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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Tática - dos pontos fracos da nossa imprensa esportiva

Pode até ser uma impressão equivocada. De 2010 para cá, a imprensa do RS especializada em futebol tem batido muito nos treinadores da dupla Grenal. E, não são raras as vezes, se apega à questões de nenhuma importância ou sem nenhum fundamento futebolístico aceitável.
A ferida começou a ser aberta há alguns anos, talvez dois ou três, e alcançou o estágio crítico a partir da Copa do Mundo de 2010. É o "Monstro da Análise Tática". A discussão de ordem tática, que era feita por poucos jornalistas, alguns em veículos de tevê fechada, ganhou espaço na internet e se expandiu através dos blogs. Inevitavelmente a grande mídia teve de absorver essa tendência de jornalismo. O esquema 4-2-3-1 ficou muito em evidência na Copa do Mundo, a imensa maioria das seleções jogaram com essa formatação e ficou impossível de ignorar esse fato e não discuti-lo. Mas discutir sabendo o fazer?
Para os analistas e repórteres do Rio Grande do Sul é inconcebível ganhar um jogo tendo apenas um atacante em campo. Como se só o atacante atacasse. Esse tipo de simplificação é prejudicial à discussão e, por consequência, informa errado o espectador/ouvinte/leitor e cria no clube um clima de muito desconforto, até porque nem todo dirigente sabe tanto assim de bola quanto deveria. Assim, cai Celso Roth, cai Silas, cai Fossati, quase cai Falcão, quase cai Renato.
Não existe só o 4-4-2 e o 3-5-2. Não dá para esquecer que em 2010 o Inter venceu a Libertadores no 4-2-3-1. Assim como a Espanha venceu na Copa do Mundo. O Barça ganha tudo no "faceiro" 4-3-3. Ai de Falcão escalar o Inter num 4-3-3; ou de Renato, de tentar um 4-1-3-2, como já tentou e deu errado esse ano, e como deu muito certo no Estudiantes campeão na Libertadores de 2009. No Olímpico ou no Beira-Rio, quem não montar sua equipe no 4-4-2 abrasileirado, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes, das duas uma: ou é retranqueiro ou é ofencivista demais.
Grêmio e Internacional estão longe de ter uma temporada incontestável. Mas que se conteste com maior embasamento e critério. Sábado passado, Portaluppi foi crucificado por escalar um 4-5-1, com apenas Viçosa no ataque e um Gabriel inventado no meio de campo. Perdeu de 3 a 1 para o bom São Paulo, no Morumbi. E perdeu só pelo esquema e pela invenção? Renato tentou um 4-4-1-1 que tivesse rapidez de se fechar e defender pelos lados e a capacidade de sair em bloco, com as chegadas dos wingers Lúcio e Gabriel passando e dando a opção de Douglas lançar. Não deu certo porque lá na frente o Viçosa não soube reter a bola, Douglas não soube jogar de costas para a área, e a linha de quatro no meio muitas vezes não foi uma linha de quatro. O que quero dizer é que também poderia ter dado certo, e o fracasso pelo esquema diferente não pode ser uma obviedade, como parece ser para tantos.
Facão está batendo de frente com as análises equivocadas que recheiam os comentários da imprensa gaúcha. E quem bate de frente com a imprensa apanha, é taxado de chato ou professor pardal quando fala de tática nas entrevistas coletivas.
Os jornalistas estão expostos. Poucos entendem ou conseguem ler esquemas táticos. Aí atacam, falam que é bobagem, que treinador não ganha jogo, só atrapalha, que só o jogador faz a diferença, que esse ou aquele não podem jogarem juntos, ou devem jogarem juntos, que três volantes é absurdo, que três atacantes é absurdo. Quem não entende desprestigia, então simplificam demais o futebol e a discussão acerca do tema, tornando-a muitas vezes supérflua.
E volto a repetir, Renato e Falcão, Grêmio e Inter, ainda estão devendo muita bola. Mas debate tido como especializado também está devendo e precisa subir de nível.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um Grêmio que muda

O presidente Duda Kroef atendeu aos pedidos da torcida e demitiu Silas e o diretor de futebol Luiz Onofre Meira. Não só aos pedidos da torcida, mas às necessidades de campo, de um Grêmio que não encaixou depois da Copa, desencaixou depois da eliminação na Copa do Brasil e decepciona no BR-10 desde o início da competição.

Silas não é mal profissional, é iniciante, tem, claro, seus problemas mas fez bom trabalho no primeiro semestre. O Grêmio tinha uma ideia de time, uma estrutura que funcionava no 4-4-2, bem à brasileira. Dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes. O Grêmio conquistou o Gauchão e foi semifinalista na Copa do Brasil, com um ataque muito positivo, principalmente por conta de Jonas e Borges.

Aqui de fora, a impressão que fica é a de que o discurso de Silas não atingia mais os jogadores. Questão de vestiário, de perder o comando. Volta e meia declarações do treinador entraram em conflito com declarações de jogadores. Assim foi com Mário Fernandes e com Douglas, por exemplo. A velha teoria da conspiração: atletas fazendo corpo mole para derrubar técnico. Me parece ser o caso nessa situação.

O Grêmio tentou mudar. Mudou de esquema. O 3-5-2 foi de bom futebol contra Cruzeiro e Internacional. Mas não teve vitória, só empate. E agora, a derrota para o líder Fluminense, mais uma vez com um time cheio de peças emergenciais, como Willian Magrão na zaga, Maylson na ala e um ataque formado por Roberson e André Lima.

Não é um Grêmio ruim, é um Grêmio que está ruim. O grupo de jogadores tem potencial para mais. Mais que a 18° posição, mais que 12 pontos e mais do que só duas vitórias, seis empates e cinco derrotas.

O Grêmio então muda, de um Silas que funcionava, mas que perdeu o comando de vestiário e se perdeu na hora de remontar o time, para uma nova ideia de futebol que ainda não sabemos que é. Não sabemos se é Tite, Mário Sérgio, Portaluppi ou Geninho. O que sabemos é que mais do que nunca o presidente Duda Kroef precisa dar uma bola dentro.

domingo, 1 de agosto de 2010

Empate no Beira-Rio

Uma mudança de esquema no intervalo determinou e foi responsável pela melhora do Internacional no jogo. Roth mudou sem mexer muito. Do 4-2-3-1 frustrado pela má partida de Sobis, ao 3-5-2 com a saída de Índio, a entrada de Eller para fazer a sobra e o recuo de Juan da lateral para a zaga. Giuliano fez a ala-esquerda, e por ali foi responsável pela melhor oportunidade do Colorado no jogo. Sem a marcação de Adilson ou Ferdinando, às costas de Maylson, o 7 colorado entrou em diagonal e chutou para a boa, e praticamente a única difícil, defesa de Victor no jogo.

