pontos e domingo pode ser ultrapassado pelo Botafogo, que tem 44 e joga o clássico com o Flu.
O próximo jogo do Colorado é o Grenal. Celso Roth já garantiu a titularidade do Renan, mas falou que Pato e Lauro estão no mesmo nível dele. Não é nenhum absurdo se repensar a titularidade de Renan no Beira-Rio, a fase técnica e psicológica do jogador não é boa e uma parada pode ser interessante para o Inter e para a preservação do próprio goleiro.
  

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Santos 1x0 Internacional

Como pode ser visto no final do post, os melhores momentos nem foram tão melhores assim. Teve o gol de Neymar, aos 27min do primeiro tempo, outras duas jogadas do guri no final do jogo e um belo de um chute do Andrezinho, da entrada da área, aos 31 do segundo tempo. Pouco, para os dois melhores times de 2010 enquanto estiveram completos nesse ano. Fosse esse jogo em meio a 13° rodada, e não adiado para esta quarta-feira, 13 de outubro, seria das partidas mais interessantes desse BR-10, com Ganso, André e Wesley no Santos e D'Alessandro, Giuliano, Taison, Alecssandro, Sandro e Tinga (nos 90min) no Inter. Jogaço!

O Inter teve um Kléber irreconhecível, que entregou a rapadura no primeiro gol. Teve o já conhecido, e indesejado, Edu ao lado de Marquinhos no meio, armando para o centroavante Ilan. Um 4-3-2-1, com Glaydson, Derley e Guinãzu na volância, mas que não funcionou. No primeiro tempo o Inter perdeu na bola e no placar para um Peixe comandado por Arouca e Neymar.

A coisa melhorou um pouco na segundo etapa. Entrou Tinga e Anderzinho, mudou o esquema mas não o placar. O Santos perdeu de ampliar, pois o Colorado deu campo pro Peixe contra-atacar. E lá se foi a quarta partida consecutiva de derrota fora de casa. E lá se foi um baita oportunidade de brigar forte pelo título.

O Inter caiu para a 5° colocação, tem 47 pontos e pega o Flamengo próximo sábado, no Rio de Janeiro. É provável que Celso Roth escale o que tiver de melhor disponível. Sobis pode pintar no banco e o trio Tinga, Giuliano e D'Alessandro saem jogando.
   

domingo, 10 de outubro de 2010

Vasco 3x3 Grêmio

Não vi, mas gostei. No segundo tempo, perdendo de 3 a 1, Renato não relutou em mexer no time e ir pra cima. A ousadia do treinador foi premiada aos 43min do segundo tempo, quando saiu o gol de Gabriel - o gol de empate. O Grêmio ficou com 43 pontos, na 7° colocação do BR-10 e ainda pode ser ultrapassado por Palmeiras ou Botafogo, que se enfrentam nesse domingo no Engenhão. Jonas disparou na artilharia, tem 19 gols contra 11 do Bruno Cesar, do Corinthians. O próximo jogo do Tricolor é no Olímpico, o Grêmio enfrenta o bom Cruzeiro, 2° colocado do campeonato.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mestre Jonas


Fica a sugestão de música para se ouvir lendo esse texto. Ou para ouvir vendo o Grêmio jogar, ou ainda para ver o Jonas marcar gols. Jonas marcar gol e Grêmio jogar, aliás, é quase uma redundância nesse BR-10. O Artilheiro fez mais três contra o Grêmio Prudente, na vitória por 4 a 0, e chegou aos 17 gols no campeonato. O artilheiro que se emociona na coletiva após o jogo é o mesmo que ajuda o Grêmio de Renato Portaluppi a alcançar os 42 pontos, a momentânea 8° colocação e o terceiro melhor ataque do campeonato, ao lado do Santos de Neymar e atrás dos líderes Fluminense e Corinthians.

Renato repetiu o mesmo esquema que venceu bem o São Paulo há uma semana, o 4-4-2 com meio-campo em losango. Contra o Prudente, o mesmo Vilson na cabeça da área e abertos nas beiradas do campo Willian Magrão e Lúcio, marcando e atacando. Principalmente Lúcio, que jogou e atacou muito e não pode mais sair do time. Dessa maneira, mais Gabriel e Fábio Santos vindos de trás, Douglas carimbando todas e não segurando tanto, o Grêmio é um time veloz. Joga diferente de quando tem Souza e Rochemback.

E rápido o Grêmio abriu o placar, em bela jogada pela esquerda, aos 45 segundos de jogo. Um tipo de combinação que funcionou o jogo inteiro e vem funcionando desde o acréscimo de Lúcio por ali. Interessante é que o Prudente até incomodou, é um time surpreendentemente veloz, que toca bem a bola. Mas falta força física, falta preparo técnico e tático. Um pouco de maturidade. Falta mais um Wesley, o bom atacante que caiu pelos lados e cria boas situações. Serviu para fazer Marcelo Grohe trabalhar, e trabalhar bem, fazendo boas e seguras defesas.

O Tricolor ganhou ao natural, sem fazer força. Parece que fazia gol quando queria. Fez quatro, se forçasse fazia cinco ou seis. Jonas fez das suas, perdeu um daqueles gols que só ele perde. Willian Magrão voltou bem. E Fábio Santos, mesmo em noite pouco inspirada, não joga tão precário futebol para ser vaiado até quando pisca o olho.

domingo, 3 de outubro de 2010

Inter 3x0 Guarani

O Inter venceu de forma natural. Não fez lá um grande primeiro tempo, passou longe disso, até porque o Guarani passou perto de abrir o placar, metendo bola no travessão de Renan. Mas nesse clima meio despreocupado, de quem não vai chegar e nem quer chegar, o Inter tem a 4° colocação, com 44 pontos. Está a 8 pontos do líder Fluminense.

Roth mantém o vencedor 4-2-3-1 e como não tem Sobis disponível, o mais segundo atacante do elenco, o esquema de jogo pouco sofre alterações. As alterações no segundo tempo foram técnicas, não táticas - exceto Nei, que pulou da direita para a lateral-esquerda. Quem entrou no segundo tempo, Glaydson e Daniel, deu conta e deu em gol. Os dois marcaram, o terceiro foi de Giuliano, destaque da equipe ao lado de D'Alessandro. Glaydson pede passagem, já que Wilson Mathias pede para sair, parece.