O Grêmio em campo sem surpresas. Um novo Grêmio, que agora trabalha no 3-5-2 pois, para Silas, o 4-2-2-2 não está mais funcionando. O Tricolor fez a segunda partida atuando dessa forma, empatou as duas vezes e vê suas peças aos poucos se encaixando. Como fez contra o Cruzeiro, no empate de 2 a 2, o Grêmio marcou adiantado no primeiro tempo, marcou bem e foi melhor no jogo. Não fosse o Borges perder um daqueles gols que não se perde, Silas poderia descer ao vestiário, no intervalo, com sua equipe vencendo por 1 a 0.
Num segundo tempo de Inter mais ligado, com posse de bola no campo do adversário, Renan continuou trabalhando mais que Victor. O goleiro colorado praticou uma defesa espetacular depois de uma cabeçada numa jogada de escanteio do Grêmio. No 3-5-2 colorado, os alas gremistas ficaram presos, o que por consequência também prendeu o Grêmio no seu campo, deixando só a opção do contra-ataque ao tricolor. Silas tentou corrigir, pondo Edilson no lugar de Maylson. Edilson deu duas boas escapadas, mas cruzou errado quando chegou à linha de fundo. A essas alturas, Taison era o ala-esquerdo colorado, Giuliano voltava ao meio e Andrezinho ia para o banco.

O Grêmio se fechou muito bem, bem diferente do São Paulo na quarta-feira passada, que só se fechou e ainda tomou gol. Na base do balão, e poucas vezes de outra forma, o Grêmio afastou o Inter de sua área no segundo tempo, mas não tanto quanto afastou na primeira etapa, quando tinha mais fôlego para marcar adiantado e com mais intensidade. 

Não foi um Grenal bem jogado, mas teve boas atuações. Pelo lado do Inter, Renan, Bolivar e Sandro destacaram-se. No Grêmio, Adilson, Rodrigo e Jonas, este mais por ser o jogador que tenta alguma coisa, função que deveria ser de Douglas.

O resultado mais uma vez é péssimo para o Grêmio, que mais uma vez jogou razoavelmente bem, mais uma vez não venceu, mais uma vez dorme na zona do rebaixamento e mais uma vez tem desfalques para o próximo compromisso no BR-10. É um Grêmio em (re)formação que ainda busca sua primeira vitória.

Para o Inter, que poupou alguns jogadores e pensa no São Paulo, o empate que o deixa na quarta colocação do BR-10 no fechamento da rodada é bom resultado.

domingo, 25 de julho de 2010

Momento

No futebol. quando o momento não é bom, não adianta nem jogar bem. Nem um bom empate fora de casa é bom. Estivesse o Grêmio em melhor situação na tabela, arrancar esse ponto do Cruzeiro, longe do Olímpico, seria boa resultado. Mas o momento é adverso para o Grêmio, e a crise ainda paira sobre Tricolor de Silas.

O Grêmio entrou em campo mudado, no 3-5-2, com Maylson e Hugo nas alas. Funcionou. Funcionaria melhor se Douglas, centralizado e responsável pela criação do time, tivesse feito melhor jogo e não errasse tantos passes. Funcionaria melhor se Silas não tivesse perdido Rochemback logo aos 20mim de jogo e entrado Ferdinando para substituí-lo.

A marcação do Grêmio encaixou bem. Pouco fez o Cruzeiro de Kuka no 4-2-2-2, e por quase todo o segundo tempo no 4-3-3. Victor foi pouco exigido, mas quando foi, falhou. Falhou no segundo gol do Cruzeiro, o gol de empate, aos 40 do segundo tempo, em jogada que protestou uma falta inexistente e foi à lona. A essa altura, Silas já tinha sido expulso e Jonas, o atacante mais perigoso em campo, já tinha sido substituído por um volante.
O Grêmio jogou bom futebol, mas não venceu. Ainda não venceu depois da Copa, continua na zona do rebaixamento, em 18°, com apenas 11 pontos. Fora do campo, discussão e briga no vestiário, e no discurso dos dirigentes e da comissão técnica o problema é a arbitragem. Na verdade, o problema do Grêmio é a bola, não o apito.

Por outro lado, quem não tem problema com o momento, com a bola e nem com o apito é o Inter de Celso Roth. O Colorado é o melhor time do pós-copa, fecha a rodada em terceiro lugar na tabela depois de alcançar a quarta vitória consecutiva.
Roth escalou uma equipe mista contra o Flamengo. Um mistão quente, com Renan, Índio, Eller, Guiñazu, Tinga, Taison e Sobis. A vitória de 1 a 0 consolidou o bom momento de Taison, jogando como meia-extremo na esquerda e autor de um golaço, e parece confirmar o maneira preferencial de como vai atuar o Inter de Roth, no 4-2-3-1.

O Colorado chega fortíssimo para o confronto contra o São Paulo, pela semifinal da Libertadores. Isso pelo bom momento do Internacional e pela má fase do time do ameaçado Ricardo Gomes. E como Tinga não joga, está suspenso, D'Alessandro deve entrar naturalmente no time, atuando entre Taison e Sobis, com Alecssandro de referência no ataque.    

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Água e água, 1 a 1

Futebol de menos, afogado no gramado do Olímpico Monumental. Grêmio e Vasco fizeram o possível, era o que dava para fazer sob tanta chuva. Muita chuva. O jogo começou em condições complicadas, aos dez minutos do segundo tempo estava impraticável. No segundo tempo, a prática do futebol ficou completamente comprometida.

Em condições normais, o gol que o Victor tomou logo no início da partida poderia ser considerado uma falha. Mas não, é compreensível que em pleno dilúvio em Porto Alegre, se tome um gol desses, gol de Nunes, de cabeça, com a bola desviando antes de tomar o rumo do gol, logo aos seis minutos. Em condições normais, e de crise estabelecida no Olímpico, esse empate contra o Vasco derrubaria Silas. Mas não são condições normais, e Victor não falhou (bisonhamente), o Grêmio não ganhou e o Silas não caiu.

Sorte que o Grêmio chegou rápido ao empate, em boa jogada, com velocidade e troca de passes. Algo praticamente impossível nesse jogo. Sorte, e golaço de Jonas. O restante do jogo foi balão prum lado, balão pra outro e alguns lançamentos, principalmente para o bom atacante Jonathan, que jogou aberto na esquerda, entrando em diagonal, aproveitando a má jornada do improvisado Fernando na lateral. Por aí o Vasco levou perigo.

Muito mais que isso não teve. O que teve, nem Heber Roberto Lopes nem o bandeirinha viram: a meia-mão e o meio-peito que impediram o gol de Borges, aos 46 do segundo tempo. Poderia ter sido pênalti, e o Grêmio poderia ter convertido, feito o gol e virado o jogo. Mas também poderia ter errado, com a boa parando entre o gol e a marca do pênalti - coisas do futebol sobre a água.

Certo mesmo é que o jogo não precisava ter saído e que com esse empate de 1 a 1, Grêmio e Vasco não deixam a zona do rebaixamento, por enquanto.

domingo, 18 de julho de 2010

Grêmio não (se) empolga

Aos vinte minutos do segundo tempo João Victor, meia do Prudente, foi expulso depois de tomar o segundo amarelo. Parecia que tudo ia ficar mais fácil para um Grêmio que já perdia de 1 a 0 desde o primeiro tempo. Só parecia. Na prática, quem tinha jogadores, e futebol, a menos, era Grêmio de Porto Alegre. Ao Tricolor Gaúcho faltou Jonas, faltou Douglas, faltou Hugo, faltou Edilson, faltou Borges. Todos em campo. Faltou Silas. 

O Grêmio Prudente continuou tranquilo e contra-atacando com muito perigo, como fez o jogo inteiro. Chegou ao merecido segundo gol aos 46 da etapa final, mas poderia ter sido logo ao primeiro minuto, não fosse o pênalti desperdiçado por Paulo Sérgio e defendido por Victor. Ambos, inclusive, os destaques do jogo.

O Grêmio está em crise. Crise tática e técnica. A primeira, passa diretamente pelo comando de Silas; a segunda, grande parte é em decorrência da primeira. Em campo, o time não empolga, e nem se empolga quando precisa - o que deveria ter acontecido depois da defesa de Victor. O Grêmio ocupa a 17° colocação, está na zona do rebaixamento. É preocupante não pelo fato do risco de ser rebaixado, isso não vai acontecer. Mas preocupa pelas perspectivas do Tricolor no BR-10, pois quanto mais demorar a reação, menor são as possibilidades do Grêmio chegar à ponta de cima da tabela.

Silas fez um bom primeiro semestre, montou um bom Grêmio. Parece ter perdido o norte com essa parada da Copas, talvez até antes, quando fora eliminado pelo Santos. Nesse tempo todo, errou bastante, mas acertou muito também. Merece respaldo da direção, mas precisa reavaliar seu trabalho, fazer uma auto-crítica e não inventar. Está na hora de simplificar e pensar em não tomar gols, a la Celso Roth.

Roth que conquistou sua segunda vitória no Colorado e jogou o Inter para a 7° colocação na tabela. O treinador repetiu o time e o esquema. Um 4-2-3-1 que parece estar recuperando o futebol de Taison, novamente de boa atuação

O Inter é um time equilibrado, paciente. Soube cozinhar um bom Ceará que veio para se defender e que só achou um gol no segundo tempo, em falha de Pato Abbondanzieri. O time de Celso Roth, como todo time de Celso Roth, até sofreu com uma pressãozinha do adversário no final do jogo, mas nada que ameaçasse a vitória colorada. 

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dupla Grenal - O Retorno

Primeiro foi o Grêmio, contra o Vitória, no Olímpico. Um jogo frio, quase morno, de futebol congelado - mais por parte do Grêmio - e estádio esvaziado.O empate de 1 a 1 foi péssimo resultado para ambas as equipes, o Grêmio agora ocupa a 14º posição e o time baiano a 15°. E para os pouco mais de 8 mil torcedores no Olímpico, o desempenho Tricolor incomodou mais que o frio.

O 4-2-2-2 de Silas sem Douglas, sem Mário e sem Rochemback, mas com Hugo, Rafael Marques e Magrão, foi previsível, sem poder de criatividade nem poder de reação. O Vitória encaixou bem a marcação, tinha boa saída pela direita com o bom lateral Nino. O time baiano só precisou se defender bem e contra-atacar com certa qualidade, nada muito especial, para fazer 1 a 0 no primeiro tempo e assustar o Grêmio no segundo tempo.

Há trabalho a ser feito no Olímpico. Os jogos de preparação foram preocupantes, isso parece ter se confirmado frente ao Vitória. O Grêmio só conseguiu o empate no abafa, com chuveirinho na área para Borges e André Lima, com Jonas entrando na área como ponta-de-lança e Adilson sozinho na contenção de um Vitória que foi perigoso até o apito final.


Agora, tem o que comemorar o professor Celso Roth. Há de se fazer todas as ressalvas ao time do Guarani, que não está mal no campeonato e ocupa a 7° posição, mas não tem futebol para tanto. Roth aplicou o "esquema da moda", o 4-2-3-1. Mesmo no 0 a 0 do primeiro tempo o Colorado já foi melhor, ainda que o Guarani tenha se assanhado no final, pelo fato do Inter recuar a marcação e abusar de errar passes.

Giuliano na direita, D'Alessandro centralizado e Taison na esquerda, não conseguiram ser agudos no primeiro tempo. Os três meias pouco entraram na área do adversário e Alecssandro, por outro lado, muito saiu. O Inter teve a posse de bola, mas não agrediu.

No segundo tempo, com os mesmos jogadores, mas com posições invertidas, o Inter foi efetivo, tanto na hora de atacar quanto na hora de contra-atacar. Celso centralizou Giuliano, trocou Taison de lado e pôs o argentino camisa 10 na esquerda. Assim o Colorado fez 3 a 0 com facilidade. Ainda teve a entrada de Andrezinho fazendo a do Giu.
    

terça-feira, 6 de julho de 2010

Implicância de Silas

Não é de hoje que Silas tem implicância com o zagueiro Mário Fernandes. Primeiro o episódio do café da manhã, no começo do ano. O treinador do Grêmio pegou no pé do zagueiro, na época ainda lateral, porque o guri não se alimentava corretamente na parte da manhã. Por um lado Silas até tem razão, talvez pelo outro lado também. Mas a situação gerou aquela semaninha chata de notícias idiotas fomentando algo tão chato e idiota quanto.

Outra atitude do treinador gremista me chamou a atenção. Desde que chegou ao Grêmio, Silas teve muito cuidado com jogadores voltando de lesão. Foi assim com Magrão, Leandro, Ferdinando, Douglas etc. Agora está sendo com Souza. Nunca se precipitou no retorno de nenhum atleta. Apenas um, Mário Fernandaes.

À época dos jogos decisivos contra o Santos, pela fase semifinal da Copa do Brasil, Mário sofria muito com seu problema crônico nos ombros. Mário Fernandes precisava parar. No mínimo, ser poupado. Não foi o que Silas fez. Pelo BR-10, no jogo contra o Corinthians no Olímpico, três dias antes da segunda partida contra o Peixe, o Grêmio foi à campo com time misto. Dentre os poucos titulares, Mário Fernandes. O guri não aguentou, saiu na maca antes do intervalo. Isso era 17 de maio, e Mário só foi voltar a jogar agora, há duas semanas.

Outra da implicância de Silas foi, no retorno da parada da Copa, em entrevista coletiva, o treinador definiu que Mário era reserva e disputaria vaga na lateral-direita. No outro dia o guri abriu o bocão, reivindicou que fosse avisado antes da imprensa. Na semana seguinte o Grêmio disputou amistoso com o Coritiba, levou um baile, com Mário Fernandes na reserva de Edilson e Ozeia. A direção não gostou, encostou no treinador e no outro jogo ele já estava lá, de titular e como zagueiro.

Porém, Mário Fernandes também não se ajuda muito. Na última partida, foi de atuação comprometedora contra o Avaí. O Grêmio perdeu de 3 a 2, e dois gols do adversário teve atuação direta do zagueiro. Mas a perseguição do treinador gremista não se justifica. O jovem zagueiro tem problemas, nem tanto técnicos, mas táticos e, claro, falta um pouco de maturidade. E quem pode corrigir e aperfeiçoar esse jogador é o Silas. Não fazendo ceninha para a imprensa, mas usando e passando da experiência do bom zagueiro que foi.

domingo, 6 de junho de 2010

E quem não faz?

Todo mundo sabe, e se não sabe ficou sabendo assistindo a São Paulo e Grêmio. Leva.

Um Grêmio inusitado, mais uma vez improvisado e desta vez ousado. Silas não teve Adilson, mas teve o retorno de Douglas. O treinador mudou o desenho tático do meio-campo da sua equipe, um losango com Rochemback à frente da zaga, Hugo aberto no lado esquerdo, Maylson mais contido pela direita e Douglas centralizado.

O São Paulo no 3-5-2 teve muitas dificuldades de se defender e sair jogando, principalmente pelo lado direito com Cicinho e Alex Silva. Hugo por ali jogou muito, fez o que quis, até gol. Mas o Grêmio, que até certo momento era melhor, tropeçou no próprio calcanhar e cedeu o empate. Em noite infeliz do ótimo zagueiro Rodrigo, que fez até pênalti, que Rogério desperdiçou, todo o sistema defensivo gremista entrou no baile e dançou ao ritmo de Dagoberto, autor dos três gols.

Uma vitória do Grêmio não estava nos planos e na projeção da direção, o empate certamente. Mas até os 20 minutos do segundo tempo o Grêmio jogou pra vencer e não soube ganhar. Um ataque formado por Willlian e Roberson é muito pouco pra enfrentar um São Paulo no Morumbi, ainda que Roberson seja um jovem que tem lá suas virtudes técnicas. Ainda que Ceni tenha feito grandes defesas, ainda que Douglas tenha perdido gols que não se pode perder.

O São Paulo fez o gol da virada no momento em que mexeu no time. Ricardo Gomes tirou Cicinho, abdicou dos três zagueiros, avançou Richarlyson e equilibrou as ações com o Grêmio. Depois do segundo gol, logo veio o terceiro, para tirar completamente o Grêmio do jogo.

O Grêmio não se intimidou no Morumbi, foi ousado enquanto pôde, errou o que não podia e pagou o preço. Termina essa primeira parte do BR-10 com 8 pontos, nove a menos que os líderes, tem apenas duas vitória, dois empates e três derrotas. Ainda é pouco.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tudo em casa

Não foi das melhores partidas do Grêmio dentro do Olímpico, mas a atuação tímida rendeu a segunda vitória no BR-10, 2 a 1 sobre o time do Luxa. Foi contra um Atlético-MG que toma muitos gols, e dessa vez tomou mais dois, porém dava para ter feito mais que um.Victor foi bastante exigido, e trabalhou bem o goleiro tricolor, principalmente num segundo tempo de posse de bola mineira e contra-ataques fracassados do Grêmio.

Mais importante que Victor e mais efetivo que o Galo foram Rochemback e Hugo. No primeiro tempo, escanteio cobrado pelo volante, cabeçada e gol do meia. No segundo tempo, falta sofrida pelo Hugo, lado direito da área, levantamento de Rochemback para mais uma cabeçada letal do camisa 10. A vitória do Grêmio passou pelos pés e pela cabeça desses dois jogadores, e quase que somente por esses dois. Silas ainda tem muitos desfalques e talvez seja o treinador que mais deseja essa para da Copa.

O Inter foi ao Pacaembu enfrentar o Corinthians e fez um bom primeiro tempo, mesmo assim perdeu de 1 a 0. Não foi tão bem no segundo tempo e também levou um. Tudo em casa, pois o Corinthians fez os 2 a 0, continua líder, e o Inter depende de uma vitória contra o Palmeiras no Beira-Rio para chegar aos 9 pontos na tabela.

Mesmo com o ataque titular, o Colorado não ameaçou o gol de Felipe. Walter não deu um chute à gol. Depois do jogo, Fernando Carvalho declarou que o Inter está no mercado e não pretende contratar apenas um técnico, o goleiro Renan está quase certo e um ou dois atacantes devem ser trazidos.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dupla Grenal começa a respirar

Ainda é pouco, mas Grêmio e Internacional aos poucos vão melhorando suas campanhas no BR-10. Ainda tem mais duas rodadas até a parada da Copa, a dupla tem dois jogos difíceis e provavelmente não somarão seis pontos.

O empate com o Flamengo, domingo no Maracanã, é bom resultado. Marca a boa fase de Rochemback, numa fase em que Silas vê escassas suas opções para escalar o Grêmio. Depois de cinco jogos, o Tricolor tem apenas uma vitória, dois empates e duas derrotas. Soma cinco pontos e antes de parada da Copa recebe o Atlético-MG no Olímpico e viaja pra enfrentar o São Paulo.

Em julho, Silas espera voltar ao campeonato com um grupo e um time mais competitivos. Se as lesões pararem de atrapalhar os planos do treinador gremista, o Grêmio pode e deve almejar algo maior que a pífia 14° posição de agora. Contra o Flamengo, Silas não contou com Mário Fernandes, Lúcio, Fábio Santos, Neuton, Ferdinando, Willian Magrão, Douglas, Souza e Borges. Só falta um segundo atacante para formar um outro time.

O Internacional ganhou, e ganhou bem do Atlético-PR no Beira-Rio, nesse domingo. Depois de uma semana difícil, com derrota dolorida para o Vasco e demissão de Jorge Fossati, o Colorado entrou em campo escalado e treinado pelo interino Enderson Moreira. Um Inter óbvio, equilibrado, no 4-4-2 que também deu certo com o técnico uruguaio, mas que por opção do próprio Fossati era preterido em detrimento dos três zagueiros.

Fernando Carvalho não tem pressa para anunciar o treinador, espera por Felipão, ainda que não anuncie oficialmente. As informações de bastidores dão conta que já tem até acerto salarial. Se vier, é a contratação da década no RS. Não garante título, não garante boa campanha, assim como o Grêmio esperou e pagou caro por Autuori e não conseguiu transformar empolgação, discurso e conceitos em resultados. Mas o nome de Felipãp mexe com os brios do torcedores, o anímico dos jogadores e mete medo no adversário. Já é alguma coisa.

O Inter, ao término dessa quinta rodada, tem duas vitórias e três derrotas. São seis pontos e a insatisfatória 10° posição. Nas próximas duas rodadas o Colorado recebe o Corinthinas e vai a São Paulo pegar o Palmeiras.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Grêmio ganha a primeira

Não foi de encher os olhos, mas foi o que Grêmio e Avaí puderam fazer no Olímpico, diante dos 9 mil gremistas desconfiados que foram ao estádio torcer por um Grêmio muito desfalcado. O titularissimo Jonas fez dois gols antes mesmo dos primeiros 30mim. Dois gols à la Jonas: um cheio de sorte; outro cheio de competência e atrevimento.

O Avaí jogou pouco. O jogador de meio-campo que mais tocou na bola foi Rudnei e, com todo respeito ao profissional, quando Rudnei é o principal expoente de um time, a coisa não pode funcionar mesmo. Ou o Avaí  do Péricles Chamusca, até então o vice-líder, entrou em campo muito desligado ou jogou muito acima do que pode nas outras partidas, pois, no Olímpico, o Grêmio teve certa facilidade para conquistar a vitória.

O esforçado Rochemback teve o seu bom futebol das ultimas partidas premiado com um gol. O terceiro gol, que fechou no final do segundo tempo o placar de uma partida morna, que o Grêmio venceu ao natural, sem grande apresentação coletiva mas com atuações individuais importantes. Maylson jogou e mostrou que não pode ser sacado do time. Adilson comprovou mais uma vez que aprendeu a jogar como primeiro volante. Roberson entrou no segundo tempo e deixa a impressão de ter mais bola que Willian e Bergson para substituir Borges.


domingo, 23 de maio de 2010

Dupla Grenal não decola

Curiosamente o primeiro gol do Fernandão com a camisa do São Paulo foi neste domingo, dentro do Beira-Rio,  contra o Internacional. Fora o segundo gol do time paulista na partida, o gol que decretara mais uma derrota do Colorado na BR-10. Já são duas, em três rodadas. As duas em casa e contra adversários diretos na briga por título: Cruzeiro e São Paulo.

Fossati e a direção do Internacional mais uma vez optaram por escalar uma equipe mista. Nei, D'Alessandro, Andrezinho e Alecssandro foram poupados. Não por completo, pois estiveram no banco e foram usados pelo treinador. Depois de o Inter já estar perdendo por 2 a 0, Fossti queimou suas três substituições justamente com D'Ale, Andrezinho e Alecssandro.

O Grêmio também ainda não decolou no campeonato e vive uma pequena crise técnica. Nas últimos quatro jogos são três derrotas, 12 gols tomados e contra 8 convertidos. No campeonato brasileiro o Grêmio soma apenas um pontos nas primeiras três rodadas e também tem duas derrotas contra concorrentes diretos: Corinthians e Palmeiras.
O jogo no Parque Antártica foi esquisito. O primeiro tempo acabou 2 a 1 para o Verdão, que não jogou bola pra sair ganhando. Foi o Grêmio, apesar do domínio técnico da partida, que errou o bastante para sair perdendo. A arbitragem não foi das melhores, teve lances confusos e mal marcados. Mas a má jornada do juiz não justifica mais uma partida ruim de Leandro, não justifica mais uma atuação discreta de Douglas, não justifica Bruno Collaço tomar tantas bolas nas costas nem Rodrigo e Victor falharem no primeiro gol do Palmeiras.

Em dezembro, os seis pontos que o Inter perdeu para São Paulo e Cruzeiro, e os seis que o Grêmio perdeu para Corinthians e Palmeiras, poderão fazer falta na hora de alcançar os objetivos dentro do campeonato. Apesar do momento não ser do melhores, Fossati e Silas não podem inventar, não devem mudar drasticamente suas equipes. 

O Inter que continue no 4-4-2. com meio em losango, Walter e Alecssandro no ataque, Andrezinho de titular e Giuliano e D'Alessandro disputando posição. Foi assim que o Colorado melhor jogou em 2010. No Grêmio, está na hora de Maylson voltar à equipe titular e Hugo voltar a ser boa opção no banco. A titularidade de Willian Magrão também pode ser contestada, o jogador não vem bem e Rochemback demonstra, pelo menos, vontade de jogar. Talvez um chá de banco faça bem ao futebol de Magrão.

A dupla Grenal não pode mais se dar ao luxo de perder pontos, quanto mais dentro de casa.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Agora quem dá bola é o Santos!

Foi mais um jogo para consagrar o bordão de Galvão Bueno: haja coração! A máxima também vale para os jogadores. Percebia-se nos primeiros minutos a respiração ofegante  e o olhar estalado, digno de quem está nervoso, nos 22 homens em campo.

A segunda partida entre Grêmio e Santos tinha um diferencial pois, parece óbvio, a primeira partida já tinha sido jogada e foi aquele espetáculo, um 4 a 3 que fica na história do Olímpico. Nessa condição, as duas equipes entraram em campo na Vila Belmiro sabendo que precisavam fazer e sabendo quais precauções adotar. Um jogo tático, de estratégia. Assim foi o primeiro tempo.

Silas foi para o intervalo vendo sua equipe se classificar. Dorival desceu ao vestiário vendo seu time ser amarrado pelo Grêmio. Isso porque: o 4-4-2 tricolor virou 4-5-1, com Jonas bem  e acompanhando de perto as descidas do Léo; porque Willian Magrão e Adilson se revezaram na marcação de Ganso e foram competentes no 45mim iniciais; porque Douglas e Hugo foram aplicados na hora de defender e inteligentes na hora de atacar. O Grêmio fez um grande primeiro tempo e perdeu de sair ganhando.

O Santos perdia em quantidade e futebol no meio-campo. O Robinho tentou fazer número, correu pelo campo, recuou para tentar articular mas não funcionou. Dorival ganhou o jogo quando, no segundo tempo, lançou Robinho da direita, trouxe Neymar para o lado esquerdo e conseguiu fazer com que sua equipe aplicasse a pressão que não conseguira no primeiro tempo.

Com a posse de bola, sem errar tantos passes, o Santos envolveu o Grêmio e assim o Ganso surgiu livre para acertar um chute lindo de longa distãncia. O Santos, que já estava melhor, tomou por completo o controle do jogo. Robinho, que não jogou nada, fez o segundo gol. Golaço, diga-se de passagem.

Silas demorou a mexer. Quando mexeu, não mexeu bem e já perdia por 2 a 0. O centroavante Willian entrou só para chutar o goleiro Felipe, Leandro entrou pra jogar o que jogou até agora - não muito - e Maylson só entrou quando mais nada o Grêmio podia fazer.

A reação do Grêmio foi no abafa, no tudo-ou-nada. Fez um gol, esteve perto do segundo mas deu muito campo para o contra-ataque, o que resultou na terceiro gol do Santos.

Passa o Santos, merecido. Poderia passar o Grêmio. Foram dois grandes jogos de futebol, imprevisíveis e bem jogados na maior parte do tempo. Na outra parte, expulsões, discussões, falhas individuais. No fim das contas, tudo o que se esperada de um grande espetáculo da bola.

Alguém duvida do favoritismo do Santos para levantar sua primeira Copa do Brasil?

domingo, 16 de maio de 2010

Inter se recupera

O Internacional conquistou uma vitória sensacional contra o Goiás. O Fossati escalou um time de desanimar o torcedor, teoricamente só com Walter de titular. Mas de desanimar mesmo é o time do Goiás, que abriu 2 a 0 com jogadas de bola parada e depois permitiu a virada no segundo tempo.

Jorge Fossati mais uma vez reclamou muito da arbitragem, foi expulso. O treinado assistiu de longe o partidão que fez o Walter no segundo tempo, que junto a Giuliano comandou a virada colorada. O Inter se recupera da derrota para o Cruzeiro na primeira rodada, continua com o foco na Libertadores, e soma três pontos importantes no BR-10. Diferente do Goiás, por exemplo, que não disputa mais nada além do campeonato brasileiro mas ainda não saiu do zero na tabela.

A escalação de Walter deixa a expectativa de como o Inter vai jogar contra o Estudiantes, quinta-feira, na Argentina. Alecssandro pode ser o único atacante e no lugar de Walter pode entrar um zagueiro ou outro meio-campista.

Já o Grêmio perdeu para o Corithians, dentro do Olímpico. Um derrota que tem o mesmo peso que a derrota do Inter para o Cruzeiro no Beira-Rio. Nunca é bom ser derrotado por um concorrente direto ao título e à vaga na Libertadores. São pontos que fazem falta em dezembro.

O 4-5-1 de Silas não deu certo no primeiro tempo. Douglas não entrou no jogo, Hugo e Leandro ocuparam o mesmo espaço, e Bergson, o único atacante, é fraco. O Corinthians neutralizou facilmente um Grêmio nada empolgado e ainda contou com atuação bisonha do sistema defensivo tricolor no segundo gol.

O domingo também serviu para umas das maiores burradas que a atual comissão técnica do Grêmio já fez: escalar Mário Fernandes. O zagueiro foi para o sacrifício, inexplicavelmente, e acabou se lesionando. Não joga contra o Santos e provavelmente só joga depois da Copa.

O Grêmio que não pode levar gol do Santos, escala na Vila Belmiro uma linha de 4 defensores totalmente descaracterizada. Sem Rodrigo, sem Mário, sem Neuton, ainda não se sabe o que Silas vai fazer - nem ele, acredito.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

De encher os olhos

Grêmio e Santos fizeram uma extraordinária partida de futebol. A maneira como o Santos começou jogando e abrindo 2 a 0 de vantagem foi fantástica, a atuação do goleiro Felipe no primeiro tempo foi inquestionável, a vitória conquistada pelo Grêmio no segundo tempo é impressionante, uma virada épica, histórica. Vitória, aliás, que não é tão menor quanto o resultado que o Santos leva pra casa, pois fez três gols fora de casa e perder apenas por um gol de diferença, levando à risca o regulamento da competição, o resultado não é de todo o ruim.

Silas escalou mal, os três zagueiros e o Hugo na ala não funcionaram. Tanto que o Santos teve domínio completo da partida enquanto o Grêmio jogou dessa forma. Silas modificou logo que tomou o segundo gol, pôs a equipe no 4-4-2, improvisou Edilson na esquerda e liberou Mário pela direita. O time foi outro, não exatamente o que precisava ser, mas equilibrou as ações com o Santos. Por detalhes os meninos da Vila não ampliaram a vantagem no primeiro tempo, pios o Grêmio cedeu muito campo para contra-ataques. O Tricolor Gaúcho quando não parava por si só, parava em Felipe, o nome do jogo na primeira etapa, inclusive pegando pênalti.

Bom de papo e bom de vestiário, Silas mandou para o segundo tempo um Grêmio com mais atitude, mais ligado e melhor posicionado. O Tricolor fez com o Santos o que o próprio Santos fizera com ele no tempo anterior, com 20mim de bola rolando o Grêmio voava em campo e já alcançava a igualdade no placar.

Ganso sumiu, Arouca baixou de produção, Dorival Junior mexeu mal e o Grêmio jogou muito. Com o Olímpico em estado de transe, Borges anotava seu terceiro na partida, o quarto do Grêmio. Mas o jogo extraordinário como foi,  não parou aí.

Dorival se corrigiu, deu companhia a Ganso na articulação e mandou seus meninos jogarem novamente, afinal não tem explicação querer administrar uma derrota de 4 a 2. Paulo Henrique Ganso então deu uma metida de bola sensacional para Robinho, que resultou no belíssimo terceiro gol santista. Na noite, talvez só não tenha sido mais bonito que o também terceiro gol do Grêmio, um tirambaço de Jonas de fora da área.

Se viu em campo duas boas equipes, equipes corajosas e que, independente de idade e experiência, demonstram momentaneamente um futebol maduro. Propostas distintas de futebol, é claro, mas que vem dando resultado. Não por acaso são dois campeões regionais e semifinalistas da Copa do Brasil. Ficamos no aguardo do segundo capítulo desta excelente decisão de vaga - e espero que tenham lhes sobrado unhas nos dedos.

domingo, 2 de maio de 2010

Grêmio Campeão Gaúcho 2010

Quando o torcedor colorado vê Glaydson vestindo a camisa 10 já sabe que alguma coisa está errada. Também torce o nariz ao ficar sabendo que a zaga que jogará o clássico decisivo começa com Ronaldo, um ilustre desconhecido para o torcedor até o momento. Jorge Fossati, precisando vencer  por pelo menos 2 gols de diferença, levou a campo um mistão num 3-5-2 de se desconfiar, quando na verdade foi de surpreender. O Inter marcou um gol cedo, teve a posse de bola no primeiro tempo e Ronaldo foi um dos melhores em campo. Glaydson, bom, esse foi esforçado mas não foi nada a mais que o Glaydson conhecido por todos.

O Inter ambicionou o título, mas em nenhum momento passou por cima da prioridade que é a Libertadores. Quando pôde, e deveria, ter ousado mais, no segundo tempo, Fossati tirou um dos atacantes e colocou Thiago Humberto - terceira ou quarta opção no time principal. Kléber Pereira até entrou, no fim, e pelo tempo que teve, e mais pelo futebol apresentado, não conta.

Silas escalou para o Grenal um time sem surpresas. Foi um Grêmio que só foi ameaçado no primeiro tempo - o mesmo Grêmio pouco ameaçado no campeonato inteiro, e que desde a vitória de 2 a 0 no Beira-Rio deixou o título estacionado no Olímpico. Pelo lado direito de defesa a equipe de Silas sofreu porque Giuliano e Kléber ocuparam bem o espaço, Taison aparecia como opção e, na saída de bola o volante Sandro marcava muito bem o meia Douglas, que últimamente vem jogando pela direita.

Fossati quis contra-atacar o Grêmio que vinha para atacar. A estratégia colorada até funcionou bem no primeiro tempo, em determinados momentos teve a posse da bola  mas não teve penatração, não conseguiu ser um time agudo. Walter não funcionou como centroavante e Taison só foi participativo, ficou longe de ser efetivo - a única coisa que acertou no jogo foi mesmo o Jonas.

Pato Abbondanzieri, em tarde de Victor, trabalhou mais que o goleiro campeão, e trabalhou bem. O argentino, já contestado dentro do Beira-Rio, foi muito exigido e importantíssimo para a vitória colorada. Ele, Ronaldo, Sandro e Giuliano.

O bom momento do Grêmio reflete o bom momento de Silas. Nas últmas partidas as substituições do treinador gremistas têm surtido efeitos positivos na equipe durante os jogos. Hugo mais uma vez entrou bem, jogou os 45 minutos finais ora como ala, ora como meia. Assim, Silas segurou mais Neuton na esquerda e liberou Edilson lá na direita. Com essa manobra, o lateral gremista combateu Kléber mais longe da área, anulando uma importante alternativa do Internacional.

A vitória do Inter acaba sendo secundária no contexto do Campeonato e no contexto Tricolor, que só tem a comemorar. Mas vencer o Grêmio nesse clássico final, mesmo sem o título, é essencial dentro do contexto colorado, que tem na Quinta um confronto decisivo contra o Banfield, pela Libertadores. Jogo em que o Inter precisa desmanchar um resultado desfavorável de 3 a 1. A vitória no Grenal dá confiança, dá moral - e já é melhor que nada.

O Grêmio encabeçou o Campeonato desde o início, nada mais justo o ceneco ficar no Olímpico. Silas faz até agora um bom trabalho, um trabalho de paciência que só agora a torcida vai engolindo, que só agora a imprensa vai entendendo. Victor mais uma vez foi o baita goleiro que é, Rodrigo também é destaque, Douglas é importante e a dupla de ataque um dos maiores expoentes desse time. Enfim, o Grêmio como um todo recebe os parabéns deste que vos escreve!

Entretanto, e festa é só nesse domingo. A partir de segunda é bola pra frente e pé no chão. O Fluminense vem aí, em desvantagem, mas o jogo é decisivo e vale vaga na semi-final da Copa do Brasil.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Uma grande vitória!

A vitória do Grêmio sobre o Fluminense de 3 a 2, com um jogador a menos, dentro do Maracnã, é maiúscula. Não assisti ao jogo, uma pena. Como só pude ouvir, vou me furtar de fazer um comentário mais profundo do jogo e destacar o contexto. 


O Grêmio agora soma duas vitórias consecutivas, contra dois adversários de 1° divisão. Vitórias, inclusive, na casa do oponente, um trauma que castigou o Grêmio de 2009 - o de 2010 só perdeu pra o Avaí longe do Olímpico e mesmo assim avançou de fase na Copa do Brasil. Vencer o Internacional dentro do Beira-Rio e o Fluminese no Maracanã não é acaso, não foi sorte. O Grêmio demonstrou competência, e vem demonstrando ao longo da temporada.

Silas tem achado alternativas quando não conta com os melhores, e já achou um time titular, o que é de suma importância.

O Grêmio se encaminha para duas decisões. As duas no Olímpico e, em ambas as oportunidades, o Grêmio tem uma situação confortável para administrar. Primeiro o Grenal de Domingo, o clássico que define o Campeão Gaúcho de 2010, o qual o Tricolor já começa vencendo o Inter por 2 a 0. 

Na próxima quarta tem o confronto da volta contra o Fluminense, jogo que define quem passa à semifinal. Os 3 gols fora de casa garantem ao Tricolor gaúcho uma série de vantagens. O Grêmio não terá o lateral Edilson, o zagueiro Rodrigo e o volante Adilson, todos suspensos. Ferdinando não fica à disposição porque está lesionado. A notícia boa é o retorno de Maylson, que pode acontece já no Grenal.

Nada definido para o Grêmio, só está tudo muito bem encaminhado. Se entrar em campo e jogar um futebol competitivo, comprometido e equilibrado - o que não fez contra o Avaí - dá Grêmio no Domingo e na Quarta.

domingo, 25 de abril de 2010

O Grenal de Silas

Pelas circunstâncias que antecederam o clássico deste domingo, o Inter era o favorito. O Colorado jogava em casa, tinha apenas um desfalque - Kléber, poupado -, portanto jogou com o time praticamente titular e vinha de uma consistente vitória sobre o Deportivo Quito pela Libertadores. O Inter vinha confiante, e isso é importante num clássico. É importante, mas não definitivo.

A tarde era de Silas. O treinador bancou o desacreditado Hugo para substituir Douglas. Hugo, inclusive criticado por esse que vos escreve, fez sua melhor partida desde o seu retorno ao Grêmio, surpreendendo até pela sua disposição tática. Outro mérito de Silas foi ter promovido a estreia do jovem Neuton na lateral esquerda, já que não contava com Fábio Santos. O técnico poderia ter utilizado um jogador mais experiente, como Joilson, mas apostou no garoto que acabou sendo um dos destaques do clássico.

Fossati não foi tão feliz quanto o técnico gremista. O meio-campo do Internacional a maior parte do tempo esteve mal posicionado, com Andrezinho e D'Alessandro deslocados e muitas vezes distantes do restante da equipe. A entrada de Giuliano no segundo tempo, quando o Grêmio já estava vencendo, não surtiu efeito e o time continuou torto. Fossati ainda tentou um frustrado 4-3-3, mas os atacantes do Inter não venceram o paredão Victor nem o xerife Rodrigo. Walter foi o melhor colorado em campo, venceu todas de seu marcador, Mário Fernandes, mas seus chutes pararam nas mãos do goleiro tricolor.

O primeiro tempo foi até equilibrado, começou com o Grêmio melhor. Principalmente porque Leandro e Hugo fugiram de Sandro e Guiñazu, abrindo um pela esquerda e outro pela direita. Com infiltrações diagonais, o Grêmio entrou na área colorada e perdeu gols enquanto dominou o jogo. No memento que os marcadores do Intenacional encaixaram seu jogo, o panorama da partida virou. O Grenal foi para o intervalo com o Inter no comando das principais ações do jogo.

No intervalo a estrela de Silas brilhou novamente. Ele sacou Ferdinando do time, seu homem de confiança, e que não fazia má partida, e colocou Adilson. Essa mesma substituição tinha sido feita contra o Avaí, ainda no Olímpico, e na ocasião não deu certo,o Grêmio ficou vulnerável. Mas dessa fez Silas acertou. Adilson marcou muito e jogou muito. Com dois volantes de boa qualidade técnica - Magrão e Adilson - o Grêmio teve uma posse de bola qualificada e dominou completamente o Internacional no segundo tempo.

Embora tenha alcançado a vitória com duas jogadas de bola parada, as situações de gol criadas ao longo da partida pelo Grêmio foram mais perigosas. Rodrigo, o melhor jogador do Grenal, saiu premiado com o bonito gol de cabeça e Borges, que perdeu um gol feito no início do clássico e foi muito bem marcado pelo Bolivar durante o jogo, aproveitou outra bobeira da zaga colorada e fez o segundo do Grêmio. E quem levantou a bola na cabeça de Borges? Rochemback, que entrou no segundo tempo em mais uma substituição acertada de Silas.

Apesar da chuva que caiu em Porto Alegre foi um grande Grenal. Bem jogado, bem disputado, bem apitado, com situações interessantes no decorrer do 90 minutos. Com uma vitória cheia de autoridade do Grêmio, que considero surpreendente. O segundo Grenal, que decidirá o campeão, é outra história, a vantagem Tricolor é inegável, mas ainda tem toda uma semana de jogos decisivos também para ambas as equipes, o que pode interferir no estado anímico das equipes. E lembrando que se o Grêmio administrar a vantagem como fez diante do Avaí, o Inter tem todas as possibilidades de virar.

sábado, 24 de abril de 2010

O favoritismo do Inter

O ditado diz que Grenal não tem favorito. Nem todos tem, é verdade. Mas o primeiro clássico decisivo do Gauchão 2010 tem, e é o Internacional. Isso não quer dizer que o Colorado já ganhou, mas o momento do Inter é sensivelmente melhor e a tendência é que esse momento se reflita em campo.

Ambos vem de uma classificação. O Inter na Copa Libertadores, o Grêmio na Copa do Brasil. A diferença foram os resultados, pois o Tricolor se classificou perdendo de 3 a 2 pro Avaí, em Santa Catarina, num jogo em que foi muito mal. O Colorado passou à segunda fase da Libertadores com uma vitória consistente de 3 a 0 sobre o Deportivo Quito.

O Grêmio já não tem um dos seus principais jogadores, o articulador Douglas. Na sexta, Silas perdeu Fábio Santos para o clássico. De qualquer forma, no domingo o Grêmio entra em campo com seu lado esquerdo descaracterizado e com improvisações, pois Silas não tem outro lateral esquerdo como opção. No 3-5-2, Hugo pode fazer a função, se mantido o esquema com 4 zagueiros provavelmente Joilson seja improvisado por ali. Ou seja, qual for a opção do treinador nenhuma delas atende, teoricamente, às exigências de um jogo tal qual o Grenal.

O Inter também terá um lado esquerdo diferente. D'Alessandro deve ser poupado e Kléber já está confirmado, não joga. Mas jogam Giuliano, no meio, e Juan, na lateral. As opções de Fossati são mais satisfatória. Junta-se aí a boa fase de Andrezinho, empolgado com a titularidade momentânea e ainda fator Beira-Rio. Quem joga em casa tem vantagem, e isso vale para o próximo Grenal, domingo que vem, no Olímpico.

A vantagem do Colorado é fora de campo, antes do jogo. Nada impede que o Grêmio desmanche esse favoritismo ao rolar a bola, mas até pelo retrospecto dos últimos clássicos dá pra chegar a conclusão que isso é difícil. Embora ache que o campeão não seja definido logo nesse primeiro Grenal, só a próximo semana nos dará uma noção de quem pode levantar a taça no Olímpico.